Caminho - os imortais
7 Sete
Notas iniciais
– E aqui é onde os imortais que já se foram vivem, digamos assim.
– Como assim? – Estava muito confusa — São imortais.
– Não. Tecnicamente não. Eles foram mortos por terem sido atingidos em seus chacras mais fracos.
– Sério isso?
– Sim Davina. Para meros mortais, vocês são imortais, vamos falar assim. Mas tecnicamente, tudo tem um ponto fraco. O de vocês são os chacras.
– Nossa...
– Tem o chacra raiz, que é o da insegurança, raiva tensão e violência. Tem o chacra da base da barriga, que é o da confusão, ciúme, impotência. Tem o chacra do plexo solar, que é o do medo, ódio e raiva. Aí vem o chacra cardíaco, que é o do desequilíbrio, instabilidade emocional. Tem o chacra purificador, que é o da depressão, ignorância e falta de comunicação. O frontal, que é dor de cabeça, medo, pesadelos e tensão. E por fim o coroa, que é o da alienação, confusão, depressão. Percebe a essência de cada um?
– Percebo.
Olho em volta enquanto absorvo as informações. Me deparo com alguém dançando em meio ao campo de rosas brancas. O cabelo vermelho brilha e sua leveza é admirável. Sem pensar, começo a caminhar em sua direção. “Seria Drina?” Pensei. E então ela se vira, parando e me encarando. Não consigo acreditar que Drina está morta.
– Davina!
– Drina, que bom te ver...
– O que faz por aqui? Está morta também?
– Eu? Não. Estou em uma missão, eu acho.
– A sim. Que missão?
– Longa história. E tudo começou enquanto eu procurava Roman.
– Oh não.
– O que foi?
– Ele...
Ela então para e olha fixamente para Riley e logo retorna sua atenção para mim.
– Drina?
– Ah... Ele... Ele... Uma pena... Não consegui vê-lo enquanto estava viva. Não depois do dia do acidente no orfanato.
– Sei... Mas estou procurando ele.
– Devemos continuar Davina. – Riley se aproxima mais.
– Tudo bem. – digo. – Até logo Drina.
– Até Davina. E boa sorte. – ela sorri de leve.
– Obrigada. – e retribuo o sorriso.
Após nos distanciarmos do local onde nos encontrávamos, me viro para Riley curiosa.
– Porque ela parou de falar do nada e ficou te olhando?
– Eu não sei.
– Tem certeza?
– Tenho. E bem, não sei se percebeu, mas você já passou muito tempo por aqui.
– Não achei.
– Bem, mas passou. Já está na hora de voltar.
– Acabou?
– Por enquanto sim.
– E quanto tempo passei por aqui?
– Em Summerland não há tempo. Mas pensando no plano terreno, você passou quase sete meses e meio por aqui.
– Você só pode estar brincando.
– Não mesmo Davina. Agora vá. – Ela começa a me empurrar por trás, me fazendo dar passos pequenos. — Você precisa ir. – E então ela me solta.
– Mas... – Me viro e ela já não está mais por perto. – Droga.
Sem saber o que fazer, acabo voltando ao plano térreo, totalmente perdida e sem saber qual o próximo passo a dar.
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