Notas iniciais
Primeiro capitulo, espero que gostem, boa leitura!!!

"Ela se sentia perdida sem ele, seus dias passavam devagar como se a torturasse, seu coração estava em pedaços. A grande Titânia, aquela temida por tantos inimigos estava se acabando aos poucos, tudo por causa de um amor perdido, quando ele morreu uma parte muito grande se perdeu.

Erza o viu sendo levado pelo conselho, não fez nada para impedir, nada! E agora quando realmente não havia nada para se fazer ela queria fazer algo, mas já era tarde, sabe porque? Porque ele morrera. Jellal ele fora jugado, fora sentenciado por seus crimes, pagando com sua vida.

A cada dia que se passava ela se perguntava: e agora pelo que lutaria? Nunca o teria de volta, nunca a não ser que...

Senti a dor se extinguir aos poucos, um formigamento tomava cada parte de meu corpo, da unha do pé ate o ultimo fio de meu cabelo, e logo eu não ouvia nada, não sentia nenhum cheiro, acima de tudo eu não via nada apenas a escuridão. Aos poucos senti os braços da morte acolher-me como uma mãe acolhe seu filho recém nascido nos braços, de forma delicada, e então meu coração bateu uma ultima vez e caiu em silencio. A morte não tinha cor, não tinha rosto, não tinha cheiro, não tinha sons. Me senti mais leve, livre e feliz, queria sorri, queria gritar e pular, correr. Olhei para baixo e então comecei a cai e mais e mais afundei no lago de escuridão, senti as dores voltarem, senti o cheiro de sangue e ouvi uma voz.

_Lute, Erza_ eu ouvi a voz dele, a voz de Jellal."

***

O vazio em meu peito era algo tão negro e profundo, como um buraco negro, não havia nada apenas escuridão e sofrimento. Me sentia uma fraca uma inútil, isso soaria estranha de se falar da famosa Titânia, mas não importa, nada para mim importava mais. Por mais que eu quisesse me manter forte pelos meus amigos, eu sabia que estava falhando, pois os via tristes por mim, eles sofriam por mim, tomavam para se minhas dores, eu era grata por isso, pois me mostrava que eu realmente tinha amigos, que eu não estaria sozinha nunca, mas não queria que continuasse, não queria velos daquele modo era errado.Fraca, fraca, fraca...aquela palavra ecoava como um eco no vazio em minha mente, não tinha feito nada, era tudo minha culpa, tudo minha culpa.

Senti meu corpo perder suas forças, ele tremia por inteiro, parecia em convulsão, meus joelhos chocaram-se com o chão de madeira de meu quarto, me apoiei no chão e lá escondi minha face me permitindo chorar. Aquilo estava começando a se tornar uma rotina para mim, todos os dias, todas as vezes que eu lembrava dele, do dia em que o verdadeiramente perdi.Estupida, estupida, estupida...repetia e repetia eu em minha cabeça, como eu queria voltar no tempo, como eu queria ter os impedido de leva-lo, e eu podia ter feito isso, mas não fiz, agora era tarde, era tarde.

As lembranças invadia minha mente sem minha permissão, elas parecia querer me jugar, me punir. Eu via seu rosto, eu ouvia sua voz, as ultimas palavras antes que o conselho o levasse, e eu aceitei deixei-os levarem. E Jellal foi julgado por tudo que ele fizera, por tudo que eu já o tinha o perdoado por fazer, mesmo que não tivesse dito isso para ele, eu o tinha perdoado, mas o conselho não fez o mesmo que eu, eles não o perdoaram, ele foi julgado culpado e condenado a morte, e novamente eu não fiz nada para impedi-los, e quando vi era tarde, ele já não pertencia mais a esse mundo.

Meus soluços se tornavam mais altos e presentes, minhas lagrimas saiam grosas e incessantes, eu era uma idiota, uma fraca.

"Erza porque esta chorando?",a voz infantil de Jellal falou na minha cabeça.

Eu sabia que eu estava enlouquecendo, que aquilo não era normal, era algo que eu mesma estava criando, um modo de fugir da realidade. Era tudo fruto de uma mente doente, uma mente insana.

"Porque você me deixou?",pensei, em resposta ao Jellal de minha mente.

"Eu não a deixei, não estou aqui agora falando com você?",me questionou sua voz infantil.

"Mas você não existe mais, não posso mais velo, não posso mais abraça-lo...",com isso as lagrimas apenas se tornaram mais fortes, como eu queria ainda poder abraça-lo.

"Erza não chore, sabe porque?",ele esperou que eu respondesse, mas vendo que essa não viria, continuou,"Porque se você realmente me amou eu sempre estarei com você, no seu coração, lá eu sempre serei eterno, imortal".

"Você promete?",meus pensamentos novamente perguntou em minha mente, para meu Jellal imaginário, contudo que parecia tão real.

"Sim eu prometo Erza!",Sua voz infantil se tornou mais distante e desapareceu, e novamente cai no silencio de meu quarto.

Levantei minha mão ate a altura de meu coração e lá apertei com força a fechando em punho, sim, ele afinal sempre estaria com migo, esses pensamentos me trouxeram conforto, que me deu forças para enxugar as lagrimas, mas ate quando aquele conforto momentâneo iria durar? Não importa, eu o iria aproveita-lo enquanto durasse.

Fechei meus olhos com força apenas por alguns segundos antes de seguir para o banheiro, parei em frente a pia e consequentemente ao espelho, que revelava uma imagem horrível minha. Cabelos scarlet bagunçados, rosto vermelho e inchado, assim como meus olhos castanhos, meus lábios estavam estranhamente sem cor, com roupas amassadas e sem a costumeira amadura que uso, aquela não parecia com migo.

Liguei a torneira da pia e formei uma concha com as mão, coletando a água quente que saia da mesma e levei a meu rosto, o lavando, repeti o mesmo movimentos algumas vezes mais antes de me sentir satisfeita e desligar a torneira, com as mãos mesmo ajeitei o máximo que podia meu cabelo, usado os dedos como pente. Por fim reequipei minhas costumeiras roupas e voltei a focalizar minha imagem que se refletia no espelho a minha frente, é estava melhor.

Sai do banheiro e varri o quarto com o olhar em busca de algo em particular e logo encontrei uma pequena caixinha prateada, aquele era o meu presente para ela, pois hoje era seu aniversario, não era nada de mais apenas uma chave que eu ganhara em uma das missões, que fizera. Eu vinha pegando muitas missões, era um dos modos que arranjara de me distrair de tudo. Peguei a pequena caixa e a guardei. Saído do meu quarto segui com o destino em mente, Fairy Tail, eles já deveria estar estranhando minha ausência, e eu preferia que não viessem me procurar em casa, para assim eu não correr o risco de ser apanhada no estado em que estava a algum tempo atrás, chorando como um bebe.

Alcancei a guilda alguns minutos depois, de uma caminhada lenta e despreocupada. Adentrei pelas portas duplas da guilda e sem chamar muitas atenções, procurei com o olhar pelo meu time, e logo os encontrei em meio todo o caos que era a Fairy Tail, entre mesas voado, bebida, brigas, risadas escandalosas, conversas. Andei ate onde Natsu, Lucy, Gray, Happy e Juvia se encontrava, essa ultima apenas estava ali por causa de Gray, algo que não era novidade para ninguém, apenas para ele, que não enxergava os sentimentos da garota. Me sentei ao lado de Lucy que me comprimento animada, enquanto Natsu e Gray discutiam sobre algumas futilidade que preferi ignorar, Juvia chorava pelo seuGray-sama.

-Lucy,- A chamei, fazendo sua atenção se dirigir a mim, revelando a caixinha, a entreguei.- Um presente pelo seu aniversario.

-Não precisava Erza, mas obrigada mesmo assim.- Disse animada pegando a caixinha e logo olhando o que era, e ao ver deu um grito, eu não tive reação, apenas fiquei olhando a reação da outra, é parecia realmente ter gostado.

Era bom estar entre meus amigos, eu gostaria de sorri com eles, e eu me esforçava para isso, mas sempre parecia um sorriso tão forçado, tão triste e eles notavam isso, o que acarretava em eles sofrendo com migo.

Minha culpa, tudo aquilo era minha culpa.

Notas finais
E então o que acharam? Esta bom? Ruim?
Mas, enfim, quero avisar que o próximo capitulo só sera postado quando eu acabar minhas provas na escola, afinal não quero repetir o ano, o que me leva a estudar quase o dia inteiro.
Kissus!!! Ate o próximo!!!