Não sabiam a sua origem.

Muito menos o seu nome.

Aquela jovem mulher gravida fora encontrada desmaiada em meio a relva da floresta naquele março de 1815.

A jovem mulher que não devia ter mais do que 20 anos era levada a vila mais próxima.

25 de Março de 1815

O choro incessante denunciava a dor que aquela pálida e doente jovem sentia.

— Eu vou morrer. —
Ela segurava a mão de uma das enfermeiras ao seu lado em pleno desespero.

O parto era difícil, cheio de complicações.

Mas depois de horas nascia a criança.

Era um menino.

O mesmo era grande e havia poucos fios loiros em sua cabeça.

Já a mãe do jovem encontrava se exausta.

Aquele parto lhe exaurir toda e qualquer força que podia ter.

Mas precisava fazer mais uma coisa antes de partir.

— Por favor deixe me vê lo. -

O menino era levado até sua mãe que permanecia deitada naquela cama de madeira e colchão de feno.

— Kristoff…. —

Ela somente beijava a cabeça do filho em seus braços.

E aquele fora seu último ato neste mundo.

As suas origens sempre seriam um mistério para ele.

A única coisa que sabia sobre seu passado era sua data de nascimento e a aparência de sua mãe segundo o relato das enfermeiras.

Mas tentava não se importar com aquilo. Pois acima de tudo precisava sobreviver.

Não tinha mais do que 5 anos quando foi adotado por um homem.

Fora feliz naquele período de sua vida, finalmente tinha uma família.

Um pai e uma irmã mais velha que era filha biológica do homem que o adotou.

— Vamos Kristoff ! —
A jovem de 11 anos cabelos pretos e encaracolados gritava para seu irmão enquanto corria na frente do pequeno.

A frente deles dois havia um grande grupo de homens, viviam a caminhar com eles, o grupo de trabalho de que seu pai adotivo trabalhava.

O menino corria em meio aquela neve de dezembro até se afundar entre o gelo branco.

A sua irmã então rindo vinha ajudá lo a se levantar.

Mas no final das contas ele não era levantado por ela mas sim pelo seu pai que o pegava no colo e ia andando com as duas crianças que tanto amava.

— Vocês dois não conseguem ficar quietos não é mesmo ? — O tom dele era brincalhão e sempre mostrava ternura diante deles

Era uma corrida pela sobrevivência.

Aquele filhote de rena havia se perdido, e pior ainda.

Ao tentar encontrar sua mãe ele encontrava se com lobos.

Mais era salvo de uma maneira improvável, por humanos.

Após aquele grande homem de cabelos negros e olhar ameaçador espantar os lobos; Sven não via outra alternativa.

Seguir aquele homem e seus filhos.

Eles o mantinham seguro e lhes davam comida.

E a rena ficou particularmente próxima do pequeno Kristoff.

Assim começava uma história de amizade e companheirismo muito improvável.

Aquelas lembranças sempre vinham em sua cabeça.

A anos acontecimentos com a sua família permaneciam em seu sonho.

Mas as boas lembranças logo também trazia as más.

1823

O choro baixo de duas crianças vinha daquela cabana.

Agora estavam órfãos.

O seu pai havia morrido após uma longa batalha contra a tuberculose.

Uma doença de alta mortalidade.

E logo a morte também levaria a sua amada irmã.

Seu túmulo eterno seria a água gélida do qual se afogou enquanto tentava pegar os gelos para vender pois após a morte de seu pai os dois passaram a ser explorados por aquele grupo de homens que não tinham a menor vergonha de utilizar do trabalho infantil.

Até que outro acontecimento mudaria sua vida para sempre.

O cavalgar rápido ecoava pela floresta.

O rei ea rainha de Arendelle estavam com pressa. A vida de sua filha mais nova estava em jogo.

Pois o que era para ser apenas uma brincadeira entre irmãs acabou virando o pior pesadelo da futura rainha de Arendelle.

E o jovem assistia tudo de camarote pois fora atraído por aquele lugar.

Não entendia o que estava acontecendo e nem quem eram aquelas pessoas, mas estava intrigado.

Por um momento pensou que a jovem menina ruiva estava morta nos braços de seu pai, pensamento esse que lhe deu arrepios.

Mas logo via que ela respirava.

Sem saber o seu destino a partir dali se cruzaria com a jovem desacordada no colo do rei.