4 de outubro de 1830. Nascia o príncipe Elrich. Primeiro filho do príncipe Lars. E o segundo na linha de sucessão; apenas atrás de seu pai.

Aquele acontecimento mudará muita coisa na ordem de sucessão daquele reino. E jogará Hans para o décimo quarto da linha de sucessão.

Mas ele não se importava. Estava encantado com o nascimento de seu primeiro sobrinho.

O quarto estava calmo enquanto porta a fora havia uma intensa correria de todos os tipos de especialistas médicos que vieram ver o futuro herdeiro da coroa.

E naquele período de tempo também chegará um bem precioso: o quadro do leilão.

O quadro media cerca de um metro e meio. Mas a imponência de Elsa nele era visível.
Hans pendura em um canto de seu grande quarto.
No meio entre outros quadros que Charlotte havia feito para ele, e outros que ele mesmo fizera.

Então se afastando um pouco ele via aquela parede em sua totalidade para ver como ficará os quadros arrumados daquele modo.

— Perfeito. —

O príncipe sorria com um ar vitorioso. Nem acreditava na sorte que tinha.

Não era acostumado a frequentar leilões de arte, e não ia a um há mais de um ano. Mas nesse, logo nesse em que ele foi aparecerá uma pintura de Elsa.

Alguns chamariam de destino, mas Hans achava aquilo tudo uma besteira.

Ele então ouvia uma batida em sua porta. E ao dar permissão para entrar a pessoa abria a porta. Era Lars.

— Então esse é o famoso quadro. -

Lars fechava a porta atrás de si e ficava a frente do quadro com um sorriso e os braços cruzados analisando a arte de longe ao lado de Hans que também olhava para tão desejado objeto.

— E linda não ? -

Estava óbvio que Hans se referia a princesa de Arendelle e não necessariamente a obra.

— Devo admitir, uma bela obra de arte. —

Lars pigarreou e depois sorriu para seu irmão que ainda encontrava se admirando a obra.

— Mas na verdade eu vim aqui falar de outra coisa Hans. -

No mesmo instante o príncipe desviava o olhar para o irmão ainda ao seu lado.

— O que deseja ? -

Hans pensará que Lars por algum motivo precisava de um favor, e ele faria para quem sempre esteve ao seu lado não importando as circunstâncias.

— Eu desejo que você seja o padrinho de meu amado filho. —

Lars dava um doce sorriso ao seu irmãozinho que parecia um tanto surpreso com aquilo.

— E… eu ? Porquê eu ? -

—Porquê não o Karl ? Ou Cristian ? Ou qualquer um deles ? —

Hans gesticulava e no final coçava sua cabeça ainda um tanto confuso. Não se achava merecedor de tal grado.

— Você só pode estar brincando Hans. Eu não confio em nenhum deles. Só você, Søren, Dagmar e Charlotte para cuidar do meu filho. E você sem dúvida será o melhor padrinho que ele poderá ter.
Por isso eu peço que aceite meu irmão, pois confio em você de olhos fechados. -

Lars via seu irmão a sua frente abrir um sorriso.

— Sé e o que deseja. Aceito de bom grado. —

Hans então se curvava perante seu irmão em respeito. Uma atitude que para Lars era um tanto exagerada naquele momento pois essa formalidade ficava apenas para cerimônias reais e bailes.
O futuro rei das Ilhas do Sul então começava a se retirar do quarto de seu irmão.
Antes da porta fechar ele ouvia Hans chamar por ele.

— Lars.… obrigada. -

Lars então apenas sorria para Hans e depois deixava o príncipe admirando sua aquisição.

O anúncio oficial do nascimento do mais novo príncipe era dito pelo reino assim como quem seriam os padrinhos da criança.
O meio irmão da futura rainha das Ilhas do Sul e Hans; e as madrinhas seriam Charlotte e Dagmar que eram muito amigas também da futura rainha.

Aquele anúncio deixará muitos de seus outros irmãos enciumados.