Era para ser uma rápida viagem de duas semanas, no total. Nem mais nem menos.
E a princípio tudo ocorrerá bem.

Fora um lindo casamento.
Quem diria que depois de anos Rapunzel, a princesa perdida de Corona voltaria ? E apaixonada por um ex bandoleiro que a ajudou a fugir.

E agora lá estavam eles fazendo seus votos.

Mas agora. Naquele pleno outono de 1832 o mar mudará de repente. O que antes estava calmo logo ficará revolto.

30 de setembro de 1832

Uma nuvem negra cobria léguas e léguas toda aquela extensão de mar. E a chuva era intensa.
Logo o pior aconteceu.

O navio virou. Partindo se ao meio com a força das ondas que trazem a embarcação mar adentro.

Nenhum sobrevivente.

Apenas no dia seguinte foram achados os destroços flutuando no mar agora calmo.

O telegrafista trabalhava continuamente naquela manhã. Ele estava confuso.

Não, não podia ser verdade.

Não DEVIA ser verdade !

Precisava transmitir aquela notícia desastrosa o mais rápido possível. E com muito pesar.

Gritos de pânico de uma Anna em prantos ecoavam por todo o castelo de Arendelle.

Seus pais estavam mortos.

Agora era somente ela é Elsa. Mas poderia contar com a sua irmã ? A anos Elsa a ignorava aparentemente sem motivo.

A anos que não tinham qualquer tipo de contato físico e mal também contato verbal.

A final tudo o que ouvia por detrás daquela porta fria era : Vai embora Anna.

Sabia que realmente não poderia contar com Elsa nesse momento. Mas esperava que ao menos esse terrível acontecimento amolece se o coração de gelo de sua irmã.

— Elsa.…. Por favor me escuta. -

Nada era ouvido do outro lado da porta.

— Não me deixe sozinha…. Só temos uma a outra…. —

Ainda sem respostas. Mas Anna não sabia que Elsa estava sentada no outro lado daquela porta.

— Elsa. Por favor. Não me ignore.… eu preciso de você. —

O tom de voz de Anna aumentava e a tristeza era nítida em sua voz.

— Enterrei nossos pais sozinha Elsa !!!!! Você acha isso certo ? Não estar lá ! -

— Aliás.….. O que eu estou falando ? E claro que você não ia estar….. Você nunca está ao meu lado….-

A voz da princesa então ficava cada vez mais baixa e embargada pela dor.

— Eu sabia que não podia contar com você.…. Obrigada Elsa. —

Anna então se afastava da porta de sua irmã deixando do outro lado da porta uma Elsa que chorava silenciosamente.

3 de outubro

Precisava escrever para ela.

Mas o que dizer além do óbvio ?

: Meus pêsames. PS. Ainda te amo. Não me ignore !
Claro que além de ridículo seria um tanto desrespeitoso aquele tipo de mensagem.

Ou quem sabe : Meus pêsames e…..

Ideias lhe faltavam. A verdade é que não queria escrever carta alguma.

Queria estar lá para consolá-la. Queria dizer que estava tudo bem.
Que estaria lá por ela.
Aconchegá-la em seus braços.

Mas não podia.

Pedirá ao seu pai para ir a Arendelle. Permissão essa que lhe foi negada.

— Sè for para mandar alguém. Você seria a última pessoa que iria. Prefiro levar os restos de lixo das ilhas até lá do que você. —

Quanto mais o rei envelhecia mais senil e cruel ele ficava. E Hans era o que mais sofria das ofensas de seu pai.

Então restava lhe apenas escrever para ela e torcer para que ao menos aquela carta ela responde se. E depois de longas horas pensando no que escrever ele conseguia.
Mas antes de sequer levantar da cadeira de sua escrivaninha ele ouvia barulhos na porta.

Ele então abria e olhava para baixo na direção que vinha a voz.
Era o jovem Elrich que agora tinha 2 anos e atrás dele sua mãe, a futura rainha das ilhas do sul.

— Triste ??? —

balbuciava o pequeno menino com seus bracinhos estendidos querendo abraçar seu padrinho.
Hans achava engraçado o quanto uma criança tão pequena entendia tanto quanto aos sentimentos alheios.
Hans então pegava o pequeno no colo e o abraçava.

— Estou melhor só de te ver Elrich. -

Hans adorava o seu sobrinho e prometera a si mesmo que não o deixaria passar pelo que ele passou graças a grande parte de sua família.
O pequeno então abraçava Hans até onde seus bracinhos chegavam e encostava sua cabeça nos ombros do mesmo.

Ele então acabava por mandar a carta pelo correio marítimo com Elrich que dormira em seus braços.