– Tá com fome?

– Tô. – Clara deu um sorrisinho amarelo.

– Vamos procurar um lugar pra gente almoçar, então. – Se levantaram. – Aliás, onde estão suas coisas?

– Numa pousada.

– A gente pode buscar, você pode ficar aqui. Se quiser, é claro.

– Claro que eu quero. Não quero mais ficar longe de você. – Sorriu, passando a mão em seu cabelo.

– Então a gente já faz isso tudo. Eu conheço um restaurante maravilhoso, você vai amar.

Saíram do hotel de mãos dadas. Clara mal cabia em si de tanta felicidade, toda hora acariciava a mão de Marina e olhava para ela, se lembrando de que tudo era verdade.

– Que foi? – Marina perguntou sem jeito ao perceber Clara a encarando.

– Você é linda. E eu estava morrendo de saudades desse rostinho seu. – Beijou sua bochecha.

No táxi, dividiu sua atenção entre a fotógrafa e a cidade, ainda estava encantada com aquele lugar. Chegaram ao restaurante e Marina estava certa, o local era lindo, a comida com certeza seria muito boa também. Escolheram uma mesa com vista privilegiada e Marina a ajudou com os pedidos.

– O que tá achando da cidade?

– Ah, é maravilhosa, né, Marina? Não tem igual! – Falou com os olhos brilhando.

– É linda mesmo. Mas não faz muito sentido ficar aqui sozinha. – Pegou sua mão.

– Não mesmo.

O celular de Clara vibrou.

– Ai, é uma mensagem do Ivan. Não falei com ele ainda, o bichinho deve estar morrendo de preocupação. – Pegou o celular respondendo. – Psiu, olha aqui.

Marina olhou para ela e Clara tirou uma foto sua.

– Clara..

– Pro bichinho ver que eu te achei! – Mandou a imagem.

– Será que ele vai me aceitar bem? Do seu lado?

– Vai sim. Tinha que ver, ele que ficou me consolando lá, tadinho.

– Quer dizer que você sentiu tanta falta minha assim, é?

– Morri. – Falou séria e acariciando sua mão.

Depois do almoço, resolveram passear um pouco. Andavam de mãos dadas e Marina toda animada mostrava os lugares e falava sobre eles, parando às vezes para tirarem fotos.

– Tá com essa cara por quê? Tô falando demais, né?

– Não, imagina. É que eu estava no táxi imaginando esse passeio com você exatamente dessa maneira. Você aí dando uma de minha guia particular.

– Dando uma, não. Sou uma ótima guia. – Falou passando os braços ao redor de seu pescoço.

– Ótima guia, linda, maravilhosa, cheirosa. – Lhe deu um beijo de esquimó e um beijo leve nos lábios.

Tiraram várias fotos juntas, mandando algumas para Ivan. No fim da tarde passaram na pousada para buscar as malas de Clara. Chegaram de volta ao hotel exaustas. Marina já foi tirando os sapatos e se jogando na cama.

– Você é doida, sabia? De vir parar aqui sozinha assim.

– Eu seria doida se não tivesse vindo.

Marina se sentou. – Eu tô tão feliz.

– Eu também. – Clara ficou ao seu lado. – Muito. Vem cá, pra onde você já estava indo quando eu cheguei?

– Ai, meu Deus. Verdade. Meu pai. Eu disse que ia visitá-lo. Me esqueci completamente, por que será? – Brincou. – Vou mandar uma mensagem para ele.

Assim que voltou sua atenção para Clara novamente foi surpreendida com um beijo.

– Hmm, acho que nunca vou me acostumar com essas sensações que seu beijo me causa.

– Bom. – Beijou-a gentilmente. – Eu também não.

Clara sentou em seu colo e segurou seu cabelo aprofundando o beijo, enquanto Marina passava a mão em suas coxas.

Clara continuou distribuindo beijos em seu rosto.

– Você é intoxicante, sabia?

Marina sorriu e subiu as mãos para sua cintura.

– Unhum.. não sei como você me resistiu por tanto tempo. – Sorriu.

Clara riu. – Mas que abusada.

– Você que disse! Nã.. – Foi interrompida por outro beijo, seguido de um abraço.

– Tá bom, você tem todo o direito de ser convencida.

Marina a abraçou com força, passando as mãos em suas costas.

Clara beijou o lóbulo de sua orelha e, involuntariamente, Marina deixou um som escapar sua boca.

– Não faz assim..

– Por que não?

– Porque..

– Faz amor comigo? – Clara sussurrou, deixando Marina toda arrepiada.

– O-o quê? Você tem..

– Tenho certeza. Como você mesma disse eu também não sei como resisti até agora. Eu te quero tanto. – Falava com a voz rouca.

– Ai, Clara, não fala essas coisas! – Sorriu. – Me deixa louca. – Sussurrou.

– Bom. – Beijou sua mandíbula. – Faz amor comigo?

Maria ergueu seu corpo, trazendo Clara com ela e se virou, fazendo com que ela ficasse deitada por baixo de seu corpo.

– Não precisa pedir duas vezes. – Beijou seu pescoço, fazendo Clara gemer.

– Ai, Deus. Tô parecendo uma adolescente na sua mão. Não respondo mais por mim, heim?

– Tava passando da hora. – Capturou seus lábios enquanto desabotoava alguns botões e deslizava as mãos por debaixo do tecido.

Clara segurava seu cabelo, de olhos fechados, experimentando a sensação de ter os lábios de Marina brincando com sua boca, seu rosto, sua orelha, pescoço. Além do toque quente da fotógrafa em seu corpo.

De repente, Marina parou e Clara sentiu seu corpo se afastando. Já ia reclamar quando abriu os olhos e viu que ela estava sentada tirando a blusa. Mordeu o lábio aproveitando a vista. Sentou também e já foi passando a mão em seu corpo.

– Espera aí. – Falou com dificuldade. — Quero tirar isso tudo de você.

Terminou de desfazer os botões deixando Clara só de lingerie e ficou apreciando seu corpo.

– Linda, simplesmente linda.

Clara a puxou de volta, colando seus corpos, sentindo um calor tomar conta de si. Passou as mãos para suas costas para remover o sutiã, enquanto se beijavam. Marina repetiu o gesto. Assim que soltou a peça, a substituiu por suas mãos, fazendo Clara escapar do beijo para gemer.

– Muito linda. – Repetiu acariciando seus seios e os admirando.

Desceu a boca para a clavícula, o colo e finalmente pegou um seio para si.

– Ai, Marina.. – Entrelaçou os dedos em seu cabelo novamente, respirando com dificuldade.

Marina usava sua mão para brincar com o seu mamilo e sentia Clara arquear suas costas cada vez mais.

Desceu mais, beijando o centro de sua barriga, passou a língua no seu umbigo e depois o nariz na rima da calcinha. Arranhou seu corpo ao passar seus dedos para puxá-la para baixo.

Clara arqueou o quadril facilitando o processo e se sentiu ainda mais excitada ao ver Marina encarando-a.

Marina lentamente deslizou seus dedos pelo sexo ingurgitado de Clara, que sentiu seu corpo todo tremer e se agarrou no lençol. Deslizou seus dedos para baixo, apertando os contra Clara, que gemeu novamente.

Mesmo sem ter separado seus lábios, seus dedos já haviam ficado molhados, mostrando toda a excitação de Clara. Pôs o dedo na boca, fechando os olhos de prazer e voltou a colar seus corpos.

Ao sentir os seios de Marina nos seus, Clara enlouqueceu. Não sabia muito que fazer, mas aprenderia rápido. Imitou Marina, massageando-os.

– Que delícia. – Marina sussurou em seu ouvido antes de puxar o lóbulo entre seus dentes.

– Você tá me deixando louca!

– Num é assim que é bom? – Chupou sua mandíbula e sem aviso passou seus dedos por toda a extensão do sexo de Clara, fazendo-a arfar.

– Por favor.

Marina fechou os olhos, com o rosto encostado no pescoço de Clara, mal conseguindo lidar com seu desejo. Tocou seu clitóris e deu uma mordidinha no ombro dela ao sentir seu corpo se contorcer. Ficou circulando sua entrada e penetrou a ponta de seu dedo.

– Não.. me provoca!

Marina sorriu.

– Você me provocou esse tempo todo! Eu posso.

– Por favor. – Falou manhosa.

– Tá bom! – Marina disse penetrando-a.

Dessa vez, Clara gemeu mais alto e mordeu seu lábio.

Marina não resistiu ver seu rosto cheio de prazer e puxou o lábio para sim, passando a língua e chupando.

Clara a beijou ferozmente, enquanto pôde ficar sem ar. Tombou sua cabeça para trás, deixando todo o seu pescoço a disposição da língua de Marina.

– Ahh, não para!

– Não ousaria. – Voltou a estimular seu clitóris.

Não demorou muito para Marina sentir Clara se contraindo e gozando em sua mão, enquanto cravava as unhas em suas costas.

Clara permaneceu com os olhos fechados, sentindo seu peito subir e descer rapidamente e toda aquela eletricidade percorrendo seu corpo. Marina se deitou sobre ela e voltou a brincar com seus seios. Sorriu.

– Que loucura, você! – Abriu os olhos e recebeu mais um beijo.

Notas finais
Hmm, devia ter subido um tiquinho essa classificação etária haha. E Titanda.. sem ameaças! hahaha