Carrossel de Histórias
1 História 1 - O Grande Jogo de Jaime
Um novo dia chegou. Jaime estava desolado por precisar estudar. Vivia reclamando que não aprendia nada e que sua cabeça era do tamanho de um amendoim (palavras do pai Rafael).
Jaime — Bom dia... -desanimado e cabisbaixo.
Rafael — Ô, moleque, levanta essa cabeça que ela já tá lá na pança! — Fala em tom de brincadeira.
Eloísa (é sem H, ok?) — Não fale assim do seu filho, Rafael!
Rafael — Ah, mas o Jaime sempre tá com essa cara de borocoxo por causa dos estudos. Quero ver ele tomar jeito.
Eloísa — Tadinho do meu gordinho!
Jaime — Ai, minha cabeça já dói de pensar em estudar... — Suspira.
Jonas — Esse gordo aí só pensa em comer mesmo! -Rindo, coloca a mão no cabelo do irmão.
Jaime — Não enche, ô, mulherzinha! — Bravo.
Rafael — Chega os dois! Eu, hein? Agora deram de brigar todo dia cedo? Jonas, pare de mexer nesse cabelo e Jaime, vai estudar!
Jaime — Eu sei, chefe... Estudar pra ter futuro...
Rafael — Senão vai ter que ser meu auxiliar na oficina. E eu quero que você faça faculdade!
Jaime — Ai, minha cabeça...
Enfim, todos tomaram café e Jaime foi pra escola. Ele sabia que em breve teria prova. Mas o que o animava é que já era quinta e o fim de semana estava chegando. Estava ansioso para jogar com os amigos.
Daniel — Estão sabendo? Vamos disputar com os meninos da rua de baixo!
Davi — Futebol?
Paulo — Não! Natação, Cachinhos Dourados! — Mexe no cabelo do amigo. — Tonto!
Adriano — Deixa de ser chato, Paulo! Conta mais, Daniel.
Daniel — O Rubens (menino que inventei) da rua de baixo falou comigo e eles querem disputar com a gente, sábado lá no campinho. Estão dentro?
Davi, Adriano e Kokimoto — Sim!
Cirilo — Também!
Paulo — Tá, pode ser...
Jorge — Afe, eu não... Ficar todo sujo...
Paulo — Nem faz falta, boi lambeu!
Mário — Claro que vou!
Daniel — E eu também. Jaime, e você?
Jaime estava sentado e pensativo.
Jaime — O que tem eu? — Sai do transe.
Paulo — O Jaime tava pensando num x-burguer gigante! Hahaha!
Jaime — Quem dera, tava pensando na aula... — Triste.
Davi — O que foi, Jaime?
Jaime — Vai ter prova e eu tô com medo de reprovar...
Daniel — Ainda dá tempo de estudar!
Jaime — Mas do jeito que minha cabeça é dura, não vai ser fácil...
Paulo — Veja pelo lado bom, pelo menos ela não é feita de vento. — Segura o riso junto com Koki.
Jaime — Eu até te bateria, Paulo, mas tô sem ânimo.
Daniel — Bom, essa notícia pode te animar. Vamos ter um jogo sábado às 15:00, contra os garotos da rua de baixo.
Jaime — Gostei! — Se anima um pouco. — Pode deixar, eu vou.
Daniel — Fechou então!
Adriano — Mas está faltando pessoas no time!
Paulo — O almofadinha já disse que não quer...
Kokimoto — Ei! E a Alícia?
Daniel — Boa, Koki!
Paulo — Nem pensar! Menina não!
Mário — Qual é, Paulo? Bem que você gostaria... — Sorrisinho.
Paulo — Sai fora, Mário! — Bravo.
Daniel — Por que? Ela sabe jogar e a gente precisa de alguém! Menina ou não, temos que aceitá-la!
Paulo — Mas meninas são sensíveis e fracas. Se a Alícia cair no chão, ela não pode mais jogar.
Koki — Nossa, ela não é de papel também...
Daniel — Como presidente do clube, eu declaro que Alícia Gusman pode jogar no nosso time!
Todos comemoraram, menos Paulo, claro.
Paulo — Só quero ver se a gente perder por causa de uma menina!
Jaime — Relaxa. Vamos chamar ela.
Eles a convidam e a mesma aceita, muito feliz.
Daniel — Fechou então! Vamos treinar depois da aula, ok?
Todos — Sim!
Jaime — Eu estou um pouco melhor, mas ainda com medo...
Então, todos treinaram no dia seguinte após a aula no campinho para estar no pique sábado (ou seja, no outro dia).
Jaime — Ai, é hoje... — Nervoso.
Rafael — Que foi, moleque? Hoje não tem aula!
Jaime — Não, mas tem jogo... — Nervoso.
Rafael — O que? O Corinthians vai jogar e você nem me avisou? — Animado.
Jaime — Não, chefe, é que vou jogar com os garotos da rua de baixo num campeonato, que vai ser de tarde. Posso ir, né?
Rafael olha pra ele com cara de dúvida.
Rafael — Suas notas são perfeitas pra você se preocupar com futebol, né?
Jaime — Mas, pai... Eu prometo que depois do jogo eu estudo...
Rafael — E acha que alguma coisa entra nessa cabeça de melão? Anda, vai estudar agora!
Jaime — Ah, não, pai! Por favor! — Choraminga.
Rafael — Vai enfiar a cara nos livros, anda! Ou vai me ajudar na oficina!
Jaime — Mas você tem o Jurandir, pai!
Rafael — Aquele e nada é a mesma coisa. — Cara de desaprovação. — Não discuta comigo, moleque!
Jaime — Não me bate, pai! Por favor!
Rafael — Não vou fazer nada se você for estudar!
Eloísa — Que gritaria é essa nessa casa? — Aparece, assustada.
Rafael — Pra variar, o SEU filho está pensando mais no mundo de lazer do que em estudar!
Eloísa — Coitado, Rafael... Ele é criança, estudar tanto faz doer a cabecinha dele... — Acaricia a cabeça de Jaime.
Rafael — Cabecinha... — Risada irônica. — Esse daí tem um cabeção! Ou melhor, uma bola de futebol! Nem sei pra que uma cabeça tão grande se o cérebro é um amendoim!
Eloísa — Rafael, não fale assim! Não seja duro com ele, ele é tão bonzinho...
Rafael — Não é isso, Eloísa... O Jaime precisa aprender que tem hora pra tudo na vida.
Eloísa — Mas ele vai estudar depois de jogar, não é, meu amor? — Pergunta a Jaime.
Jaime — Claro, eu vou me esforçar...
Rafael — E... Eloísa, está defendendo o Jaime? — Aponta pra ela.
Eloísa — Defendo, pois não é assim que educa nosso filho! Olha as coisas que diz pra ele!
Rafael — Acho que exagerei... Mas ele sabe que é fraco nos estudos!
Eloísa — Deixa ele jogar com os amiguinhos, Rafael! Ele vai estudar o resto do dia depois!
Rafael olha pra Jaime e depois para a esposa e pensa um pouco. No fim, encolhe os ombros e cede.
Rafael — É bom você ganhar esse jogo, moleque.
Jaime não contém o sorriso.
Jaime — É sério, pai? — Sorrindo.
Rafael só o olha e o gordinho já entende que sim.
Jaime — Obrigado, pai! Você é o melhor! — Abraça Rafael.
Eloísa — Muito bem, Rafael. — Sorri.
Rafael — O que eu posso dizer? Eu amo esse moleque! — Bagunça o cabelo do filho.
Jaime — Também te amo, chefe... — Abraça de novo.
xxx
Mais tarde, naquele dia... Era perto das 15:00 e as crianças já estavam no local marcado.
Daniel — Todos sabem o que fazer, certo?
Todos — Sim!
Daniel — Tá mais calmo, Jaime?
Jaime — O que? Ah, sim! — Sorri.
Daniel — Os garotos da rua de baixo chegaram. Bom, boa sorte, time!
Time — EHHH!
Eles estavam indo para a quadra quando Paulo chamou Alícia.
Paulo — Seu cadarço tá desamarrado...
Alícia — Nossa. Obrigada, Paulo. — Sorri.
Paulo só sorriu, dando de ombros.
Os meninos se posicionaram em campo e esperaram o apito do juiz (um garoto aí). Eles começaram a jogar.
Jaime jogou bem. Na verdade, jogou muito bem. Pra sorte dele, um olheiro estava sentado num dos bancos e viu o talento dele. Ele resolveu chamar Jaime para jogar profissionalmente num time mirim. E talvez, quem sabe, com um time de verdade?
Jaime — Ganhamosss, uhuuu! — Pulinhos.
Todos estavam comemorando e no calor do momento, Paulo abraçou Alícia. Quando se deram conta, eles se separaram e sentiriam o rosto esquentar por causa disso.
Daniel — Foi um ótimo jogo, Rubens. — Aperta a mão de Rubens.
Rubens — Sim, Daniel. Vamos fazer mais vezes. Parabéns pra vocês!
Outros — Obrigado!
Olheiro — Garoto! Ô, garoto!
Jaime — Q-Quem? Eu? — Hesitante.
Olheiro — Sim! Você!
Jaime — Olha, minha mãe diz pra não falar com entranhos... d-digo, "estranhos", certo? Bom, eu vou nessa.
Olheiro — Espera, garoto. Eu vi seu jogo. Foi muito bom. Você tem talento.
Jaime — Bem, valeu. Eu adoro futebol, quero ser jogador um dia.
O homem sorriu e lhe deu seu cartão.
Olheiro — Meu nome é Jackson Jones, olheiro de futebol. Quero que você jogue profissionalmente num time de verdade.
Jaime — Sério, seu Jackson? — Olhos brilham. — No Corinthians?
Olheiro — Hahaha, poderá conhecê-los mas primeiro, poderá participar de um time mirim. O que acha?
Jaime — Nossa... Nem sei o que dizer... Mas, escuta... Preciso falar com meus pais. Não sei se vão deixar...
Olheiro — Sem compromisso. Me liga se puder. — Sai.
Jaime, confuso, olha o cartão e sonha alto, em jogar nos grandes estádios, com plateia e com grandes nomes do futebol.
— Jaime?
Ele saiu do transe.
Daniel — Tudo bem?
Jaime — A-ah... Tudo sim... — Risadinha.
Paulo — Esse Jaime tá mais perdido que cego em tiroteio! — Dá risada.
Mário — O que ele queria, Jaime?
Jaime – Ele era um olheiro, ele queria me contratar.
Meninos – Sério??
Daniel – Que legal, Jaime!
Jaime – É... Mas meu pai não vai deixar...
Davi – É que você tem que estudar. Pode jogar quando for mais velho.
Jaime – Eu sei, mas seria só um jogo, nada profissional.
Paulo – Mas vai que te confundem com a bola?? – Rindo.
Adriano – Mas, Jaime... Mesmo se o seu pai não deixar, já foi muita coisa um olheiro falar com você.
Jaime – Sempre foi meu sonho... – Suspira.
Daniel – Nós vamos te apoiar, Jaime. Sempre. – Os garotos concordam.
Jaime – Obrigado, galera. – Sorri.
Alícia – O que está acontecendo aqui e ninguém me chamou?
Paulo – Não é da sua conta! – Fala rudemente.
Daniel – Para de ser grosso, Paulo! É que o Jaime foi visto por um olheiro e pode até jogar profissionalmente!
Alícia – Nossa, que legal, Jaime! É mesmo um sonho... – Fala sonhadora.
Jaime – Mas meu pai sempre diz que minha cabeça não serve pra nada... Já imaginou se eu disser que quero jogar futebol?
Cirilo – Vamos todos com você falar com ele. Ele vai ter que deixar pelo menos um jogo!
Jaime – Obrigado. Vocês são os melhores. – Sorrindo.
xxx Mais tarde, na casa de Jaime... xxx
Jaime – Estou com medo... – Aflito.
Daniel – Não se preocupe, Jaime. É seu sonho, vamos tentar te ajudar.
Jaime – Valeu.
Cirilo – Oi, seu Rafael!
Rafael – Oi, garotada! Como foi o jogo?
Davi – Bom... Er...
Jaime – NÓS GANHAMOS!!! – Começa a pular e todos comemoram também.
Rafael – É mesmo? – Feliz. – Uhu! Que orgulho!
Daniel – Vai ter mais orgulho ainda, seu Rafael! – Sorri.
Rafael – Como assim? – Confuso.
Adriano – O Jaime foi visto por um olheiro que viu o talento dele. E o cara quer que o Jaime jogue profissionalmente. Ele pode até conhecer um time de verdade! Mas ele vai jogar no time mirim, claro.
Rafael – Que maravilha, moleque! Ainda bem que futebol não tem que usar a cabeça!
Paulo – Nem a pança... – Rindo.
Eloísa – Eu ouvi tudo! – Abraça Jaime. – Ai, que orgulho do meu gordinho!
Jaime – Hehe... – Sem jeito. – Obrigado, pessoal... Então, chefe, deixa eu ir no jogo?
Davi – Por favor, seu Rafael... É o sonho dele...
Jaime – Deixa, pai, por favor...
Todos continuaram pedindo até que Rafael resolveu deixar.
Rafael – Eu deixo se você não deixar os estudos pra trás, moleque! Senão eu te esgano!
Jaime – Ah! Valeu! – Abraça Rafael e as crianças comemoram.
Daniel – Viva o Jaime!!
Todos – Viva!!!
Rafael – E como a gente vai poder falar com o tal olheiro?
Jaime – Ele me deu o cartão... Só ligar pra ele. – Mostra o cartão, empolgado.
Rafael vai conversar com Jackson e quando desliga, informa que o jogo seria no próximo sábado. Jaime precisaria treinar muito.
Jaime – Vou me esforçar muito! Mas não vou deixar de estudar, tá, pai?
Rafael – Pois acho bom mesmo, viu, moleque?
Daniel – Vamos te ajudar a treinar, Jaime. – Mão no ombro do gordinho.
Jaime – Valeu. Vocês são os melhores.
Paulo – Seria uma vergonha se você perdesse o jogo! Ou pior, atrapalhasse por sair rolando por aí, hahahaha!
Daniel – Agora não, Paulo! Jaime, fica calmo. Vai dar tudo certo.
Jaime – Espero. – Fala pensando no jogo.
xxx
Todos os dias, os amigos de Jaime ajudavam-no a treinar, claro, sem descuidar dos estudos.
Então, quando chegou o grande dia...
Daniel – Jaime, não se esqueça de tudo que ensinamos. Você consegue!
Paulo – Só não vá derrubar todo mundo que nem pino de boliche. – Fala zombando.
Jaime – Pode deixar, Daniel. Pode deixar, Paulo. – Sarcástico quanto a Paulo.
Alícia – Boa sorte, Jaime! Bota pra quebrar!
Jaime – Sim, obrigado, Alícia. – Sorri.
Os pais e irmão de Jaime se despediram de Jaime, com palavras de força e de coragem. Jaime ficou mais confiante.
Chegando ao estádio, Jaime ficou de queixo caído.
Jaime – É enorme!
Jackson – Pois é... E você vai jogar bem aqui! E vai poder conhecer seu time do coração.
Jaime – O Corinthians! Ai, nem acredito! – Animado.
Jackson – Jogue bem! Vou estar te observando!
Jaime – Pode deixar! Pode até ser um time mirim mas pelo menos estou no mesmo estádio onde o Corinthians jogou a última vez!
Jackson – Isso mesmo, garoto. – Rindo. – Vai começar.
Os amigos de Jaime, os pais e o irmão estavam todos lá, torcendo por ele. Jaime sentiu essa energia e jogou com tudo o que tinha, lembrando de tudo que fizeram por ele, todo apoio, dicas, treino, etc... Ele não podia fazer feio.
O juiz apitou e o primeiro tempo finalmente acabou. Jaime sentia seu corpo todo com boas vibrações. E cada vez que seu pé encostava a bola, sentia pequenos choques de animação. Ele podia estar cansado mas estava muito feliz.
O jogo estava empatado em 2-2.
Jaime tomou água, conversou com o time, acenou para a plateia e voltou ao jogo.
Ele jogou com garra, força e foco. E isso foi o que fez o gol da vitória!
Rafael – AEEEEEE!
Crianças – JAIME, JAIME, JAIME!
Eloísa – AI, QUE ORGULHO DO MEU GORDINHOOOO! – Animada.
Jonas – Não é que esse gordo conseguiu ganhar? – Rindo mas comemorando.
Jaime sorria para tudo e todos. Estava muito orgulhoso. Jackson assentiu a cabeça pra ele e lhe fez um joinha. Finalmente, Jaime foi abraçar os familiares e amigos que estavam todos orgulhosos.
Daniel – Muito bem, Jaime! É assim que se faz!
Cirilo – Você é o cara!
Jaime – Obrigado. Nunca conseguiria sem vocês. – Sorrindo.
Valéria – É agora que você vai conhecer o Corinthians?
Jaime – Espero!
Jackson – Jaime. Venha aqui, por favor.
Jaime obedeceu e foi até ele.
Jackson – Eu sabia que você iria bem. Pode ir conhecer seu timão agora.
Jaime nem continha o sorriso.
Jaime – Sério, senhor?
Jackson – Muito sério. – Sorriu.
Jaime foi até os jogadores que conversaram com ele. Ele nem acreditava, parecia sonho. Eles autografaram a camisa dele e tiraram foto com ele. Era o dia mais feliz da vida de Jaime.
xxx Mais tarde, em casa... xxx
Jaime – Foi um sonho tão real... – Fala, perambulando pela casa.
Rafael – Ô, Jaime. Eu sei que está com a cabeça nas nuvens, mas desce daí e vai dormir, moleque!
Jaime – Claro, chefe... Já vou... – Suspira.
Eloísa – Deixa ele, Rafael. Amanhã é domingo. E quem vai na lanchonete pra comemorar?
Jaime – Posso ir?
Eloísa – Vamos todos! – Sorri.
Rafael – Por isso que esse moleque tá que nem uma bola de futebol.
Eloísa – Rafael!
Rafael – Mas e não é?
Jaime – Relaxa, mãe. Eu não ligo. Tenho que comer mesmo, tô em fase de “crencimento”.
Rafael – Crescimento, Jaime. Que cabeça de melão! E você tá em fase de crescimento pros lados, viu?
Jaime – Ah, pai, comer é tão “bão”...
Rafael – “Bão” eu quero ver é o meu filho na aula! Anda, vai dormir!
Jaime – Claro, pai! – Abraça Rafael e Eloísa. – Amo vocês, obrigado por tudo.
Quando ele sai, Rafael se vira para Eloísa.
Rafael – É um menino de ouro, né?
Eloísa – É sim. – Sorri.
Rafael – Tem o coração que não cabe no peito... A cabeça pode ser oca, mas o coração é muito bom.
Eloísa – É sim... – Abraça o marido.
Jaime estava realizado. Jogou num estádio de verdade, conheceu seu timão e os pais estavam orgulhosos. Todos estavam, até o irmão Jonas, que não dizia, mas estava.
xxx
Fale com o autor