Camp Half Blood O Resgate
7 Julia- Bernardo embaixo D'Água
Notas iniciais
atenção ! vou fazer um sorteio quem ganhar vai ter o cap 8 e 9 antes das postagens no nyah, vai poder ler hoje mesmo que tal? se quiser participar só me procurar no face
Logo quando dei por min, estava presa por um tentáculo gigante, Guilherme estava lutando contra caranguejos gigantes, Felipe estava tocando uma melodia que fazia as algas crescerem e agarrar alguns dos braços/tentáculos da lula, Laura estava lutando ajudando Guilherme, quando olhei de relance para os dois, vi Laura cortando uma das pernas do caranguejo fora com a lamina de sua luva, logo minha atenção foi tomada pela lula que rugia, não sabia como isso era possível mas isso não me preocupava agora, o tentáculo me apertava tão forte que meus olhos pareciam que iam saltar, a pressão do ar na minha cabeça era agoniante, se tem algo pior do que isso ainda não experimentei, mas logo Brad veio flutuando com seu skate, rodeou a Lula, arremessou sua espada acertando o olho da lula, Logo ela aliviou o aperto, ainda não o bastante para que conseguisse deslizar, olhei desesperadamente para Gabriella e gritei.
-Gabriella usa o Shakran!!- Gritei para Gabi, graças aos Deuses ela entendeu a mensagem, mesmo dentro d’água as armas funcionam muito bem, ela se esquivou do ataque de um dos caranguejos se lançando para o lado esquerdo quando uma pata destruía o local aonde estava a poucos segundos, no momento em que caia jogou o Shakran, assim como um bumerangue ele veio rodando e acertou em cheio o tentáculo que me segurava, logo o partiu em dois cortando fora a parte que me segurava, o Shakran deu a volta e voltou para as mãos de Gabi; Cai no chão, a água ajudou a amenizar o impacto, a alga “Astus” não só nos dava a habilidade de respirar em baixo d’água como também trazia a gravidade para em baixo d’água, logo me levantei, corri para esquivar do tentáculo cortado que caiu onde a pouco eu estava. Subiu uma fumaça de poeira provocada pela queda da parte cortada, estava deitada no chão de barriga para baixo, a água estava reconfortando meus ferimentos, logo que a fumaça abaixou pude ver a cena da batalha, na varanda do palácio Gabi e Brad lutavam contra Mathynis, Guilherme e Laura lutavam contra os dois caranguejos de no mínimo 2 metros, eles lutavam alternando-se nos caranguejos, Felipe corria esquivando dos tentáculos da lula enquanto tocava uma melodia com a gaita fazendo algas crescerem e agarrarem tentáculos; Vitória enfrentava sozinho o tubarão, ele investiu contra ela e usando sua lança como apoio ela se lançou para o alto, montou nele e de repente havia uma tourada na batalha em baixo d’água.. “ÁGUA” pensei, estamos rodeados de água, rodeados de poder!! Lembrei-me do que meu pai disse, corri o mais próximo da varanda possível e gritei para Gabriella.
-Vamos fazer um redemoinho- Graças aos deuses ela entendeu a mensagem de novo, acho que por sermos irmãs tínhamos uma telepatia boa, logo me concentrei, pensei nas correntes de água gelada se encontrando com as correntes de água quente, pensei nas voltas que as ondas faziam, pude perceber que Gabriella fazia a mesma coisa, logo eu e Gabriella conseguimos formar um pequeno redemoinho no fundo do rio, ele foi crescendo, primeiro sugou a lula e depois os caranguejos, logo abriu- se um buraco no fundo do rio provocado pelo redemoinho, os monstros foram sugados para lá, ficou apenas o tubarão que estava domado por Vitória, cai no chão exausta, minha energia parecia ter sido sugada , minhas pernas bambearam até estando acomodada sobre meus joelhos, parecia uma daquelas noites quando você vai dormir depois de dias acordada e então acorda totalmente morta de cansada, logo senti a água passar pelo meu corpo fazendo cocegas, bolhas surgiram aos meus pés, muitas delas, milhares, logo elas me cobriram por inteira fazendo cocegas, o mais impressionante é que todo o meu cansaço havia ido em ora, e eu estava 100% em poucos segundos, me perguntei se o mesmo aconteceu com Gabi, logo corri até a varanda, mas fiquei parada, Brad lutava espada a espada com Mathy. Logo lembrei de algo que meu pai disse.
-Gabi vamos entrar no palácio libertar os prisioneiros. — Logo eu e ela nos encarregamos de desviar dos ataques e entrar no palácio, agora Brad, Felipe, Laura, Guilherme e Vitória lutavam contra Mathy, ao entrarmos, não reparei nos detalhes do palácio, fomos entrando em várias salas até acharmos uma escada que ia para baixo, corremos os degraus pulando em dois e dois, caímos em uma masmorra úmida e fedorenta.
-Alguém aqui?- Gritou Gabi, demorou cerca de 30 segundos para nos retornarem.
-A...aqui..- Disse uma voz desconhecida fraca, corremos pelo corredor da masmorra, logo entramos em uma sala aberta, nas paredes estavam penduradas várias armas, percebi que masmorra na verdade era uma forja gigante, fornos se espalhavam por todos os lados, no meio da sala João e mais um outro garoto estavam acorrentados a bolas de chumbo puro, o menino loiro, pele branca, olhos azuis claros, rosto redondo, nariz afilado, sorriso alegre, muito bonitinho e fofo foi o que deu de reparar, ele estava em um suéter de lã azul e um short cinza, meias e sapatos do acampamento meio sangue, ele segurava um ursinho de pelúcia roxo.
-Socorro- Disse ele, devia ter uns 12 anos, ao seu lado João estava caído, de longe percebi que ele estava fraco, usava uma blusa branca de malha fresca, short cinza, e sapatos e meias pretas, seus cabelos pretos repicados estavam totalmente arrepiados, seus olhos puxados quase fechados, ele realmente estava fraco, soltei as minhas alças, elas se transformaram em minha espada de cobre e meu escudo de ouro, com a espada cortei as correntes que os prendiam, coloquei João em minhas costas e Gabi colocou o garotinho na sua, começamos a correr pelo corredor, porém com o peso dos dois parecíamos duas lesmas.
-Qual o seu nome?- Perguntou Gabi ao garotinho.
-Meu nome é Justin, o do meu ursinho é Pluth- Disse ele.
-Por que Pluth?- Perguntei.
-Porque é o barulho que faz quando uma manga cai na água- Disse ele como se aquela fosse a coisa mais óbvia do mundo.
-O que você está fazendo aqui?- Perguntei.
-O tio disse que ia me dar sorvete, mas ai me jogou num barco grandão... ainda acho que aquele barco era uma baleia.. então ele me prendeu aqui- Disse ele.
-Um cara te convida para entrar em uma baleia e você não desconfia de nada?- Perguntou Gabi.
-Eu nunca tinha entrado em uma baleia... queria ver como era.. e também..- Disse ele escondendo o rosto nas costas de Gabi.
-E também oque?- perguntei.
-E também queria ver se eu conhecia o Pinóquio- Disse ele, segurei o riso, percebi que Gabi também estava se segurando para não rir, aquele inocente menino fofo era muito bobo, logo me vi no saguão do Palácio, agora que andávamos pude reparar direito, o saguão estava cheia de estatuas representando meu pai em guerras, porém todas estavam pixadas, as paredes eram de mármore branco, era tudo bem bonito, dava a sensação de estar em um local onde se usa um daqueles vestidos longos e grandes com vários garçons passando com bebidas caras. Lá fora percebi que a batalha tinha cessado. Saímos com os dois nas costas, os posicionamos encostados na parede, Mathy estava amarrado e amordaçado pendurado de cabeça para baixo enquanto vitória o balançava só para se divertir, logo que viram os reféns todos correram para ver se eles estavam bem, Guilherme ficou vigiando o garoto pendurado.
-Quem e esse garotinho?- Disse Laura apertando as bochechas do menino.
-Ele disse que se chamava Justin- Disse a todos.
-E como ele veio parar aqui?- Perguntou Vitória.
-Sorvete ...- Disse Gabi. Logo Brad se aproximou do menino, cerrou os punhos e com a ponta dos dedos bateu no topo da cabeça dele, o som da batida ecoou.
-Ei você está ficando louco? Tadinho!!!- Disse Laura empurrando ele. O menino pôs as mãos na cabeça onde recebeu a batida e segurou o choro, tremeu o lábio inferior e fechou bem os olhos, era de dar pena, por que aquele grosso havia feito isso?!!
-Você está bem?- Perguntou Laura se abaixando e acariciando o rosto do menino.
-Mano desculpa- Disse o garoto para Brad.. espera ..
-Mano??!! Ele é seu irmão?- Perguntou Laura quase gritando, Brad olhou sobre os ombros para o garoto e soltou algo como “rum” essa foi sua única reação, antes que qualquer fizesse alguma espécie de comentário algo roubou nossa atenção, uma luz verde começou a se formar no meio da varanda, todos se afastaram enquanto ela tomava forma, aos poucos ela foi se formando em um garoto.. era... era Bernardo!! Era ele com um brilho verde, Laura caiu de joelhos e começou a lagrimar.
-Você... você não está?..- Disse gaguejando.. as palavras entalaram em minha garganta.
-Morto?- Disse ele- É eu estou, mas por algum motivo minha alma não desce para o submundo, na verdade .. Julia Amanda está guardando minha alma, estou aprisionado em um amuleto dela, bem eu apareci aqui pra falar.. Cuidado.. Algo.. É uma armadilha dele.. Ele quer pegar vocês e está usando Aisla para isso- Disse ele, as palavras estavam falhando como em uma ligação com sinal fraco- Te... Cuidado, eu não sei oque eles querem comigo, mas estou aprisionado lá, é como se minha alma estivesse presa naquele amuleto.. isso aqui é apenas uma mensagem minha.. e ... ele... foi...- as ultimas palavras foram folhosas.
-Você.. você.. está morto!!!!???- Gritou Laura, ele olhou para ela, mesmo sendo apenas uma luz brilhante pude ver sua expressão de dor a vê-la, então ele sumiu, assim de repente.. Agora.. Agora eu tinha certeza que Amanda matou ele e não foi apenas uma visão.. Logo vi que o tempo estava passando tínhamos de ir para a superfície logo.
-Bem- Disse quebrando o silêncio- Como nós iremos subir? Por causa do efeito da “Astus” não podemos nadar.
-Eu dou uma carona- Disse Vitória montando no tubarão que ela mesma domou, ele estava com a lança dela na boca, uma corda amarrada nas duas pontas da lança montava uma espécie de rédea, logo todos montamos no tubarão, ele tinha mais de 2 metros olhando de perto oque permitia os 8 sentar nele, amarramos Mathynis em baixo do tubarão, Vitória deu uma puxada na rédea e ele subiu, era possível ver a expressão de tristeza em Laura que estava sentada atrás de Gabi abraçando-a. O tubarão demorou cerca de uns 30 minutos até chegar a superfície, logo que consegui respirar ar puro a imagem de meu pai, esfreguei bem os olhos até perceber que ele caminhava em por cima do rio.
-Eai Jesus de boa?- Disse Guilherme dando uma risada.
-Vejo que conseguiram- Disse ele com uma expressão mais rígida do que qualquer outra oque me deixou confuso, há pouco tempo ele estava todo feliz, me beijando e nos dando armas, mas agora, era como se tivéssemos estragado a rosa mais bonita de seu jardim, talvez ele só tenha agido de tal modo porque estava precisando de nossa ajuda, a idéia me ardeu por dentro e me subiu uma mistura de raiva com decepção, uma daquelas horas que você quer falar para seus pais que os odeia e quer sair correndo.. Oque não era uma opção já que não sabia onde estava.
-Sim, claro que conseguimos- Disse Vitória revirando os olhos.
-Ótimo- Disse ele com uma ignorância ao olhar para Guilherme, logo percebi que ele não usava mais suas vestes havaianas, talvez fosse o transtorno de Défict de atenção, mas só agora pude ver sua armadura de ouro misturado com bronze, não era reluzente, pelo contrário, tinha a aparência velha e desgastada, ele segurava seu elmo embaixo do braço, uma cicatriz nova percorria sua bochecha.. Não era só uma.. Eram três como garras.
-Pai..- Disse em um tom mais baixo, pude perceber que algo havia acontecido no pouco tempo que estivemos submersos, minha raiva foi substituída por preocupação, sei que ele era um Deus e que era idiota ficar preocupada por isso, mas a sua expressão realmente me deixava preocupada, era séria e rígida, como se alguém estivesse botando a faca no pescoço de um familiar seu, oque era tão grave para preocupa um Deus?
-Sim?- Disse ele sem olhar para nós, estava analisando peixes que nadavam embaixo de seus pés, pareciam conversar com ele.
-Vai nos dar a carona?- Perguntei com as sobrancelhas levantadas, ele olhou fixamente para Guilherme, seu olhar era penetrante, labaredas de fogo azuis se formavam atrás de suas pupilas, aquilo congelou meu sangue, imaginava oque havia entre os dois? Primeiro ele disse para tomar cuidado com ele e agora aparecia ferido com armadura e fuminava Gui, aquilo não era normal.
-Sim, vão para ilha de Ohio, pode ser nesse tubarão mesmo, amanhã ao 12:00 Nemy Mindwather estará esperando por vocês na ilha do “cás torto” Brad conhece onde fica certo?- Disse ele e Brad assentiu- De lá pegaram um trem, vocês embarcaram e desembarcaram em Kansas, pegaram um avião e desceram no aeroporto de Nevada, então ficaram por sua conta, fico grato pelo favor que me fizeram, mas tenho que ir- Disse ele acenando com a cabeça, antes que pudesse perguntar oque estava acontecendo ele afundou na água e desapareceu no fundo do rio.
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