Canção da Sereia
10 Desejo
Notas iniciais
Caramba! Estou molhada. E quente. Muito molhada e com a porra de um biquíni minúsculo que não cobre nada.
– Acho que... preciso de um mergulho.
Ele está sorrindo.
– Quer companhia?
Oh...
Concordo sem desviar os olhos dos seus.
Ele fica em pé e me estende a mão. Imagino que ele vá me oferecer sua mão ou braço, mas invés disso ele me pega no colo quando fico em pé.
Eu posso me acostumar com isso.
Ele me leva para beira do mar. Quando eu estou em seu colo me dou ao luxo de olhar para trás. Só há Meg e Kall encostamos na parede dando os maiores e indiscretos amassos que já vi. Talvez Willian não seja tão indiscreto quanto eu pensava. Provavelmente esperou os outros se afastarem para se aproximar. O que isso diz sobre ele?
Willian caminha para o mar comigo em seu colo. Quando a água está em sua cintura ele começa a me abaixar. Seguro firme em seu pescoço. Nem mesmo perguntei a Mason se eu poderia molhar o pé ferido. Mas, a oportunidade é boa demais para ser deixada para depois.
Willian me abaixa lentamente até a água, molhando minha bunda primeiramente e depois meus pés. A água não está fria, a temperatura é ótima. Ele continua andando e a água vai cobrindo nossos corpos. Seguro com mais força em seus braços fortes.
Quando a água já está quase cobrindo nossas cabeças, ele me solta. Me deixo afundar para um mergulho. Então volto a superfície. Seus braços encontram os meus e ele me segura de frente para ele.
Meu pé começa a latejar levemente quando o apoio no chão. Sua mão esquerda desliza para minhas costas e sou puxada de encontro ao peito duro e quente de Willian.
Isso é tão bom que, definitivamente, deve ser errado. Sinto seu corpo todo moldado ao meu. Sua ereção exatamente no lugar certo. Meu estômago começa a revirar em nervosismo. De repente é como se eu tivesse 15 anos de novo e estivesse a espera do meu primeiro beijo com meu vizinho, Luke Dowson.
Só que esse não é Luke. Eu não tenho mais 15 anos. E esse, definitivamente, não será o meu primeiro beijo, e nem apenas um beijo, eu espero.
Willian tem os olhos azuis brilhoso de desejo. Eu tenho certeza que sua feição é um espelho da minha. Eu me sinto da mesma forma.
Não estou apaixonada por Willian. Isso é impossível em tão pouco tempo. Não estou querendo ser a ficante oficial da viagem também. Isso não me interessa. É apenas algo passageiro. Algo sobre o agora.
Ele é um pedaço de mal caminho e eu sei que não sou de se jogar fora. Isso é puro e simples desejo. Não espero que ele durma comigo essa noite e ainda esteja comigo quando acordar. Alias, isso é apenas um beijo, não sei nem se acabará na cama. Eu espero que sim, mas não espero café na cama e nem uma rosa no travesseiro. Não espero que ele me passe menos trabalho ou me poupe de tarefas chatas ou que troque número de telefone comigo. Acho que ele sabe disso também, pelo menos espero que sim. Acho também que devo ser só mais uma de suas assistentes que caí em sua lábia. Ou em seu corpo.
Ninguém realmente responsável teria essa atitude. Imagino que tipo de cara não está sob essa pele. Que tipo de lobo ele mantém escondido.
Ele finalmente decide atacar e captura minha boca. O beijo não é gentil, e nem espero gentilezas mesmo, é desesperado e possessivo. Ele morde meu lábio inferior me fazendo estremecer e abrir a boca para receber mais dele.
Sua língua encontra a minha. Ela passeia pela minha boca, estuda, saboreia. Nossas línguas se encontram e eu estou, definitivamente, quase tendo um orgasmo.
Meu corpo está quente e apesar de estar dentro no mar, sinto a umidade dentro de mim e não é causada pela água...
Willian finalmente decide dar um passo mais adiante e desliza suas mãos para minha cintura, depois a sobe para alcançar meu seios e isso é quente demais. Eu rodeio minhas pernas em volta de sua cintura, ele leva uma de suas mãos para minha bunda, para me firmar. Nossas bocas continuam devorando uma a outra.
Então subitamente, tão rápido quanto me deixei levar por seu toque, eu volto a realidade quando algo toca minhas pernas. Eu tento ignorar, pensar ser minha imaginação. Mas então minha perna é roçada de novo.
Me penduro firme ao corpo de Willian e deixo meu rosto em seu pescoço. A única coisa que consigo pensar agora são em pares de olhos me puxando para baixo no dia de ontem e da canção que não deixa minha cabeça.
– O que foi? — Ele sente a tensão em meu corpo.
– Tem alguma coisa na água. Eu senti algo roçando em mim.
Então sinto pela terceira vez e estou gritando e chorando grudada a ele. Me sinto assustada. Nervosa, por pensar que algo ruim pode acontecer de novo.
– Não vejo nada. Fica calma. Deve ser só um peixe.
De novo. Dessa vez tem acompanhado de um puxão. Quase solto da cintura de Willian.
– Não é. tem alguma coisa Willian. Tem alguma coisa me puxando.
– Nós vamos sair bem devagar, ok? — O encaro por alguns segundos. Ele tem os olhos fixos em mim, ele me solta e bate a mão em volta do corpo.
– Não faz isso... e se for um tubarão?
– Shhh — Ele pressiona a boca na minha e paro de gritar.
Ele começa a estudar em volta.
– É raso, tem bancos de areia a nossa frente, Nora. Não é um tubarão. Fica calma.
Suas palavras deveriam me acalmar, mas só me sinto mais em pânico. Talvez seja pela sua cara assustada.
O seguro com força, aperto ainda mais minhas pernas em torno de sua cintura. Cinto algo me cutucar. Mas desse vez não vem do mar. É Willian e toda sua masculinidade.
A água cobre apenas nossas cinturas agora. Começo a relaxar finalmente. Não acredito que pirei lá trás.
As mãos fortes dele abraçam meu corpo agora e ele até sorri.
– Já passou.
Concordo e afundo a cabeça em seu pescoço.
O que foi aquilo lá trás? Talvez eu estivesse em choque por ontem.
Só quando estamos completamente fora da água é que desprendo minhas pernas dele. Ele me estuda preocupado.
– Você está bem?
Concordo.
Sinto uma queimação em meu tornozelo. Me abaixo para estudar. Há uma marca vermelha e ardida.
Willian ajoelha ao meu lado e estuda minha perna.
– Acho que foi uma água viva.
– É o que parece...
– Consegue andar? — Ele me ajuda a levantar.
Sem mais caronas então?
– Sim.
– É melhor entrar então, ok?
Hum. Isso é um fora? Acabei de levar um fora?
– Está certo. — Sorrio para ele e saio.
Me afasto dele e volto para minha toalha, a pego e sacudo para a a areia sair. Meu pé não está incomodando, mas preciso trocar a bandagem ensopada.
Volto para casa, entro pela porta dos fundos que dá na cozinha. Lancey e os caras estão comendo e rindo. Kall e Megan não estão aqui, imagino que ela tenha se dado bem. Pelo menos ela.
– Hey, comer? — Lancey sorri e convida.
– Claro. Só... vou vestir uma roupa.
– Por mim pode ficar assim. — Ele e os outros sorriem. Gideon pisca para mim.
Se George fosse na verdade o Dr. Mclan e Willian não existisse, provavelmente eu estaria nos braços desse nosso guardião nesse momento. Mas, Willian existe. Embora, não saiba muito o que pensar agora.
Mas não o culpo por desistir. Eu agi feito louca por causa de uma água viva.
Volto para o quarto. Meu pé definitivamente está melhor. Não sinto fisgada nenhuma nele.
Visto uma saída de praia azul sobre o biquíni e alimento meu gato folgado que parece disposto apenas a dormir depois de comer. Ele se aconchega na cama e eu saio do quarto, o fechando lá. É melhor arrumar uma caixa de areia antes que ele comece a usar a colcha da cama no lugar.
Quando volto para cozinha, Kall e Megan já estão de volta. Me sento perto de Lancey, que me acena assim que entro na cozinha.
Meu arqui-inimigo me oferece um prato e começa a me servir. Logo Willian aparece. Ele está de bermuda agora, mas o peito musculoso continua exposto. Há lugar ao meu lado, mas ele senta perto de George, bem longe de mim.
Bem, ficar chorando pelo leite derramado é que não vou. Volto minha atenção para Lancey e Gideon, que está sentado a minha frente. Eles estão falando sobre o barco quebrado do Steve.
– Quer dizer que estamos ilhados? — Eu ofereço um sorriso a eles.
– Completamente. — Gideon responde num tom sério. — mas não se preocupe — Ele sorri — Eu protejo você, se precisar.
Lancey ri e passa a mão sobre meus ombros.
– Dessa criatura das sombras eu cuido.
– Como se eu precisasse de um protetor — dou um tapa na testa do loiro que aumenta seu riso.
– Essa garota é uma peste, nada iria querer se aproximar dela. Nada.
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