Can this be real?

11 Capitulo 10 – Alivio


Notas iniciais
como eu recebi uma enxurrada de comentários decidi postar não só mais um capitulo como eu havia dito e sim dois e como prometido capitulos totalmente Romitri, espero que gostem boa leitura.

POV – Rose

Alivio, Jesse estava morto e eu sentia alivio, será que eu me tornei um monstro assim como ele? Por Deus eu nem sentia culpa, e eu sabia tudo o que aconteceu com ele, Dimitri me manteve a par de tudo, tudo o que aconteceu teve o meu consentimento, Dimitri se preocupava com o que eu pensaria dele, eu me preocupava com o que eu penso de mim mesma.

– Roza – a voz de Dimitri me tirou dos meus devaneios – Acabou.

Eu o olhei, estávamos dentro da carruagem a caminho de casa, eu estava atordoada comigo mesma, pelo o que eu tinha feito, pelo o que eu permiti acontecer, por Deus eu pedi que ele sofresse, e ele sofreu, assim como todas as vitimas dele, eu não me arrependia pelo o que eu tinha feito e isso me deixava atordoada.

– Roza, você está se sentindo bem? Você está arrependida? Meu Deus eu não devia ter feito isso, você me acha um monstro? – Ele perguntou preocupado, Dimitri se preocupava muito com o que eu pensava dele e fazia tudo para me agradar, e nossa convivência estava melhorando.

– Não estou arrependida, e não acho você um monstro, eu me acho um monstro eu deveria sentir um pingo de remorso, mas eu sinto alivio, como se eu pudesse viver de novo. – Eu disse sincera, eu sempre era sincera com ele e ele comigo, isso tornava tudo mais fácil.

– Você não é um monstro, ele era, foram inúmera jovens que ele violentou, foram tantas que o irmão dele já o declarou como morto, ele disse que algum dos pais dessas jovens deve ter descoberto e finalmente ele iria pagar, o próprio irmão dele disse isso. – Ele disse com um tom calmo e no final um pouco descrente pelas palavras de Ivan.

– Eu acho que não devo pensar muito nisso agora, afinal acabou – eu disse e me senti ainda mais aliviada, meu Deus eu nunca mais iria ver Jesse por ai ele estava morto, isso era libertador.

– Sim, acabou. – Ele disse e me abraçou, eu enterrei meu rosto em seu peito e respirei fundo sentindo seu cheiro, eu me sentia estranhamente segura nos braços de Dimitri.

Tínhamos duas semanas de casado e ele demonstrava uma enorme devoção a mim, conversávamos todos os dias sobre vários assuntos, ele me contava sobre os negócios, e gostava se ouvir minha opinião, sempre perguntava como eu me sentia e o que eu estava pensando e vivia preocupado sobre o que eu pensava dele, confesso que no nosso breve noivado eu o achava o homem mais desprezível da terra, mas depois que casamos com a nossa convivência eu vi que por baixo daquela mascara de homem rude que ele exibe por aí, ele é um homem doce e atencioso, ele me chamava de Roza, meu nome em russo, ele me chamava assim sempre com um tom de carinho na voz que me fazia amolecer por dentro Poe mais que eu não demonstrasse muito.

Chegamos em casa em silencio, isso sempre acontecia quando estávamos próximos e nos abraçávamos ou segurávamos as mãos do outro e as vezes nos beijávamos, era como se nenhum de nós soubesse o que dizer depois disso, uma hora parecíamos cúmplices outra apaixonados no meio de beijos e caricias, mas quando esse momento acabava ficávamos constrangidos um com o outro, eu olhei para ele antes de subir ao meu quarto e vi que ele havia sentado na poltrona da sala e tinha um drink na mão.

– Não vai dormir agora? – Eu perguntei quebrando o silencio.

– Não, vou beber um pouco, foi uma noite longa – Ele disse sem me olhar.

Eu continuei olhando para ele, reparei mais uma vez em sua beleza, eu tinha que admitir que tinha me casado com um homem lindo, lindo demais para o seu próprio bem, com uma coragem que eu não sei da onde veio, me aproximei dele e acariciei seu rosto, ele me olhou surpreso pelo carinho, eu apenas sorri me inclinei e lhe dei um beijo casto nos lábios, só o pequeno contato fez meu corpo interiro formigar.

– Boa noite – eu disse saindo rápido dali, deixando ele com um olhar atordoado.

Chegando ao meu quarto logo tratei de tomar um banho, um longo banho e de água fria, o que estava acontecendo comigo? Eu nunca tinha me sentido assim antes, eu me sentia como um vulcão prestes a entrar em erupção, o banho apesar de longo, não tirou minha inquietação, eu deitei na minha cama apenas para não dormir e me revirar de um lado para o outro.

– Que droga Rose, se controle, não vá se jogar em cima do homem – eu resmunguei para mim mesma.

Cansada de tentar dormir, desci para beber água ou um chá, qualquer coisa que me ajudasse a dormir, desci as escadas em silencio e vi que Dimitri tinha ido se deitar, respirei um pouco aliviada por não encontrar ele ali, e fui direto para a cozinha, peguei um copo d’água e bebi, e não conseguia tirar meu marido da minha cabeça, nenhum outro homem tomava tanto conta dos meus pensamentos como ele, eu me lembrava da forma que ele me beijou na nossa noite de núpcias, da sensação de suas mãos percorrendo meu corpo, e o mais importante, eu me lembro de como ele me trata com respeito e com cuidado, sempre preocupado comigo e respeitando meu espaço, eu antes gostava de ele ter respeitado meu espaço, mas nesse momento eu queria que ele esquecesse essa história toda e me fizesse dele.

E foi ai que eu tomei uma decisão, ele era meu marido não era errado eu desejar meu marido, eu não sabia como fazer para seduzir ele, eu nem sei se eu sou capaz de seduzir alguém, então eu iria apelar para o lado protetor dele, e torcer para ele esquecer aquele maldito alto controle que ele tinha.

Subi as escadas e segui no corredor até o quarto de Dimitri, parei em sua porte fechada respirei fundo “Vamos Rose, não seja covarde” , eu pensei, tomei coragem e bati na porta, só esperava que ele não tivesse dormindo, bem ele não estava, logo ele abriu a porta e quando me viu preocupação e surpresa passou por seus olhos.

– Rose, aconteceu alguma coisa? – Ele perguntou com a voz carregada de preocupação.

– Não eu só não consigo dormir e, bem eu não queria dormir sozinha – Eu disse baixo enrolando uma mecha do meu cabelo, estava extremamente nervosa.

– Você quer dormir aqui comigo? – Ele perguntou totalmente descrente.

– Não, na verdade eu quero que você durma no meu quarto. – Eu disse, me lembrando que ele dividiu esse quarto com outra.

– Tudo bem, vamos – ele disse, mas sua expressão era como se ele não acreditasse no que estava acontecendo.

Assim que chegamos no quarto nos deitamos um ao lado do outro, estávamos os dois um pouco desconfortáveis, era para ser comum um casal dividir a cama, mas nós dois etavamos nervosos com toda essa proximidade, vendo que ele não iria ceder assim fácil, coloquei minha cabeça em seu peito e coloquei minha perna em cima dele, ele prendeu a respiração por um momento, mas logo passou os braços em minha volta, eu comecei a acariciar seu peito, e ele começou a passar a mão pelas minhas costas e colocando um pouco de pressão em minha cintura.

– Rose...

– Dimitri – eu disse me colocando totalmente em cima dele, deixando nossos rostos no mesmo nível. – Eu quero você.

Eu disse essas palavras e logo sua boca estava na minha e eu embaixo do seu corpo másculo, dessa vez iríamos enfim consumar nosso casamento.