Caminhos Diferentes
2 Todos precisam de um amigo
Notas iniciais
Já faz duas semanas que consultei com o doutor Smith e até hoje não contei para ninguém, nem mesmo o RH. Pego meu telefone e então disco o número da minha amiga “Jareau” ela diz do outro lado da linha “Então agora é assim?” Ela ri “Não vi que era você Emily, desculpe. Então como vai Londres” “Bem, estou atrapalhando?” “De maneira nenhuma, estou na UAC. Milagrosamente não temos nenhum caso em uma semana” “Isso é bom” eu disse, então respirei fundo e disse logo “JJ, eu estou gravida” ela demorou um pouco para responder, mas logo disse “Parabéns Em. Você sabe, ele precisa saber” Será que ela sabe que é Hotch o pai do meu bebê? “Não JJ. Ele não precisa saber, ele tem uma vida aí.” Ela bufou “Emily naquela noite, eu vi você sair discretamente, então depois eu vi Hotch saindo sozinho e com um sorriso enorme. Dois dias depois, ele chegou e se trancou em seu escritório e ficou lá até bem tarde da noite. Bastou juntar dois e dois, pelo amor de Deus Emily ele te ama” eu suspirei “JJ eu te contei isso porque você é minha amiga e quero que você prometa não contar a ele “Mas Em” “Sem mas JJ, apenas me prometa” ela ficou um tempo em silêncio “Eu prometo”.
Depois de conversar com JJ, percebi que devo comunicar ao RH o meu estado, afinal não conseguirei esconder por muito tempo. Duas horas depois de contar ao RH, Clyde entra em minha sala sem ao menos bater “E depois dizem que os britânicos é que são educados” ele rola os olhos e se senta “Eu sabia” ele disse e eu simplesmente rolei os olhos “O que você exatamente Clyde?” “Que você está gravida Emily, a proposito parabéns” “Obrigada” Eu disse e voltei minha atenção para os papeis em minha mesa, mas ele não percebeu que essa era sua deixa pra sair e continuou “Então quem é o pai?” Levantei o olhar para encara-lo por alguns segundo e logo voltei aos meus papeis “Não vai dizer okay. O pai provavelmente é americano, um dos membros da sua antiga equipe? O gênio ou aquele seu parceiro que te encontrou morrendo? Já sei, Aaron Hotchner.” Ele me analisava a procura de alguma reação “Ele parecia muito motivado em te encontrar, quando Doyle te pegou” levantei meu olhar para ele “Não estávamos namorando e ele é assim com qualquer um” ele estava ficando satisfeito “Eu vi no olhar daquele homem um brilho ao falar de você Emily. Um brilho que só se vê em alguém apaixonado” Não dei atenção a ele “Clyde, tenho que terminar de preencher esses relatórios, apreciaria muito se eu pudesse fazer isso” ele então se levantou e disse “Okay mamãe” e saiu.
Tinha feito um lanche rápido na rua, que me fez correr para minha casa. Mal tive tempo de entrar que já podia sentir o gosto do vômito em minha boca, fui direto para o banheiro. Depois de colocar tudo o que tinha comido para fora, meu celular que estava no meu bolso começa a tocar, visualizo que é: Clyde. Para variar “Prentiss” eu digo “Nossa Prentiss, nunca vi você atender um telefone com tanta má vontade” suspirei não estava para brincadeiras “Acabei de vomitar o meu jantar Clyde, não estou legal” ele então disse em um tom mais sério “Você está bem? Estou indo aí” e desligou o telefone.
Meia hora depois, estava mais composta quando a campainha tocou. Era Clyde com algumas sacolas. “Oi Clyde” eu disse e dei espaço para ele entrar, ele então foi direto para minha cozinha e se apossou da mesma. “O que você vai fazer?” ele me olhou como se fosse obvio “Você precisa comer algo decente Emily e não essas besteiras que você come na rua” dei de ombros e me sentei enquanto ele fazia sei lá o que. “Você já contou a alguém fora o RH?” “JJ” eu disse. “A loira bonitona?” rolei os olhos “A loira bonitona e casada” ele riu, okay “Seus pais? O pai do bebê?” fiz que não com a cabeça “Você não está pensando em manter isso em segredo pelo resto da vida está?” dei de ombros “Posso tentar”. Ele me encarava “Você já pensou no que irá fazer quando esse bebê nascer? Você irá cria-lo aqui em Londres? O cargo de chefe é puxado. E quando ele perguntar sobre o pai?” Suspirei “Ainda não pensei nisso” de repente eu senti uma imensa vontade de chorar, e quando percebi ele me oferecia um guardanapo para limpar meu rosto “Eu não sei o que fazer Clyde” ele se sentou ao meu lado e sorriu, de verdade, não aquele sorriso cínico do dia a dia. “Você sabe o que fazer Emily. Você escolheu esse bebê não é?” fiz que sim com a cabeça “Bem, não tenho jeito com crianças, mas de acordo com a maluca da minha irmã pais fazem o que é melhor para os filhos” Ergui a sobrancelha, ele até estava parecendo maduro “Não me olhe assim. Você deve procurar alguém que saiba sobre crianças, quem sabe sua mãe? Ela te criou né, então com certeza ela entende de como se criar uma criança e uma filha bonita” sorri no final, esse era Clyde.
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