Notas iniciais
Eu posto dois capítulos 16 e ninguém me avisa, né? rsrs Hoje que vi. Amores, obrigada pela paciência. Obrigada por me desejarem boa sorte nas provas, está valendo demais! Só mais duas semanas, rs õ/. Esse período está acabando comigo, sei nem contar mais haha Obrigada Aninha pelo aviso do plágio. Que mais? Ai, gente... o capítulo de hoje! Tudo lindo, tudo ótimo. Quero ter um filho igual o Ivan, haha. Adorando o Cadu voltando a ser legal, e a Clara fazendo o que todo mundo sempre quis. Só está faltando largar aquelas roupas, né? "Pelamor". E o batom vermelho, que eu não acho que ficou legal. Batom vermelho é só da Marina! E copa, gente!!! Tenho que reforçar em todas as redes sociais que não dá pra ter copa e fim de período ao mesmo tempo! Socorro!! Rsrs

No outro dia, Marina acordou cedo e se arrumou para ir ao apartamento de Clara. Não gostava nem um pouco de “madrugar”, mas já sentia falta suficiente da namorada. Tinha se acostumado a dormir com a sua companhia e, mesmo que nem tivesse se passado tanto tempo assim, estranhou acordar sozinha. Não havia motivos para continuar na cama. Tinha combinado de passar na casa de Clara pela manhã, e já havia amanhecido, não podia nem queria esperar mais.

Tomou um banho rápido e colocou uma roupa casual, pegou sua bolsa e saiu, antes que o resto da casa acordasse. Dirigiu prestando atenção em tudo à sua volta. Tudo estava exatamente igual à última vez em que havia feito isso, prestado atenção na cidade, como se fosse a última vez que a via. Pensou que fosse. Pelo menos a última vez em um bom tempo. Quando saiu do Rio, saiu sem intenções de voltar. Nem mesmo para visitas, pois sabia que não conseguiria conter a vontade de ver Clara, nem que fosse de longe.

Era um alívio não ter que se preocupar com nada disso mais. Só o pensamento de não vê-la já partia seu coração. Sabia desde o primeiro encontro que precisava de Clara para ter a felicidade que sempre buscou. Para construir sua família. Sabia que não era saudável por sua felicidade em alguém, mas não tinha sido sua escolha. E mesmo que fosse, pensava que a escolheria da mesma forma, pois estava certa de que valeria a pena.

– Vale muito a pena. – Falou sozinha, virando na rua de seu destino.

Passou pelo porteiro cumprimentando-o e pegou o elevador.

Clara e Ivan estavam sentados à mesa, tomando o café da manhã.

– Poxa, vê se da próxima vez me leva, né, mãe? Passou nesse tanto de lugar bonito aí...

– Claro que sim, meu filho. Da próxima vez nós vamos juntos. É só que essa viagem foi uma emergência.

– Sei. – Ouviram a campainha tocando.

– Ué? Mas já cedo desse jeito. Quem será? – Se levantou e foi até a porta.

– Bom dia! – Sorriu irradiante ao ver Clara.

– Marina. – Clara a abraçou, sem conter a alegria de vê-la novamente. – Você falou que vinha pela manhã, mas eu nunca imaginei que fosse ser antes das 10, 11. – Riu e entrelaçou seus dedos nos dela.

– Boba! Eu estava com saudades já. – Diminuiu a voz. – Não quero mais dormir sem você, mal dormi. – Fez um beicinho.

Clara passou a mão em seu rosto, sorrindo. – Entra, vem.

Soltou sua mão e fechou a porta, enquanto Marina caminhava até a mesa.

– Dona Marina!

– Bom dia, senhor Ivan. Tudo bem com o senhor hoje? – Beijou seu rosto.

– Tudo ótimo, né? Minha mãe está de volta, tá feliz. Falando nisso... – Olhou para Marina, mas foi interrompido.

– Senta aí, que eu vou te servir. Aposto que não comeu nada.

Marina olhou para ela com um sorrisinho de culpada, e depois sussurrou para Ivan.

– Pode deixar que eu não estou me esquecendo da nossa conversa.

Piscou para ela. – Minha mãe tava aqui me contando de todos os passeios que vocês fizeram lá em Londres. Já falei pra ela que da próxima vez eu não fico de fora, viu?

Marina riu, agradecendo Clara que agora a servia. – Da próxima vez eu faço questão que você vá.

Ivan assentiu satisfeito.

– E como foi o filminho de ontem?

– Iiih, ó, nem pergunta! Minha mãe dormiu o filme inteiro!

– E você não, né, meu filho? – Debochou. – Dormimos os dois no sofá! – Riu. – Acordei já tinha passado das duas horas da manhã e nos arrastei pra cama. Mas também! Estava muito cansada. Uma viagem dessas não é nada fácil.

– Então, vamos passear? – Ivan pediu.

– Claro, aonde você quer ir?

– Ah, acho que a gente pode ir dar uma volta na praia mesmo. Tomar um sorvete. O dia tá bonitão hoje, olha!

– Então vamos.

Terminaram de comer e Marina sentou na sala, esperando que os dois se arrumassem.

– Ivan, meu filho, não esquece o protetor!

– Já passei, mãe!

Marina riu da impaciência no tom de voz do garoto. Aproveitou o tempo para analisar direito o apartamento. Se lembrou das outras vezes em que estivera ali, se lembrou de Cadu. Todo o canto da casa lembrava Cadu. Passou as mãos nos joelhos, se sentindo um pouco desconfortável e espantando aquele sentimento. Nem se lembrava mais da última vez que tinha visto o chef, mas se lembrava bem da última vez que havia ouvido o nome dele em seu estúdio.

– Vamos?

– Tô pronto!

– Então vamos lá!

Marina dirigia não perdendo uma chance de trocar olhares e sorrisos apaixonados com Clara. Queria segurar sua mão, mas evitou devido à presença de Ivan, que sentado no banco de trás percebia cada olhar e ria internamente da mania de sua mãe de achar que estava escondendo alguma coisa dele. Não via necessidade, já que ele já estava a par de toda a situação. Se lembrou do dia em que Clara chorou com a cabeça apoiada em seu colo. Nunca tinha visto a mãe tão desolada antes, e só a lembrança já fazia seu corpo sentir lágrimas o ameaçando. Não gostou nada de vê-la daquele jeito. Balançou a cabeça, afastando os pensamentos. Tudo estava bem agora. Via a forma que Clara olhava para Marina e sabia bem o que via. Sua mãe estava feliz. Olhava para Marina da mesma forma que um dia já havia olhado para seu pai. Olhava com amor. Isso ele bem reconhecia.

– Pode parar aqui, amo.. Marina.

Marina não conseguiu conter o sorriso, e Ivan revirou os olhos se divertindo com o esforço de Clara.

Assim que desceram, Ivan já começou a correr pela areia, deixando as duas para trás.

– Menina, quase te chamei de amor na frente do Ivan! Eu quero conversar com ele antes, sobre nós duas, saber o quão confortável ele está com a nossa mais nova situação. Ele já sabe de tudo, eu sei, eu mesma contei. Mas mesmo assim. Quero ter uma conversa com ele.

– Você acha que é mesmo necessário? Ele parece estar... tão bem. – Deu o braço à Clara.

– É, não sei. Só quero dar espaço para ele falar, se sentir confortável para isso, sabe?

– Sei. Vai dar tudo certo. – Sorriu. – Tem um filho de ouro. O garoto é muito esperto.

Os três se divertiam juntos quando Clara se ofereceu para comprar água de coco para todos.

– Eu já volto, heim?

Marina ficou a assistindo e ouviu Ivan pigarreando.

– Enfim, sós.

Segurou o riso, entrando no jogo do menino.

– Agora sim, podemos conversar.

Se sentaram.

– Então você está namorando a minha mãe!? – Foi mais uma afirmativa do que pergunta. E Marina assentiu.

– Sim. Nós estamos namorando e nós gostaríamos muito de ter a sua bênção.

Ivan assentiu, pensativo.

– Sabe? Eu não queria que a mamãe e o papai tivessem se separado. Eu fiquei bem triste. Acho que foi a pior notícia que recebi, depois da doença do meu pai. E meu pai, ele tenta esconder de mim, mas ele também está bem triste. Ficou muito chateado com minha mãe e.. e com você. Ficou estranho. É estranho não ter ele em casa todos os dias mais, ter que marcar horário para ver meu pai e tudo mais.

Marina sentia um peso no coração ouvindo toda a confissão.

– Minha mãe me disse que eles ainda me amam da mesma forma.

– Claro, Ivan. O amor deles por você é uma coisa que nunca vai mudar.

– Eu sei. – Suspirou.

– Por que você foi embora?

Marina olhou para o lado espantando as lágrimas e voltou a olhar em seus olhos.

– Porque eu e sua mãe tínhamos brigado e eu pensei que nunca poderia ficar com ela. Que eu só estava aqui atrapalhando, e decidi que o melhor fosse eu me afastar de vez.

– Minha mãe ficou muito triste.

– Eu também. – Falou com a voz meio embargada e disfarçando num meio sorriso.

Ivan olhou para longe, vendo que Clara já voltava.

– Ela tá feliz agora. – Voltou a olhar para Marina. — Porque você está aqui. Sabe? Minha mãe acha que eu ainda sou criança e não sei de nada.

Marina sorriu.

– Mas eu sei que é por sua causa, então.. – Suspirou. – Então acho que está tudo bem.

Marina suspirou aliviada.

– Muito obrigada. – Lhe deu um abraço, cheio de emoções. Clara via a cena de longe e diminuiu os passos para dar privacidade aos dois. – Você não sabe o quanto isso é importante para sua mãe, para nós duas. Fico muito feliz. É muito importante para nós, Ivan.

– Eu também gosto muito de você. Ia sentir sua falta se não tivesse voltado.

Marina beijou seu rosto. – Eu ia morrer todos os dias longe de vocês dois.

Ivan pegou sua mão.

– Ó, minha mãe, tá chegando! – Se afastou. – Limpa essas lágrimas aí. – Riu.

Marina se apressou em se recompor e olhou para Clara sorrindo.

– Água geladinha para todo mundo!

– Eba!

Olhou para Marina e perguntou bem baixinho. – Tá tudo bem?

– Não podia estar melhor.