Can't be tamed
1 Monster.
Notas iniciais
Desculpe pelos erros.
"Sou amiga de um monstro que está debaixo da minha cama. Convivo com as vozes dentro da minha cabeça. Você está tentando me salvar. Pare de prender a sua respiração. E você acha que sou louca, sim, você acha que sou louca"
The monster -Eminem Feat. Rihanna.
Brooklyn Danger.
13 Anos
—Brooklyn, vem aqui –Ouvi Martha, minha mãe, gritar, suspirei e segui aquela voz o mais devagar possível, ouvi seus passos se aproximando –Está achando que eu estou brincando, garota? Eu disse para vim aqui. –Ela agarrou meus braços e me arrastou para dentro do quarto, prendi a respiração.
—Sim, senhora –Ergui a coluna olhando diretamente para ela.
—Criança petulante –Ela pegou o cinto e cima da cama esem mais nem menos, me chicoteou, bem na clavícula, continuei erguida, sem reação, apenas a olhando.
O que eu fiz para merecer essa mulher?
—Sabe com quem eu estava no telefone? –Não respondi. –Responde, garota –Neguei com a cabeça- com a diretora, sua diretora –Ela levantou o cinto e dessa vez, mais forte, me bateu, pegou na minha perna, perdi o equilíbrio e cai.
—O-o que ela disse? –Perguntei com a voz falha me levantando, engoli o choro.
—Ela disse que uma certa garota –Me pegou e envolveu meu pescoço com as mãos, meus pés não tocaram mais o chão. –Uma abominação...
Medo. Raiva. Frustração. Tristeza. Todos esses sentimentos me bombardeavam a todo instante.
—Quebrou a sala de aula, inteira –Apertou mais, meus ouvidos zumbiram, a visão ficou turva, agradeci –Como você faz isso, hein? Sua aberração!
É agora.
É agora que eu deixo esse mundo e vou me juntar as almas igual a mim, abominações, monstros, dos piores tipos, por mais que eu ache isso impossível, eu sou o pior tipo, eu sou o pior monstro, eu sou a pior abominação, eu sou a ameaça a humanidade.
Fechei os olhos quando minha cabeça bateu no chão, ela não conseguiu, como todas as vezes, ela não conseguiu me matar, não teve coragem, retrai uma risada,eu era a covarde, ela dizia. Permaneci jogada, de olhos fechados.
—O que você fez, seu monstro? –Ouvi Douglas, marido de Martha falar, abri os olhos, observei o lugar, Martha estava jogada do outro lado do quarto, estirada no chão, as paredes do quarto estavam com sombras, escuras, como se estivesse acontecido uma explosão, os móveis estavam jogados e o armário, bom, não tinha mais armário, estava quebrado.
—Ela tentou de novo –Sussurei encolhida no chão, em posição fetal, todas as vezes que Martha tentava me matar, isso acontecia, alguma coisa soltava de mim e a jogava longe. Uma explosão. Um perigo. Eu sou o perigo. O carrego em meu nome. Danger.
—Martha, meu amor –Ele correu até ela, com cuidado para não chegar perto de mim –Saia daqui, sua aberração, se Martha estiver morta, você irá sofrer as piores das consequências, ouviu bem? As piores! –Ele gritou e eu me levantei ainda meio zonza, abaixei a cabeça e fui para o meu quarto ouvindo ele falar com Martha.
Era sempre assim, sempre e sempre a culpa era minha, ninguém olhava pelo meu lado, ninguém me ajudava, ninguém prestava atenção em mim, ninguém sentia pena, afinal,
Ninguém sente pena de um monstro.
As pessoas dizem que eu sou maluca, aberração da natureza, todos os médicos e psicólogos que me examinaram, 76, ao todo, dizem que eu não tenho nada, nenhum problema, que eu sou só uma pessoa ruim , que eu sou apenas um monstro, dizem que deviam me jogar em um manicômio e me deixar apodrecer.
Talvez devam mesmo.
Eu sou um monstro.
—Chega! –Douglas gritou com raiva, muita raiva, peguei um travesseiro. –Eu não aguento mais isso! –Ele entrou em meu quarto, quase derrubando a porta, apertei o travesseiro contra o peito.
—O-o que foi? –Minha voz falhou, não consegui segurar as lágrimas, corri para o banheiro e fechei a porta, peguei a carta e escondi em minha calça.
—Vamos –Ele veio até mim, puxou meu cabelo me arrastando para fora do quarto, comecei a me debater.
—Pare! –Gritei chorando tentando de alguma forma machucar ele.
—Não me toque, sua criatura maligna. –Ele gritou e me jogou no banco de trás do carro de Martha.
—Me tira daqui! –Comecei a gritar e rasgar o estofado do carro, Douglas molhou um pedaço de pano com alguma coisa. Me afastei.
—Eu vou te tirar, querida, eu vou te tirar. –Ele veio para cima de mim com toda a sua força, pressionou o pano em meu rosto e então eu apaguei.
Acordei em uma cela. Estava em um colchão, em cima de um travesseiro duro, um lençol me cobria, a cela era cinza, tinha uma pequena janela, ela deixava entrar a luz da lua. Me levantei, a cela não era muito grande, a janela estava muito no alto, não alcancei ela. Não contive um soluço, algumas lágrimas caíram. Olhei, para o teto. Duas câmeras.
Fui até a porta, não tinha porta, tinham apenas dois buracos, um em cima, com um recipiente de ferro, provavelmente para a comida e outro no canto, perto do chão, era do tamanho de um cachorro grande. Aquela era a porta.
—Tem alguém aqui? –Gritei, minha voz falha, fraca. Estou com medo. Não obtive respostas. Olhei para as câmeras. Voltei para o colchão, me deitei no travesseiro e chorei.
Hoje é meu aniversario.
14 anos.
Adormeci.
Notas finais
Obrigada por ler.
O capítulo está pequeno por ser o primeiro (para dar aquele suspense), prometo que os próximos serão maiores.
Juro solenemente dar o meu melhor nessa fanfic e postar sempre que possível. Haha.
Muito obrigada por ler!!
Twitter: @DearDavilla.
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