Can this be real?
10 Capitulo 9 - A vingança
Notas iniciais
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POV – Jesse Zecklos
Estava bebendo em um taverna, hoje completa uma semana que Rose está casada com Belikov, aquele maldito, tomou o que era meu, era para ela ser minha esposa e não estar casada com aquele maldito russo, mas pelo menos eu me vinguei dele, corrompi uma de suas irmãs, é uma pena que a mais velha seja esperta o suficiente para não cair na minha e que ele proteja tanto sua irmã mais nova, se ele ao menos deixasse eu a corteja-la eu me casaria com ela e a faria sofrer pelo resto de sua, se ao menos o pai dele fosse vivo eu teria conseguido a caçula Belikov, mas se ele pensa que Rose será apenas dele está enganado.
Ivan havia dito que Belikov iria para a Russia em breve, sua esposa ficará sozinha naquela casa, era uma chance ter o que eu sempre desejei, Rose a moça mais bela desse reino, agora eu terei que ter paciência e me contentar com as morenas que nem se comparavam a sua beleza, mas pelo menos dava uma leve lembrança.
Sai dos meus devaneios quando uma mulher entrou na taberna, era linda, com cabelos castanhos que caiam até o meio de suas costas, ela tinha um olhar tímido e assim que viu onde estava se virou para sair, a sua beleza não era comparada a da mulher de seu desejo, mas ia servir por hoje, logo estava atrás daquela jovem que parecia estar perdida.
– Com licença senhorita, vejo que está perdida, posso ajudar? – Perguntei no meu modo mais galanteador.
– Estou sim, mas não se preocupe eu sei me virar – ela disse com um sorriso doce
– Não é seguro uma jovem tão bonita andar por ai só, permita-me acompanha-la. – Eu disse oferecendo meu braço e pegando sua pequena bagagem, que até então eu não tinha notado.
– Obrigada – Ela agradeceu pegando meu braço
– Então para aonde devo leva-la? – Eu perguntei educadamente
– Há uma hospedaria, está tarde para ir até meu primo hoje. – Ela disse sorrindo doce, percebi que ela ainda era intocada, bem assim era melhor.
– Seu primo mora aqui no reino? – Eu perguntei com cuidado, existia alguns nobres que não era bom desagradar.
– Sim, Dimitri Belikov, ele se casou recentemente e eu vim conhecer minha prima, uma pena eu ter perdido o casamento. – Ela disse
Perfeito, mais uma da família daquele desgraçado, eu dei o meu melhor sorriso para ela, ela parecia encantada comigo, eu a conduzi para uma hotelaria que era de um amigo meu e eu sabia que ele não teria problemas em ouvir os gritos da moça.
– Chegamos, eu levo suas coisas para seu quarto – Ela sorriu e me agradeceu.
Assim que chegamos ao seu quarto, eu a lancei na cama e subi em cima dela, ela me olhou assustada e eu dei um sorriso, iria ser uma noite longa e prazerosa.
– Se você for uma menina boa, eu não te dou para outros depois, mas sua noite será longa do mesmo jeito, comigo ou com outros você decide. – Eu disse ela sorriu maliciosamente para mim me surpreendendo.
– Sabe Jesse Zecklos, não precisa usar a força comigo – Ela disse eu fiquei um pouco confuso, não havia dito meu nome para ela.
– Mas eu prefiro assim, fica mais interessante quando tem uma certa relutância – Eu lhe disse com a intenção de assusta-la, mas ela sorriu ainda mais, eu ia perguntar o motivo de ela sorrir, quando a porta do quarto foi aberta, cinco homens entraram.
– Que bom que gosta das coisas com relutância, eu também prefiro assim –disse um deles sorrindo
– Não pretendo compartilhar essa aqui – eu disse me levantando.
– Oh! Mas ela não é nosso interesse, temos gostos peculiares. – Ele respondeu com malicia e eu fiquei confuso.
– Cavaleiros, eu não entendo aonde vocês querem chegar com essa interrupção. – Eu disse rude.
– Eu explico – uma voz com sotaque russo preencheu o lugar e logo o maldito Belikov estava adentrando no quarto – Esse homens preferem companhia de outros homens, e ficaram muito felizes quando eu ofereci você a eles, Rebeca querida, venha comigo vamos dar a eles privacidade.
A jovem saiu saltitante junto com Belikov, logo eu estava sendo amarrado de bruços na cama eu tentei me defender em vão, um pano foi enfiado em minha boca me impedindo de gritar, minhas roupas foram rasgadas, eu tentava me mexer, mas meus pés e mãos estava muiro bem amarrados e qualquer movimento que eu tentava fazer era em vão, a risada daqueles cinco homens enchiam o quarto, desespero passou por mim, enquanto eu ouvia o som de roupas sendo lançadas no chão, uma mão grossa e cheia de calos acariciou minhas costas e logo estava agarrando meu cabelo, forçando a minha cabeça para trás.
– Hoje você é nossa princesinha, a noite toda, vamos ver se você gosta de provar seu próprio remédio.
Assim que o homem terminou de falar eu senti uma dor horrível, ele estava dentro de mim, parecia que eu estava sendo rasgado, ele gargalhou e começou a estocar sem piedade, eu tentava gritar, mas aquele maldito pano me impedia de emitir qualquer som, logo assim que ele terminou comigo, veio o outro e depois outro e assim foi até chegar o último, e então começou tudo de novo, eu sentia aquelas mão calejadas em mim, enquanto me violentavam, eles fediam a bebida e riam da minha dor.
– Qual é a sensação de ser a vitima Zecklos? Foi assim que Sonia se sentiu, e era assim que Rose se sentiria se seu segurança não chegasse a tempo. – Eles repetiam isso diversas vezes enquanto me rasgavam e riam ainda mais.
Eu não sabia quanto tempo aquilo estava durando , parecia uma eternidade, eu queria que aquilo acabasse, quando eu saísse daqui e me recuperasse eu ia matar cada um deles, os cinco, Belikov, e iria atrás de suas irmãs e esposa, eles iam me pagar por isso, eu não aguentava mais a dor então cedi a ela e a escuridão se apossou de mim.
Eu não sei quanto tempo se passou, eu só sei que estou em um lugar fechado, fedido e escuro por dias, e todo dia recebo uma visita nada agradável, diferente da noite na hospedaria, aqui eu não tinha um pano em minha boca, e gritava o tempo todo, meus agressores riam e diziam que eu poderia gritar o quanto quisesse que ninguém iria me ouvir, ora eu gritava ameaças de morte e ora eu gritava para eles acabarem logo com isso e matarem de uma vez.
Eu estava encolhido em um canto, com as mãos amarradas para trás eu tremia, me sentia fraco, logo meus agressores chegaram,me encolhi já esperando o que estava por vir, mas em vez de me tocarem, me amarraram em um tronco que tinha no meio daquela sala imunda.
– Hoje você tem uma visita. – Um deles disse com um sorriso malicioso.
Eu tremi temendo o que mais poderia me acontecer, eu estava destruído, por dentro e por fora, todo dia eu era violentado e tratado como uma mulher isso destruiu meu interior, e como se não bastasse eles abusarem de mim eu ainda apanhava e muito.
– Jesse Zeckos – disse uma voz feminina, uma que eu conhecia bem, abri os olhos e vi Rose na minha frente, mais linda do que nunca.
– Ro-rose – minha voz era apenas um sussurro.
– Eu deveria sentir pena de você, está em um péssimo estado, deplorável, mas eu não sinto pena de você eu me sinto estranhamente bem em ver você pagando por tudo o que você fez, me pergunto se isso me transforma em um monstro – Ela disse parecendo refletir sobre o assunto.
– Seu marido transformou você em um monstro – eu disse com o pingo de dignidade que ainda me restava.
– Não – ela disse calmamente – Meu marido me libertou de você, ele tem tido trabalho para me ajudar a me livrar do trauma que você me causou, e está vingando a honra de Sonia, você sabe como é a lei dos homens Jesse, é olho por olho. – Sua voz era fria e calculista, e seu olhar era de puro ódio.
– Você veio aqui apreciar o show Rose? Não sabia que gostava de orgias – eu disse tentando soar debochado e ela deu uma risada fria.
– Incrível Jesse você não muda, me diga você se arrepende de todas as jovens que violentou? Quantas foram? – Ela me perguntou com frieza.
– Muitas e todas elas me lembravam você, eu fazia isso com elas, mas imaginava você, e quando eu sair daqui eu vou pegar o que sempre quis, e eu não me arrependo de nada. – Eu disse olhando em seus olhos, sede de vingança era tudo o que eu sentia.
– Pena, seu destino dependia dessa resposta, e você acabou de decidir ele e para pior – Ela disse e me mostrou uma tesoura grande de jardinagem, que até então eu não havia notado em sua mão.
– O-o que você vai fazer com isso? – Eu disse temendo o que ela poderia fazer comigo, ela tinha um olhar de puro ódio e esse olhar me assustou.
– Você sabe eu sempre gostei de jardinagem – Ela disse se aproximando de mim, eu tentei em vão me mexer, desespero passou por mim.
– Rose por favor – Eu implorei, mas ela nem hesitou cortou meu membro fora, e em seguida minhas bolas, eu gritei, a dor era horrível, pior do que todos esses dias sendo violentado.
– Isso foi por Sonia – Ela disse eu não via seu rosto, meus olhos estavam fechados devido a dor e lágrimas desciam pelo meu rosto – Eu queria poder te deixar vivo e ver você sofrer mais, ainda mais sem seu instrumento de tortura, mas sua família é poderosa e eu não posso correr o risco – Ela disse em um tom frio – Acabe com ele. – Ela disse para alguém e eu ouvi seus passos se reirando da sala.
– Isso é por minha irmã e por minha esposa – A voz carregada de sotaque russo ecoou em meus ouvidos, e a próxima coisa que eu senti foi uma adaga perdurando meu peito, senti meu sangue esvair de mim junto com a minha vida e então me entreguei à escuridão.
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