Can this be real?
4 Capitulo 3 - O passeio
Notas iniciais
POV – Rose
Acordei cedo no dia seguinte, me sentindo desanimada, olhei para o anel em meu dedo e me lembrei que meu noivo é amigo do meu ex-noivo, e que é provável que seja igual a ele, minha sorte é terrível, eu deveria ter aceitado casar com Adrian, mas não seria justo com ele, ter uma esposa amargurada, ele merecia mais.
– Rose – disse minha mãe entrando no quarto – Se arrume, seu noivo veio lhe ver.
– O que? Porque? – eu disse indgnada
– Filha, você se casará em duas semanas com ele, é bom que se conheçam um pouco antes. – ela disse com calma.
– Ele é igual ao Jesse mãe, sabia que ele é amigo dele, e ontem a ex-amante dele veio me contar sobre como ele rasgou o vestido dela uma vez, eu serei violentada todos os diad, eu não quero ter contato com ele enquanto ainda posso o negar. – disse chorando
– Minha filha – ela me abraçou – ele não é o Jesse, seu pai o conhece e sabe que ele é um bom rapaz, você não tem com o que se preocupar.
– Será mãe? – eu disse fungando, ela me deu um beijo na testa.
– Sim, você não precisa se preocupar ele será cuidadoso eu tenho certeza, agora se arrume e desça, seu noivo lhe espera.
Me arrumei de má vontade com ajuda da minha dama de companhia, coloquei um vestido alegre com estampas florais, quando estava pronta respirei fundo ergui a cabeça e resolvi descer e encarar minha realidade.
Vestido de Rose: http://i01.i.aliimg.com/wsphoto/v1/811759537/Medieval-Renaissance-Gown-font-b-queen-b-font-Dress-with-hat-Costume-Victorian-Gothic-font-b.jpg
Quando desci vi meus pais conversando amigavelmente com Dimitri, assim que me viram sorriram, eu não conseguia mais fingir sorrisos hoje, apenas lancei a eles um olhar mal-humorado, fazendo meus pais se olharem preocupados.
– Bom dia, pai, mãe, senhor Belikov. – eu disse seca
– Bom dia filha – disseram meus pais juntos.
– Bom dia Rosemarie, já disse me chame de Dimitri – eu apenas acenei.
– A que devo a honra de sua visita? – Eu disse ainda mal-humorada.
– Eu vim lhe convidar para um café da manhã. – ele disse sorrindo.
– Estou sem fome – eu disse e era a verdade, meus pais me olharam feio.
– Não tem problema, vamos dar apenas um passeio então. – ele disse sem se abalar.
– Não acho uma boa ideia, não gosto de passeios, agora se me permitem vou voltar aos meus aposentos – eu disse me virando.
– Rose, deixe de ser inconveniente, você irá passear com seu noivo, vocês precisam se conhecer melhor. – Disse meu pai.
– O senhor sabe como eu odeio passeios. – eu disse.
– Não interessa, vocês vão, Pavel irá junto.– ele disse e eu bufei.
Já na carruagem, Pavel foi conduzindo e eu e Dimitri a sós dentro dela até chegarmos á cidade, Dimitri me olhava divertido enquanto eu estava emburrada de braços cruzados.
– Vai ficar me olhando a viagem toda? – eu perguntei.
– Incrível, você fica linda com raiva – ele disse sorrindo – Agora vejo que ontem você estava fingindo, com toda aquela pose de esposa submissa.
– Você acha que as mulheres são submissas por natureza? Todas elas fingem camarada. – eu disse.
– Nem todas, conheço algumas que essa coisa de submissa fica impregnado nelas e elas realmente são assim, sem personalidade – ele disse com uma careta.
– Tanto faz, mas como eu disse ontem, você não tem com o que se preocupar, serei uma boa esposa. – eu disse.
– Eu sei que você vai ser, você tem personalidade, e não consegue esconder ela muito bem, isso é bom. – ele disse animado eu o olhei curiosa.
– Como? – ele riu
– Você está confusa, eu entendo,todos te dizem que as mulheres devem ser submissas e obedecer seus maridos cegamente, sempre abaixar a cabeça, mas eu acho isso tudo muito chato, eu sempre quis casar com uma pessoa e não com um ser inanimado, que concorda com tudo o que eu falo, com tudo o que eu faço, não tem uma opinião formada, eu quero uma companheira não um enfeite. – ele disse sincero e eu comecei a simpatizar com ele.
– Isso é raro. – eu disse.
– Sim, e mulheres como você, com natureza impulsiva e personalidade selvagem são mais raras ainda, eu tenho muita sorte, todas as minhas pretendentes a esposa eram extremamente chatas, e você é o oposto e com beleza muito superior a qualquer outra. – ele me disse olhando nos meus olhos, e o ar me faltou por um momento.
– Fico agradecida por você gostar da minha personalidade, não precisarei fingir mais. – eu disse realmente aliviada por isso.
– Que bom, vamos nos dar muito bem – ele disse sorrindo eu o olhei incrédula.
– Eu duvido muito disso – eu disse.
– Porque? – Ele perguntou parecendo ainda mais animado.
– Você é realmente estranho – eu disse séria
– Só porque quero saber o que pensa? – ele perguntou.
– Não, porque você está animado pra saber o que eu penso. – eu disse.
– Estou feliz em casar com uma pessoa com vida própria e animado pra conhecer você melhor – ele disse e a carruagem parou – parece que chegamos a cidade, o que você acha de tomarmos um café e conversamos?
– Tudo bem, vamos – eu disse o fazendo sorrir.
Fomos até um restaurante que eu adorava, e fizemos nossos pedidos, a garçonete quase enfiou os peitos na cara de Dimitri, no mesmo momento eu a olhei com cara feia, ela nem pareceu notar.
– Com licença senhorita – eu disse e ela me olhou – da pra fechar os botões do seu vestido e parar de esfregar os peitos na cara do meu noivo? — ela corou e fechou os botões – agora vá pegar nossos pedidos.
– O que foi isso? –Dimitri perguntou rindo.
– Isso foi eu defendo o que é meu. – eu disse
– Não sabia que era ciumenta. – ele disse divertido
– Egoísta, não gosto de dividir nada. – eu disse séria
– Ainda acho que é ciúme de seu belo noivo aqui. – ele disse gesticulando para si.
– Não seja estúpido – eu disse com raiva
Nessa hora meu amigo de infância que tinha uma paixão platônica por mim entrou, eu acenei para ele e lhe lancei meu sorriso mais encantador, ele me deu um sorriso largo e veio em minha direção, pegou minha mão e deixou ali um beijo, eu sorri ainda mais o fazendo arfar.
– Rose, está mais linda que nunca, e resolveu sair de casa. – Ele disse sorrindo.
– Sim Mase, não sabia que tinha retonado à cidade. –eu disse gentil e Dimitri nos olhava com cara feia, bem-feito.
– Acabo de chegar, vim tomar café aqui antes de ir para casa, então agora voltou a ser sociável? – Ele perguntou
– Sim. – eu disse
– E permitirá que alguém lhe corteje? – Ele perguntou esperançoso.
– Na verdade ela está noiva – disse Dimitri rude me fazendo sorrir.
– Oh! Me desculpe eu estou muito tempo fora não sabia. – disse Mase vermelho
– Ainda é recente Mase, esse é meu noivo, Dimitri, esse é meu melhor amigo Mason. – eu fiz a apresentação. Eles apertaram as mãos Dimitri com uma cara muito feia e Mason totalmente sem graça.
– Eu vou deixar o casal tomar seu café, até logo Rose, Dimitri. – Disse Mase se retirando.
– Tchau Mase, espero você no meu casamento, já basta não ter ido ao meu noivado. – eu disse sorrindo
– Estarei lá Rose – ele disse sorrindo triste e se foi, Dimitri continuava emburrado.
– O que você dizia sobre ciúmes mesmo camarada? – Eu perguntei divertida.
– Não sei do que você está falando. – ele disse carrancudo
– Vai ficar de cara feia, só porque eu tenho um amigo agradável? – perguntei me fazendo de inocente.
– Amigo agradável que estava com pretensão de cortejar minha noiva. – eu ri.
– Não sabia que era ciumento. – eu disse divertida.
– Eu não gosto de compartilhar também, e você ainda ficou sorrindo pra ele. – ele disse sério.
– Estava sendo agradável, não são todos que gostam da minha personalidade selvagem. – eu disse
– Não, ontem você sorriu para ser agradável, pra ele hoje você sorriu de verdade, sorriu docemente. – ele disse sério.
– E qual o problema de eu sorrir docemente para um amigo de infância, certamente eu tenho um carinho por ele, afinal ele é meu melhor amigo. – eu disse
– O problema – ele segurou meu rosto me fazendo encarar ele – É que quando você sorrir doce a pessoa para quem você deve sorrir sou eu. – ele disse sério, e me fez estremecer.
A diversão acabou, ele não é tão diferente assim dos outros, fico pensando se isso tudo foi fingimento ou se ele sofre de transtorno bipolar, sinceramente, nossos pedidos chegaram comemos em silencio e fomos embora, sem nos olhar nos olhos, quando finalmente chegamos ele me chamou.
– O que foi? – eu perguntei rude.
– Eu queria me desculpar, vamos conversar mais amanhã. – ele disse
– Não peça desculpas por ser como você é, e eu acho melhor nos vermos apenas no dia do casamento, creio que já nos conhecemos o bastante. – eu disse entrando em casa, tendo certeza que iria casar com um idiota ou um bipolar.
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