Cantos de primvera

16 Deus salve a rainha - continuação.


30 de julho de 1836 — 20:18

A noite estava péssima.

Acabará de ser dispensado pela mulher do qual sempre desejou. E ainda por cima ouvi diversos comentários sobre sua pessoa.

— E o décimo terceiro. -

Essas pessoas não tinham ideia do ódio que sentia ao ser chamado assim.
Via pelo salão uma Anna atrapalhada e aquilo era uma coisa que ao menos tirava lhe um meio sorriso.

— pelo jeito não mudou nada. -

Dizia a si lembrando da inocência da jovem.

Foi quando uma ideia veio a sua cabeça. Que depois seria tida como uma das piores ideias que teria em toda sua vida.
Faria Elsa ter ciúmes; da própria irmã.

Elsa olhava para o baile um tanto orgulhosa de seu autocontrole por enquanto.
Sem nenhum incidente.

Mas tal estabilidade começava a mudar quando Anna vinha pedir sua bênção para um casamento completamente repentino.

E não era com qualquer um mas sim o príncipe que até meia hora atrás estava em seu encalço.

Mas o desequilíbrio chegou ao seu limite quando Anna tirava lhe a luva.
A Partir dali começou o desastre.

O gelo agia.

E Hans assim como todos os outros ali não conseguiam acreditar no que viam.
Aos poucos as peças do quebra cabeça iam se juntando em sua cabeça.
Era por isso que havia gelo em seu quarto.
Era por isso que se isolará.
Era por isso que seus lábios eram frios assim como sua pele.

— Você está no comando. -

Ao dizer aquilo Anna partia deixando o príncipe ali em Arendelle. E também um tanto confuso.
Estava afundando se cada vez mais naquela farsa.

Já para Elsa o que era uma tragédia acabará por ser uma libertação. E estava decidida a ficar ali naquela montanha.

Mas não demorava tanto para receber visitas.

31 de julho — 10:21

— Acho que vou chorar. —

Kristoff olhava para aquele palácio de gelo e era realmente sentia vontade de chorar de emoção.

Anna acabará por conhecer o jovem alpinista e vendedor de gelo durante o trajeto que fizera até o palácio.

E não se surpreenderia se ele realmente chorasse ali pois durante todo o caminho ficará óbvio do quanto ele era fascinado por gelo.

Mas a recepção acabava por ser um desastre.

Elsa para seu desespero feria novamente sua irmã.

Aquilo acabará por ser mais uma certeza para ela de que deveria se afastar de todos.

Anna sem escolhas acaba por voltar a Arendelle. Mas não antes de conhecer a tão peculiar família de Kristoff que acabará por dar um terrível diagnóstico mas também qual era a cura.

Um ato de amor verdadeiro.

A cada hora Hans ficava mais nervoso.

Era muito difícil manter o controle mais fazia o possível.

— Preciso buscá las. —

Sitron era preparado e alguns soldados iam com o príncipe que não demorava muito para descobrir a localização de Elsa.

Já que não era em qualquer lugar que encontrava se um palácio de gelo.

19:04

Alguns dos homens iam na frente e chegando ao palácio os soldados entravam e ameaçavam atacar Elsa que começava a se defender.

Logo Hans também estava ali no local, e no mesmo momento ele olhava Elsa quase matando alguns homens com seu gelo.

— Elsa !!!!!!! -

— Não te tornes o monstro que eles temem. -

Ela o olhava incrédula.
Respirava um tanto ofegante; pensava sé o príncipe teria vindo por ela.

Hans então olhava para um dos soldados apontando a arma diretamente para Elsa.

— Elsa ! -

Ele empurrava a mão com a arma do homem que acabava por mirar no lustre acima.

Sentia seu coração parar por segundos; segundos esses que pareciam séculos ao ver o lustre cair em direção de Elsa que depois de correr acabava desmaiando sobre seus pés.

Pela primeira vez em muito tempo sentia medo.

Medo pelo que aconteceu com Elsa e medo em toda essa situação do qual ele se metera e que estava enterrado até o pescoço.

Ele aproximava vagarosamente torcendo para sentir que ela estivesse bem.

Ao pegar ela no colo via que ela respirava. Um grande alívio.

Ele então saia com ela no colo e ao montar em Sitron acomodava Elsa em seus braços fazendo com que ela repousasse sobre seu peitoral.

E assim dirigiam se a Arendelle.

Se Elsa estivesse acordada ouviria o quanto o coração do príncipe batia forte.

Chegava ao destino depois de cerca de tres horas de caminhada dificultada pela grande quantidade de neve.

Era uma sensação dúbia que sentia.

Por um lado satisfação. A quanto tempo não desejava ter Elsa em seus braços ? Mas também não queria que fosse assim.
E para completar estava noivo de Anna que havia sumido.

— O que eu estou fazendo ??? —

Ele nesse momento olhava para Elsa ainda desacordada em seus braços.

Desejou intensamente que ao menos Dagmar estivesse ali para auxiliá lo já que vivia em Arendelle.

Mas não estava.
Ela por acaso estava nas Ilhas do Sul visitando a família. Sua principal conselheira não estava ali para ele.
Ela nem sequer sabia da confusão do qual ele estava.
Iria descobrir da pior maneira.

32 de julho — 9:19

Elsa acordava no calabouço.

A princípio não havia entendido nada. A pouco tempo estava em seu palácio de gelo e agora ali.
A última coisa do qual só lembrava era caindo no chão aos pés de Hans. Não sabia se ele que a trouxera e a prendera.

Em parte estava certa. Ele a trouxe.

Mas quando chegou em Arendelle ela foi tirada dos braços do príncipe e lá presa a mando do duque que se achava no direito.

— Elsa….. -

Aquele tom de voz lhe chamava a atenção e ao se virar via ele.

O mesmo se aproximava dela vagarosamente tremendo tanto de frio quanto por estar a sós com ela naquele momento. Mas sem dúvida não era um momento nada romântico.

— Pare esse inverno. Arendelle precisa do verão novamente. Por favor. —

— Eu não consigo. —

Elsa olhava para ele com tristeza e medo. Nem em seus piores pesadelos imaginava que aconteceria algo como estava acontecendo.
Eles ficavam em silêncio apenas olhando um para o outro durante por um período considerável de tempo.

— E por isso que se isolava ? Não respondia minhas cartas ? —

Ela demorava a responder o príncipe, e quando fazia congelara totalmente o coração dele assim como a grande parte da família fizera todos aqueles anos.

— Eu não queria vê-lo. Eu nunca o quis….. —

Era mentira mas precisava mantê lo afastado. Assim como fez com muitas outras pessoas.

Hans apenas olhou para ela e depois fechou os olhos. Naquele momento havia os mais diversos sentimentos horríveis dentro de sí.

A Partir dali ele perderia completamente a noção do que fazia deixando sé levar pela amargura, ódio e ganância.
Seguiria os conselhos de Haakon.

Ele então se levantava e seguia até a saída.

— Tudo poderia ter sido diferente. —

Era as últimas palavras que ouvia dele ali.
A Partir de agora seria só ladeira a baixo para o décimo terceiro filho do rei das Ilhas do Sul.