8 de maio de 1839

Um dos últimos dias de primavera despontava no horizonte.

Era o dia do perdão.

Haveria uma pequena cerimônia para proclamar o perdão real do décimo terceiro príncipe das Ilhas do Sul. Supostamente devido aos seus esforços em ajudar Arendelle nesse momento complicado de uma futura guerra.

Mas todos sabiam que não se tratavam apenas por causa disso.

— Bom dia duquesa. -

Dagmar era recebida com entusiasmo pelo vendedor de flores e sua filha que trabalhavam naquela pequena loja.

— Bom dia. Viemos pegar as flores que vossa majestade encomendou hoje para a cerimônia. —

O homem apenas fazia um aceno com a cabeça e entrava em uma pequena porta de madeira aos fundos que dava para uma estufa.

Já a filha do florista apoiava se no balcão encarando diretamente Dagmar e o pequeno Elrich que olhava em volta.

— Então, curioso a rainha pedir justamente dálias e acácias amarelas para a redenção do príncipe não acha ? -

Dagmar que anteriormente lia distraidamente um pequeno livro de bolso levantou a cabeça para a jovem atrás do balcão que deveria ter por volta dos 15 anos.

Vendo a confusão no rosto da duquesa a menina retornava a falar.

— Linguagem das flores sabe… acácia amarela significa amor secreto e puro e dália amarela e amor recíproco. -

Dagmar se surpreendia com aquilo pensava se por acaso Elsa sabia desses significados.

— E que o meu tio gosta da rainha e ela também gosta dele. -

Dagmar já havia desistido de tentar parar com que a inocência do príncipe se expressassem nas palavras sobre o relacionamento de Hans e Elsa.
Não tinha jeito, ela apenas suspirava e passava a mão na cabeça de seu sobrinho enquanto a jovem balconista adorava a confirmação de tal pensamento que o pequeno havia feito de modo tão inocente.

— Duquesa, aqui estão: dálias amarelas, rosas vermelhas, acácias amarelas, lírio Silvestre, peônia, tulipas brancas é perpétua rosas... Acho melhor chamar alguns carregadores para ajudar. -

Dagmar sé impressionada com a quantidade de flores que Elsa pedirá, dezenas e dezenas.

— O que elas significam ? -

O pequeno príncipe pegava na mão uma daquelas delicadas flores olhando com curiosidade, nunca havia visto algumas delas.

— Lírio silvestres significa a volta da felicidade, rosas vermelhas e o amor, perpétua rosa e amor imortal, peônia e vida feliz, e tulipa branca e perdão. —

Ou Elsa sabia daquilo tudo ou era muita coincidência.
Mas Dagmar era o tipo de pessoa que não acreditava em coincidências.

— Muito obrigada. -

Dois homens ajudavam a carregar aquela grande quantidade de flores que seriam usadas para a decoração do local que seria exatamente a capela do castelo onde teve a coroação.


8:30

— Anna. Vamos, levante! —

A porta era aberta e ali se encontrava uma Anna completamente bagunçada.

Havia acabado de acordar e seu cabelo desgrenhado e o rosto de expressão sonolenta apenas afirmaram isto.

Gerda então levantava Anna que ainda parecia não estar totalmente neste mundo e a levava para o banho enquanto logo atrás as camareiras entravam para arrumar o quarto da princesa.

Já no banho Anna despertará e depois de se vestir passava a correr por todo o Palácio à procura de Elsa ou Kristoff até acabar esbarrando em alguém que aparentemente também corria sem rumo pelo castelo.

— Elrich ? O que está fazendo aqui ? -

Anna ajudava o pequeno a se levantar enquanto riam daquele encontro desajeitado no meio dos corredores.

— As flores chegaram. Ia chamar você para ver. -

Com àquelas palavras Anna ficava ainda mais animada e num impulso tomava a mão do príncipe e o arrastava até a capela.

Os dias passavam e não demorou para que Anna volta se a direcionar palavras a sua irmã.

Ainda não engolia o fato de Elsa estar de fato tendo um caso com Hans depois de tudo o que aconteceu a cerca de dois anos atrás; mas estava decidida a não se afastar de Elsa.

E depois dessa aproximação o clima ficava novamente brando.

— Está tão lindo! -

Anna corria até o centro do local vendo as mais diversas e belíssimas flores decorando o local da cerimônia.
Aquela visão fazia pensar em como seria seu casamento.

Seus olhos brilhavam em alegria ao imaginar entrar ali na capela vestida de noiva para se casar com Kristoff.

— Finalmente acordou. -

Virando se para trás Anna via sua irmã se aproximar com um sorriso a sua frente.

— Está ficando lindo. —

Elsa olhava para frente vendo todas aquelas flores belíssimas.

Anna reconhecia algumas, já havia lido sobre seus significados.
— Você gosta mesmo dele não é ? -

Anna não encarava Elsa ao lhe dirigir tais palavras, há a apenas para frente com um sorriso leve em seu rosto.
Estranhou o fato de sua irmã não lhe responder, mas ao se virar via Elsa com um sorriso em seu rosto e levemente corada.
Nunca tinha visto ela assim, a resposta era óbvia.

— Oh Elsa, você está corada. -

As duas irmãs então se abraçaram logo depois saiam da capela junto com Erich que ia pouco atrás delas.

Elsa ainda teria muita coisa para resolver naquele início da manhã.

11:45

O barulho era constante.

O abrir e fechar daquela pequena caixa na mão de seu irmão a irritava.

Então como uma dama que era Charlotte abriu o leque botando na frente de seu rosto e aproximando se do príncipe visivelmente nervoso para lhe direcionar carinhosas palavras.

— Pare com essa merda ou faço você engolir a caixinha. -

Realmente uma dama.

No mesmo momento Hans largava a pequena caixa em cima da bancada de vidro que exponha diversas jóias de diversas cores e formatos.

Estavam ali para pegar algumas encomendas.

Dagmar que falará desta joalheria.

Algumas das poucas coisas que ela tinha de joia vinha de lá, o duque sempre comprava para ela até o dia em que Dagmar disse uma verdade.

— Querido, se quer me agradar me dê livros e não jóias. -

Aquilo foi mais do que o suficiente para a biblioteca da casa dobrar de tamanho.

— Aqui estão. -


O idoso joalheiro abria uma das caixas e mostrava um colar com brincos.

— Você tem bom gosto meu irmão, estou surpresa. -

Charlotte aproximava se da caixa para olhar os objetos que brilhavam intensamente a luz do ambiente.

— E isto, certo majestade? -

— Sim, exatamente. —

Hans olhava para aquelas pequenas obras de arte feitas pelo joalheiro que tinha um simpático sorriso em seus lábios levemente cobertos pela barba grisalha.

E logo após pagarem eles entraram na carruagem para ir ao castelo.

Aquele sol brilhante já começava a pronunciar o verão que começaria daqui a poucas semanas.

Os verões em Arendelle eram sempre lindos e geralmente bem ensolarados.

Charlotte olhava aquele caminho feito de pedras pelo qual passavam enquanto pequenas flores amarelas caem pela rua, quase como uma chuva que surgia por baixo das árvores da calçada.

Já Hans estava abstraindo em diversos pensamentos. Olhando fixamente uma das caixas que estava fechada.

— Hans. Está tudo bem? -

Ele não há respondia, nem mesmo a ouvirá, mas o príncipe era tirado de seus pensamentos quando sua irmã segurava lhe a mão.

— Vai dar tudo certo Hans. -

Aquele simples gesto já o acalmava.

8 de maio de 1838 — 16:30

Estavam muitos sentados ali nos bancos da capela como testemunhas do que acontecia.

O décimo terceiro príncipe das Ilhas do Sul estava ajoelhado diante da rainha que lhe dava o perdão por todos os erros que ele cometeu a cerca de dois anos.

Por tudo que ele tem feito por Arendelle foi o motivo dito por ela.

Mas a mesma também disse algo que deixaria até o mais incrédulo nos boatos com a pulga atrás da orelha.

— Sempre há esperança de amor a onde o ódio corrompe. —

— Isso não foi nem um pouco discreto. -

Dagmar balançava a sua cabeça em concordância de modo singelo ao seu marido que sussurrava tais palavras para ela enquanto a cerimônia prosseguia.

Era mais uma vez a Elsa deixando que todos soubessem.

Sendo ou não a sua intenção.

Com o término da cerimônia haveria um baile em comemoração por insistência de Anna.

Todos os convidados se dirigiram ao salão de festas sempre tão frequentado.

Vendo aquele ambiente assim nem parecia que esteve fechado durante longos anos.
O que antes não passava de um salão vazio e lúgubre agora fervilhava em vida e cores.

Anna não perderá tempo e já entrará com Kristoff na pista de dança, mas até o momento sem nenhum sinal de vossa majestade e o príncipe.

Em seu quarto Elsa olhava o vestido que Anna havia lhe comprado recentemente e pedido para usar no próximo baile.

Um tanto trabalhoso seria botar aquele vestido.

— Essa e a ultima moda, dizem até que a rainha Vitória da Inglaterra vestiu um parecido. -

Enquanto tais palavras de Anna ecoavam em sua cabeça ela pensava no tanto de trabalho que a jovem rainha Vitória da Inglaterra também tinha para vestir aquilo.

Mas nem precisava pedir para chamar as camareiras, logo elas batiam na porta.

— Majestade, a princesa Anna disse que precisa de ajuda. -

Assim uma por uma entravam naquele quarto para ajudar Elsa com aquele grande vestido.

E fora quase dez minutos para conseguir vestir tudo aquilo.

— Só você mesmo Anna. —

Elsa suspirava pesadamente enquanto as camareiras ainda ajudaram lhe a se arrumar.

— Qual jóia deseja majestade ? -

A jovem camareira abria a caixa de jóias na frente de Elsa mostrando lhes as disponíveis.

Mas antes mesmo que Elsa pensasse em responder ela ouvia uma outra batida na porta.
Pensando ser Anna que provavelmente estava impaciente, ela mandou entrar.

No entanto espelho em vez de refletir Anna refletirá não só os rostos surpresos das camareiras como o príncipe parado em frente a porta aberta.

Naquele mesmo momento Elsa levantava se da mesa de maquiagem e olhava diretamente para ele que estava com um sorriso em seu rosto.
Não demorava para as camareiras saírem do quarto deixando a rainha sozinha com o seu amante não tão secreto.

— Olá. —

Ele se aproximava da rainha com as mãos para trás e um sorriso intrigante.
Às vezes era difícil saber o que ele estava pensando.

— Pensei que estivesse na festa, ou se arrumando. -

— Eu queria lhe entregar uma coisa antes de ir a festa. -

Hans expõe uma caixa grande e um tanto fina, forrada de um veludo azul real logo a abrindo e mostrando um colar junto com um par de brincos ambos de platina cravejado com safiras azuis e pequenos cristais.

Realmente fora uma surpresa, o rosto e Elsa expressava isso.
— São lindos. -

Já o rosto do príncipe era de alívio.

Talvez ela não gosta-se do presente a final geralmente não a via usando joias; eram um tanto raras as ocasiões.

Ela então virava sé a pedido dele, ficando de costas para o mesmo mas de frente para o espelho. E assim o colar era posto em seu pescoço pelo príncipe que aproveitava essa chance e beijava tal local tão exposto.

— Sabe o que as safira significam Elsa ? -

— Não. -

Após a resposta rouca de Elsa o príncipe voltava a beijar o pescoço da mesma que dava um leve suspiro.

— Significa amor eterno. —

Ele parecia absorto na rainha que sorria o olhando através do espelho.

— Foram suas irmãs que te falaram isso não é ? -

O leve riso chamou a atenção do príncipe que também retribuía o gesto.

– Parece que fui descoberto. -

Inesperadamente Elsa era pega no colo pelo príncipe que a levava até a grande cama real, caindo ali com ela.

Virando se na cama ele ficava por cima da rainha que parecia o analisar.

Então o beijo era dado e ela como sempre retribuía a ele.

Mas antes que pudessem avançar, novamente eram ouvidas batidas na porta.

— Elsa. Estão todos esperando você. -

Ao ouvir a voz de Anna do outro lado da porta Hans levantava se de cima de Elsa revirando os olhos impaciente.

— Acho que sua irmã tem um sexto sentido para descobrir quando vamos..... -

Mesmo antes de terminar a frase Elsa deu um leve tapa no braço do príncipe para que ele cala se ou Anna poderia ouvir.

— Já estou indo Anna. -

Elsa levantava se da cama e então saia do quarto junto com Hans que vinha logo atrás, e diferente de diversas outras vezes que já esteve no quarto da rainha, Hans nem sequer tentava sair escondido.

Nos corredores já dava para ouvir a orquestra que tocava e ao ver Elsa se aproximar Kai anunciava a rainha e seu acompanhante.

Sendo assim Elsa ia até seu trono enquanto Hans aí logo atrás para falar com suas irmãs que já estavam a espera.

Concerto para flauta, harpa e orquestra em C, K. 299 — andante. — Mozart

A música tranquila tocava naquele começo de festa.

Elsa realmente cumprirá a promessa a Anna. Os portões nunca estavam fechados e havia festas sempre que tivesse a oportunidade para tal.

— Nossos Elsa! Que lindo! -

Elsa se surpreenderá com Anna que chegará tão repentinamente ao seu lado.

— Oh, sim. E lindo. -

Anna aproximava se e olhava o colar mais de perto e então pegava sua irmã pelo antebraço.

— Não vai dizer que foi ele que te deu... —

— Sim, foi. —

Anna sé delícia a com aquela notícia.
Pelo jeito as coisas entre Elsa e Hans estavam realmente sérias.
Era bom ver sua irmã finalmente com alguém.

Preferia que não fosse o príncipe traidor, mas aos poucos ia aceitando aquela ideia, a felicidade de Elsa era mais importante que seu orgulho e paranoia.


20:08

— Não, eu não posso aceitar. -

— Não me venha com essa Kristoff. —

O vendedor de gelo encontrava se em uma das varandas do castelo do qual fora arrastado pelas irmãs Westedgaard.

E ali estavam elas junto com seu irmão mais novo insistindo a aceitar um par de anéis.

— Compramos exatamente para você dar a Anna. Aceita vai... -

Charlotte sorria juntando suas mãos como em clemência para o vendedor.

Sempre dramática.

Fazia meses que Kristoff pedirá Anna em noivado.
Mas o que os Westergaard não sabiam a princípio era que ele não havia comprado os anéis pois naquele momento não tinha possibilidades.

O próprio Kristoff comentou isso em uma conversa com Hans no momento em que eles dois esperavam Anna e Elsa para ir à Ópera.

Então junto com suas irmãs ele resolveu ajudar o vendedor de gelo.

— Olha, porque não usa esse com a Elsa, eu não posso aceitar um presente tão caro Hans. —

— O que eu darei a Elsa já está sendo feito, esse aqui é seu e de Anna. -

Kristoff dava um riso sem graça e olhava para os anéis dentro das pequenas caixas aveludadas de vermelho.
Um anel masculino e outro feminino cravejado com esmeraldas.

Ele acabará por aceitar relutantemente o presente dos Westergaards.

— Eu lhes pagarei depois. -

— Há Kristoff, pela amor... Não precisa disso. -

Depois da fala de Dagmar, Kristoff era praticamente empurrado de volta para o salão.

— Vai, faça bom uso disto. —

20:23

Kristoff caminhava pelo salão a procura de sua princesa, o que no final não foi difícil de achar já que ela estava ao encalço de sua irmã mais velha.
Então respirando fundo ele tomava o caminho até o trono onde Anna estava próxima.

— Vamos lá, você já fez isso, já pediu em casamento. Agora é só dar a aliança. -

Mas ao ficar na frente de Anna a ele estagnava, nervoso.

— Kristoff, você está bem ? -

Anna aproximava se do jovem geleiro que estava um tanto pálido e tremendo.

O mesmo repentinamente ouvia uma sutil batida no vidro da janela ao lado.
Olhando ele via Sven que tinha uma expressão animada com sé disse-se : vamos lá Kristoff, você consegue.

Já Anna também olhava aquela cena não entendendo o que estava acontecendo.

O que Sven estava fazendo no jardim ?
Porque Kristoff estava agindo estranho ?

Suas perguntas eram logo respondidas quando o loiro abria uma caixinha aveludada de vermelho a sua frente.

— Anna. Quando eu pedi a sua mão eu tive vergonha não pelo ato em si mas sim porque eu não tinha como lhe entregar um anel digno de sua beleza. Mas agora, aqui está um. E por isso faço a mesma pergunta que lhe fiz a alguns meses. -

Anna estava com suas mãos na frente da boca tentando de algum modo esconder seu rosto surpreso.

— Casa comigo. -

— Sim Kristoff, e claro que sim. —

Então ele logo se levantava e estando mais próximo de Anna botava-lhe o ano de noivado no dedo de Anna e ela fazia o mesmo com ele.

Mas então ouvia-se um pigarro vindo ao lado.

— Princesa Anna, os anéis estão do lado errado. Anéis de noivado são na mão direita. -

Após o aviso de Kai, Kristoff e Anna trocavam embaraçosamente os anéis para a mão direita.

Mais a maior surpresa foi ouvir os aplausos de todos no salão, não haviam percebido que estavam sendo observados por todos.

Elsa olhava aquela cena com um sorriso em seu rosto.

E após Anna vir lhe mostrar o lindo anel via a mesma ir dançar com Kristoff.

— São lindos Anna. -

Mas Anna não demorava muito falando com a sua irmã. Ela parava de falar por um momento quando viu que os olhares de Elsa ficavam sé em outra coisa.

Finalmente o príncipe Hans aproximava se do trono onde Elsa estava sentada.

Vendo como sua irmã ficava Anna apenas dava um leve riso e dava uma leve cotovelada em Elsa a acordando para a realidade.

— Vai lá. -

A cada dia Anna parecia surpreender mais.

Foi uma grande e rápida mudança de uma Anna que a cerca de dois meses atrás estava histérica com a volta do príncipe e sua relação com a irmã e a Anna que agora incentiva Elsa a seguir em frente.
Mas não fazia aquilo cegamente.

Nesse período perceberá que ele realmente a amava.

Era um intenso sentimento recíproco que havia entre eles.

Não era uma ideia que havia aceitado totalmente, mas faria tudo pela felicidade de Elsa.

Ela deu a mão ao príncipe antes que o mesmo pedisse para dançar com ela.

— Aposto que você tem algo haver com esses anéis de noivado. —

Hans fez uma cara de desentendido, brincando com Elsa enquanto dançavam mais uma das inúmeras músicas que tocavam.

— Talvez sim, talvez não. -

Com essa resposta e o modo como Hans a pronunciou Elsa não tinha outra reação além de rir.

Anna também dançava com Kristoff e o geleiro enquanto girava com a princesa pelo salão apenas pode ver Charlotte com um enorme sorriso na cara fazendo uma pose feliz com um joinha enquanto Dagmar ria de sua irmã que às vezes parecia uma criança.
Kristoff sabia exatamente que aquilo era para ele.
Também não consegui deixar de rir daquilo.

Aquela noite de festa não parecia prenunciar o que estaria por vir.