Notas iniciais
Uffa finalmente o capitulo 17 kkkk
Gnt agradecemos pela paciencia que vcs vem tendo com agnt... Este capitulo será narrado a partir dos pensamentos da Laura e em seguida passará para o Edgar!
Agradecemos imenso o carinho de todas vcs em especial a Micheli que recomendou o nosso fake.

Bjos para todas esperamos agradar...

Por Laura

Acordo com uma leve indisposição, efeito de uma noite mal dormida regada de lagrimas olho em volta ainda atordoada e percebo que estou no meu quarto, olho para o meu corpo e constato que ainda estou usando a fantasia que a Isabel me emprestou, com a confusão eu acabei não tirando o que resultou numa das asas quebradas, espero que a Isabel não se importe, levanto da minha cama ainda meio cambaleante e me dirijo ao quarto de banhos, depois de fazer a minha toalete eu desço e encontro a Isabel sentada a mesa fazendo o seu desjejum tardio.

- Laura já estava ficando preocupada, você voltou ontem pra casa tão cedo ontem e ainda conseguiu permanecer na cama mais tempo do que eu que praticamente só cheguei hoje.

- Eu ter voltado para casa cedo não quer dizer que eu tenha dormido cedo Isabel, não sei ao certo a que horas eu adormeci mais acho que as horas já tinham se avançado bastante eu estava acordada quando você chegou.

- Da pra ver pela sua cara que você não dormiu muito bem, Laura o que aconteceu ontem a tia Jurema me disse que viu você saindo as pressas...

- Eu estava fugindo Isabel.

- Fugindo Laura como assim? Fugindo de quem?

- Fugindo do Edgar.

- Ele estava lá? Vocês se falaram?

- Não ele não me reconheceu.

- E porque você esta desse jeito você o viu com outra pessoa?

- Não Isabel o Edgar era outra pessoa.

- Como assim Laura eu não estou entendendo nada.

- Ele estava lá Isabel mais estava como Antônio Ferreira, colhendo informações para a sua matéria.

- Você esta me dizendo que o Edgar e o Antônio Ferreira...

- São a mesma pessoa.

- Você esta brincando?

- Não Isabel eu não estou.

- Mais então as suas incertezas acabaram Laura o que você esta esperando para correr para os braços dele?

- Não é bem assim Isabel, o Edgar me enganou ele estava esse tempo todo trocando cartas comigo se passando por outra pessoa, ele escreve para um jornal usando um pseudônimo e nunca me disse nada, isso não é uma coisa qualquer sem importância para deixar passar batido ele tinha que ter me falado.

- Laura ele deve ter seus motivos, vocês tem que conversarem para se entender de uma vez.

- Que motivos Isabel, não se esconde algo tão importante assim.

- O roto falando do esfarrapado, você por acaso contou para o Edgar que escreve para o jornal como Paulo Lima?

- Não mais são situações diferente Isabel.

- Diferente como Laura, também é um fato importante da sua vida que você esta escondendo dele.

- Não importa Isabel, isso não muda o fato dele estar se divertindo as minhas custas enquanto escrever aquelas cartas.

- Se divertindo? Laura você acha mesmo que o Edgar seria capaz de fazer uma coisa dessas?

- Ai eu não sei Isabel, acho que não... eu nem sei mais o que pensar, passei parte da noite tentando descobrir e não consegui e agora também não estou conseguindo.

- Então deixa eu te ajudar a esclarecer umas coisas, você ama aquele homem e só se manteve indiferente por esses dias porque achou que ele estava interessado em outra pessoa o que já descobriu que não é verdade... você ficou confusa porque descobriu que a sua admiração pelo Ferreira era muito maior do que você imaginava mais que o seu amor pelo Edgar ainda existia... agora você descobre que o Edgar e o Ferreira são a mesma pessoa, portanto o amor da sua vida se revelou também a pessoa que você vem admirando nos últimos dias. Você quer que eu diga mais alguma coisa?

- Você esta certa Isabel, essa situação não pode ficar assim para sempre.

- O que você vai fazer?

- Estou pensando ainda Isabel mais vou precisar da sua ajuda.

...

Por Edgar

Acordo atordoado em meio a papeis canetas e tinteiro olho a minha volta levando a minha mão até a nuca a massageando, ela esta dolorida também pudera eu adormeci no meu escritorio. Apalpo a meu bolso a procura do meu relogio e não o encontro... olho a bagunça da minha mesa tentando lembrar-me de aonde eu posso ter o deixado mais a minha busca é interrompida com o som de batidas na porta do meu escritório.

- Estou ocupado Lurdes.

A minha resposta é seguida de um silencio e eu penso que provavelmente ela deve ter voltado para a cosinha e começo a mecher nos meus papeis até que ouso a voz chorosa da minha filha.

- Não é a Lurdes papai sou eu.

- Oh minha abelhinha entra a porta esta só encostada.

Ela abre a porta timidamente encostando-a novamente depois de entrar, ela me parece um pouco abatida enquanto caminha em silencio em direção a uma das cadeiras a minha frente, mas antes de sentar ela me olha e para no meio do jesto abrindo um lardo sorriso.

- Qual é a graça filha.

- Papai o seu rosto esta sujo.

Eu franso o cenho diante das palavras dela o que deve ter me dado uma aparencia comica por ela alarga ainda mais o sorriso e sai apressada do escritório me deixando sem entender nada, a minha curiosidade não dura muito pois lodo ela esta de volta ao escritório mais desta vez em vez de se dirigir a uma das cadeiras em minha frente ela contorna a secretaria e para a minha frente e se colocando na ponta dos pes segura o meu queixo com uma de suas delicadas mãozinhas e com a outra que trazia um guardanapo ela começou a passar no meu rosto e na minha testa para depois me mostrar o resultado.

Eu olho aquele guardanapo em sua mão e vejo uma grande mancha de tinta, então era esse o motivo da graça meu rosto estava manchado de tinta, lembro-me da noite de ontem que cheguei empolgado para escrever a materia sobre os cordoes carnavalescos e vim direto para o escritório trabalhar nisto só que volta e meia os meus pensamentos voltava para a fada, eu não era de prestar atenção a outra mulher que não fosse a Laura mais algo naquela mulher me intrigou, talvez o Ciço estivesse certo talvez fosse o misterio da fantasia porque não parava de pensar nela, queria mais uma vez admirar o contorno dos seus labios, segurar em seu quixo a obrigando a olhar no meus olhos e poder desvendar o mistéiro que existia atrás daquela mascara. Sou despertado do meu transe pela voz da minha filha que chama pela minha atenção.

- Pai o que significa isso?

Olho para saber a que a minha filha se refere e vejo que ela aponta para as iniciais gravadas no guardanapo na sua mão.

- São inicias de dois nomes minha filha.

- Nomes de quem?

- O papai te conta senta aqui no meu colo, mais antes de te contar essa história eu tenho outra coisa pra te contar.

- O que papai?

- Eu conversei com a sua mãe ontem e você vai morar comigo agora.

- Aqui na sua casa?

- Sim meu amor, o que você acha?

- Eu acho supimpa... pai e pra escola eu não vou voltar mais?

- Você esta com saudades da escola Melissa?

- Sim papai muita.

- Do que você sente mais failta na escola?

- De tudo papai, das minhas amiguinhas, das histórias, de vestir o meu uniforme mais eu sinto mais saudades ainda é da senhorita Vieira.

- Você gosta dela?

- Sim eu gosto muito.

- Bom então você vai gostar da novidade, estou pensando em te matricular em uma escola que a Laura da aula.

- E ela vai ser minha professora de novo?

- Calma minha abelhinha eu ainda tenho que falar com a diretora sobre a sua matricula.

- E a diretora é muito brava?

- Sim muito brava.

- Pai?

- Sim minha filha...

- O senhor não ia me contar uma história?

Ela fala com os seus dedinhos contornando a gravura do guardanapo e eu acho graça da sua curiosidade, afasto a cadeira um pouco pra trás e abro uma das gavetas da secretaria e tiro um porta retrados e entrego a ela que adimira com curiosidade as duas pessoas na foto... era uma das fotos tiradas no meu casamento com a Laura, a unica em que nós sorriamos, ela foi tirada em um momento de descontração em que riamos de uma cena grotesca que tinha acontecido a poudo e derepente os nossos olhares se encontraram e neste mesmo instante a foto foi tirada.

- Pai é a senhorita Vieira?

- Sim

- Ela esta vestida de noiva?

- Sim meu amor esse foi o dia do nosso casamento.

- Vocês se casaram papai?

- Sim essas inicias bordadas no guardanapo são as inicias dos nossos nomes.

- E porque ela não mora aqui com o senhor?

- Porque nós acabamos brigando e ela foi embora para o interior e ficamos separados por vários anos, quando ela voltou ela começou a dar aulas no colégio em que você estudava foi ai que eu a reencontrei.

- E você ainda gosta dela papai?

- Sim meu amor eu amo a Laura.

- E ela papai ela ama o senhor também?

- Não sei minha flor mais eu pretendo descobrir.

Notas finais
Ps: Estamos tentando providenciar o tal tapa mais ainda não prometemos nada! ;)