Campistas contra Campistas

4 Capítulo 4- Bem vindas ao acampamento


Notas iniciais
Oi, desculpa a demora. Esse é um capítulo grande. Por favor comentem! Seria bem legal saber que eu não estou escrevendo pra parede. Eu sei que ainda não está interessante, mas vai demorar um pouco. Agora eu vou focar na adaptação das meninas no acampamento. Mandem perguntas, eu ficaria feliz em responder. Aproveitem o capítulo!

POV — Carol

NF ficava a uma boa distância de Long Island. Não íamos andar o caminho todo ( óbvio). Andamos até a estrada. Assim que chegamos lá, eu fechei os olhos e me concentrei. Alguns minutos depois, Crystal, minha égua, estava lá. Nós montamos e ela disparou pela estrada.

....

Os ataques durante o caminho foram poucos. Já havíamos conseguido percorrer metade do caminho, mas a Crystal não ia aguentar muito mais. Andamos até uma estação de trem. Íamos pegar um trem até Nova York. Desmontamos e fiz carinho no focinho da minha égua. Ela relinchou, pedindo desculpas.

— Não se preocupe garota, você foi incrível.

...

Já estávamos na metade da viagem quando Luisa me chamou.

— Vamos ligar pro pessoal — pediu.

Assenti e ela pegou o celular. Nossos celulares tinham sido modificados pelo pai dela para não atrair monstros. Com um pouco da magia de Hera, eles se tornaram inofensivos. Tocou algumas vezes até nossos amigos responderem.

— Oi garotas, tudo bem?- atendeu Bryan.

— Sim, estamos indo pro acampamento. E vocês? Já deixaram a Isa louca?- disse

— Hahaha ainda não mas é por pouco!- respondeu a loira.

— E aí, como vai a viagem?- perguntou Jacob.

— Tranquila e sem muitos ataques até agora, mas acho que assim que chegarmos em Nova York vamos encontrar vários monstros- falou Luli.

Conversamos por mais um tempo até desligarmos. Eu dormi o resto da viagem. Acho que a Luli ficou lendo. Só lembro dela me acordar quando já estávamos em Nova York.

— Agora como chegamos até o acampamento? Não acho que vou conseguir chamar a Crystal de novo.- disse.

—Não precisa. Acho que chegou a hora de usar o meu presente de aniversário.- respondeu a morena.

Aquilo ia ser incrível. Hera tinha dado de presente pra filha um pingente para sua pulseira que virava uma moto. Subimos.

—Próxima parada, acampamento meio-sangue.

POV — Piper

Estava montando guarda na fronteira do acampamento e, enquanto isso, observava o pôr do sol. A temporada de verão do acampamento tinha acabado de começar então tínhamos que ficar atentos a novos semideuses. Tirando isso, estava tudo tranquilo.

Depois da Guerra contra Gaia, estava tudo bem calmo. Havia um intercâmbio de campistas entre os meio-sangue e o Júpiter. Jason e os meninos estavam bem ocupados ultimamente.

Eu já ia voltar para o chalé quando avistei um movimento estranho nas ruas. A Primeira coisa que vi foram monstros. Vários deles. Depois percebi que eles perseguiam alguma coisa. ou melhor , alguém. Quando olhei mais de perto percebi que eles estavam seguindo uma moto. Duas garotas estavam nela, quase perdidas no meio do tumulto. A da frente dirigia o mais rápido que podia sem bater em nada, enquanto a de trás atirava flechas nos monstros desesperadamente.

—Annabeth!- gritei. a urgência em minha voz fez com que a loira surgisse rapidamente ao meu lado.

— O que foi?

— Olhe- disse apontando para as garotas.

Enquanto isso, elas se aproximavam cada vez mais da colina.

POV Luli

Atirava flechas tentando retardar os monstros. Assim que pisamos em Nova York eles atacavam aos montes. Nenhuma de nós duas podia usar os poderes novamente.

Assim que chegamos na base da colina meio-sangue descemos da moto,que voltou para a minha pulseira. No instante seguinte começamos a correr. Subíamos a colina rapidamente, mas os monstros estavam nos alcançando. Minhas pernas doíam e eu mal conseguia respirar. Senti o braço da Carol me apoiando e continuamos a subir juntas.

A última coisa da qual me lembro é de ver vários adolescentes nos encarando, antes de cair no chão e desmaiar de cansaço.

Acordei com uma dor de cabeça insuportável. Me sentei e olhei ao redor. O lugar era grande e arejado, a luz da manhã entrava por uma janela aberta. Vi a Carol dormindo na cama ao lado.

—Carol. Carol acorda!- falei cutucando-a. Ela não se mexeu. Preguiçosa. Por mais que eu quisesse deixar minha amiga descansar, não queria ficar sozinha no acampamento. O problema era que ela dormia como pedra.

Olhei em volta e vi uma garrafa de água em um canto. Perfeito. Como ela era filha de Poseidon não estava acostumada a se molhar. Ia acordá-la rapidamente. Peguei a garrafa e andei até a cama dela. Abri a tampa e joguei um pouco de água no seu rosto. Funcionou. Ela acordou com um pulo e se sentou.

Ela estava totalmente alerta, se estivesse com uma arma do lado teria voado em cima de mim. Não consegui evitar. Comecei a rir. Ela olhou para mim e depois para a garrafa na minha mão. Então ela pareceu entender o que tinha acontecido. Continuei rindo.

—Não teve graça!- reclamou- O que deu em você pra fazer isso comigo?

—Não queria ficar sozinha no acampamento.- expliquei. Só então ela pareceu lembrar onde estávamos. — Vem, vamos sair daqui.

Andamos até a porta. Ela dava em um corredor com uma escada no começo. Descemos. A escada dava direto em uma sala de jogos. Nela tinha um centauro que conversava com duas garotas. Uma era loira e a outra tinha cabelos e pele morena. As duas aparentavam ter 17 anos e ambas carregavam facas no cinto. Acompanhamos a conversa escondidas esperando uma brecha para fugirmos. Ficamos assim até que o centauro levantou a cabeça e nos viu.

—Ah, vocês estão aí!- disse ele- Já ia ver como vocês estavam. Sou Quíron, diretor de atividades do acampamento. Essas são Annabeth Chase e Piper Mclean.

As analisei enquanto elas nos analisavam. Annabeth, pelo jeito que olhava, com ar superior, inteligente e alerta,era uma filha de Atena. A outra, Piper, estava de um jeito mais relaxado observando. Percebi que era filha de Afrodite e, apesar disso, tinha a impressão de que ela sabia muito bem como usar a faca em seu cinto. Carol apertou a minha mão, como se perguntando quais eram os pais divinos das garotas. Sussurrei em seu ouvido 6 e 10, os números das deusas no Olimpo. Ela me entendeu.

Quíron, notando a tensão falou:

—Então meninas, bem vindas ao Acampamento Meio-sangue. Annabeth e Piper vão fazer um tour com vocês e responder as suas perguntas. Então por que vocês… — ele ia continuar, mas o interrompi. Ao olhar as armas das semideusas havia lembrado das minhas próprias armas.

Olhei pro meu pulso e minha pulseira estava lá. Minha faca ainda estava no cinto. Percebi o alívio da Carol quando ela viu que a sua pulseira ainda estava no lugar. Levei a mão aos meus cabelos até onde minha flor geralmente ficava. Não tinha nada lá. Comecei a me desesperar e a procurar em todo lugar. Eu a tinha perdido.

Não liguei para o que elas iam pensar. Precisava achar o meu lírio. Saí correndo e fui até onde provavelmente haviamos desmaiado. Agachei no chão e comecei a procurar.

POV Annabeth

A garota nova saiu correndo da casa grande em pânico. Dos quatro, apenas a amiga dela pareceu entender o que estava acontecendo.

— A não- murmurou- Isso não é bom..

—O que aconteceu?- perguntei desconfiada.

—Quando vocês nos acharam, viram se tinha alguma flor no cabelo dela ou no chão?- disse apressada, ignorando completamente a minha pergunta.

—Acho que não, por que?- respondeu Piper- Se tinha alguma coisa ninguém deve ter visto por causa de toda a bagunça.

—A droga!- exclamou enquanto saia correndo porta a fora. Eu e Piper nos olhamos. Dei ombros e fomos atrás, seguindo-a pelo acampamento.

POV Carol

Droga Carol! Por que você não notou antes? Eu tinha percebido que tinha algo de diferente na Luli, só não me toquei no que era! Saí correndo da casa onde estávamos, procurando a minha amiga. A flor era um objeto mágico muito poderoso, se tivesse caído pra fora do acampamento e algum monstro pego, teríamos sérios problemas. Encontrei ela sentada perto de uma árvore. Me aproximei e comecei a ajudá-la a procurar. Depois de um tempo acabei encontrando a flor entre algumas folhas caídas. Dei a Luli que suspirou, aliviada.

—O que foi isso?- perguntou uma voz. Me virei e vi Piper , Annabeth e Quíron se aproximando de nós. Com tudo que tinha acontecido, tinha até me esquecido deles.

—Desculpa, é que a flor é a minha arma mágica. Eu meio que entrei em pânico quando percebi que a tinha perdido.- disse Luisa envergonhada. Quíron sorriu:

—Não tem problema, agora vamos conversar.

Ele nos levou de volta para onde estávamos antes, a Casa Grande. Lá nós contamos sobre termos morado no Brasil, da mudança pra NF a pouco tempo, sobre nossos pais mortais e nossa vida no geral. Também falamos sobre já termos aprendido a lutar e a usar nossos poderes.

—Se vocês já sabem de tudo isso, por que vieram até o acampamento?- perguntou Annabeth.

—Digamos que fizemos um pequeno desafio com nossos pais divinos.- expliquei fazendo pouco caso.

—Então vocês já sabem quem seus pais são?- questionou Quíron.

— Sim.

— E quem são?- perguntou Piper curiosa.

— Vocês vão descobrir.

A noite…

Como nos recusamos a dizer que eram os nossos parentes divinos, ficamos no chalé de Hermes. Piper e Annabeth nos deram um tour pelo acampamento. Ficamos sabendo das guerras contra Gaia e Cronos. Annabeth namorava o meu irmão, só não podia dizer isso a ela. Ri da cara da Luli quando a loira falou mal da mãe dela.

Estávamos no chalé 11 conversando antes de dormir.

—Então, o que você achou?-perguntou ela.

— Pro primeiro dia até que foi legal- respondi- menos metidos do que eu pensava. Ela riu.

— Bem,vamos ver o que acontece amanhã.

— Boa noite.

— Boa noite.

Notas finais
Não sei se vocês sabem, mas eu escrevo os capítulos a mão primeiro. Depois de revisar eu digito. No papel eu já tenho pronto até o capítulo 8. Só falta digitar. Bjs e até logo.