Notas iniciais
Oi, gente. :) Obrigada a todas pelos comentários. Obrigada Tainá (Flávia kkk) por me aguentar todos os dias com esses capítulos. Obrigada menina mais chata do twitter (Ju) que fica me ameaçando com facas. Saiba que não estou com medo e não vai evitar o drama. huahuaa Beijos.

– Clara. Clara, acorda.

– Marina? Que foi? Tá sentindo alguma coisa?

– Não, tá tudo bem. Eu só não tô conseguindo dormir.

– Ah, amor, vem cá. — Clara a abraçou.

– Não. Amor, olha.

– Fala.

– Eu quero um milk shake.

– O quê?

– Me deu vontade de tomar um milk shake de morango daqueles grandes e eu não tô conseguindo dormir.

– Tenta dormir, amanhã a gente..

– Não, Clara. Eu quero agora.

– Agora, Marina? — Olhou o celular. — São três horas da manhã! Onde nós vamos arrumar milk shake de morango essa hora?

– Eu já pensei nisso. A gente faz. Leite nós temos em casa e certeza que naqueles postos de gasolina com lanchonete 24 horas a gente consegue sorvete.

Clara olhou pra ela. — Marina… — Tentou argumentar.

– Por favor?

Clara deitou e cobriu a cabeça com o travesseiro.

– Eu vou com você. Vem. — Puxou o travesseiro.

– Vai se arrumando porque você é mais demorada. Eu vou dormir mais cinco minutinhos. — Virou pro lado.

– Tá bom. — Marina levantou e começou se trocar. Vestiu uma roupa casual e foi lavar o rosto. Voltou ao quarto com a escova de dentes na boca.

– Amor.

– Hm?

– Já tô quase pronta.

Clara resmungou e se levantou ainda de olhos fechados.

– Clara, o bebê vai nascer com cara de morango!

Clara riu. — Isso não existe, Marina!

– Vai correr o risco? — Marina riu. — E se? Vai conviver com essa responsabilidade? Levanta. — Riu e puxou sua mão. — Se arruma, vou por o leite no congelador. — Beijou seu rosto.

– Tá bom.

– Quem mandou me engravidar? — Saiu rindo.

Dez minutos depois, estavam no carro saindo de casa.

– Pra onde nós vamos?

– Procurar um posto com lanchonete aberto.

Clara olhou pra ela. — Eu não tô acreditando nisso. — Deitou a cabeça no volante.

– Melhor eu dirigir, você ainda tá dormindo.

– Não, vamos. Olha na internet os que tem e eu dirijo. — Clara ligou o carro e começou a dirigir a esmo.

– Hmm, aqui. Tem um 24 horas na rua Barão Mesquita. 15 minutos daqui.

– Vai ter sorvete?

– Deve ter. — Deu de ombros. — Vamos.

– De onde veio essa vontade louca?

– Não sei, eu tava dormindo e de repente acordei querendo um milk shake. Devo ter sonhado.

Clara riu.

Em vinte minutos chegaram ao local.

– Viu, tá aberto?

– Ai, Marina, será que não é perigoso nós duas sozinhas aqui a essa hora?

– Não, a gente vai rapidinho. Estaciona aí.

– Tudo isso por um milk shake?

Ela assentiu.

Desceram do carro e andaram juntinhas até a lanchonete. Clara ficava olhando ao redor, com medo.

– Vamos direto ali no freezer.

Marina o abriu. — Viu, tem sorvete!

Clara remexia os potes procurando algum de morango.

– Frutas vermelhas!

– Não é morango.

– É quase a mesma coisa, amor. — Clara resmungou, mas Marina continuou procurando.

– Esse! Napolitano tem morango. Vamos levar os dois.

Pagaram e foram embora.

Assim que desceram do carro, ao chegar em casa, Marina puxou Clara para um beijo.

– Muito obrigada, amor.

Clara a beijou novamente.

– Tudo pros meus amores. — Pôs a mão em sua barriga e lhe deu um beijinho de esquimó. — Vamos lá bater esse milk shake porque eu ainda quero dormir. — Entraram de mãos dadas.

Clara pegou o liquidificador, Marina pegou o leite e leite condensado. Colocaram no copo. Clara ligou e desligou logo em seguida.

– Que barulhão horrível.

– É porque tá tudo quieto, mas a gente bate rapidinho. — Ligou de novo.

Clara desligou e colocou num copo com canudo pra Marina.

– Que que tá acontecendo? Que barulho é esse? — Um Ivan muito sonolento apareceu coçando os olhos. — O que cês tão fazendo? — Olhava incrédulo.

– Milk shake. — Marina mostrou seu copo feliz e começou a beber. — Hmm, tá divino, Clarinha.

– Milk shake essa hora?

– Desejo de grávida, meu filho. — Clara enchia outro copo. — Quer?

– Claro. — Ivan se sentou perto delas. — Onde arrumaram sorvete?

– Fomos comprar.

– Essa hora??

Marina sorriu envergonhada.

– Sim, a essa hora. Senão o bebê nascia com cara de milk shake rosa. — Clara riu. — Hmm, e olha a hora! Quero ver você conseguir dormir depois desse milk shake, amanhã temos que acordar cedo.

Marina assentiu. — Estarei de pé.

Clara sorriu. — Quero ver.

– Essa gravidez tá tudo de bom. — Ivan comentou e brindou com Marina.

–----

Clara olhou a hora e viu que já devia acordar Marina.

Beijou sua testa. — Acorda lindinha.

– Hmm, só mais cinco minutinhos.

Clara riu. — Cinco minutinhos nada. Vamos levantando que temos hora marcada, Paulo vai estar esperando a gente.

– É hoje! — Sentou ao lado da Clara e a puxou pra um abraço. Pegou as mãos de Clara. — Vamos tomar banho?

– Olha, fora isso e o milk shake de ontem, nunca vi mais nada te tirar dessa cama tão facilmente. — Clara zombou.

–--

– Bom dia, meninas. Que prazer ver vocês de novo. — Se cumprimentaram. — Como está essa gravidez, Marina?

– Tudo bem, Paulo. Cada dia mais pesada, às vezes meus pés incham, mas normal, né?

– Só os desejos, doutor, que meu Deus! — As duas riram. — Ela tá me enlouquecendo.

– Não foram tantos assim, Clarinha.

– Mas os que surgem três horas da manhã contam em dobro.

– A loucura dos hormônios. — Paulo riu. — E será que o bebê vai cooperar com a gente hoje?

– Tomara.

– Não tô aguentando mais de curiosidade.

– Vamos torcer, então. — Pegou um papel de pedidos. — Vou te pedir alguns exames, sei que já fez na clínica para a inseminação, mas precisamos repetir. ABO e Rh já temos, vou pedir mais um hemograma, glicemia, vamos repetir os de infecções, urina, e vamos marcar a próxima ultrassom pra semana 32 apenas, okay? Podemos aproveitar para fazer a 3D, assim vão poder dar uma espiadinha na carinha do bebê antes do parto.

Marina olhou para ele esperançosa.

– Não, não dá pra fazer hoje ainda. — Ele já se adiantou. — Aguarde, mamãe. Deita lá, vamos ver como estamos.

Marina se deitou e Dr. Paulo começou a ultrassom. Como sempre, ficou passando o aparelho na barriga, olhando para o computador e marcando.

– E então?

– Seu bebê é pequeno, mas tá na faixa normal. Não deve nascer muito grande, não. Vamos ver na semana 32. Mas tá tudo bem. — Continuou anotando. — Tá mexendo, já tá sentindo?

– Eu já. — Marina sorriu. — Mas a Clara não consegue sentir ainda.

– Vai ver no próximo mês! No sexto mês já não para quieto mais. — Se concentrou. — Vamos lá, bebê, deixa eu ver.

As duas aguardavam ansiosas.

– Já começaram a comprar roupinhas? Escolheram o nome?

– Já, compramos algumas unissex, mas estamos esperando pra comprar as outras, decoração pro quarto, carrinho e tudo mais. Nomes.. estamos fazendo listas. — Clara sorriu.

– De menino ou de menina?

– Os dois.

– Bom, já podem reduzir metade das opções. Podem jogar a lista dos meninos fora. Vem aí uma garotinha. — Paulo riu.

– Uma menininha, Clara!! — Marina quase gritou e pegou sua mão comemorando.

– Ai, que lindo, vamos ter uma menininha! — Se abraçaram.

– Não acredito.

– Notícia boa, é? — Paulo imprimia as imagens.

– De qualquer jeito já seria. Mas a gente tava doida pra ser menina, pelo menos eu estava, porque já temos o Ivan, né, amor? A Marina não viu ele bebezinho, já era um moleque. — Clara riu. — Mas mesmo assim.

– Nossa bonequinha. — Marina sorriu.

– Já vou mandar mensagem pra família toda. É certeza, né, Paulo?

– É. — Ele riu. — É uma menininha.

– Clara, manda mensagem pro meu pai também.

– Claro, amor.

– Vamos comprar roupinhas! Fala que já podem começar a dar presentes. Ah, tem aquela festa pra isso, né? Como chama, Clara?

– Chá de bebê, chá de fraldas. — Riu. — A gente faz no oitavo mês. Porque já é no finalzinho, mas antes dela nascer. — Seu celular fez barulho. — Olha, dona Chica já tá surtando. — Riram.

– Surtar vai meu pai, ele já quase pirou quando viu que eu estava grávida?

– É mesmo?

– Tinha que ver, Paulo. Achei que ele ia desmaiar. — Riu. — Mas ele ficou muito feliz.

Paulo riu. — Vovô coruja. Então é isso, Marina. Se prepara que vem mais uma mulher pra família. Os exames, pode fazer aqui mesmo, é bom que não precisa vir trazer resultado, eles já passam direto pra mim. Se tiver alguma alteração, eu entro em contato. Na semana 32 você volta pra outra ultrassom e já te oriento pras semanas seguintes, reta final da gravidez. Temos que colher strepto e entrar com antibióticos, caso necessário, ainda mais que será parto natural, né? Já está se preparando?

– Já. Nossa doula é maravilhosa.

– Excelente. Até a próxima consulta então. Já deixa marcada. Qualquer coisa, me liguem.

– Pode deixar.

– Amor?

– Nem precisa falar. Sim, nós vamos às compras.

Marina sorriu.

–--

– Clara, olha esse vestidinho! — Estendeu na frente dela.

– Que graça! Nossa filha vai andar mais bem vestida que a gente. Imagina que gracinha ela aqui dentro? E olha essa blusinha? — Riu. — Essa vai com certeza.

– Gente, olha esse sapatinho! Que mimo. — Juliana mostrou.

– Esse é lindo, mesmo! Vamos levar.

– Não vão comprando muita coisa, hein, meninas? Bebê cresce que é uma loucura. Usa duas e as coisas não servem mais. — Disse Helena.

– É verdade.

– A gente já pode ir comprando de outros tamanhos também.

– Olha essa mantinha, que linda, irmã! Essencial pra sair do hospital. Já compraram a bolsa?

– A bolsa, Clara! Não acredito que a gente tava esquecendo. Tem bolsa, moça? — A funcionária assentiu e foi buscar algumas para mostrar.

– Olha essas touquinhas. — Marina saiu deslumbrada.

Helena cutucou Juliana e as duas riram do entusiasmo das mamães.

Quando chegaram em casa, Ivan as recebeu com abraços.

– É menina!

– Vamos ter uma princesinha, filho! Olha o tanto de coisas que já compramos hoje.

– Nossa!

– O Ivan, tadinho, já fica perdido nessa casa com esse tanto de mulheres. Imagina mais uma! — Vanessa pôs o braço no ombro dele.

– E nós já compramos presente! — Flavinha entregou.

– Obrigada, meninas. — Clara pegou.

– Ai, abre, amor. — Marina se aproximou.

Tirou de dentro do pacote um body de manga curta.

– Bonequinha da mamãe. — Leu e riu. — É perfeito.

– Tem uma tiarinha também.

– Olha que lindinha, Clara. Ai, gente, mal posso esperar pra vestir nossa bonequinha! Vamos por tudo no guarda roupas dela?

– Vamos. Temos que lembrar de lavar tudo no último mês, importante.

– Marina, só mais uma coisa?

– Hmm? — Parou no caminho.

– Ligaram da galeria de Niterói. Eles querem uma foto sua lá junto com a exposição. Marquei pro mês que vem.

– Tá bom, só me avisa o dia. — Subiram pro quarto.

Foram para o quarto.

– Acho que podemos por um rosinha aqui, né? Ai, vai ficar bonitinho.

– Vamos. Sabe aquelas plaquinhas de decorar a parede? Vamos olhar flores, uma princesinha.

Marina a abraçou suspirando.

Notas finais
Beijos, gente.