Caminhos Diferentes

1 Todo fim, é também um novo começo


Notas iniciais
Hey estou aqui novamente :)
Encontrei essa história perdida nos meus arquivos e achei que era hora de compartilha-la *-*
Espero que gostem ^^

Para ser sincera, eu já não me sentia em casa desde que voltei. Não me levem a mal, eu amo minha equipe, mas sinto como se não conseguisse seguir em frente. No trabalho, eu me sinto viva, sinto que estou seguindo em frente, mas quando chego em casa, me sinto sozinha e passo por um retrocesso, sinto como se minha vida tivesse parado e como eu odeio isso.

Eu tentei, Deus sabe o quanto tentei. Fui a terapia, tudo bem que posso ter manipulado um pouco a terapeuta para que ela me liberasse logo para o trabalho, mas eu tentei, fiz todos aquelas passos de recuperação, mas não adiantou, é como se estar aqui, me deixasse presa ao passado e não consigo mais.

No dia do assalto ao banco, recebi uma proposta irrecusável, tudo bem, poderia ter recusado se tivesse um motivo para ficar, mas eis a questão eu não tenho. Sim, eu sei parece egoísta, porém mesmo amando minha equipe, não posso deixá-los me ver cair em pedaços.

Então eu aceitei.

Como foi difícil ver todos se divertindo no casamento de JJ e saber que eu não estaria aqui para as próximas reuniões. Doeu, era como se uma parte de mim insistisse que aqui era meu lugar.

Então veio a dança.

Dancei com Reid, como ela havia mudado em seis anos. Ele ainda é o mesmo gênio, com o coração enorme e sei que será difícil viver sem suas estatísticas, mas eu preciso ir. Conto a ele, sei que ele sentirá minha falta, devido aos seus problemas de abandono. Mas então eu o lembro “Em Londres também existe correio” ele ri e eu também. Sentirei falta do menino gênio.

Dancei com Morgan, meu amigo e parceiro. Ele não se surpreendeu quando contei a ele, talvez ele já esperasse por isso, mas ele disse em meu ouvido “Sempre estaremos aqui para você princesa” e eu sorri, ele era o melhor amigo que eu poderia desejar, Deus, eles são as melhores pessoas do mundo.

Dancei com Rossi, em seis anos construímos um relacionamento pai e filha que em quarenta anos não consegui construir com meu pai. Eu disse a ele, ele não pareceu surpreso, na verdade pensando melhor, nos últimos tempos ele me olhava com mais expectativa, talvez ele já esperasse isso. Ele apenas diz “Te desejo toda a felicidade do mundo bella”.

Dancei com as garotas, em seis anos nos tornamos as melhores amigas que se podia imaginar. Penélope ainda tem a mesma luz e otimismo de seis anos atrás, já JJ, embora mantenha um olhar sempre gentil, posso ver um olhar triste aparecer em seu rosto, vez ou outra, mas sei que ela ficará bem. Digo a elas, JJ parece entender, já Garcia me dá um abraço apertado e eu a lembro “Nada de bloquear minha demissão” ela ri e diz jamais ser capaz de fazer isso. Sentirei falta das minhas amigas loiras.

Então eu dancei com ele. Aaron Hotchner, aquele que não me queria ali há seis anos atrás e por algum motivo era o único que eu não sabia o que dizer. Ele passou de chefe odiado a alguém que eu admiro profundamente. Ao longo dos anos, construímos um relacionamento incrível, com apenas um olhar em seus olhos eu sabia o que se passava em sua cabeça e ele o mesmo comigo. Garcia sempre disse, que só faltava o sexo para sermos um casal oficial. Quando contei a ele, ele apertou mais forte minha cintura e me disse “Emily, não vá embora” E foi nesse momento em que meu coração acelerou e a sensação de borboletas no estômago me preencheu. Eu respondi a ele “Eu preciso” e ele então disse “Me dê apenas uma noite” Céus, ele teve anos para me pedir isso e tem que pedir justamente hoje? “E Beth?” perguntei a ele “Ela foi embora, no momento em que eu disse a ela que iria dançar com você” Eu ainda não o olhava nos olhos “Em duas horas no seu apartamento”.

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Londres, Inglaterra.

Escritório do Dr. Smith.

2 meses depois.

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Enquanto aguardava ser chamada, meditei sobre os últimos dois meses. Eu fiquei com Aaron aquela noite, e dois dias depois estava em um avião com destino a Londres. O trabalho é bom, embora tenha mais papelada do que antes, mas quando chego em casa, ainda sinto um vazio. Nas últimas duas semanas tenho me sentido um pouco mais cansada do que de costume e aparentemente com menos vontade de comer do que o normal. Quando comentei isso com o Clyde, ele deu uma risadinha e me mandou ver um médico com a desculpa de que eu não poderia liderar se estivesse doente.

“Senhorita Prentiss, você está gravida” foi o que o doutor Smith me disse, posso não ter visto minha reação em um espelho, mas tenho certeza que minha expressão era chocada, no mínimo. “O senhor tem certeza?” Ele não ficou ofendido com minha pergunta e eu só queria que ele tivesse certeza, afinal já tenho mais de quarenta anos, quais são as chances? “Sim, senhorita Prentiss tenho certeza absoluta” ele disse e esperou que eu falasse algo, como não falei, ele prosseguiu “Se é uma gravidez indesejada, é só marcar um horário e daremos um jeito, mas lembre-se ser mãe é uma benção”.

Notas finais
Procede?