Cantos de primvera
6 Primavera - Continuação.
" Que a primavera venha leve, suave e calorosa, enchendo de cor o dia a dia e iluminando os corações congelados. "
Era isso que Hans sentirá com aquele acontecimento. Aquecido. Uma sensação um tanto diferente para ele.
Não era o mesmo tipo de acolhimento que sentia quando estava com Lars, Dagmar e Charlotte.
Era intenso e um tanto viciante. Mas ao mesmo tempo dava-lhe medo.
Estava com Charlotte vendo alguns dos preparamentos para o concurso do festival. Mas seus pensamentos estavam muito além disto.
Após sem querer ser pego por Lars no flagrante ele ia com seu irmão ajudá lo a ver algumas coisas do festival.
Nenhuma palavra fora trocada entre eles durante o trajeto até onde estava Charlotte e Dagmar. Aquilo já fora o suficientemente constrangedor.
— Hans….Hans…… Hans !!! —
Charlotte perdendo a paciência gritou chamando o jovem príncipe que logo acordava de seus devaneios.
— Você veio para ajudar ou fazer corpo mole ? —
Dizia ela com certo tom de raiva em sua voz. Charlotte era uma jovem encantadora, mas ao mesmo tempo era fácil irritá lá.
A manhã chegava ao fim e os quatro logo estavam de volta ao castelo.
Na hora do almoço estavam todos sentados na grande mesa, assim como fora o jantar da noite passada. Mas Hans sentia falta de algo, mais especificamente de alguém. Elsa não estava no recinto.
— Onde está Elsa ? —
Perguntava o jovem dirigindo se ao rei e a rainha que lhe deram um sorriso triste.
— Ela se encontra em seu quarto, não está se sentindo disposta no momento. Então não almoçar conosco. —
Disse a rainha sutilmente para o jovem.
Ele deu apenas um simples balançar de cabeça demonstrando que havia entendido.
13:03
Após um fabuloso almoço Hans estava se sentindo exausto, cheio.
Não lembrava de ter comido tanto em sua vida. E logo iria se martirizar por isso, pois estava passando mal. Mas o que ele poderia fazer se a culinária de Arendelle era tão boa ?
O que o fez parar de comer não fora sua saciedade mas sim a lembrança de seu irmão Cristian, que sempre se alimentava demasiadamente e como um porco. E Hans não pretendia chegar a esse nível.
Mas agora estava ali na cama do quarto reservado a ele, tentando não passar mal.
Pelo jeito perderia a abertura do festival.
Lars, Dagmar e Charlotte já estavam ali e também ouvia passos um tanto apressados de uma Anna que corria alegre pelos corredores enquanto uma das damas tentava lhe vestir com um vestido que a princesa não desejava, mas que sua mãe mandara .
Logo ele cairia no sono ainda com as roupas que estava naquela manhã.
Não sabia se era sonho ou realidade; Mas algo estava estranho.
Deitado, sem conseguir se mexer ele sentia o ambiente cada vez mais frio. As paredes aos poucos começavam congelar ao seu redor, e logo ele ouvia a porta se abrir. Era ela.
Olhava-o de modo sereno, enquanto ele permanecia ainda deitado. E assim tudo que antes era gelo começou a descongelar. E o clima fora ficando normal para aquele período do ano.
Então após alguns minutos ela fechava a porta novamente.
13:22
Lars estava sentado na mesa de jurados assim com o rei e rainha de Arendelle e especialistas em botânica.
Algumas flores eram muito comuns naquela área da Europa, já outras totalmente estranhas.
Até que sentiu o característico cheiro.
Era a flor de sua irmã.
Não era bonita, e muito menos tinha um cheiro bom. Interessante, sem dúvida. Mas talvez não fosse o suficiente para levar o prêmio.
As maiores notas eram dos especialistas é resultado sairia naquela noite.
Restava apenas esperar.
16:21
Ao acordar Hans olhava para os lados, estava um tanto confuso com aquele sonho.
No fundo achava que era não queria mais vê-lo. Talvez ela tivesse ficado ofendida com aquele acontecimento da manhã. Mas aquilo não fora realmente culpa dele.
O jovem então tomava coragem e se levantava. Ao olhar para a cômoda ele via ali a boneca de Elsa, não se lembrava de ter trazido consigo. Na verdade nem se lembrava direito o porque ele poderia estar com aquela boneca.
Ele pegava o brinquedo e então saia do quarto. Tentava lembrar exatamente onde era o corredor do qual ficava o quarto de Elsa.
E logo, lá estava ele, na frente daquela porta fria. Ele sentia se tremer da cabeça aos pés. Mas não era o característico frio que emanava do quarto da princesa, era algo mais poderoso.
Demorava muito tempo até ele ter coragem de bater naquela porta. E quando adquire ele logo ouve a voz dela que fazia seu coração balançar violentamente.
— sou eu, Hans… —
A sua voz era embargada pela ansiedade em ver aquela porta se abrir novamente para ele. O que para ele era como uma eternidade.
Mas logo ouvia se o rangido desgastado da trinca e lá estava ela. Mas diferente dele, ela não estava sorrindo. Seu semblante era de preocupação.
— O que faz aqui ? —
Ela olhava para os lados enquanto segurava nervosamente suas mãos cobertas pelas luvas brancas que combinavam com seu vestido.
— Vim entregar isso. —
Ele estendia então a boneca para ela que dava um leve sorriso. Mas ela parecia não querer sequer segurar no brinquedo.
— O que ouve Elsa ? -
Ele estava visivelmente preocupado, ela agia de modo estranho, parecia querer se manter longe de todos; Sempre assim.
Mas por algum motivo do qual desconheciam ele conseguia facilmente entrar em sua zona de conforto.
— Desculpe Hans. —
Ela segurava a beira da porta mirando o chão e depois ele de maneira triste.
Elsa ameaçava fechar a porta, mas era impedida pelo mesmo que olhava confuso.
— Você está doente Elsa ? —
Aquela pergunta entrou em Elsa como uma espada. Sim, ela estava, considerava seu poder uma doença, mas uma doença que prejudicava aos outros. Inclusive Hans caso ele se aproxima se.
— Porque se estiver eu não me importo, eu fico com você, eu cuido de você, porque… porque… -
Um silêncio desesperador ficava entre eles. Os dois procurando palavras para falar.
Hans baixava um pouco sua cabeça e então voltava a falar.
— Sei que não tenho muito a oferecer, sou apenas o décimo terceiro, mas… -
— Hans. -
Ao ouvir seu nome pronunciado com tanta delicadeza ele voltava seu olhar a princesa de Arendelle que exibia um doce sorriso.
— Você não é só um décimo terceiro. Você e meu rei. -
Aquelas palavras deixaram Hans atordoado,feliz. Ele fazia então uma reverência a ela e beijava lhe a mão ainda coberta com a luva branca.
Elsa ria constrangida diante daquilo. E quando os seus olhares novamente se encontravam Elsa dava um leve beijo no jovem. O que fez o mesmo ficar ainda mais atordoado.
Naquela noite Elsa descia novamente para o jantar com sua família e amigos.
Singelos sorrisos eram trocados entre o príncipe das Ilhas do sul e a primogênita de Arendelle.
Aqueles olhares selavam uma certeza que Hans teria para sempre.
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