Campistas contra Campistas

5 Capítulo 5- Captura a bandeira


Notas iniciais
Oi de novo! Dois capítulos em dois dias. Realmente me superei. Como deu pra perceber pelo título, hoje teremos captura a bandeira no acampamento. Aproveitem o capítulo. Ps: qualquer erro me corrijam, por favor.

No dia seguinte Hazel, Leo, Percy e Jason chegaram do acampamento Júpiter. No café Quíron anunciou que teríamos captura a bandeira antes do jantar e que era para montarmos os times. A notícia da nossa chegada se espalhou pelo acampamento, assim como apostas sobre os nossos parentes divinos. Para mim as principais eram Apolo ( por causa do arco e flecha) e Deméter ( essa eu não entendi direito, foi provavelmente por causa da flor). Para a Carol eram Ares ( acho que por causa do jeito da luta) e Hades ( ela acidentalmente criou um mini terremoto na arena).

Passamos a maior parte do dia treinando, sozinhas ou com outros campistas. E o mais importante: fazendo planos para o captura a bandeira. O jogo ia acontecer na florestas com 11 chalés participantes. Os times eram:

Azul

Hermes

Atena

Afrodite

Demeter

Zeus

Vermelho

Poseidon

Ares

Hades

Apolo

Hefesto

Hécate

Estávamos em desvantagem numérica, mas ia dar certo. Na hora da divisão ataque/defesa insisti para ficar no ataque junto com a Carol. O plano do time era: os chalés de Hermes ia preparar armadilhas pelo campo e ficar na defesa junto com o chalé de Afrodite. Atena, Deméter, Zeus e nós duas íamos atacar. O meu plano com a Carol era atacar pelos cantos devagar e com cuidado, tentando passar despercebidas. Caso acontecesse alguma coisa uma de nós ia disparar na frente para tentar achar a bandeira. Concordamos em usar os poderes só se fosse extremamente necessário.

Vestimos nossas armaduras e preparamos as armas. O jogo ia começar e Annabeth, Jason e Piper conversavam últimas estratégias entre eles. No outro time Percy, Hazel e Leo faziam o mesmo. Ia ser um jogo duro. Ouvimos a corneta. Nossos companheiros de time sumiram entre as árvores. O jogo começou.

Puxei a Carol pra cima de uma árvore. Fechei os olhos e me concentrei. Ela reclamou:

—O que você tá fazendo?

—Quieta, deixa eu me concentrar!

Quando eu abri novamente os olhos vi que tinha um brilho leve ao redor do corpo dela. Um escudo de proteção.

—Pra que isso?- perguntou.

—Armadilhas- respondi. Ela ainda parecia confusa.- Hécate.

Quando ela finalmente entendeu, já tínhamos descido e começamos a nos adentrar no território inimigo. Puxei uma petala do meu lírio, pegando o meu arco. Carol sacou a espada e continuamos avançando. Mal andamos três metros e Carol virou pedra. Mas graças aos Deuses o meu escudo funcionou e ela logo voltou ao normal. Fomos andando sem encontrar com nenhum semideus inimigo. Eles provavelmente tinham concentrado mais forças no ataque, deixando apenas alguns campistas e vários feitiços na defesa.

Tínhamos que ir rápido. Avistamos movimento a frente. Annabeth Jason e metade do chalé de Deméter estavam lutando contra alguns filhos de Hefesto. Nos juntamos a eles. A defesa estava boa, ficamos presas no meio da luta.

—Vai!- Carol disse- Eu to bem aqui continua.

Consegui avançar entre os adversários. Cheguei a uma clareira e ouvi um barulho. De repente flechas começaram a aparecer das árvores. Filhos de Apolo. Peguei meu arco e comecei a revidar. Acertava tanto flechas quanto arqueiros. Tão repentinamente quanto começaram, as flechas pararam de aparecer.

Quando ia continuar elas começaram a vir da frente. Sorri e decidi pôr em prática um truque que estava treinando a um tempo. Me escondi atrás de uma árvore, respirei fundo e rezei para a minha mãe. Como rainha dos deuses e esposa do Zeus ela tinha alguns privilégios. Hera ouviu o meu desejo e já sabia o que eu queria. Imediatamente senti o meu corpo mais leve.

Saí de trás da árvore e encarei as flechas. Comecei a correr na sua direção. Pulei na primeira flecha que passou perto de mim e assim comecei a andar pelas flechas, colocando um pé em cada usando-as como uma ponte. Precisava ser rápida. Um milissegundo a mais na mesma flecha e eu cairia. Continuei seguindo até a copa das árvores. Fiquei em cima, não ia conseguir lutar. Fazer aquilo era útil, mas cansava.

Fui pulando de galho em galho até que avistei a bandeira ao longe. Peguei-a e corri o mais rápido que podia. Lembro de passar por onde os filhos de Hefesto estavam e de ver tudo molhado. Sorri para a Carol vitoriosa. Continuei a correr até chegar no nosso campo. Vencemos.

POV Carol

A luta estava difícil, mas consegui uma brecha pra Luli passar. Eles eram filhos de Hefesto, fortes por causa do trabalho nas forjas. Éramos seis contra dez. Um tempo depois mais dois filhos de Atena se juntaram a nós. Annabeth e Jason lutavam com dois cada.

Tenho que admitir que lutar com semideuses era mais difícil do que eu esperava. Além de eles terem mais inteligência e treinamento que os monstros, tinha um simples fato que complicava tudo: eu não queria matá-los. Cresci lutando pra matar monstros, então só cansar e imobilizar o meu oponente era difícil. A garota contra a qual eu lutava conseguiu me derrubar. Caí exausta no chão. Quando viu que eu não ia levantar foi ajudar os outros. Era óbvio que eles estavam ganhando. Não íamos aguentar muito mais tempo. Eu não ia perder o meu primeiro jogo no acampamento. Não mesmo. Agora já chega.

Peguei minha espada e ela logo começou a se transformar em um tridente. O peguei e finquei as pontas com força no chão. Me levantei e tirei o tridente da terra. Onde ele estava surgiu um gêiser de água salgada. Com alguns movimentos bem direcionados do tridente “afoguei” todos a minha volta. Meus companheiros me olharam surpresos. Sorri vitoriosa.

Olhei para cima e vi Luisa passando pelas árvores com a bandeira na mão. Poucos segundos depois, ouvi a corneta anunciando o fim do jogo. Tínhamos vencido . Corri para me juntar ao resto da equipe Azul. Nos encontramos no limite entre os dois campos. Sorri e, mais uma vez, pus o meu tridente no chão, molhando todos ( eu inclusive) de água salgada.

Notas finais
Comentários? Uma simples demonstração de que alguém está lendo me deixaria super feliz.