Caminho - os imortais
13 Treze
Notas iniciais
– Riley! Onde está você?
Grito. De repente o desespero toma conta de mim e sei que preciso dela. Ela sabe o que vai acontecer. O porquê desses acontecimentos. Tudo mudou desde que a conheci. Mas o que ela tem haver com meu passado, presente e futuro? Incrivelmente, só ela tem tais respostas e não faz questão de dá-las.
Novamente grito. Nada acontece. “Onde está aquela garotinha loira?” penso, imaginando que ela possa me escutar apenas pelo pensamento. Mas se gritando por ela, nada aconteceu, acho que este método também não servirá.
Desisto de procura-la. É em vão. Sigo então para os Salões do Conhecimento. Sua fachada imponente logo se transforma e suas grandes portas se abrem. Não sei exatamente o que vim fazer aqui. Estou desesperadas por respostas, mas não sei exatamente quais são as perguntas.
“Porque Riley veio direto a mim? Quem é ela?” Penso comigo mesma. Um estrondo irrompe o silêncio e duas portas ao fim do corredor se abrem revelando uma pequena sala totalmente brancacom uma cadeira e um grande cristal. Sigo até ela e me sento. As portas se fecham e o cristal começa a brilhar intensamente revelando imagens que aos poucos se tornam nítidas.
São duas garotas loiras, brincando no jardim. Estão cheias de barro. E então vejo Riley. Do mesmo jeito que agora. Não sei quem é a garota loira mais velha que ri junto com ela. Mas não demora muito e a resposta vem. A mãe de Riley chega e chama pelas duas. A garota mais velha é a irmã de Riley.
Não demora muito e a imagem muda, revelando o interior de uma casa. Há malas e um cachorro. Eles devem estar se preparando para alguma viagem. Riley está toda empolgada. Sua mãe chama e todos entram no carro. Mas sua irmã mais velha volta para pegar algo. Não demora e estão na estrada.
A imagem aumenta sua velocidade e percebo que se passaram alguns quilômetros no trecho deles. Mas algo está errado. Pássaros estão inquietos. São corvos e voam em velocidade alta. Estão se aproximando cada vez mais do carro. E de repente acontece. Um corvo passa na frente do carro e o carro de Riley tenta desviar e então o acidente acontece.
Não há tanto movimento na estrada, então ninguém vem socorrer. Todos morreram. Mas surge alguém que vai direto no carro e retira a irmã de Riley. Seu corpo é familiar. Então, ele dá algo para que a garota beba. No momento em que ele se levanta tenho certeza de quem ele é: Damen.
Passaram alguns minutos e então a garota acorda em meio as ambulâncias que acabaram de chegar. Todos estão surpresos pelo fato de apenas ela ter sobrevivido.
Não demora cair à ficha e não precisa ser muito inteligente pra saber que Damen deu o elixir a ela. Mas por quê? Porque ela? Porque ele estava ali poucos minutos depois de ter ocorrido o acidente?
As perguntas só crescem e eu preciso cada vez mais de mais respostas. “Mais rápido!” grito para o cristal, que atende ao meu pedido e passa imagens com mais rapidez. Momentos da vida da irmã de Riley, até mesmo das aparições da garota para a irmã. E Damen. Depois de alguns minutos, todas as imagens que passam da irmã de Riley tem Damen. Eles na escola, se beijando.
Mas não é somente Damen que aparece. Drina aparece com fúria. Há imagens de brigas entre ela e a irmã de Riley. Voltam imagens de Damen e a garota. Mas aí Roman aparece. Sorrindo, conversando com Damen, na escola, conversando com a garota. Mas aí as imagens começam a borrar e então o cristal se apaga.
“Não!” grito. Preciso ver outras coisas. O que acontece com Damen e Roman e a garota? Mas o cristal não responde.
Decido por sair dos Salões e espairecer. Mas na escadaria encontro ela. Riley.
– Porque não veio quando chamei? Onde estava? Porque não me disse que só me levou até aquele lugar por causa de sua irmã?
Ela vira rapidamente e começa a me olhar com tristeza e necessidade.
– Você olhou minha vida?
– Me responda Riley!
– Não te guiei esse tempo todo por causa de minha irmã! É por causa do seu passado!
– Mas meu passado não envolve sua irmã! – começo a descer as escadas.
– Mas envolve Damen e tudo o que você ainda não viu!
– Não quero ver mais nada Riley! Nada!
– Quer sim. Você anseia pelas respostas.
– Vamos apostar pirralha?
Com fúria em todo o meu ser, crio o portal e atravesso com destino a qualquer lugar longe de tudo o que conheci atualmente.
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