3 de julho de 1836.

O grito de dor era ouvido pelo palácio das Ilhas do Sul chamando a atenção de todos.

Dagmar caia de joelhos no chão com a cabeça abaixada chorando. Soubera da notícia por meio de seu marido que fora informado por Arendelle do qual era duque.

Dagmar não era a única que sofria com a notícia. Lars e Søren se permitiam chorar depois de muito tempo sem fazer tal ato.
Charlotte estava em choque, demoraria muito para absorver aquela informação.

Hans estava preso por alta traição a Elsa e Arendelle.

Já ao restante da família as reações eram diferentes.
Os restante dos irmãos pareciam se divertir se com aquilo. A rainha mãe nunca esperou muito do décimo terceiro.
O pai em sua insanidade mal lembrava se do que ele fora; muito menos de Hans.
E Elrich em sua inocência nem sabia o que se passava com seus pais profundamente tristes e chocados.

Hans estava a caminho das ilhas.

Mas dessa vez não como príncipe mas sim como um traidor.

Nem ele entendia o que se passava. Havia perdido o controle e no final quase fez o impensável.

Quase matou Elsa e Anna.
Aquelas lembranças lhe davam repulsa. Sentia se intensamente enjoado com aquilo.

No porto era recebido pela última pessoa que desejava ver.
Haakon sorria vitorioso para Hans que olhava de modo completamente diferente.
Seu olhar era de mais puro ódio.

— Hans !!!! Estou feliz de ver meu melhor aprendiz. Devo lhe dizer que você é realmente um gênio Hans. Seduzir as duas de Arendelle para depois se livrar delas... Jogada de mestre. —

Para sorte de Haakon Hans estava algemado pois se estivesse com as mãos soltas o mínimo que ele faria e quebrar novamente o nariz de seu irmão assim como fez Dagmar anos antes.

Ele era levado ao palácio para prestar contas a família.

Antes mesmo que pudesse entrar ele via Charlotte correr até a sua frente chorando e se agarrando a ele.

— Hans….. —

Esse era o único som de lamento que saía de sua boca. Ele não tinha coragem de encará la.
Nem ela nem ninguém.
Mas ao olhar para frente na escadaria havia vários olhares curiosos. Tanto de empregados do palácio quanto de seus irmãos.
Entre eles descia Lars com a rainha mãe.

Com aquela visão Hans apenas se ajoelhava e baixava a cabeça tentando esconder a mais profunda vergonha.

— Sabia que nunca poderia esperar nada além de desgraças vindo de você Hans. —

O tom que sua mãe usava para referir se a ele já era bem conhecido. Seu pai já fez muito uso de tal tom.

— Leve-no ao meu escritório. —

Era somente isso que Lars dizia para os guardas. E não demoravam para estar em tal aposento.
Os guardas ficavam na frente da porta deixando Lars e Hans que ainda estava algemado.

— Eu não acredito Hans; você enlouqueceu ?!!!!! —

Lars praticamente gritava fazendo que todos no palácio ouvissem.
O jovem que era sempre polido simplesmente perdera o controle ao ver seu querido irmão mais novo naquela situação

Já Hans nada falava.

— Eu confiei em você. Sempre pensei que você era diferente de todos eles…. Mas olha o que você fez !!!!! -

— E ainda por cima contra a Elsa ! Meu deus Hans ! -

— Você sempre amou aquela mulher. Eu esperava por um convite de noivado mais recebi uma carta referindo você como traidor. Você tem noção do que fez ?!!! —

— Você tentou matar a Elsa. A Elsa !!!!!!! —

Era mais do que óbvio que Lars estava alterado. Já Hans ouvia tudo de cabeça baixa ainda calado, as lágrimas corriam no rosto do décimo terceiro e caiam no chão de madeira.

Lars andava agitado pelo ambiente pensado. Estava muito nervoso.

— Isso é culpa do Haakon. Tenho certeza. -

— Essa barbaridade tem dedo dele, e óbvio... —

Lars era interrompido por seu irmão que finalmente falava depois de estar o tempo todo calado.

— Haakon não tem nada haver com isso . Fui eu que empunhei a espada e não ele. —

Hans estava certo. Ele poderia ser o único culpado. Por mais que Haakon tenha dado tal conselho absurdo, Hans não foi obrigado a segui ló.
Lars suspirava tentando se controlar e então olhava para Hans.

— Infelizmente meu irmão não tem outro jeito. Mas espero de coração que no periodo que cumprir a sua pena você reflita sobre tudo o que fez. —

Lars então caminhava até a porta para chamar os soldados e novamente os irmãos caiam sobre seus pés quando a maçaneta girou.

— Eu não acredito; de novo !!!! -

Ele percebia que até mesmo os guardas, Dagmar e Charlotte assim como a sua mulher estavam ali na porta para ouvir a conversa.

— Vocês deviam ter vergonha na cara. -

Lars esfregava as têmporas visivelmente irritado. Nunca tinha ficado assim em toda sua vida.
Dagmar se levantava e seguia Hans que era carregado pelos guardas.

— Soltem meu tio !!!!!! —

Era Somente que o pequeno Erich de 5 anos dizia correndo e se pendurando nos pés de um dos guardas que paravam naquele momento com o jovem príncipe entre seus pés.
O menino era tirado dali por Dagmar que o abraçava chorando sentada no chão enquanto a mãe do pequeno vinha pegá lo para levá lo dali. Ele não merecia assistir seu tio preferido ser preso.
Hans também não tinha coragem de olhar para eles.

Aprisionado em uma cela escura ele tentava entender o que se passou.
Mas nunca entenderia o quanto foi consumido por ódio e ganância naquela ocasião.
O que mais temia aconteceu.

Havia se tornado como Haakon.