Cantos de primvera
14 Presentes
— E uma tragédia. Uma fatalidade. -
Eram essas palavras ouvidas durante toda aquela mês no palácio das Ilhas do sul.
A maioria parecia realmente não se importar. Más as tragédias atraem interesse. Isso se tornava cada vez mais claro durante a semana.
Comentários sobre o destino de Arendelle e sua futura rainha isolada também eram ouvidos. Umas até mencionaram o décimo terceiro. Do qual já havia anos "boatos" de que ele guardava sentimentos por ela.
Mas Hans não se importava muito quanto ao seu nome ser mencionado nesses boatos. A maioria era a mais pura verdade.
Mas para alguns não era tempo para pensar em tragédias.
— O que deseja de aniversário Hans ? —
— Ir à Arendelle. —
Dizia ele em uma brincadeira do qual tinha um fundo de verdade.
Ele andava com Dagmar por uma das belas praias da ilha do sul naquele novembro.
— Adoraria lhe dar tal oportunidade, mas sabe que não posso. -
— Bem minha irmã. Na verdade sua presença assim como a de Charlotte aqui nas ilhas já me são o suficiente. -
Hans então olhava com carinho para sua irmã naquele dia nublado e um pouco escuro. Não era à toa que só eles caminhavam na praia naquela manhã.
Dagmar também acabará por se casar assim como Charlotte. O por ironia do destino ou não, casara se com um duque de Arendelle. E lá agora morava.
Mas voltada aquela semana as Ilhas do Sul junto com Charlotte para o aniversário de seu querido irmão mais novo.
— Bem eu vou pensar em algo digno para lhe dar… —
A mente da princesa vagava em qualquer tipo de pensamento do qual pudesse dar ao seu irmão enquanto Charlotte corria em direção a eles.
— Hans !!!!!! —
Os dois olhavam para sua frente vendo uma Charlotte correndo pelas areias da praia suspendendo uma parte de seu vestido para que pudesse correr. Mesmo tendo 24 anos ela não perdia o lado um tanto inocente e desajeitado.
— Comporte se Charlotte !!! —
Dizia Dagmar a sua irmã gémea mas em nada parecida com ela no modo de agir. Às vezes parecia mais mãe e filha.
Charlotte então se aproximava deles e apoiava suas mãos no joelho cansada. Ao menos tentava. Pois a moda feminina não a ajudava.
— Está nascendo !!!!! -
Logo Hans e Dagmar voltavam ao palácio.
Fora muito rápido. Seria prematuro.
Chegavam em tempo para ver a equina no estábulo . E ela a princípio não parecia bem. Aquela era månen. A tão querida égua da futura rainha das Ilhas do Sul.
Os veterinários foram chamados para administrar o parto do animal que parecia ter grande dificuldade ao contrário do que deveria ser.
O potro nascia, mas sua mãe acabava por não resistir.
Aquele acontecimento deixava a futura rainha aos prantos.
13 de novembro de 1834
A porta daquele quarto se abria vagarosamente.
Ali o lugar se encontrava numa semi escuridão e em baixo das cobertas via se apenas os cabelos de um ruivo que dormia profundamente naquela manhã.
Isto até ser acordado por 3 pessoas que praticamente se jogavam em cima de sua cama e consequentemente dele o fazendo despertar profundamente assustado.
— Feliz aniversário! !!!!!! -
Gritavam em uníssono Charlotte, Søren e Elrich
Mas a suas animações não eram bem vindas pelo príncipe. A final ninguém gostaria de ser acordado daquela maneira.
— Merda, Charlotte !!!!! -
Com certa raiva ele tacou o travesseiro em sua irmã que quase caia da cama.
Mas ao perceber o que fez ele a ajudava a se levantar.
— Dei me ao menos um tempo para me levantar está tá bom ? —
Os três então saiam do quarto e esperaram por ele na porta.Até que ele abria depois de um tempo.
Estava pronto para mais um dia apesar de sua cara de sono.
— Dormiu tarde de novo não é ? —
A voz de sua irmã era de reprovação.
— Sim. Passei a maior parte da noite no estábulo. —
Hans havia assumido a função de cuidar de cavalo que nascera a 1 ano, por boa vontade também pena do animal.
Dera a ele o nome de Sitron…. Pois simplesmente achava que ele tinha cara de ter tal nome.
Aos poucos eles se tornaram muito próximos.
— Bem. Espero que esteja pronto para o dia de hoje. —
Søren dava um grande sorriso. Mas sem dúvida Hans era o menos animado deles quatro.
Com o passar dos anos Søren fora se tornando um bom amigo; sem dúvida algo muito bom para dois irmãos que mal se falavam há anos atrás.
Mas mesmo só tendo um ano e meio de diferença Hans e Søren eram muito diferentes.
Quando crianças os dois pareciam irmãos gémeos. Mas o tempo não fora tão generoso para Søren quanto fora para Hans.
Pois diferente de seu irmão mais novo ele não parecia ter mudado tanto assim.
Mesmo tendo 23 ele tinha cara de ter menos e seu tamanho também.
Acabará por ser o mais baixo de todos; o que fazia com que ele também fosse ridicularizado pela maioria de seus irmãos. Mas ao contrário do que faziam com Hans que eram em tons cruéis. Para Søren acabava virando nada muito além de brincadeiras de mal gosto.
Mas o que mais diferenciava os dois era o modo como Søren era alegre e um tanto inocente. Até certo ponto lembrando muito Charlotte. Talvez fosse por isso que eles se davam tão bem.
Já Hans poderia dizer que se achava mais parecido com Lars e Dagmar.
Na descida para o salão de entrada do palácio eles acabavam por encontrar alguns de seus outros irmãos.
Do qual em momento algum direcionaram suas palavras a o irmão mais novo mesmo sendo o dia de seu aniversário.
Mas Hans já estava um tanto acostumado. Era até preferível para o príncipe que eles não lhe direcionassem palavras, pois quando faziam isso não eram com boas intenções.
Após um café da manhã silencioso entre toda a família real que nem sequer olhavam uns para os outros; Hans se levantava às pressas.
Não desejava estar ao lado de grande parte deles no dia de seu aniversário.
Lars observava algo estranho: Via alguns de seus irmãos sorrirem maldosamente quando Hans se levantou da mesa.
Sabiam que eles planejavam algo.
Assim Lars ia até o estábulo onde estava Hans que acariciava Sitron.
— Sabia que estaria aqui. —
O primogênito se aproximava com um sorriso para seu irmão cabisbaixo.
— Então. Finalmente... 21 anos... O tempo passa muito rápido. Lembro me de quando você nasceu.... —
Lars era logo interrompido por Hans que ria daquilo enquanto apoiava as costas em uma parte da baía.
— Pare Lars. Está parecendo um velho. —
O príncipe sorria para seu irmão mais velho e logo os dois ouvem algumas vozes se aproximando.
— Então. Vamos ? —
Dizia a mulher de Lars devidamente acompanhada de Dagmar, Charlotte, Søren e seu pequeno filho no colo.
— Sim. -
Lars então se virava para Hans.
— Reservamos para seu aniversário um lugar no Indløsning. —
Hans ficará um tanto surpreso.
Indløsning o restaurante mais sofisticado da capital. Era quase uma guerra entre a alta sociedade para conseguir uma reserva ali. Mas é claro que como a família reinante eles tinham tal privilégio.
— Não precisava. -
— E claro que precisa. Agora vá se arrumar. O esperaremos na carruagem. —
Hans então após ouvir seu irmão entrava rapidamente no palácio saindo dali um bom tempo depois.
12:23 da tarde.
— Eu vou matá lo…. —
Charlotte estava impaciente. A mesma abanava sé com seu leque com certo vigor demonstrando sua raiva.
Mas finalmente ele saia do palácio em direção a carruagem a frente. Fazendo com que todos suspira-se em alívio.
— Finalmente ele voltou. —
Dagmar expressava em palavras tudo o que eles pensavam naquele momento.
Até os cavalos que puxavam a carruagem pareciam aliviados com a volta do príncipe . Pois assim finalmente eles poderiam partir.
No restaurante eles eram recebidos rapidamente por alguns garçons que lá trabalhavam.
Entrando então pela porta principal eles acabavam por ser o centro das atenções. E conforme passavam as pessoas os reverenciavam.
Já estavam acostumados. Mas durante anos achavam uma experiência um tanto desconfortável.
O almoço era agradável e servido dos mais diversos e deliciosos pratos.
— Está na hora dos presentes. -
Soava Lars descontraído e tirando um embrulho de um de seus bolsos do casaco.
Hans que comia parou de repente e sorriu.
— Obrigada Lars; Não precisava. —
Ao abrir encontrava um livro de bolso de um dos livros muito lido em seu período. Hans recebia presentes. Um por um.
— Espero que goste. -
Dagmar entregava a ele um embrulho muito bem feito. E ao abrir o rosto de Hans sé iluminava.
— Trouxe de Arendelle. -
Ela sorria vendo a expressão de seu irmão que observava o objeto. Um relógio de bolso com a insígnia que representa Elsa.
— Há não tem como competir contra isso. —
Søren ria de suas próprias palavras assim como seus irmãos. Já Hans nem prestará muita atenção no que fora dito.
— Muito obrigada Dagmar ! -
Hans estava feliz naquele dia como não esteve a muito tempo.
— Sobremesa majestade ? —
— Sim. Traga me um prato dos doces de Arendelle por favor. -
O garçom então fazia uma reverência a futura rainha que havia lhe pedido os doces e depois de alguns minutos a sobremesa era servida.
17:20
Os minutos pareciam passar como segundos e só acabaram por voltar quase ao final do dia depois de muito passear pela cidade.
Hans ia correndo até seu quarto para guardar o que ganhará.
Logo ouvia se um grito que ecoou por quase todo o palácio.
Era Hans.
Lars que naquele momento encontrava se subindo o corredor ia correndo da onde vinha o grito; do quarto de seu irmão.
Ali ele se deparava com um Hans caindo de joelhos no chão se lamentando e a sua frente o quadro de Elsa rasgado, destruído. Com os dizeres no canto : Feliz aniversário décimo terceiro.
— Eles destruíram….. -
A voz de Hans era quase inaudível.
Não demorou muito para que Charlotte, Dagmar, Søren assim como a mulher de Lars também aparecem preocupados e acaba se por constatar o que aconteceu.
Estavam em choque, choque esse do qual eram despertados quando Hans se levantava e seguia até fora de seu quarto em completa fúria. Sem dizer nada.
Ele pôs se a correr até o salão principal onde ouvia os risos de seus outros irmãos que se divertiam com a desgraça do décimo terceiro.
— Olá décimo terceiro. Gostou do presente que preparamos para seu aniversário ? —
Sorria Haakon abrindo os braços e sorrindo de modo arrogante e perverso de modo que só ele conseguia.
Hans naquele momento não falava por si. O ódio corria em suas veias.
Estava pronto para fazer com que Haakon aprendesse a lição.
Mas antes mesmo que Hans pudesse agir Lars o segurava.
— Me solta !!!!!!!!! -
Hans tentava escapar de todos os jeitos de seu irmão que o segurava.
— Não Hans. Não se rebaixe a isso. Não te tornes o monstro que eles temem. -
Aquelas palavras faziam Hans se acalmar e ficariam sempre em sua cabeça.
— Você é patético Lars. Fica sempre atrás do décimo terceiro. Como um cachorrinho. -
Ouvindo as palavras de Haakon, Lars olhava para frente olhando nos olhos do setimo da linhagem.
— Diferente de vocês eu tenho a capacidade de sentir compaixão. -
Haakon iria responder a altura. Mas como um raio. Ele era acertado com um soco na cara tão forte que o fez cambalear e cair do outro lado do salão.
Era Dagmar.
Ela após ver o que seus irmãos fizeram com Hans, não aguentou. Estava sentido tanta raiva quanto.
E seu senso de proteção falou mais forte do que qualquer outra regra social imposta.
Todos estavam muito surpresos pois nunca se imaginaria algo assim dela.
— Sua vadia…. —
Haakon levantava se do chão com o nariz sangrando e latejando de dor.
— Você quebrou meu nariz. —
Ele então partia para cima de Dagmar a socando na barriga e quando ela caiu no chão ele estava preparado para espancá la.
Até a morte se "necessário. "
Mas então Charlotte ia proteger sua irmã.
Logo começava uma pancadaria geral entre todos os 13 filhos do rei. Ali acabam exacerbando muito do ódio mútuo que havia entre eles.
Os guardas do castelo tentaram apartar a briga, mas de nada adiantou.
Até o rei e a rainha chegarem correndo para ver o que acontecia.
Pela primeira vez todos eles acabavam passando o dia no calabouço.
O destino do quadro acabará por ser a restauração minuciosa graças a Charlotte que conhecia várias pessoas da área, além da mesma saber algumas técnicas.
Mas não se atreveria a testar no quadro tão querido de seu irmão.
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