Can't let you go.
48 Capítulo 48
Notas iniciais
– Marina? Ué, cadê? – Falava sozinha.
Clara passou boa parte da manhã fazendo feira e outras compras. Havia chegado em casa há alguns minutos, já tinha guardado tudo e nem sinal de Marina.
– Marina? — Foi até o quarto de Ana Carolina, entrando devagar. – Amor? – Falou baixinho com sorriso.
Pegou Marina dormindo, deitada da melhor forma possível na poltrona do quarto com Ana no colo. Clara balançou a cabeça e foi buscar a câmera. Bateu uma foto das duas. Com o barulho da câmera, Marina despertou.
– Clara?
– Oi, amor. – Se ajoelhou ao lado delas e a beijou.
– Não acredito que dormi aqui assim.
– Eu acredito. – Clara riu. – Sempre foi uma dorminhoca e, agora que voltamos a fotografar, Aninha tem te cansado muito mais. Clara passou a mão no cabelo dela. – Vá tomar um banho pra relaxar, eu a ponho no berço. – A beijou novamente.
Clara pegou Ana com o maior cuidado e a ninou mais um pouco para impedir que acordasse. Deu um beijo na filha e a colocou no berço. Ficou um tempo acariciando sua cabeça e sorrindo. Ao vê-la tão bem, Clara não conseguia deixar de se lembrar do medo que sentiu nos meses finais da gravidez e do seu primeiro mês de vida.
– Meu bebê. – Ligou a babá eletrônica e foi atrás de Marina.
A encontrou na banheira, de olhos fechados. Clara tirou sua roupa para acompanhá-la. Marina ouviu e abriu os olhos já sorrindo, olhando Clara da cabeça aos pés. Mordeu o lábio.
Clara sorriu e andou lentamente até ela, sendo acompanhada por seus olhos. Parou na beirada da banheira e passou a mão em seu rosto. Marina beijou sua mão e Clara a puxou para beijá-la.
– Como tá a água?
– Faltando você aqui dentro.
Clara entrou na banheira, se posicionando atrás de Marina e a abraçou. Marina deitou a cabeça nela. Permaneceram algum tempo assim, ambas de olhos fechados.
– Cansada, né, meu amor?
– Só Ana pra me tirar da cama tão cedo.
– Nem tinha amanhecido hoje quando ela acordou.
Clara soltou o abraço e começou a massagear os ombros de Marina.
– Hmm. – Marina tombou a cabeça.
Clara alternava entre seus ombros e o pescoço, sentindo Marina relaxar pouco a pouco.
Depois desceu a mão pelas suas costas e costelas, enquanto beijava sua nuca. Marina já sentiu seu corpo se acender.
Respirou fundo. – Clara...
– Hm? – Clara puxou o lóbulo da orelha e chupou enquanto a puxava para outro abraço e passou as mãos sobre seus seios.
Marina mordeu o lábio e virou a cabeça para beijar Clara. Pôs uma das mãos em seu cabelo e a puxou para um beijo urgente, chupando seu lábio inferior no final. Olhou em seus olhos e sorriu maliciosamente.
Clara a beijou novamente e desceu a mão pelo corpo de Marina.
– Tá precisando relaxar, meu amor.
Falou em seu ouvido, descendo a mão pelo corpo de Marina. Passou a língua ao mesmo tempo em que tocou seu clitóris, fazendo o corpo de Marina tremer e sua boca soltar um gemido.
Marina apertou seu corpo mais contra Clara e empurrou o quadril até sua mão. Clara apertou mais seu sexo, passou a deslizar o dedo em seu clitóris, aumentando a velocidade gradativamente e usava a outra mão para segurar Marina no lugar pelo cabelo e assaltar seu pescoço.
Marina permanecia de olhos fechados e alternava a boca entre gemidos e mordidas em seu próprio lábio. A respiração já ofegante e o quadril tentando pegar o máximo de contato com a mão de Clara. Clara acelerou o ritmo e quando percebeu que Marina já estava à beira do orgasmo, prendendo sua respiração, parou de repente.
Marina abriu os olhos, não acreditando, mas não teve tempo de protestar, pois sentiu Clara penetrando-a subitamente. Sentiu-se perder a respiração novamente enquanto o orgasmo lavava seu corpo. Prendeu suas mãos no corpo de Clara, apertando-a, enquanto rebolava em seus dedos. Clara puxou seu cabelo para beijá-la novamente e sentiu Marina arranhando suas pernas.
Saiu de seu lugar, ficando dessa vez por cima dela, movimentando seus dedos rapidamente e beijando-a até as duas perderem o fôlego e Marina soltar um leve grito, sentindo todo seu corpo perder a força na água. Clara a abraçou novamente, distribuindo beijos em seu rosto.
Olhou para Clara sorrindo. – Quando eu voltar a ter controle sobre meu corpo. – Falou ofegante. – Vai ter volta.
Clara continuou beijando-a, até que Marina virou seu corpo e a prendeu na banheira.
– Minha mulher gostosa. – A beijou com paixão, puxando a pra mais perto pelas costas.
Se inclinou para sussurrar em seu ouvido e morder seu lóbulo, quando ouviram, pela babá eletrônica, o choro de Ana Carolina.
Marina deixou o corpo cair em Clara. – Ah, não.
Clara respirou fundo, tentando controlar seu corpo. Beijou a testa de Marina.
– Termina seu banho, amor. – Sorriu.
– Não. – Marina fez beicinho, mas Ana continuava chorando. Suspirou. – Tá.
Se beijaram uma última vez e Marina se afundou na banheira ao ver Clara saindo do banheiro.
Clara se secou rapidamente e vestiu o roupão, indo atrás de Ana.
Entrou no quarto. — Ô, meu amor, já acordou? – Encontrou Ana sentada no berço. — Que “reloginho”, hein? – Riu e a pegou no colo. — Já tá na hora da sua papinha, né? – Beijou sua cabeça. – Acordou na hora certa. Pra você. – Riu de novo.
Clara deixou Aninha sentada no tapete, no meio das almofadas, e foi arrumar a papinha.
Marina apareceu já vestida, deu um beijo em Ana e foi à cozinha. Abraçou Clara por trás, beijando seu pescoço.
– Amor. – Clara reclamou, sorrindo.
– Só pra você não esquecer que depois.. – mordeu sua orelha. — É minha. – Passou a mão por dentro do roupão. Ouviram Ana Carolina resmungando e Clara se afastou. – Nossa filha tá com fome. – Beijou Marina sorrindo.
Marina pegou Ana no colo e Clara a alimentava. Ana Carolina sorria para as mães e batia palmas enquanto comia lambuzando a boca e o queixo.
– Linda da mamãe. – Marina lhe deu um beijo de esquimó e Ana, sorrindo, puxou um pouco seu cabelo. Marina riu e Clara a ajudou a se soltar.
– Oi, Oi – Ivan entrou correndo em casa e foi direto mexer com a irmãzinha, fazendo cócegas em sua barriga. Ana deu gargalhada, esperneou e Ivan a pegou no colo, abraçando. – Oi, lindinha. – Beijou o rosto dela.
– Devagar, meu filho, ela acabou de comer.
– Tá bom. Mas posso brincar com ela, né? Só não balançar muito. – Ele a balançou um pouco e ela sorriu, babando.
Clara limpou. – Muito cuidado, segura..
– Segura sua irmã direitinho, não deixa ela no chão e nem lugar nenhum sozinha, não passa perto da piscina. Já seei, mãe.
Clara olhou feio para ele e Marina riu. — Pode ir, garotão. Só faz tudo isso que sua mãe sempre fala. – Ela riu.
Ivan saiu com a bebê.
Marina olhou para Clara com malícia.
– Marina! A gente tem que preparar o almoço.
– O Ivan nem falou em estar com fome, e ele vai se distrair um pouquinho com ela. – Marina pôs a mão em sua cintura e a puxou pra perto.
Clara olhou ao redor, nervosa, fazendo Marina rir. Procurou os filhos, que já não estavam mais na sala. Marina beijou seu pescoço e moveu a ponta do nariz até sua mandíbula. – Não vou demorar, amor. – Subiu a mão por sua coxa. Clara segurou a mão dela, impedindo a de mover adiante.
Respirou fundo. – Quarto, Marina.
Marina sorriu, como uma adolescente, se levantou num salto, pegando a mão de Clara e correndo pro quarto.
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