Notas iniciais
Cá estou eu novamente... Este capítulo foi tão emocionante... Eu demorei um pouco, contudo, escrevi mais um pouquinho para tentar compensar e tentarei liberar outro capítulo o quanto antes! A música que melhor o representa é mesmo essa aqui - https://www.youtube.com/watch?v=2fngvQS_PmQ (Ed Sheeran - I See Fire)

O grito era extremamente agudo. Tal como os galos que cantavam por aquela hora, provavelmente havia acordado toda a cidade. Rob e Mabel levantaram-se, olhando um para o outro. Mabel abriu a sua mala, recolhendo apenas uma pequena carteira que segurava algum dinheiro enquanto Rob foi buscar a sua bolsa, que havia atirado para os pés da cama. Mabel abriu a porta e saiu primeiro, deixando-a aberta para Robert. – “Vamos, despacha-te!” – Disse ela, extremamente entusiasmada. – “Tem calma… Ainda não dormi!” – Resmungou ele, saindo e trancando a porta. O seu quarto estava no segundo andar da taverna, então, desceram dois lances de escadas antes de finalmente alcançarem a porta. Estava completamente vazia, o que era bastante óbvia dada a ocorrência. Apenas se via a empregada do bar, que cumprimentaram antes de saírem.

Assim que saíram, uma gigante quantidade de pessoas estava reunida na praça. Em todos os lados estavam pessoas, mais que no festejo do dia anterior. Os dois começaram a caminhar em torno do círculo de pessoas que se reuniam, aparentemente estavam direcionadas para o centro. Assim que se aproximaram do grande edifício, que agora era facilmente reconhecido como uma igreja, viram Rahjin, que lhes assobiava de longe. Eles aproximaram-se dele. –“Olá… Já viram… o que aconteceu?” – Perguntou-lhes ele. Eles acenaram de volta. – “Rahjin, sabes de algum sítio que nos deixe ver melhor que se passou?” – Questionou Mabel. – “Sim… Sigam… me.” – Rahjin começou a caminhar em direção às catacumbas, mas passou por elas, acedendo a uma videira na parede. Ele apontou em direção à planta que escalava do chão até ao telhado da Igreja. – “Rahjin, de certeza que isto é seguro?” – Disse Robert no mesmo momento em que olhava para o Troll. Ele acenou novamente com a cabeça. Ao mesmo tempo que Rob duvidava da segurança daquilo, Mabel já estava a trepar. Energética como era, rapidamente alcançou o topo e acenou para o chão, convidando Robert a subir. Este olhou para Rahjin à medida que colocava os pés na videira. – “Não vens?” – Rahjin acenou com a cabeça para a direita e para a esquerda. – “Não… Muito… Pesado.” Robert subiu e subiu até que finalmente alcançou a sua meta. Mabel já se encontrava agarrada a uma torre do outro lado. Quando Robert chegou, começou a comentar. –“Aquilo é o que eu julgo estar a ver…?” – Mabel olhou para baixo, e depois novamente para o centro. – “É precisamente o que estás a ver.” – No centro do aglomerado de pessoas encontrava-se uma mulher. Ajoelhada, a chorar. As lágrimas derramavam sobre um corpo gélido e imóvel no chão. Era uma menina muito mais jovem que Rob e Mabel, provavelmente tinha 10 anos. Numa mistura de sangue e lágrimas ela estava lá, sendo observada por uma cidade inteira. Na sua roupa notavam-se rasgões gigantes, como se fossem de garras. A sua cara estava de igual forma marcada, com um arranhão bem no centro que perfurava apenas alguns milímetros da pele. Alguns reconfortavam-se nos braços de outros, enquanto que outros apenas acenavam negativamente com a cabeça com um olhar prevenido de desgosto.

Uma outra mulher apareceu, mas esta saiu diretamente da igreja. Robert e Mabel apenas conseguiam ver a sua nuca a partir do ângulo em que estavam. O cabelo dela era branco, e encaracolado. Usava uma manta dourada e vermelha que lhe cobria inteiramente o corpo, exceto as mangas até ao cotovelo. As suas calças eram pretas exercendo um excelente contraste sobre os tons vivos que pertenciam ao topo. Era tudo isto que eles dois conseguiam ver. A mulher começou a discursar e viraram-se para ela, alguns mais cedo, alguns mais tarde. – “Bom dia, Cinesins.” – Ela tinha uma voz melódica, impregnada de compaixão. Era linda. – “O nosso dia inicia hoje com o fim de uma vida inocente. – Parou por alguns segundos de modo a deixar a informação interiorizar-se.- “Existe tanta coisa que eu poderia dizer para honrar a vida da pequena Júlia, contudo, cabe-nos distinguir as suas qualidades pessoalmente. Porém, eu devo informar aqueles que não sabem de algo essencial. A morte de Júlia não foi um acidente. Um lobisomem está a aterrorizar a nossa cidade. Ao contrário do que alguns pensavam, a cidade não está a ser tomada por Vampiros, Trolls, Fadas ou Goblins. A ameaça provém na verdade desta besta que caminha entre nós. – “ Ela interrompeu-se por alguns momentos para respirar, os susurros começaram imediatamente após e cessaram assim que ela recomeçou. – “O meu nome é Alicia Glomerara e acredito que todos vós, habitantes e viajantes, compreendais o porquê deste festival, a celebração de 245 anos da nossa cidade. Estas tragédias não são comuns em Cinesins, e é por isso que vos peço que se unam, neste momento dífcil. Poucos de vós estão prontos para enfrentar tal monstro, alguns estarão a pensar abandonar a cidade, mas eu imploro-vos que não o façam. Já estamos a reunir uma equipa de caça à algum tempo e eu prometo que esta será a última vítima da criatura.” – Ela terminou o discurso, erguendo a mão e o braço para o público como sinal de respeito, virou-se e reentrou na Igreja. Desta vez, eles conseguiram ver a sua cara. Já era uma face cansada, usada pelo tempo e pela vida.

Mabel olhou para Robert, e ele retribuiu o olhar. Levantaram-se e caminharam de novo para o seu acesso. Desceram a videira e desta vez estavam lá Jean e Malcom, junto de Rahjin. – “Tu não devias estar a arder com este sol?” – Inquiriu Robert. –“Na verdade, o Malcom é um excelente feiticeiro. Ele conseguiu por em prática um escudo solar, contudo, apenas tenho algumas horas antes que desapareça.” – A sua pele estava pálida, coisa que era facilmente notável sempre que ele estava sem o seu capuz. –“Pelo que suponho, vocês ouviram o discurso, certo?” – Rob e Mabel acenaram com a cabeça, respondendo com um sim. – “Então estão dispostos a juntarem-se à caça?” – Robert desviou o olhar para Mabel, que já estava ansiosa por ripostar com um sonoro sim. – “Eu adoraria, e quase de certeza que a Mabel também, mas nós não temos qualquer arma.” – A expressão felicíssima de Mabel reduziu-se assim que este lembrete foi colocado na mesa. – “Que não seja por isso, o Rahj pode ajudar-vos com alguma força bruta, eu posso sempre tentar puxar alguma magia de vocês e o Jean é ótimo com agilidade e velocidade. A próxima lua cheia é no fim do mês, então podemos treinar-vos até lá.” – Malcom parecia realmente feliz com a ideia de obter mais dois elementos no seu grupo. – “Não seria mais fácil seguir o trilho de mortes que ele tem deixado?” – Interpelou-o Mabel. – “Tu tens visto o mesmo tipo que eu? Esta besta é selvagem, mas a sua forma humana é esperta. Ele sabe o que faz. – “Ele olhou para Robert e novamente para Mabel. — “Na noite de lua cheia prendemo-lo em algum lugar e distraímo-lo até que o dia chegue. É praticamente impossível mata-lo na sua forma animal, ele cura demasiado rápido.” – Todos acenaram com a cabeça. – “Assim que ele se transformar de volta em humano… Tratamos do resto.” – A voz dele parecia estável, a voz de um líder. – “Agora, precisamos de um local para treinar.”- Rahjin precipitou-se. – “Catacumbas!?” – Extremamente animado por ter pensado em algo. –“Rahj, as catacumbas estão cheias de bandidos e o nosso alvo provavelmente pode frequentá-las regularmente.” – Robert olhou em torno, quando se lembrou de algo. –“A floresta… Aquela em que nos ‘conhecemos’. Era bastante densa.”- Malcom olhou para ele com alguma dúvida, mas depois sorriu. –“Ótima ideia. Daqui a uma hora encontramo-nos na entrada para a floresta, eu preciso de reforçar o feitiço do Jean antes de irmos.” – Todos concordaram. Malcom, Rahjin e Jean regressaram às catacumbas e Mabel e Robert à Taverna. Entretanto, começaram a falar. –“Achas que vai resultar… A caça?” – Mabel olhou para ele esperando uma resposta sábia. – “Espero que sim. Verdadeiramente espero que sim.” – O tom de Rob parecia o de alguém muito cansado. – “Talvez devesses dormir um pouco, não?” – Interrogou Mabel. – “E tu não? Olha para essas olheiras.” – Riram-se um pouco, finalmente alcançado a Taverna. Para uma hora tão cedo era invulgar já estar cheia de pessoas, obrigando-os a espremerem-se para alcançar a escadaria que os levaria para o quarto. Novamente, após dois lanços de escadas chegaram ao seu quarto. Robert entrou primeiro, caindo sobre a cama e rapidamente começando a ressonar. Mabel ajoelhou-se perto da sua pequena mala, procurando uma troca de roupa mais confortável. Tirou a saia que trazia, trocando-as por calças de couro castanhas. De seguida, tirou o seu casaco e a camisa, colocando um corpete castanho e um casaco, adornado de pele nos ombros e na zona do peito. Quanto ao calçado, Mabel usava umas botas até ao joelho, também de couro. Robert virou-se e esfregou os olhos, reparando na troca. –“Isso é só para mim, ou para algum dos outros?” – Mabel riu-se. –“Tu não devias estar a dormir? Sabes que espiar raparigas enquanto se trocam não é nada bonito.” – Robert riu-se ainda mais alto. – “Não é nada que eu nunca tivesse visto durante todos estes anos.” – Mabel terminou de se vestir e saiu do quarto. – “Vou buscar comida, queres?” – Rob acenou. Assim que ela saiu, também ele se trocou. Removendo o seu conjunto anterior, vestiu um casaco de couro castanho sobre uma camisa branca de lã. Calças pretas, tal como Mabel e botas de couro, não tão grandes quanto as de Mabel. Saiu do quarto alguns minutos depois.

Quando Rob alcançou o rés-do-chão, estava lá Mabel. A beber leite e a comer uma fatia de pão com fiambre em cima. A taverna ainda estava cheia, contudo, residentes tinham alguma prioridade sobre as mesas. Robert sentou-se perto dela. –“Temos de nos despachar, acho que já passou perto de uma hora. – Disse ele. – “Sim, provavelmente… Mas eu estou cheia de fome! Eles podem esperar algum tempo, não?” – Robert acenou. Uma rapariga de cabelos loiros que trabalhava lá aproximou-se deles, olhando para Robert. – “Então, o que vai querer?” – Robert olhou para a cozinha, observando a variedade de pratos disponíveis. – “Salsichas e ovos seriam ótimos.” – A menina acenou com a cabeça e afastou-se.

Mabel e Robert conversaram um pouco sobre o tipo de treino que iriam receber e sobre a que coisas cada um se sairia melhor. Entretanto, a comida de Robert chegou. –“Despacha-te lá, assim que terminares vamos. Eu vou pagar e já volto.” – Ela levantou-se e Robert continuou a comer. Um homem sentou-se à sua frente. O seu odor era horrível. Robert largou os talheres. –“Sei perfeitamente o que tu e os teus amiguinhos andam a planear, e quero que saibam que eu sei onde vocês estão.” – Enquanto que ele falava, os olhos de Robert mostravam cada vez mais espanto e surpresa face à cara do homem, face ao cheiro, face às suas roupas. Este último rapidamente se ergueu da cadeira, arrastando a mesa e o seu cheiro consigo e saindo da Taverna. Todos estavam a olhar para a cena quando Mabel se aproximou. – “Rob, vamos sair daqui.” – Ele não conseguia reagir, como se estivesse em choque, então, Mabel agarrou o seu braço, a sua carteira e a bolsa de Rob, puxando-o para fora. – “O que foi aquilo?..” – Questionou-o Mabel enquanto se dirigia ao local marcado. – “Era ele, Mabes. O lobisomem. Tenho a certeza.” – Mabel parou em choque. – “Robert…” – Ela abraçou-o. – “Vamos lá… Eles estão à nossa espera e quase de certeza vão querer ouvir o que se passou. Mabel soltou-o. – “Vamos lá.” – Ele concordou e caminharam os dois em direção à floresta.

Após alguns minutos de caminhada, finalmente alcançaram a entrada da floresta. Lá estavam Rahjin e Jean, que usavam um capuz, e Malcom. – “Finalmente!” – Gritou este último impaciente. –“Desculpa, mas temos uma boa razão… O Robert foi atacado.” – Jean e Rahj baixaram os seus capuzes e Malcom ergueu a sobrancelha. – “Sim… Eu acho que o tal lobisomem sabe que nós estamos a trabalhar com vocês. Ele sabe que nós o estamos a caçar.” – Malcom acenou com a cabeça, Rahjin soltou um grunhido preocupado e Jean cruzou os braços. –“Só nos resta uma opção… Teleportação.” – Imediatamente Mabel e Robert mudaram de humor. Rahjin e Jean também estavam mais alegres, provavelmente pelo simples facto de que raramente viam Malcom a praticar magia de tão alto grau. Ele baixou-se sobre o chão, desenhando um pequeno círculo. Afastou-se um pouco, colocando as mãos sobre o solo. O desenho começava a brilhar numa tonalidade de azul, fazendo com que o chão desaparece-se, sendo substituído por um vazio. – “Bom, Rahj, Jean, vocês já passaram por isto. Querem ir primeiro?” – Eles acenaram aos outros dois, e Jean falou. –“Até já!”- Saltando para dentro do vazio, seguido por Rahj. –“Vocês os dois, saltem como eles. Prometo que nada de mal acontecerá.” – Assim que ele terminou de falar, Mabel não hesitou em saltar lá para dentro, Robert, pelo contrário ficou a ponderar um pouco. – “Tens a certeza de que isto é seguro? Eu já li sobre portais que deram torto e desmembraram pessoas…” – Robert afastou-se um pouco, parecendo preocupado. – “Oh, por favor. Eu já fiz isto centenas de vezes.- Malcom agarrou-o, envolvendo-o num abraço e saltou junto dele. Assim que fez isto, o portal pelo qual tinham entrando encerrou, e num piscar de olhos estavam planície perto do oceano. Logo que pousou os pés no chão, Malcom largou Robert. Mabel estava a alguma distância, aos saltos. – “Robert, isto é maravilhoso!” – Os olhos de Robert estavam ainda a tentar adaptar-se ao lugar.

“Bom, ouçam-me todos.” – Mabel parou por um instante para se juntar ao grupo que se reunia em torno de Malcom. – “Eu, o Rahj e o Jean temos qualidades distintas que podemos passar para vocês, contudo, precisam de decidir que tipo de armas preferem usar. Como já reparam, eu pratico magia. O Rahjin, por sua vez, é ótimo com combate sem armas, e o Jean é extremamente ágil. Ele consegue movimentar-se pelas sombras. – Ele pausou por um momento para respirar. –“Se preferirem treinar magia, eu apenas posso guiar um de vocês. É uma arte complicada demais para aprender em apenas uma semana, especialmente se forem dois aprendizes. Contudo, se escolherem outro treino que não o meu, podem usufruir tanto do Rahj como do Jean.” – Malcom olhou para eles, acenando com a cabeça. – “Enquanto que um de vocês dominará o combate longínquo, o outro será mais apto para combater à distância curta. Precisam de decidir, vá lá.” – Mabel olhou para Robert e adivinhou o que ele queria, juntando-se a Jean e Rahjin. –“Eu prefiro combater cara a cara… Pode ser que a minha energia sirva para alguma coisa!” – O troll e o vampiro pareciam felizes por ela os ter escolhido invés de Malcom, afinal, era ele que conseguia sempre as raparigas dado o seu estatuto… humano. Robert levantou-se de seguida, aproximando-se de Malcom. — “Muito bem, iniciamos os treinos ainda hoje. Eu não quero perder um único minuto!” – Afirmou ele, com um tom assertivo.- “Treinaremos todos os dias durante as próximas semanas e eu espero sinceramente que vocês consigam manter-se a par.”

Malcom começou por explicar a Robert o que magia realmente era, e de que forma ele a conseguia dominar – exercendo controlo sobre todo o seu corpo. A magia que Robert aprendeu era arcana, um poder proveniente do universo que rodeia aquele que lança os feitiços. Assim que Robert aprendeu a dominar o seu corpo, as suas emoções, conseguiu lançar pequenos feitiços. Em apenas duas semanas de treino já conseguia lançar pequenas bolas de fogo. Robert praticava sempre que podia. Antes de ir dormir, depois de acordar, antes de almoçar, antes de jantar… Ele dedicava-se inteiramente aos ensinamentos de Malcom. Empenhava-se naquilo que ele lhe explicava e escrevia tudo o que podia num pequeno livro. Entretanto, Mabel demonstrava ótimas capacidades físicas. A realidade era como ela previa, toda aquela energia que continha dentro de si revelava-se benéfica para os seus treinos. Com Jean ela aprendia a movimentar-se com caução, enquanto que com Rahjin aprendia a combater brutalidade com força bruta. Em duas semanas conseguiu não ser vencida por Jean numa batalha. Ambos apresentavam melhorias fantásticas, tanto mental como fisicamente e as suas relações com os respetivos jovens mentores também.

A semana da caça finalmente chegará. Malcom preferiu usar os últimos dias antes da lua cheia para estabelecer um plano, algo que lhes permitisse avançar sem serem brutalizados. Os habitantes reuniam-se já à algum tempo para recrutar novos lutadores para a causa. Quase toda a cidade estava disposta a livrar-se do lobisomem, contudo, pessoas indefesas e fracas como eles nunca conseguiriam domar uma besta tão feroz e viciosa. Os dias voaram. O grupo estabelecerá um plano, estavam preparados. Robert já dominava alguns feitiços básicos que lhe salvariam a vida na batalha, e Mabel estava segura de que se conseguiria defender contra a criatura. Durante o dia da caça, a agitação foi imensa. Todos cantavam e celebravam, como se já tivessem vencido. Mabel e Robert tinham saído perto do pôr-do-sol para se encontrarem com Rahjin, Jean e Malcom na entrada das catacumbas. Lá estavam eles, cedo demais como sempre. – “Atrasaram-se.” – Disse Malcom. O sol desceu, e do lado oposto, a lua ergueu-se. O grupo de caça estava reunido na praça, eles decidiram observá-los de cima. Com uma ajuda mágica, Malcom ergueu Rahjin até ao topo da Igreja enquanto que os restantes treparam a videira. À medida que alcançavam o topo, iam se sentando na berma, observando os habitantes.

A lua brilhava perfeitamente no céu… Era uma ótima noite. A relva libertará um odor típico de Verão e as flores planavam pelo céu, sendo sopradas pelo vento. Tudo se alterou rapidamente. A temperatura desceu, o vento encerrou. Um uivo era ouvido na distância, a par de gritos que fugiam dele. A comoção dirigia-se diretamente para o centro da cidade. Poderia a besta ser tão idiota enquanto transformada que iria atacar um lugar cheio de armas prontas para o matar? Não. Era isso que ele queria. Vítimas… Sangue. A besta corria em direção ao centro, saltando sobre a população para a entrada da Igreja, uivou novamente. Os habitantes tinham assinado um contrato de morte.

Notas finais
O que acontecerá com os habitantes de Cinesins? Como um grupo de apenas cinco pessoas impedirá um lobisomem em busca de sangue!? Novamente, espero que tenham gostado... Fiquem para mais!