Notas iniciais
MEUS AMORES! Que já devem ter se esquecido de mim, rs. Saudades de vocês. Mil desculpas pela imensa demora, e pelo capítulo curtíssimo, rs, que não é novidade alguma. Vocês mereciam um "capitulozão", mas eu queria postar logo, estava impaciente aqui, rs, pra me explicar pra vocês, rs. Enfim, estou viva. E não abandonei a fic, pelo menos não voluntariamente. Minha vida acadêmica está uma loucura com esse fim de semestre misturado com copa e com possível greve. Mal estou sobrevivendo, haha. Daí, a demora. Vou tentar me reorganizar, mas tá difícil, gente. :(

Clara acabou adormecendo nos braços de sua amada. Marina segurava seu corpo contra o seu, com medo de que a qualquer momento ela pudesse simplesmente sumir. Não conseguiu dormir, não sentia sono algum. Ficou olhando para Clara. Tinha uma feição tão tranqüila, relaxada. Estava linda, como sempre.

Carinhosamente passou o nariz em seu rosto e os dedos em seu cabelo. Os últimos dias corriam como um flashback em sua cabeça. O dia que acabara de viver parecia surreal, parecia um sonho. Tinha medo de dormir e acordar sozinha, sem nada. Finalmente ter tudo o que queria parecia bom demais pra ser verdade.

Ter sido abandonada por Clara daquela maneira ainda era uma ferida aberta. Suas palavras ainda doíam.

“E o que trouxe toda essa felicidade aí pra você?

“Eu e o Cadu... Eu amo o Cadu. Tudo vai voltar a ser como era antes.”

Suspirou pesadamente ainda conseguindo ouvi-las com bastante clareza. Mas o dia que agora acabava aplacava bem a sua dor, e dizer isso era subestimação. Saber que Clara tinha ido atrás dela no aeroporto, e depois em Londres...! Sorriu. Saber que ela tinha se resolvido e resolvido sua vida para ficar com ela era demais pra um coração só. Deu um selinho leve, mas demorado em sua bochecha. Mas sabia que aguentava porque compartilhava esse coração com ela, com sua Clara.

Clara deu um longo suspiro.

– Hmmm.. Que horas são?

– 3 da manhã. – Clara se aninhou em Marina.

– Tá fazendo o quê acordada e me encarando?

Marina riu. – Não tava te encarando.

– Não mente. Eu consigo sentir quando você olha pra mim. – Beijou seu pescoço.

Marina suspirou rendida. – Só estava pensando e te admirando. Senti falta desse rostinho lindo.

Clara a abraçou com mais força.

– Eu também senti muito sua falta. Muito.

– Quer saber? Devia ter invadido a sala de embarques! – Riu. – Depois a gente negociava sua fiança.

– Palhaça. – Clara deu uma batidinha de leve em seu braço, rindo.

Ficaram em silêncio, só sentindo e respirando uma a outra. Começou a deslizar as pontas dos dedos pelas costas de Marina, descendo até sua bunda.

Marina sorriu e beijou seu ombro. Ambas ainda estavam despidas e Marina pôde sentir os seios de Clara se enrijecendo contra os seus. Sorriu novamente, mas dessa vez com malícia.

– Tá com sono, Clarinha? – Perguntou com a voz carregada.

Clara olhou para ela. – Não mesmo. Estou completamente carregada para o round two.

Aproveitou sua posição para ficar por cima dessa vez. Estendeu o braço, ascendo um abajur no criado mudo.

– Quero te ver. – Mordeu a boca deixando que seus olhos passeassem pelo corpo de Marina. – Como você consegue ser tão linda? Em tudo? – Beijou seu pescoço. O que foi suficiente para fazer com que uma corrente elétrica percorresse todo o seu corpo. A tensão entre as duas era quase palpável.

Marina olhava para ela com aquele sorriso sedutor. Clara desceu sua mão carinhosamente de seu ombro, passando por cima do seio demoradamente, e então descendo para sua barriga, causando contrações involuntárias.

– Muito linda. E.. toda minha.

Marina sorriu.

– Não é?

– É, sua boba. Mas aqui, você vai ficar só me olhando... ou vai.. – Foi interrompida por um beijo quente e dominador. Clara colocou sua mão segurando seu rosto e a prendia com as pernas, deixando que seus lábios tomassem sua boca.

Quando se separaram, Marina foi deixada completamente sem ar.

– Desculpa.. te interrompi.. – Clara brincou. – Tava dizendo o quê, mesmo?

Marina a beijou novamente e logo sentiu Clara pressionando sua perna entre as suas e foi impossível segurar o gemido.

– Clara... — Respirava pesadamente.

Clara olhou para ela contente e cochichou em seu ouvido. – Não preciso nem te tocar pra saber que já está toda molhada. – Mordeu seu lóbulo, fazendo com que Marina fechasse os olhos.

– Olha só o que você faz comigo! — Sorriu. — Eu esperei tanto...

– Eu sei, meu amor. – Clara beijou seu rosto com amor. – Eu sei.

Não sabia muito sobre o que fazer, mas já tinha tido sua primeira aula, conseguiria se virar. Sem delongas a tocou onde ela mais queria. Escutou Marina captando o ar, totalmente entregue.

Como toque, Clara também fechou os olhos. Tocar uma outra mulher era muito diferente. Mas era bom. Brincou um pouco, deslizando seus dedos por toda a extensão do sexo de Marina. Era bom poder sentir toda a sua excitação e saber que ela é quem tinha causado.

Abriu os olhos para poder vê-la enquanto massageava seu clitóris. A expressão no rosto de Marina era a mais apaixonada que já tinha visto. Intensificou a massagem e sorriu beijando sua testa.

– Eu te amo.

Marina sorriu e abriu os olhos, finalmente, tocando seu rosto.

– Eu te amo.

Clara a penetrou, fazendo com que ela fechasse os olhos novamente. Marina queria olhar pra ela o tempo todo, mas as sensações eram tão intensas, que não conseguia. Só conseguia sentir.

Continuaram agarradinhas o tempo todo, já estava quase amanhecendo. Mas dessa vez, Marina também dormiu. Impossível se manter acordada depois das sensações que arrebataram seu corpo. Estava deitada com a cabeça no ombro de Clara e envolvendo sua cintura. As pernas entrelaçadas. Clara também a abraçava.

Já era pouco mais de 9 horas quando Clara acordou. Abriu os olhos com dificuldade, sentindo um peso em cima de si. Marina. Sorriu e a abraçou mais, beijando sua cabeça. Olhou para o teto sentindo uma lágrima ameaçando escorrer. Não sabia exatamente pra onde a relação delas iria a partir dali, mas acordar com ela em seus braços era inexplicável.