Notas iniciais
MINHAS QUERIDAS! :D Quem é vivo, sempre aparece rsrs. Oi, geeeente (se vocês ainda se lembrarem de mim, rs). Demorou, mas o casamento saiu. Nem tenho explicações para dar pra vocês pelo sumiço, foi falta de ideias mesmo, sei lá. u.u Mas as meninas do twitter nunca deixaram eu desistir. E hoje veio. :) Yay. Enfim, saudades daqui, de vocês. Espero que vocês gostem do capítulo. E assim, eu finalmente finalizo Can't let you go, que não vai ficar abandonada sem fim. õ/ Obrigada a todxs. Beijos. :*

Finalmente, o grande dia havia chegado. Tudo tinha sido preparado com muita atenção e carinho por Marina e Clara, com a ajuda dos amigos mais próximos e familiares. Os últimos dias pareciam se arrastar até a data em que suas vidas mudariam para sempre. E cada dia as deixava ainda mais ansiosas e nervosas.

Clara não tinha mudado pra Santa Tereza ainda, queria fazer tudo direitinho, queria o casamento primeiro. Mas a casa já estava pronta para recebê-la. Mudaram a decoração do quarto, já tinha levado algumas coisas suas, reformaram um dos quartos de hóspedes para Ivan. Só faltava mesmo que mãe e filho se mudassem definitivamente. Marina fazia questão de que tudo fosse perfeito, até deixou que o próprio Ivan cuidasse da preparação de seu novo quarto.

Marina rolou na cama e mais uma vez olhou as horas. Não tinha dormido muita coisa essa noite, mas não se sentia e nem aparentava estar cansada. Estava ansiosa demais, tinha esperado demais esse dia para conseguir dormir. Quando finalmente o visor mostrou 8 horas em ponto, ela pegou o telefone e ligou. Clara atendeu no primeiro toque.

– Bom dia, minha quase esposa. Também não conseguiu dormir?

– Não parei de pensar nem por um segundo essa noite. – Marina sorriu. – Não acredito que está mesmo acontecendo.

– Claro que está. Logo mais a senhorita passa a ser uma senhora casada.

– E a mulher mais feliz do mundo. – Vibrou.

Clara riu. – Mal posso esperar pra te ver. Já tô morrendo de saudades, queria ter dormido aí de conchinha. – Fez um beicinho que ficou audível no tom de sua voz.

– Eu também queria. Mas você ouviu a dona Chica. Na noite antes do casamento temos que estar separadas, temos que ter esse espaço, é pra dar sorte e etc etc. Não arrisco nossa felicidade por nada. – Riu. – Topo até crendice.

– Só topei porque essa foi a última noite que passamos sozinhas.

– Marina.. ué, já está acordada? Olha, gente. Essa é novidade. Vamos levantando que o dia será longo. – Clara pôde ouvir Vanessa. – Dá tchau porque você não quer aparecer menos que perfeita pra sua “Clarinha”. – pronunciou o nome com o deboche de sempre. – Dormiu bem, “Clarinha”? – Falou perto do telefone.

Marina pôs no viva voz e Clara riu. – Tá tudo ótimo, Vanessa. E nos vemos hoje mais tarde, amor.

– Pro nosso dia. – Marina completou. – Te amo.

– Muito, muito, muito. Beijo, beijo. – Sussurrou. – Te amo.

Flávia também entrou no quarto. – Como está a nossa noiva?

– Radiante! – Marina puxou as duas pra cama com ela e as abraçou. – Esse dia está mesmo acontecendo?

– Que está, está. Mas sempre dá tempo de desistir, eu te arrumo uma escapatória em 2 segundos.

Flávia bateu no braço de Vanessa e as três riram.

– Tá maluca, Vanessa? Se eu não quisesse tanto que esse dia fosse perfeito, chamava o juiz agora pra casar a gente de pijama e descabelada pra não dar tempo de mais nada. Chega. – Sorriu. – É o nosso momento.

– Então, vamos levantar, chefinha, porque tem a última prova do vestido, os últimos preparativos, maquiagem, cabelo, unha. Temos o dia todo, mas você vai ver que não é suficiente. — Flávia a ajudou a se levantar.

Marina respirou fundo. — Vamos lá.

Enquanto isso, Ivan abriu a porta do quarto da mãe e pulou na cama.

– Vamos, mãe. Já tá na hora.

– Que está na hora, meu filho! O casamento é só à tarde.

– Eu sei, mas daqui a pouco a vovó e a tia Helena tão batendo aí pra deixar a senhora – inspirou – maravilhosa, poderosa, pro casamento com a Marina.

– Tá feliz?

– Tô. E a senhora eu não preciso nem perguntar, né?

– Estou extasiante! — Clara abraçou o filho forte, sorrindo.

– Quê isso, mãe? – Olhou torto pra ela.

– É uma palavra bonita pra ‘muito mais que feliz’. – Sorriu e deu um beijo na sua bochecha. – Vamos lá, que a Luiza também vai te deixar o mais gato da festa.

– Isso com certeza. Não tem pra ninguém hoje! – Clara riu.

Assim que chegaram na cozinha, a campainha tocou. Era Helena e Chica.

– Preparada, minha irmã?

Abraçou as duas. – Não. – Riu. – Tô uma pilha. Vem, gente. Nós só vamos tomar café da manhã e aí eu sou toda de vocês.

A primeira coisa que fizeram foi cada uma ir fazer a última prova do seu vestido, para ver se estava tudo em ordem e finalmente poder levar pra casa. Na casa de Clara, Luiza cuidava do almoço e havia se encarregado de arrumar Ivan. Na casa de Marina, Vanessa vigiava os últimos ajustes do casamento e da festa, enquanto Flávia assistia a fotógrafa.

O casamento seria realizado num jardim. O local era mágico, todo verde, com a grama bem aparada e árvores com flores da estação e de diversas cores. Muitas dessas árvores haviam sido equipadas com luminárias artesanais. Na região principal, havia um tapete rosa claro estendido para as noivas, que era decorado em ambos os lados por pilastras de flores. E dos lados, haviam sido postos bancos de madeira para os convidados. Ao fim do percurso, havia uma estrutura mais elevada, que lembrava um coreto aberto, onde a cerimônia seria realizada. Tinha dois degraus, finas pilastras brancas suportavam o teto, de onde pendiam flores. Nesse lugar, havia uma pequena mesa atrás da qual ficaria o juiz de paz. A festa seria na casa de Marina mesmo, um Buffet estava no local preparando tudo.

O dia foi bem corrido para ambas, passaram quase o dia todo no salão, com depilação, sobrancelha, manicure e pedicure, e por fim cabelo e maquiagem. Helena e Chica se desdobravam para se arrumarem e ajudar Clara ao mesmo tempo. Enquanto Luiza cuidava de Ivan.

– Tá tudo bem, Cadu?

Verônica havia se aproximado com calma, pois o chef estava há minutos esfregando um pano no mesmo pedaço do balcão do bistrô e ela já tinha sentido pena dele.

– Tá, tá sim. Dei uma viajada aqui. – Riu.

– Tem certeza?

– É que.. hoje é o casamento da Clara. Com a Marina. Claro. – Suspirou. – Desculpa, sei que, enfim, o que está acontecendo entre a gente tá sendo maravilhoso, mas esse dia não deixa de ser.. sei lá, estranho pra mim. Eu não sei nem te explicar. – Riu nervoso.

– Não precisa explicar nada. Eu te entendo. – Passou a mão em seu braço.

– Mesmo que eu saiba que elas se amam e que eu já esteja superando tudo isso, é estranho. É um dia estranho. Mas, desculpa de novo estar te dizendo isso, você não tem que ouvir sobre minha ex, até porquê eu gosto de você, de verdade, eu tô gostando de onde isso com nós está indo.

– Não precisa ficar se explicando. – Verônica riu da bagunça do chef. – Eu entendo. – Lhe deu um selinho. – Você vai ao casamento?

– Vou. Fomos convidados. Eu quero dar esse apoio pra ela. E não deixa de ser um dia importante pro meu filho também, eu quero estar presente.

– Isso é bom. Que bom.

– Ainda bem que o movimento por aqui não está muito hoje. Daqui a pouco eu fecho o bistrô e a gente vai embora. – Sorriu e a beijou uma última vez.

Quando Clara finalmente ficou pronta, Chica agradeceu por não ter se maquiado ainda, pois não conseguiu segurar as lágrimas.

– Minha filha.

– Calma, dona Chica. Nem é a primeira vez que a senhora me casa. – Riu.

– Mas você está irradiante, Clara, você está ainda mais linda do que da primeira vez!

Clara se olhou no espelho sorrindo. Usava um vestido branco longo, meio colado no corpo, mas que ficava mais solto nas pernas se abrindo numa cauda não tão comprida. O vestido era tomara que caia e valorizava bem o busto da morena. Para completar, usava um colar de pedras brilhantes em conjunto com brincos. O cabelo solto e a maquiagem leve, para combinar com a leveza da decoração do jardim.

– O que você está pensando? – Helena riu.

– Que eu realmente estou linda. – Todas riram.

– E que mal posso esperar para ver minha Marina.

Marina havia se vestido sozinha. Ficou parada se olhando no espelho por um bom tempo.

Seu vestido também era branco e longo, mas cheio de detalhes em renda. Havia um decote, mas coberto por renda soutache com gola alta. O penteado era de um trança solta com a ornamentação de uma rosa branca. Tudo completado com brincos brilhantes e a maquiagem, que não podia deixar de fora o batom vermelho. O buquê das duas era de rosas brancas e cor de rosa.

– Marina, já está quaaase tudo pronto, falta uns... – Vanessa emudeceu. – Uau!

– O que achou, Van? – Se virou pra ela completamente. – Tá faltando alguma coisa? Como eu estou?

Vanessa olhava para ela vidrada.

– Fala alguma coisa, tô ficando nervosa. – Sorriu.

– Só você mesmo pra ficar linda no meio dessa breguice.

– Breguice? Esse vestido é..

– Maravilhoso. Isso ele é. Meu Deus, indiscutível! Brega é você estar se casando. – Riu. – E é uma pena que não seja comigo, né?

– Deixa de besteira, Vanessa. Não tem nada brega em querer celebrar e oficializar a sua vontade de passar o resto da vida com uma mesma pessoa. E, vem cá, posso te falar uma coisa?

– Ai, Marina, foi só uma brincadeira. Não vim te roubar da sua noivinha, não.

– Olhe ao seu redor, Van! Presta atenção nas coisas que acontecem na sua frente.

– Do que cê tá falando?

– Presta atenção na Flávia.

Vanessa olhou para baixo. – Eu sei que a Flavinha é uma pessoa maravilhosa e eu sei que ela gosta de mim, mas...

– Gosta, e muito.

– Mas eu não sei se um dia eu vou ser capaz de sentir por outra pessoa tudo que eu já senti por você. – Olhou para cima, piscando para espantar as lágrimas.

Marina desceu de onde estava e pegou suas mãos.

– Se dê uma chance, vai. Tenta. Dê à ela essa chance. Ela quer te fazer feliz e eu tenho certeza de que ela é capaz. E se você tentar, vai conseguir amá-la também.

– Será?

– Claro que vai. Tenta, se abre, se permita, abra seu coração pra ela.

– A Flavinha é nossa amiga, Marina.

– Nós duas também já fomos amigas um dia. E vivemos tudo que vivemos. Por que não com ela?

– Ela não é você! – Abaixou a voz. – E eu não sou a Clara.

– Eu te amo, Van. Você é minha melhor amiga de todos os tempos e você merece sair dessa. Desencanar de mim e ser feliz. Eu achei na Clara tudo que sempre quis na minha vida. Você merece isso também. E mais, você merece alguém como a Flavinha, não preciso te dizer o quanto ela é maravilhosa, e linda, né? Por favor!

– Ô, não mesmo. – Vanessa riu. – Ela é linda mesmo.

– Então. Tudo bem que ela não merece alguém cabeça dura – deu um tapinha na cabeça de Vanessa.

– Ai.

– Como você. – Riram. – Mas se é você que ela quer, é você. Tenta. – Piscou para ela.

Flávia entrou.

– Ai, Marina, você é a noiva mais linda que eu já vi. – A abraçou com cautela, para não amassar o vestido. – Não é, Van? A Clara vai ficar louca.

– É. – Vanessa olhou para Flávia sorrindo, mas ainda meio séria. – Vai ficar louca. Bom, agora eu vou me arrumar, né? Porque nem tudo é só sobre Marina Meirelles hoje. – Saiu da sala rindo.

– O que deu nela?

– Nada. A gente só tava conversando.

– Algum problema?

– Não, nada demais. — Se voltou para o espelho novamente. – Tô linda, né?

– Demais. – Flávia sorriu.

– Quero ver a Clara.

Clara ouviu alguém pigarreando na porta.

– Prepare-se para a entrada do homem mais gato da festa. — Ivan abriu a porta e arregalou os olhos. – Mãe! Que isso, heim? A Marina vai ficar amarradona, senhora tá parecendo uma rainha.

– Obrigada, meu amor. E você? Que está maravilhoso nesse terno! E deixe eu ver. – Inspirou -. Humm, cheiroso também. Vou ficar com ciúmes, heim?

– Eu já tô crescendo, né, mãe? Tenho que estar bem arrumado também. – Passou a mão no seu terno. – Já tá tudo pronto. Vamos?

– Vamos.

Todos se dirigiram ao local. O casamento estava marcado para as 17 horas. O combinado era que Clara entrasse primeiro e Marina quase não se conteve quando ouviu a música que significava que ela já estava no tapete.

– Calma. – Diogo riu. – Calma que não é sua vez ainda. Daqui a pouco você vê sua amada. Olha, eu dei uma espiadinha nela antes e vou te dizer: que sorte a sua, heim, minha filha? A Clara está divina!

Marina sorriu. – Isso não está ajudando, pai. Não agüento mais, preciso vê-la.

– Já, já, minha filha.

Clara entrou no corredor com Felipe.

– É uma honra te levar até o altar, viu, maninha? Tomara que você seja muito feliz. Tô torcendo muito por vocês.

– Eu já sou, Felipe. – Sorriu para ele. — Queria que o papai estivesse aqui, mas muito obrigada por fazer esse papel.

Felipe beijou sua mão e continuaram andando.

Quando Clara chegou ao seu lugar, olhou para todos os convidados sorrindo. Cadu estava lá com Verônica no primeiro banco, sorrindo de volta para ela. E ela assentiu com a cabeça, o agradecendo em silêncio.

A música voltara a anunciar a noiva, e seu coração parecia que ia sair pela boca. Quando viu Diogo trazendo Marina para o tapete, começou a rir de felicidade e do quão linda Marina estava. Marina também ficou um tempo parada ao pé do tapete, contemplando sua noiva. Os convidados se divertiam com aquela cena, uma olhando para outra, incapazes de se moverem.

– Vamos, meu amor? – Diogo tirou Marina do transe.

– Vamos. Ela tá maravilhosa. – Vibrou.

– Eu te disse. – Riu. – São as noivas mais lindas que já vi. Você conseguiu superar até mesmo.. a sua mãe.

– Queria que ela estivesse aqui.

– De certa forma, tenha certeza que está. Ela não perderia o dia mais importante da vida da sua princesa.

Marina segurou as lágrimas e deu um beijo no rosto do pai antes de prosseguirem.

– Oi.

– Oi.

Falaram ao mesmo tempo, sorrindo emocionadas.

– Você está linda. — Falaram juntas novamente.

O juiz limpou a garganta, chamando a atenção das duas e de todos.

– Boa tarde a todos. Estamos aqui hoje reunidos, amigos e familiares, para unir em matrimônio Marina Meirelles e Clara Fernandes, que finalmente decidiram oficializar o grande amor que já vem sido testemunhado por todos vocês. O ato que praticamos hoje é muito singelo e, no entanto, muito significativo. É o início de um novo capítulo da vida de cada uma de vocês, talvez o mais importante, quando vocês deixam de ser duas, para se tornarem uma. Por trás de toda essa cerimônia está o sentimento que as duas guardam uma para outra. E, Clara, Marina, eu não posso com esse casamento garantir a felicidade à vocês, mas posso vê-la estampada em seus olhos e estamos aqui abrindo caminho para que essa felicidade cresça sem barreiras. Não sinto a necessidade de perguntá-las se desejam receber esse casamento, isso já está claro para todos nós, só cabe a mim registrar. Portanto, eu gostaria que entrassem as alianças.

Estendeu a mão para o fim do tapete, onde Ivan já aguardava a sua deixa. Entrou com um sorriso de orelha a orelha, carregando uma almofadinha que continha as duas alianças. Clara se emocionou com a entrada do filho, e Marina pegou sua mão. Ambas beijaram o rosto do menino e pegaram as alianças. Enquanto as trocavam, o juiz continuava.

– Amor. Não é para ser descrito, entendido ou explicado. É o sentimento mais intocável e que ao mesmo tempo possui uma linguagem própria que nem ainda os melhores poetas conseguiram imortalizar fielmente. É com extrema satisfação que testemunho o amor de vocês, Clara e Marina, e em nome da lei e de minha autoridade eu certifico e dou fé de que vocês estão, enfim,... casadas.

As duas se entreolharam, com ambas as mãos entrelaçadas, sorrindo perdidas nos olhos uma da outra. Mais uma vez o juiz limpou a garganta.

– A noiva já pode beijar a noiva.

Marina puxou o rosto de Clara para si e a beijou apaixonadamente, enquanto Clara tomava sua cintura e elas sentiam suas lágrimas se misturarem. Todos os convidados se levantaram e aplaudiram em meio a vibrações e assovios.

Ao fim do beijo, Ivan correu e abraçou as duas. Cada uma pegou uma mão do menino e saíram pelo tapete. Chica não conseguia mais segurar as lágrimas.

– Já se tornaram uma família linda. Minha filha tá tão feliz. – Ricardo a abraçou.

Todos chegaram à casa de Marina para a festa. A tradicional valsa não foi deixada para trás.

– Não podia deixar de conduzir minha filha na valsa de seu casamento. – Pegou sua mão, Marina sorriu para ele e deixou que ele a levasse para o centro do salão.

Clara continuou sentada onde estava, admirando os dois.

– Posso?

Olhou para cima e viu Cadu lhe estendendo a mão.

– Me dá a honra de conduzir a outra noiva na valsa.

Clara pulou em seus braços, o abraçando e foram dançar.

– Muito obrigada, Cadu.

– Eu espero que sejam muito felizes. De coração. Eu gosto muito de você, Clara. – Sorriram.

– Muito obrigada. – Ela beijou seu rosto. – E pra você, toda sorte do mundo com a Verônica. Você merece.

Vanessa chamou a atenção de Flavinha.

– Então, eu acho meio brega isso tudo, mas.. você.. é... você não quer... sei lá, dançar também? Lá, com eles? Comigo?

Flávia sorriu. – Claro.

Vanessa sorriu e pegou sua mão. Não custava tentar.

Logo todos estavam dançando. E as noivas abandonaram seus pares para dançarem juntas.

Marina afundou o rosto no pescoço de Clara, se intoxicando no cheiro de sua mulher e deixando um beijo.

– Então, tá preparada? –Perguntou.

– Oi? Para o quê? Tem mais? – Riu.

– Para ser a mulher mais feliz do mundo do meu lado.

Clara sorriu. – Eu já sou essa mulher. Desde o dia que você disse sim. – Pôs as mãos em seu rosto. — Eu te amo.

– Eu te amo, Clara.

Se beijaram e, mais uma vez, todos os convidados pararam para aplaudi-las.

– Pra sempre. – Falaram juntas.