21 de julho de 1838.

Era a segunda vez desde a saída do isolamento que Elsa preparava a festa de sua irmã que faria agora 21 anos.

Só esperava que tudo desse certo, pois na ultima vez foi um desastre completo pois alem de estar doente ela teve de ver a festa quase sendo arruinada por diversos motivos.

Mas ao menos foi divertido.

Já Hans não poderia dizer o mesmo daquele dia; pois inesperadamente recebeu " um presente" da única pessoa capaz de enviar bolas de gelo gigantes até os presídios das Ilhas do Sul.
Mas agora lá estava ele ajudando a montar alguns enfeites junto com Kristoff próximo ao grande portão do castelo fechado naquele momento.

Se acostumaram mais rápido do que acharam a presença do príncipe e agora teriam que realmente conviver com ele, querendo ou não devido ao seu relacionamento com a rainha.

— Acho que está bom... -


Kristoff coçava a cabeça olhando de longe o enfeite que havia posto.

Já o príncipe naquele momento nem sequer prestará atenção no que foi falado pois logo a frente chegava Elsa e ela não estava com nada mais nada menos que uma bandeja dos doces que Hans tanto amava.


— Não poderia ter visão melhor. —

Ele aproximava de Elsa rindo mas antes mesmo que ele pudesse botar as mãos em um dos doces Elsa desviava a bandeja do príncipe levando o objeto diretamente a uma grande mesa.

— Só para a festa. -


Elsa botava os doces em uma mesa ornamentada com flores da estação e porcelanas.

Já estava quase tudo pronto.

Já Anna estava na casa de Dagmar se arrumando pois Elsa a mandou a casa da duquesa para que Anna não vi sé a surpresa que Kristoff preparava para sua princesa.

9:05 da manhã

Passinhos ligeiros eram ouvidos nos corredores de chão de tábuas de carvalhos.

Elrich entrava no quarto de sua tia sem nem bater na porta assustando Dagmar e o Duque que terminavam de se arrumar.

Ele estava pálido, hiperventilando, visivelmente em pânico.

Aquela visão a deixava assustada e então assim ela corria direto para seu sobrinho que estava em choque.


— Elrich, o que foi ? —

Nada pode ser dito por ele pois logo a porta foi arrombada e assim apareciam diversos soldados das Ilhas do Sul que prendiam ele é todos os que estavam naquele cômodo.

Não teve a chance de dizer que estava no jardim quando viu os militares entraram e matarem os guardas que protegiam o castelo na sua frente, fazendo com que o sangue daqueles homens também cai-sé em seu pequeno corpo.

Dagmar não demorava a descobrir o que havia acontecido.

Pelo palácio ela via diversos soldados mortos, fossem com tiros o decapitados.

Junto com Elrich e seu marido ela era levada até o porão onde encontrava Charlotte assim como a princesa Anna eo Kristoff na mesma situação, amarrados e desacordados. Mas ao menos vivos.


11:11

Os minutos passavam, já estava tudo pronto mais Anna e as irmãs Westergaards não chegavam.

O menino de recados também não retornava.

Kristoff também havia seguido para a casa da duquesa não retornando.

Algo havia dado errado.

Ouvia se então um grande barulho, como uma explosão.

E tão rápido quanto um raio Kai se aproximava da rainha.


— Majestade ! São eles, os malditos das Ilhas do Sul, estão atacando a capital. -

Aquela frase fora o suficiente para o gelo agir.

Elsa saia do castelo e já encontrava no caminho dos portões diversos soldados assim como Hans montado em Sitron.


— Hans. Auxiliem na entrada da população no castelo. Deixo com você. -

— Não. —
Elsa logo via Sitron sé por a sua frente com Hans a cima.

— Não vou deixar você ir sozinha. Estamos juntos nisso Elsa. -


Ela via em seu olhos a convicção de tais palavras. E sabia o quanto seria inútil convencê-lo do contrário, mas mesmo assim tentava de alguma forma.

— E perigoso. —


Essa era apenas as palavras fracas que saia de seus lábios enquanto olhava para o príncipe ainda acima de sua montaria.

— Pois então, que eu corra perigo por aqueles que amo. -


Hans após tais palavras dava um sorriso tranquilizando a Elsa ao mesmo tempo que dava-lhe a mão para que ela também subisse em Sitron.

E assim ela fez.

Logo o fiorde seria congelado, mas dessa vez de modo controlado para impedir que os navios das Ilhas do sul se aproximarem tão facilmente de Arendelle.

14:30

Anna acordava com sua cabeça latejando de dor, e a discussão que ecoava nas paredes de pedra fria não ajudavam.

Não reconhecia aquele lugar.

Mas reconhecia algumas das pessoas que estavam presas junto com ela.

Kristoff, Dagmar, Charlotte, Elrich e o Duque. .

E percebia logo que havia muito mais gente ali por perto devido às diversas vozes, muitas delas exaltadas.

Incluindo Charlotte e Dagmar que ameaçavam dar na cara de alguém.

— Você. Você sempre foi um inútil. Aliás quase todos vocês. Vocês nunca fizeram algo que preste, apenas envergonham e sujam o nome de nossa família. -


Olhando na direção do qual Dagmar dirigia suas palavras Anna via um grupo de homens de várias idades com o peculiar cor de cabelo ruivo e uma velha senhora de cabelos escuros levemente acinzentado pela idade, parecia ter por volta dos 60 anos.

Enquanto todos os membros ali estavam perto de partirem um para cima do outro a senhora mantinha se quieta, mas sua expressão era de raiva e desapontamento.

— E você fez Dagmar ? Você acha que coletar conchinhas na praia e estudar animais e plantas é algo sé orgulhar ? -

— Cala boca seu cretino desgraçado ! -


Pará sorte de Olavo de Westergaard sua irmã Charlotte estava presa em um lado totalmente diferente da cela, sé não com certeza ele estaria com o olho roxo nesse momento.

Anna e Kristoff olhavam aquela cena atordoados.

Seria aquela a família de Hans ?

E nesse tipo de ambiente que ele cresceu ?

— Sua vagabunda. -

— Olha quem fala Haroldo. Não é a Charlotte que sempre é encontrada nos bordéis. Mas quem é mesmo em ? Há eu lembrei, é você !!! -


Søren retruca com raiva um de seus irmãos enquanto tentava em vão se soltar de suas algemas.

— Gente, vamos parar. —


O príncipe Otto de Westergaard tentava em vão se manifestar mas nenhum deles parecia dar ouvidos.

Até mesmo Lars e sua mulher trocavam ofensas

com os irmãos enquanto Elrich chorando silenciosamente passava despercebido naquele momento.

— Calados !!! -


Finalmente a rainha mãe se pronunciava e imediatamente todas as vozes se calaram diante a sua imponência.

Naquele momento eles perceberam finalmente que não estavam sozinhos.

— Anna, Kristoff ! -


A princesa e o vendedor de gelo tinham seu nome pronunciado com um tom de surpresa por Charlotte que assim como Dagmar e o Duque pareciam aliviados ao vê- lós.

— Princesa Anna. Onde está Hans e Elsa ? —


A sua frente Anna via o rosto um tanto assustado do rei Lars que perguntava algo impossível de responder.

— Eu não sei, eles estavam no castelo, mas agora... —

Os pensamentos de Anna eram interrompidos por um dos príncipes que expressava sua surpresa.


— Hans fugiu para cá ? —

— Óbvio Ernest ! Para onde mais você acha que ele viria quando fugiu da prisão ? -


Sem dúvida Søren não estava com o mínimo de paciência para aturar seus irmãos naquele momento delicado.

Então todos se calaram e imperava um estranho silêncio sepulcral que contrastava muito com a gritaria anterior.

— Desculpe meus filhos princesa Anna, estão exaltados devido tais acontecimentos. -

Logo ouvia se a voz da atual rainha das Ilhas do sul rebater a rainha mãe.

— Sempre é assim princesa Anna, não é só por causa disso. —

O olhar que sogra e nora trocavam naquele momento era de animosidade.

— Onde estamos ? -

— Suponho que seja em Arendelle ainda Kristoff, mas o local exato não sabemos. -


O Duque mantinha se sentado no fundo da cela ao lado de Dagmar e que naquele momento era consolada por ele.

Fazia cerca de 3 meses que Dagmar e Charlotte estavam grávidas e as suas barrigas aos poucos pareciam se sobressair.


— Estou com medo. E se acontecer algo com o bebê ? -

— Bebê ? -


Cristian que antes tinha a cabeça abaixada levanto a demostrando a surpresa assim com quase todos ali, incluindo a rainha mãe.

Anna e Kristoff também estavam surpresos, não pela repentina notícia de gravidez feita ali de forma totalmente involuntário. A final já sabiam daquilo a tempos.

— vocês não sabiam ? —


Com a exclamação de Anna a maioria deles olhavam se confusos e depois para Dagmar.

— Então, mais um sobrinho. -

— Na verdade mais dois. -


Charlotte sorria após responder Søren fazendo com que os olhares agora se voltassem a ela.

Era um tanto estranho a se pensar que a última vez que todos estavam reunidos assim demonstrando o mínimo de preocupação um com o outro fora a cerca do 8 anos atrás quando Elrich nascerá. Mas sobre circunstâncias completamente diferentes.

Não eram prisioneiros, e Hans assim como Hankon estavam também em igual alegria.

Mas agora estavam ali em uma cela fria e escura, acorrentados a mando de Haakon enquanto não se sabia exatamente onde estaria Hans e o que acontecia com ele.

Mas podiam imaginar devido ao frio que começava a fazer além dos angustiante sons de explosões e gelo craquelado que pareciam arranhar suas almas.

— Precisamos fazer alguma coisa. -


Com essas palavras Karl se levantava com dificuldade do chão em que todos estavam sentados.

— Caso você tenha uma ideia eu aceito de bom grado. —

— Hora Dagmar, quem se acha a intelectual aqui e você. -


Logo após as palavras de Otto todos começavam a discutir de novo.

— Vocês não conseguem ficar sem discutir por ao menos um tempo ?! -


Sem dúvida a rainha mãe era a única ali que ainda parecia minimamente centrada, mas não necessariamente calma.

— Precisamos nos unir. Ao menos dessa vez. Aguardo suas ordens meu filho. -


As palavras de tons mais formais do que realmente carinhosas da rainha faziam todos virarem seus olhares a Lars que começava a realmente sentir se pressionado com aquilo.

— Tá bom. Vamos precisar pensar juntos. -



O seu sorriso era de vitória.

Queria destruir tudo que representava alegria para seu irmão mais novo.

E uma dessas representações eram Arendelle e sua rainha.

Já tinha até planejado matar Elsa e toda a sua família na frente do décimo terceiro.

Fazê lo sofrer até o fim.

Pois o ódio que sentia era enorme. Era doentio.

Por isso trouxe todos a Arendelle.

Degolar um por um na frente de Hans era o objetivo.

Pará depois livrar se dele para sempre.

— Majestade. Estamos prontos. -

Logo a primeira bala de canhão era disparada em direção a capital.

As embarcações menores já haviam chegado ao Porto e capturado as irmãs Westergaard e o Duque com o pequeno príncipe, assim como a princesa Anna e seu noivo.

Agora todos estavam presos em uma fortaleza antiga perto do porto congelado que seus quartas ocuparam.

Já a neve que começava a cair em Arendelle não surpreendia ninguém.

Mas a neve fraca logo virava uma intensa geada.

E tão logo um dos navios a frente quebrava-se pois era perfurado ao meio por uma enorme estalagmite de gelo que brotava do mar que ficava aos poucos congelado, mas no final somente os navios das Ilhas do sul ficavam presos pois o gelo se desfazia como mágica quando os navios de Arendelle circulavam pelo mar.

Elsa estava dando uma pequena amostra do que era capaz.

Nesses poucos anos após a coroação Elsa controlava tal habilidade cada vez melhor.

Com sua irmã tinha estabilidade emocional e com Hans é Arendelle ao seu lado tinha força.
Tudo isso fazia com que a rainha fosse muito além dos limites que ela pensou que tinha.

E agora era hora de usar isto ao favor de seu povo.

A geada criava uma parede semi transparente ao redor dos navios das ilhas do sul fazendo com que se tornassem alvos fáceis aos navios de Arendelle.

E em um desses navios estava Hans que tinha habilidade com embarcações pois chegará a se alistar na marinha das Ilhas quando obteve idade para tal.
E assim iniciava a batalha em alto mar com Arendelle em grande vantagem apesar de naquele momento as ilhas do sul estarem em maior número.

Estalagmites voltavam a surgir das águas agora congeladas do fiorde, destruindo imensos navios das ilhas que ameaçavam a terra da rainha.

Já Elsa controlava tudo aquilo de sua montaria perigosamente próxima ao Porto de Arendelle.

Seus olhos também mantenham se sempre na embarcação que ela sabia que estava Hans.
Mas seus olhos azuis tremeram em desespero quando viu aquele mesmo navio ser atingido e afundar aos poucos na área descongelada do mar que cerca a o fiorde.

Elsa não pensava duas vezes; descia do cavalo e andava em direção a água congelada.
E logo o desequilíbrio se mostrava através de uma fina geada que corria com o vento no fiorde.

Mas antes que ela pudesse se aproximar o suficiente dos navios em alto mar ela via um dos maiores navios se aproximar dela, quebrando o gelo feito vidro com seu casco duro de metal.

Talvez esse fosse seu destino fatal.

Perderá seus pais.

Perderá Anna.

Perderá Hans.

Agora perderia não só Arendelle mas também a própria vida

Mas quando tudo parecia perdido o casco da embarcação era rasgado feito papel.

Marshmallow vinha a resgate de sua criadora.

O imenso monstro de neve ia em direção a mais uma embarcação que tentava a todo custo para ló, mas o navio também já estaria com seu destino determinado; o fundo do oceano.

— Elsa! —

A jovem rainha ouvia a familiar voz de Olaf vindo ao seu encontro. Mas ela se encontrava imóvel.

Olhando para aquela batalha que ainda parecia perdida.

— Eu não consigo. Não tenho forças. -

Ouvindo as palavras de sua criadora ele se aproximava ainda mais.

— Elsa, não estamos perdidos. Acredite no amor. -

Ela olhava para o lado e via Olaf lhe estender um dos bracinhos em sua direção.

— Eu te amo minha irmã. Nunca se esqueça disso. -


Anna sempre lhe falava tais palavras de ternura.

— Eu amo você Elsa, eu amo o que sou quando estou com você. Apenas acredite no amor. -


Aquela fora as mais lindas palavras que ouvira de um homem que dizia lhe amar. Hans sempre demonstrou também em gestos o que sentia por ela, desde pequenos.

— Elsa, nós te amamos muito. -
A voz de seus falecidos pais também ecoavam em sua cabeça.

Elsa sempre tivera a tendência a fuga, a solidão. Isso sempre lhe causará problemas.

O distanciamento de todos que sempre amou.

— Estou cansada.… -

Olaf ouvia a voz fraca de Elsa mas era surpreendido quando ela se levantou repentinamente.

— Estou cansada!!!!!!!!! -


Aquele grito reverberou pelo fiorde fazendo imediatamente a geada parar.

Estava cansada da solidão que parecia persistir em sua vida.

Estava cansada de sentir medo.

Estava cansada de se entregar ao desespero

Acima de tudo estava cansada em não acreditar no amor.

— Elsa.... -

A sombra que se projetava atrás da rainha deixava Olaf temeroso.

E com razão.

No final das contas fora mais fácil que sé pensará sair dali.

Pois aqueles guardas pareciam bem mais interessados em acabar com aquele estoque dos vinhos de Arendelle que havia em seus pés.

Conseguindo empurrar uma daquelas garrafas já várias que havia próximo da cela Erich entregava ao seu tio Søren que morava e conseguia acertar bem em cheio da cabeça de um guarda que estava ao lado.

Então era apenas pegar o molho de chaves que estava em uma das mãos do soldado.

Agora já soltos eles corriam até a saída da ala onde ficavam as celas.

E ali encontravam mais uma facilidade.

Os outros diversos soldados das ilhas que deveriam estar ali para observar a família real estavam na verdade todos dormindo, completamente bêbados com outras diversas garrafas de vinho pelo ambiente.

— E, pelo jeito Haakon não sabe lidar com a bebedeira do exército. -

—Shhhhh. -


Os olhares de repressão para o príncipe Otto logo fazia o mesmo a se calar.

Todos eles estavam logo nos portões da antiga fortaleza ocupada. E a visão que tiveram quando saíram os assustaram. Principalmente a Anna e Kristoff.

O fiorde inteiramente congelado.

Aquilo era um mal presságio.