Can this be real?

5 Capitulo 4 – Desentendimentos


Notas iniciais
Esse é o último que eu vou postar hoje, leiam e comentem.

POV – Dimitri

Cheguei em casa completamente frustrado, todo o avanço que eu havia feito com Rosemary havia sido em vão, eu coloque tudo a perder graças a esse meu lado violento, devo ter puxado isso do meu pai, eu vi em seus olhos, ela ficou com medo de mim, e agora eu não sabia o que fazer para mudar isso.

O tempo se passou e agora falta apenas dois dias para o meu casamento meu tempo foi dividido entre os negócios e tentar conversar com minha noiva, que não aceitava ficar a sós comigo de forma alguma, e nossas conversas eram sempre vagas, eu tentei pedir desculpas, mas ela não aceitava me deixando quase louco, e pra completar minha família chegaria hoje e nós não tínhamos um relacionamento muito bom, tudo colaborando para o meu estado de espírito ficar pior.

– Dimka meu filho, quanto tempo – minha mãe veio tentar me abraçar, mas eu não deixei.

– Oi Dona Olena. – eu disse seco.

– Dimka você deveria tratar melhor sua família – Disse Viktória minha irmã mais nova.

– Não opine sobre o que eu devo fazer Viktória – eu disse rude.

– Tenho pena da sua futura esposa – disse Sonia, minha irmã do meio.

– Deveria ter pena de você, que vai ser mãe solteira e terá que viver aqui conosco se fingindo de viúva, você tem sorte que nosso pai está morto. – eu disse ainda mais grosso.

– Dimitri, para com isso, pelo amor de Deus, você é tão grosso como nosso pai era, não fale assim perto do nosso irmão mais novo, não quero que ele tenha influencias negativas como a sua – Disse Karolina, minha irmã mais velha se referindo meu irmão de 10 anos.

– Que seja, vou ir ver Ivan, temos negócios a tratar e conversar sobre seu casamento com ele Karolina, você é viúva e ainda é jovem, e ele está interessado. – eu disse e ela apenas acenou.

Fui até a casa de Ivan e conversamos sobre os negócios, e sobre ele casar com Karolina, ele estava empolgado com a ideia de desposa-la e tinha planos para minha irmã mais nova também.

– Sabe Belikov, Jesse procura uma noiva, a que ele queria esta comprometida e eu acho um bom negocio ele casar com sua irmã Vicktória.

– Nem pensar – eu disse rude.

– Porque, somos de boa família, iria firmar mais nossos laços com dois casamentos. – ele disse.

– Eu sei quem ele queria, e eu sei o motivo do compromisso dele com ela ter terminado, minha irmã não vai se casar com um rapaz com a índole de seu irmão, que não sabe respeitar uma moça. – eu disse

– Ele se empolgou com a beleza dela, você sabe como é, vai me dizer que não pensou em como vai ser ver ela sem aqueles panos todos? – ele perguntou

– Sim, mas eu tenho paciência para esperar até o dia do casamento, e nunca a forçaria. – eu disse.

– Sinceramente Belikov, você acha que ela vai se deitar com você porque quer? Ela está se casando obrigada, você vai força-la da mesma forma, a diferença é que ela será sua esposa.

– Sim, minha esposa, eu já terei a tomado como minha diante de todos e não estaria a forçando em um beco sujo enquanto ela mal é minha noiva, Vik não terá nada com seu irmão.

– Depois desse episódio nenhum pai quer Jesse como pretendente e nenhuma moça o olha da mesma forma, elas o temem. – ele disse cansado – achei que um amigo me faria o favor de arrumar um casamento para ele.

– Não, não vou sacrificar minha irmã. – eu disse colocando um ponto final no assunto.

– Que seja, mas me diga e sua noiva, conseguiu conhece-la melhor? — Ele perguntou

– Um pouco, ela é diferente, mas somos distantes ainda – eu disse

– Nada como os anos de casamento para mudar isso. – ele disse

– Assim espero meu amigo, eu realmente gostei dela. – eu disse

– Quem não gostaria, ela é linda. – ele disse

– Sim é, amanhã ela vai conhecer minha família, estou um pouco preocupado com isso. –eu disse

– Eu sei amigo, fique calmo, Olena vai amar aquela garota, ela é encantadora, as únicas pessoas que não simpatizam com ela, são as mulheres invejosas – ele disse rindo – Vamos a um bar fazer sua despedida de solteiro.

Chegamos ao bar, um que apenas de homens, as mulheres que frequentavam ali eram aquelas que não tinham família, as perdidas, algumas se prostituiam outras só queriam diversão, já tinha bebido alguns drinks com Ivan estávamos rindo e se divertindo quando uma voz feminina nos interrompeu.

– Dimka – Tasha gritou se jogando em cima de mim.

– Oi Tasha. – eu disse

– Oi Ivan – ela disse sorrindo para ele.

– Tasha você poderia ajudar Dimitri hoje, ele se casara em daqui a um dia, e é bom ele ter uma despedida de solteiro adequada. – Ivan disse

– Por mim, nem precisa ser despedida, não me incomodo com ele estar casado – disse Tasha soando sensual.

– Melhor não, eu prefiro apenas beber. – eu disse.

– Ah! Dimka você já foi mais divertido, só porque vai casar não precisa me deixar de lado. – ela disse.

– Eu não estou te deixando de lado por causa disso, eu e você não temos nada Tasha, somos apenas amigos. – eu disse.

– Você não reclamou daquela noite que passamos juntos. – ela disse sedutora.

– Foi apenas uma noite, e foi um erro, somos amigos. – eu disse.

– Só hoje Dimka, é uma despedida. – Ela insistiu

Depois de muitos drinks, Tasha mal conseguia se manter em pé eu a ajudei a sair, praticamente a carregando, procurei por sua carruagem, mas ela disse que dispensou a carruagem porque queria passar a noite comigo, Tasha era uma boa amiga, mas muito incoveniente, eu disse que a levaria para minha casa, mas deixei claro que nada iria acontecer, por mais bonita que fosse Tasha ela não era minha noiva, minha Roza, ela havia ocupado cada espaço da minha mente me fazendo desejar apenas a ela, nenhuma mulher se compararia a ela.

Ao chegar em casa Tasha estava desmaiada, tive que carrega-la até o quarto de hospedes, a deitei na cama e fui para o meu quarto.

Deitado na minha cama fiquei pensando nas palavras de Ivan “Sinceramente Belikov, você acha que ela vai se deitar com você porque quer? Ela está se casando obrigada, você vai força-la da mesma forma, a diferença é que ela será sua esposa” , será que ela pensava assim, que se deitar comigo iria ser como se fosse violentada, eu decidi perguntar a ela, não quero que ela me veja dessa forma e nem sinta como se eu fosse violenta-la.

No dia seguinte acordei cedo e fui ao quarto onde Tasha estava e a acordei, pedi que ela descesse em silencio não queria minha família me enchendo por causa dela, mas ao descer as escadas demos de cara com Rosemarie e toda a minha família, elas me olhavam descrentes.

– Bom dia – disse Tasha com sorriso enorme.

– Só se for pra você – Rose disse se levantando e cruzando os braços seu olhar era ódio e desprezo puro.

– Bom dia Rosemarie, vamos tomar café – eu disse tentando evitar uma briga eminente.

– Na verdade eu queria pedir a sua família pra ir na frente, eu quero conversar com meu noivo em particular. – Ela disse me encarando, as mulheres da minha família saíram sem dizer uma palavra, e Tasha ia segui-las. – Você não Natasha, você vai embora daqui, agora.

– Como? Eu sou amiga da família minha querida – Tasha disse.

– Certamente que não, saia agora. – Rose disse.

– Dimka você vai deixar ela me expulsar da sua casa assim, eu sou sua amiga mais antiga. – Tasha implorou.

– Ele vai deixar sim , porque amanhã essa casa será minha e eu não quero ver você nem no portão dela. – Rose disse.

– Querida, quem você acha que é pra falar comigo nesse tom? – Natasha disse tentando soar como superior.

– Eu, sou a noiva dele e amanhã serei a senhora Belikov, enquanto você é uma meretriz barata que fica se esfregando em tudo o que é homem, saia dessa casa ou eu mesma vou tirar você daqui, PELOS CABELOS – Rose estava descontrolada, Natasha me olhou.

– Saia Natasha – eu disse ela me lançou um olhar magoado e saiu.

– Muito bem, é assim que vai ser? Você trazendo vadias pra dentro de casa? – ela perguntou se virando pra mim.

– Não aconteceu nada...- eu comecei

– Não me diga que não aconteceu nada Belikov, você colocou uma mulher na cama que nós vamos dividir amanhã e você me diz que não aconteceu nada? – Rose gritou

– Não grite comigo na minha casa. – Eu gritei de volta.

– Nossa casa, amanhã ela será nossa, e eu não vou tolerar isso, você trazendo essa vagabundas para dentro de casa, isso aqui não é um prostibulo, se você quiser vá a um bordel. – ela gritou ainda mais alto.

– Você não me diz o que fazer Mazur, ou você acha que da as ordens aqui, eu sou o homem da casa. – eu disse me aproximando dela e segurando seu braço – E se você ousar me desafiar...

– Você vai fazer o que? – ela gritou – Vai me bater pra mostrar quem manda? – eu a soltei assustado o que eu estava pensando – Só preste atenção, se você for encostar um dedo em mim, faça bem feito e me mate porque se eu ficar viva, quem vai morrer é você.

– Eu não vou te bater, eu só estou estressado, você me tira do sério, trás o pior de mim a tona. – eu disse cansado.

– Você dorme com uma mulher na casa que vamos viver nas vésperas do nosso casamento e quase me agride, eu me pergunto se você tem algo de bom – isso doeu mais que um tapa – Eu não vou viver com medo de você, mas tampouco viverei feliz ao seu lado, nenhuma mulher seria feliz ao lado de um homem repulsivo como você, cada dia ao seu lado será uma tortura, cada vez que você se deitar comigo e vier me tocar me causará nojo, e a cada dia eu vou rezar muito para que Deus me leve desse mundo maldito pra que eu não precise ser mais a sua esposa, agora vamos tomar esse café da manhã, depois sua família ira almoçar na minha casa e você não está convidado, quero ter meu último dia de paz. – ela disse fria me deixando estático e eu tive a certeza de que para ela se deitar comigo seria como se eu fosse a violentar.

Notas finais
É isso espero que gostem e não se esqueçam de comentar beijos...