Cantos de primvera
7 Artes
Aquela semana parecia acabar absurdamente rápido.
E Hans sé lamentava a cada segundo que passava como se fosse o último em que estaria em Arendelle.
O jovem acordava com o barulho de um piano muito mal tocado, tinha certeza que era Dagmar que era insistentemente ensinada pela sua irmã gêmea, ou ao menos tentava ensiná la.
— Já chega Charlotte !!!! -
Dagmar gritava em completa fúria, algo que não era normal vindo dela que era geralmente bem séria e equilibrada. Mas sem dúvida o método em que Charlotte tentava ensinar a sua irmã não era dos melhores.
Era uma das primeiras imagens que Hans via naquela manhã, suas irmãs discutindo e Lars em um canto daquela sala de música escrevendo uma carta para sua noiva, a princesa de sturdgar.
Lars teve a sorte de conseguir noivar com a mulher do qual ele amava, quase um milagre já que os seus pais sempre pensam no que seria mais benéfico para o reino e nunca no que seus filhos realmente achavam daquilo.
Mas Lars também por ser o primogênito tinha regalias.
Ele fora mimado a vida inteira e foi por destino ou sorte que ele não virou apenas mais um dos imbecis e playboys como a grande parte de seus irmãos mais novos.
— Bom dia ? -
Dagmar e Charlotte ouviam aquele estranho bom dia que se assemelhava mais a uma pergunta e sorriam ao ver o jovem ainda em um estado entre a dormência e o despertar. Seus cabelos finos e ruivos completamente despenteados e seus olhos verdes embebido em sono. Com um sorriso débil em seu rosto como se sonhasse algo bom.
— Bom dia meu querido !!!! -
Charlotte corria até Hans e o banhava de beijos sobre a bochecha do jovem que encabulado gemia ameaçando sua irmã de coisas infundadas.
Após ser largado ele ia até Dagmar que agora se encontrava sentada em uma elegante poltrona e estendia a mão para seu amado irmãozinho que ia até ela.
Dagmar era a irmã/mãe de Hans.
O príncipe fora ignorado por sua mãe e na maior parte das vezes quem tomou esse papel foi Dagmar.
Ela ajeitava os cabelos do príncipe e depois beijava a testa do mesmo.
— Bom dia Hans. -
Ele lhe respondia com um suave sorriso, mas logo ouvia Lars do outro lado da sala enquanto Charlotte começava a tocar no piano uma música animada.
— Bom dia Hans. Vejo que acordou bem feliz. Sonhou com ela ? —
O tom era de brincadeira mas Hans começara a suar frio lembrando se do constrangimento de ontem.
Logo o piano parava abruptamente e Charlotte virava se encantada com as palavras de Lars.
— Como assim ela ? -
Naquele momento Hans via que não tinha escapatória.
O tom de voz que Charlotte usava era um tanto maníaco, como se ela estivesse lendo novamente aqueles inúmeros romances que ela sempre lia, e suspirava pelos cantos do palácio das Ilhas do Sul.
Já Dagmar olhava de longe apenas com um leve sorriso enquanto bebia mais um gole de sua xícara de chá.
— E… bem… -
Hans olhava para Lars como se pedisse ajuda, mas não havia escapatória, os dois sabia disso.
— Eu… —
Ele tossiu nervosamente enquanto Charlotte olhava para ele de maneira assustadoramente feliz.
— Eu e a Elsa nós…… nos beijamos… -
Naquele momento Hans só via Dagmar cuspir todo o chá que tomava enquanto Charlotte gritava extasiada, como quando ela lia sobre beijos em seus livros.
Já Lars estava com as mãos no ouvido tentando não ouvir o grito de sua irmã que para ele se assemelhava a uma gralha.
— Eu sabia, eu sabia !!!! Vocês estavam parecendo tão próximos, desde que botaram os olhos um no outro. Ai meu deus, estou tão feliz !!!!! -
Naquele segundo Lars agradeceu ao lembrar que Charlotte não havia descoberto quando ele beijou a primeira vez.
— fala baixo Charlotte, ainda deve ter gente dormindo. -
Nesse momento ao ser repreendida por sua irmã Charlotte tampava a própria boca e então tentava se acalmar voltando a se sentar no banco do piano.
—Estou feliz Hans, a princesa Elsa parece ser realmente adorável. -
Dagmar sorria para ele, como também uma tentativa de acalmar o príncipe que estava tão vermelho quanto a cor de seu cabelo, tão característico da família.
— Mas tem algo de estranho… -
Hans pensava alto enquanto se sentava em um divã que ficava na frente da grande janela do cômodo.
— Estranho ? O que poderia haver de estranho no seu primeiro amor ? -
O modo como Charlotte falou aquilo deixava o príncipe novamente sem graça.
— Ela… parece querer, esconder alguma coisa… -
— Esconder que é perdidamente apaixonada por você. Daqui a pouco estarei ouvindo sinos das igrejas de Arendelle . -
Charlotte dizia tais palavras suspirando enquanto parecia dançar pelo cômodo.
— Devo lembrá la Charlotte que Hans só tem 11 anos, ainda há de demorar para ouvir tais sinos. —
Disse Lars que se levantará da mesa do qual escrevia a carta, agora que já estava pronta era só enviar ao correio marítimo.
— Deixe me sonhar Lars ! -
O tom aborrecido de Charlotte fez Lars abrir a porta e sair com a carta em suas mãos, não estava interessado naquele momento da manhã em ouvir as lamúrias que sua irmã poderia ter.
— Por favor Dagmar, Charlotte, não contem a ninguém. -
As duas faziam gestos afirmativos com suas cabeças e logo mais Dagmar se levantava.
— Preciso me arrumar para sair, vou ao museu de história de Arendelle, e quero estar de volta antes do almoço. Até mais tarde. -
Hans era deixado junto com Charlotte que lhe dava um sorriso gentil.
— Me deu vontade de desenhar Hans, gostaria de me acompanhar ? -
— sim, claro. -
Pintura e desenho eram uma das atividades que Hans mais gostava de fazer, e Charlotte o ensinará bem, ao contrário do piano em que lhe faltava paciência.
Os dois iam até o quarto do qual a princesa se hospedava onde pegavam todos os materiais do qual precisam.
— podemos desenhar pessoas hoje, o que acha ? Os plebeus, os duques, os empregados…. A princesa Elsa… -
Charlotte falava da princesa de modo enfático para o irmão que corava novamente. O mesmo não respondeu em palavras, apenas gestos de afirmação.
Charlotte então deixava ele escolher o que fariam primeiro.
No salão principal apenas faziam esboços dos mais diversos empregados de que ali passavam, assim como a princesa Anna que parecia querer arranjar algo para brincar, ou ao menos alguma confusão do qual ela pudesse se meter.
Agora Hans estava com Charlotte na porta do quarto de Elsa. Não se lembrava quando chegara ali, mas assim como da ultima vez, reunia coragem para bater na porta sempre fechada da princesa.
Mas antes que ele pudesse fazer qualquer coisa Charlotte batia na madeira pintada de branco e decorada com símbolos.
Aquele ato deixava Hans de boca aberta, como se ele fosse falar algo como: Não era agora, ainda não estou pronto. Mas nada saiu da boca do príncipe.
Mas logo ouvia Elsa do outro lado.
— Hans, e você ? -
A voz dela sempre soava doce para ele. O mesmo tentava ser assim, mas sem muito sucesso pois naquele momento começava a gaguejar Talvez pelo caso de sua irmã está ali também.
— S… sim… so… sou… sou eu… -
A porta então se abria, como sempre se abria para ele.
Elsa corava ao ver Charlotte atrás do príncipe com um sorriso contagiante.
— Olá Elsa, o Hans aqui queria desenhar você mas ele não tem coragem de pedir, então eu vim fazer ele tomar vergonha na cara. -
Charlotte definitivamente sabia ser inconveniente quando a ocasião parecia pedir.
Elsa e Hans apenas desviam o olhar um do outro, visivelmente envergonhados.
— Eu aceito. -
Fora o suficiente para o rosto de Hans se iluminar.
A partir dali Elsa estaria sentada em um banco dos jardins do palácio, cercada de flores e com um grande sorriso em seu rosto.
Estava sem luvas, pois sentia o seu gelo não reagindo um segundo sequer. Estar com ele parecia lhe dar confiança.
O príncipe olhava para ela, a desenhando com admiração, assim como o que havia a sua volta, planejava depois pintar tal desenho com aquarela,ou talvez fazer um quadro no futuro.
Tinha muitas ideias em sua cabeça.
Um pouco ao lado dele estava Charlotte que também desenhava, mas não somente Elsa e sim Hans e o modo como ele olhava para a princesa a sua frente. Assim como a princesa que olhava para ele.
O final da obra era aguardada com Hans e ele prometia que quando estivesse realmente pronta, entregaria para ela.
Aquela manhã agradável foi resumida em desenhos da princesa que sorria aceitando o destino de ser a musa inspiradora de seu príncipe.
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