Cancioneiro feminino.

1 Uma lembrança para Mariana


Para a bela Mariana dedico esta canção;

Com a delicadeza de uma rosa, e a dureza deste chão;

Misturando o barulho do vento, com o silêncio da palavra não.

Lembrando-me do início, impossível a tristeza não vir;

Todavia, com o tempo, só consigo sorrir;

Mesmo um ébrio fustigado pelo vício, por ti, iria resistir.

No frigir dos ovos, eu era engolido por tua alma;

E em meio a gemidos entrecortados, crepitava nossa viva chama;

Ríspidos movimentos de corpo contagiavam aquela cama.

A insustentável robustez do meu ser, foi pesada para teus ombros.

Daquele voluptuoso castelo que construímos, só sobraram os escombros;

Quando perguntam-me se ainda penso nisto, dou de ombros.