Caminho - os imortais
14 Catorze
Notas iniciais
Pensei em aterrissar em uma praia, bem longe de tudo. Mas não consegui. De algum modo, aterrissei em frente a onde menos esperava: minha antiga casa. Minha e de Endor. Está do mesmo modo. Sua grande fachada em um tom meio bege, o telhado. Tudo está igual.
Sou impelida a entrar. Mais surpresa. A casa está intocável. É como voltar no tempo. Tudo no devido lugar, como deixei antes de partir e deixar meu coração para trás. Uma ponta de esperança me fez começar a procurar Endor. Indo até nosso quarto, encontro uma pintura onde estamos juntos, abraçados. Fixo em seu rosto. Sua boca, seu queixo. Sua feição. Quanta saudade.
– Acho que você não sabe porque veio parar aqui. – Era Riley.
– O que faz aqui?
– Vim tentar te mostrar que o motivo não é a minha irmã.
– Chega Riley! Estou certa inclusive de que foi você quem mandou a carta!
– Que carta? Não mandei nenhuma. Pare de me acusar e veja os olhos de Endor!
– Você sabe que carta! E não vou olhar. Chega disso tudo. Roman está morto! Acabou!
– Pare! Olhe logo Davina! Só olhe!
Decido ceder a sua vontade e observo atentamente os olhos dele. Inevitavelmente sinto que não tem muito tempo que não os vejo.
– Você conhece esse olhar Davina. E não estou falando de Endor.
Observo atentamente e então fios loiros, uma pele um pouco mais bronzeada se encaixam.
– Jude? Ele...
– Sim... Endor reencarnou diversas vezes depois que morreu nessa casa. Em todas as vezes ele reencarnava para poder te encontrar. Mas você é imortal. Seus caminhos se cruzavam sempre, mas você nunca o olhava. E por não se encontrarem, ele sempre se apaixonava pela minha irmã.
– Sua irmã?
– Sim, todos temos um destino. E mesmo que não seja naquela vida, precisamos cumpri-lo. Não te trouxe pra tudo isso sem motivo. Seu destino está envolvido. Acredite em mim. Meus interesses não são pessoais. Eu já lhe disse: você é minha missão.
– O que você precisa que eu faça? Sua missão é que eu faça algo não é?
– Minha missão é que você consiga seguir seu destino de uma vez por todas. Então, acredita em mim?
– Está bem...
– Ótimo.
A paisagem começa a se dissolver. A casa, os móveis, tudo. Somem como pó. E de repente, estou na porta da casa de Jude.
“Ela não está mentindo.” Penso. Corro para poder chegar até ele. Ao abrir a porta, não encontro apenas ele sentado no sofá. O encontro conversando com Damen e a irmã de Riley.
– Davina? –Damon exclama ao me ver.
– Damen... – não consigo pensar em nada.
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