Canção da Sereia

25 Era uma vez no passado - RS


Notas iniciais
Bem, como eu prometi... segue o prólogo do livro XD Avisando que é apenas um resumo =p ---------x---------- Comecei uma fic nova. Deem uma passadinha lá: http://fanfiction.com.br/historia/424837/Monster_Hunter/ Boa leitura!

É noite, o som das ondas torna o cenário muito mais assustador do que realmente é. Eu corro entre as árvores me desviando delas e saltando sobre as pedras e troncos caídos. Não preciso de luz par saber onde cada coisa está. Eu cresci aqui, desde de menina caminho por essa terra.

O encontro é nas cavernas, atrás do rochedo. Minha irmã foi quem me convenceu a participar disso tudo. Eu entendo seu desespero, mas tudo ficaria bem se ela e a família apenas deixassem essa ilha. Recorrer a mulher da floresta não me parece ser uma boa ideia.

Conforme eu adentro mais na floresta, o som das ondas é deixado para trás. O som dos animais deveria ficar mais alto. Os grilos, os sapos, animais noturnos, mas não há som algum. Apenas o silêncio. Parecia que a natureza sabia da abominação que faríamos essa noite. Passo uma segunda vez pela arvore branca. Não deveria ter passado duas vezes. Não estou andando em círculos. Conheço esse lugar como a palma da minha mão. Tem alguma coisa errada.

Paro de correr. Os barulhos começam. Gritos. Meu coração bate rápido, descompassado, com medo. Parece até como nas cenas das histórias que mamãe contava antigamente sobre o inferno. Ela dizia que iriamos para esse lugar onde as pessoas sofriam e gritavam o tempo todo se não fossemos boas.

Posso ver os rochedos ao longe. Volto a correr. Minha saia agarra na vegetação e escuto o barulho do tecido rasgando enquanto continuo minha corrida. Estou cansada, mas forço meu corpo. Isso é importante, minha irmã me pediu para estar lá. Para estar com ela. E ainda tem esses gritos apavorantes que vem de todos os lados. Rezo para que ela esteja bem.

O barulho das ondas se faz audível de novo. Chego, finalmente, ao pé do rochedo. Não é seguro ir por cima, mas é mais rápido. Já escalei tantas vezes que estou acostumada. Coloco minha mão nos buracos que meu pai fez para agarrar ao subir. A saia dificulta, mas eu consigo. Quando estou na parte plana, vou para frente do rochedo. A água subiu. Subiu demais. Deve estar batendo nos joelhos dentro da caverna. Hoje é lua cheia, a maré está mais alta que de costume.

Pulo na entrada da caverna. A água vai em todas as direções. E pesa sobre a minha saia. Olho a minha volta. Os gritos não vem de dentro da caverna... vem do mar. Elas fizeram... fizeram de verdade!

Ando com dificuldade para dentro da caverna. Há tochas acessas que levam para dentro. Começo a ver as mulheres reunidas mais a frente. Há muitas delas. Me aproximo. Estão em um circulo, de mãos dadas. Procuro minha irmã, mas não a vejo. O que vejo é o que tem ao centro do circulo. A mulher da floresta segura a cabeça de uma pessoa que está em cima de uma rocha. Ela diz palavras estranhas, como se falasse uma língua estrangeira. Mas o que o me chama atenção não é seu dialeto estranho, ou o fato dela segurar a cabeça da pessoa ao cantar as palavras. É o corpo sem vida da pessoa a qual ela segura a cabeça. Mas não é humano. Não apenas. Só metade dele se parece conosco

É como minha irmã disse... um monstro...

Notas finais
Imagem do capítulo: http://3.bp.blogspot.com/-_hV3diapFQM/UjXm9LstbCI/AAAAAAAADD8/th_iWpNLWPE/s1600/SEREIA.jpg Agora sim, me contem suas teorias XD Bj bjs ♥