Notas iniciais
Saudades daquela fofura do Ivan! *-* Ficou meio (muito) desformatado, mas eu briguei, briguei, com o trem aqui e não consegui resolver. Deixei assim mesmo. :/

– Oi, meu amoor! — Marina chegou ao estúdio abraçando Clara.
– Oii. — Clara retribuiu a afeição. — Que bom humor é esse? Essa conversa durou muito mais do que eu pensei e você ainda chega assim?
– Na verdade, meu encontro com o Laerte foi bem breve. Ai, Clara, eu estava morrendo de saudades daquele lugar.
– Eu imagino. — Clara beijou seu rosto. — Ficou lá namorando o Galpão, é?
– Na verdade... eu me encontrei com o Cadu.
Clara olhou para ela, perdendo o sorriso.
– Como assim, encontrou com o Cadu, Marina?
– Era meio inevitável, né, Clara?
– Aconteceu alguma coisa? Ele disse ou fez alguma coisa? Ai, meu Deus. — Clara pôs as mãos em seu rosto.
– Não precisa ficar preocupada — Sorriu. — Nós conversamos, só isso. E por isso eu estou feliz, há muito tempo eu queria conversar com ele.
– Vem aqui que você vai me contar tudo sobre isso! Você nunca me disse nada. — Pegou a mão de Marina guiando-a até as poltronas.
– Eu não disse nada porque nem tinha planejado esse encontro ainda. Mas fico feliz que tenha acontecido. Eu queria pedir desculpas ao Cadu.
Os olhos de Clara se arregalaram. — Eu não estou entendendo, Marina.
– Como não, Clara? Eu fui bem sincera com ele. — Pegou sua mão entre as suas. — Pedi desculpas porque devia isso a ele, mas não me arrependo... nunca, Clara. — Pôs uma mecha do cabelo de Clara atrás da orelha antes de se aproximar lentamente. — Eu te amo. — Sussurrou, desviando sua atenção dos lábios de Clara para os seus olhos.
Clara sorriu. — Te amo. — Pôs a mão no queixo dela e a beijou.
Clara puxou Marina para mais perto dela, com os braços envolvendo sua cintura.
– E ele?
Marina suspirou. — Bravo, cheio de insinuações. Mas ele me ouviu e eu acho.. — beijou seu rosto — que se ele é mesmo esse homem todo que você diz.. — Clara olhou para ela e ela riu — eu acho que nós não vamos ter grandes problemas mais.
– Sério?
– Assim espero.
Clara se inclinou para beijá-la novamente.
– Ei, ei, ei, vamos parar de palhaçada e trabalhar?
Clara olhou para Vanessa com os olhos semicerrados.

Cadu não conseguiu trabalhar direito o dia todo, só conseguia pensar em tudo que Marina havia dito.
– Cadu? — Verônica pôs a mão em suas costas. — Está tudo bem? Você parece meio aéreo hoje.
– Tá tudo bem sim, Verônica. Só... pensando.
Verônica sorriu e dessa vez pôs a mão em seu braço.
– Dá uma olhadinha aqui para mim? Já está na hora de pegar o Ivan. Obrigado. – Sorriu para ela.

Cadu pegou Ivan na escola e decidiu ter uma conversa sincera, de pai para filho.
– Filho, a gente pode ter uma conversa de homem para homem?
– Claro, pai, que que tá pegando? — Olhou para o pai com seriedade.
Cadu não conseguiu não sorrir para o filho.
– Ivan, o que você sabe da... Marina e sua mãe?
– Ah, elas estão namorando, né, pai?
– Namorando. Elas te disseram isso?
Ele assentiu.
– E o que você acha?
– Eu tive uma conversa séria com a Marina sobre as intenções dela. Agora que o senhor não mora mais com a gente, eu sou o homem da casa e tenho que cuidar da minha mãe, né?
– Tá certo.
– Eu não gosto do divórcio de vocês. Mas a Marina é gente boa. Eu gosto dela, minha mãe também. Elas estão felizes. Ela gosta da minha mãe de verdade, dá pra ver isso. E ela me trata bem. Minha mãe ficou muito triste quando a Marina foi embora.
– E quanto ao comportamento delas?
– Como assim?
– Elas.. — olhou para cima, pensativo — elas já te deixaram desconfortável?
– Não.. — respondeu confuso.
Cadu suspirou. — O que eu quero saber, meu filho, é se elas.. se elas agem como... — pigarreou — namoradas.. perto de você.
– Aah, sim.
Cadu não gostou da resposta e ficou imaginando todas as coisas que seu filho já devia ter presenciado.
– Elas andam de mãos ou braços dados, se olham com aquela carinha boba, apaixonadas. Marina faz de tudo para agradar a mamãe, elas vivem sorrindo, a gente sai junto, a gente vê filme...
– Mais alguma coisa?
– Não. Quer dizer – parou para pensar — teve umas vezes que a mamãe ia chamando a Marina de ‘amor’ — riu — mas ela disfarça e pensa que eu não percebo. — Ivan virou os olhos.
Cadu não conseguiu evitar o sorriso de novo.
– Deixa ela achar que eu ainda sou criança. Segredo nosso.
– Segredo nosso.
– Pai, eu também posso te fazer uma pergunta?
– Claro.
– Eu ouvi o senhor perguntando ao tio Nando sobre minha... como é mesmo a palavra? Guarda?
Cadu assentiu.
– Isso quer dizer que eu não vou poder morar um pouco com um e um pouco com o outro mais?
– A gente ainda tem que resolver isso. — Passou a mão em seu cabelo. — Sabe que nós queremos o melhor para você, né?
– Eu sei. O melhor seria se a gente ainda pudesse ficar todo mundo junto.
– Eu sei.
– Mas agora, eu gosto de agora ter a Marina por perto também. Queria que a gente pudesse fazer coisas juntos... todos nós.
Cadu abraçou o filho e beijou sua cabeça.
– Só mais uma coisa.

– Unhum?

– Você não acha estranho sua mãe estar.. com uma mulher agora? Ninguém comenta?

– Não tem muita gente que sabe ainda, eu acho. É diferente. Mas elas estão felizes e eu gosto da Marina. Mamãe diz que é isso que importa. Minha avó e tia Helena também acham.

Cadu balançou a cabeça. — Melhor arrumar suas coisas. Já está quase na hora de a gente ir.

– Eu te amo, pai.
– Eu também te amo, meu filho. Mais que tudo.
– Promete não ficar chateado?
– Com o quê?
– Eu.. eu acho que eu amo a Marina também. — Olhou para o chão.
– Não vou ficar chateado, não se preocupe.



– Marina, eu já vou. Ivan já deve estar chegando.
– Tá bom. Vem cá. — Beijou Clara várias vezes.
– Você não facilita, né? — Encostou a testa na dela.
– Isso é para você ficar pensando em mim e voltar logo e não me deixar morrendo de saudades.
Clara riu. — Eu volto amanhã cedo, né, meu amor? A gente trabalha junto.
– Mas pode me ligar antes disso, que até lá já deu saudades. E só vai melhorar quando você deixar de ir.
Clara beijou sua testa. — Eu ligo.
– Dá um beijo no Ivan para mim.
– Pode deixar.

Ivan percebeu que o pai estava muito calado durante a viagem, mas sabia que ele devia estar pensando na conversa que tiveram. Quando chegaram ao apartamento, Cadu não deixou que Ivan abrisse a porta.
– Mudança de planos. O que acha de ficar na casa da sua tia Helena para eu poder conversar com sua mãe?
– Não vão brigar?
– Prometo.
– Tá bom.
Cadu deixou Ivan e o abraçou antes de ir.

Parou em frente ao apartamento que tinha sido seu lar por tantos anos, e que agora tinha que pedir permissão para entrar. Respirou fundo e bateu na porta.
– Oii.. Cadu? Ué, cadê o Ivan?
– Na Helena. Posso entrar?
Clara assentiu e lhe deu espaço para entrar, fechando a porta logo depois.

Notas finais
Beijos, gente!