O telefone ficou mudo por uns segundos, até que Juliana desligou. A menina ficou com medo de falar com o ex-namorado depois de tanto tempo, e depois de tudo o que ela tinha feito. Danilo ficou com mais raiva do que já estava antes.

- Quem é Dan? – perguntou Diego com uma lata de cerveja na mão.
— Não sei – disse Danilo com um tom grosso, levantando-se do sofá, e saindo da casa do amigo.
Danilo caminhou até o jardim da casa, e sentou-se na grama. Ficou olhando o movimento da rua, com uma cara triste. Colocou a mão em seu boné, como se estivesse segurando-o. Danilo ainda amava Juliana, e não suportava o fato de seu melhor amigo, companheiro de banda, irmão de consideração, sair com sua ex-namorada, mesmo sabendo que ele a ama.

Bruno foi para o quarto de Diego, estava muito pensativo. Não confiava totalmente em Juliana, pois já teria tentado acabar com a banda uma vez. Bruno estava confuso, não queria deixar o amigo triste, mas também não queria deixar Juliana triste. Sabia que ali, alguém sairia ganhando, e alguém perdendo.
Horas depois, nada foi resolvido, Danilo não queria olhar para Bruno, e Bruno olhando sem parar para o amigo, como se quisesse falar alguma coisa. Já eram dez horas da noite, e ninguém sabia o que estava acontecendo com Bruno e Danilo. Bruno precisava dividir aquilo, mas não sabia com quem desabafar. Seus pensamentos foram interrompidos por uma voz, o chamando, era Diego.
— Bruno – disse Diego aparecendo no ponto de visão de Bruno – você vai arrumar a sua cama, ou vou ter que arrumar pra você?
— Olha – disse Bruno passando a mão na cabeça, e sorrindo feito um bobo. – Eu preferia que você arrumasse pra mim né, mas...

Bruno estendeu a mão para Diego que ria junto com Bruno, para que ele levantasse-o de onde ele estava. Diego levantou Bruno, que tropeçou, e caiu de novo. Diego não estava aguentando de tanto rir da cara do amigo.
— O BRUNO – Gritou Dash – VOCÊ VAI VIR ARRUMAR SUA CAMA, OU QUER QUE O DIEGO ARRUME PRA VOCÊ? SEU BESTA!

Bruno novamente estendeu a mão para que Diego o levantasse. Os dois saíram rindo. Danilo estava sentado no sofá da sala onde iam dormir, tomando uma garrafa de cerveja. Diego passou pela sala, e foi direto para a cozinha. Bruno parou, arrumou sua cama bem rápido, e sentou ao lado de Danilo. Os dois ficaram sem falar nada por uns momentos, até que Dave chegou na sala cantando bem alto.
— Eu viajei no seu olhar, no seu sorriso – Cantou Dave bem alto, quase se assustando com a própria voz.

Todos riram de Dave, inclusive o próprio. Bruno evitou olhar muito para os amigos, deitou cedo, fazendo com que os amigos também fossem dormir. Bruno não dormiu tão cedo, ficou pensando na amizade que tinha com Juliana, uma amizade que se transformou em um amor. Bruno sabia que no dia seguinte seria o dia em que veria novamente Juliana. Estava muito pensativo, mas tantos pensamentos, acabaram fazendo-o dormir.

No dia seguinte, todos acordaram, mas Bruno continuava dormindo. Já era hora do almoço.
— Bruno – disse Danilo cutucando suas costas – acorda que eu quero falar com você.
— Poxa – disse Bruno dormindo ainda – fala ai que eu estou escutando.
— BRUNO – Gritou ele – EU TO AFIM DE CONVERSAR COM VOCÊ.

Os gritos de Danilo foram fortes o bastante para fazer Bruno perder completamente o sono. Os dois andaram até a outra sala da casa de Diego, e Danilo começou a falar.
— Eu e os meninos vamos sair hoje – disse Danilo calmamente.
— Ah – disse Bruno não acreditando que foi acordado só pra ouvir isso. – então boa sorte.
— Para – disse Danilo, ainda mais calmo do que de costume. – Nós íamos chamar você, mas a hora não bate.
— Que horas vão sair? – perguntou Bruno desconfiado da situação.
— Vai ser sete horas – afirmou Danilo – mas você tinha dito ontem que iria sair as sete...
— É vou sim – disse Bruno num tom grosso, encarando Danilo. – E pra onde vocês vão?
— Acho que isso você não te importa – disse Danilo virando as costas para Bruno!

Bruno ficou triste com o amigo mais uma vez. Mas ficou feliz ao receber uma mensagem de Juliana. “Nosso encontro ainda está de pé, não é?” Bruno sorriu, e na mesma hora ligou para Juliana.
— Claro que sim – disse Bruno sorrindo, com um olhar malicioso.
— Mal posso esperar – disse Juliana rindo, muito ansiosa com o encontro.
— Passo na sua casa ás sete – confirmou novamente Bruno, que já não aguentava mais.

Assim os dois se despediram e desligaram o telefone. Bruno estava muito feliz, a ponto de que começou a pensar alto.
— Incrível como num dia você nem lembra da pessoa, e no outro ela está em seus pensamentos, e você não consegue mais esquece-la.

Dash estava passando pelo corredor, quando ouviu Bruno pensando alto. Resolveu entrar na sala e se sentar ao lado do amigo.
— De quem você está falando? – perguntou Dash não se aguentando de curiosidade para saber quem era a pessoa que Bruno, um cara que não se apaixona fácil, estava falando.

- Se você não contar para ninguém – disse Bruno desconfiado – eu te conto, afinal somos amigos. – Bruno deixou a palavra “amigos” soar bem devagar, dando ênfase.
— Não confia em mim? – perguntou Dash mais desconfiado ainda.
— Juliana. – disse Bruno sem demora.

Bruno precisava desabafar com alguém, e logo que Dash perguntou, não aguentou mais esconder isso, não aguentou ficar com a culpa de machucar o amigo.
— A ex-namorada do Dan? – perguntou Dash indignado.
— É mano – disse Bruno nervoso – eu não queria isso, mas ela me ligou, e assim que eu ouvi a voz dela de novo, eu não aguentei mais. Parece que eu já gostava dela, mas não sabia. Nem eu sei bem o que estou sentindo. – disse Bruno, triste, com uma expressão de dar dó – Você tem que entender que eu não fiz por mal.
— Olha cara, — disse Dash sem saber o que falar exatamente – você não pode ficar se culpando por isso. Se você gosta dela tudo bem, mas você também não pode fingir que o Danilo esqueceu ela.
— Eu sei disso – disse Bruno mais triste ainda – mas sei lá, vou desabafar com você agora. Eu já tinha ficado com ela, na época que ela e o Danilo namoravam, eu não queria, mas ela se jogou em cima de mim, e acabei ficando com ela. Lembro que ela ficava dando em cima do Diego também, poxa, ela gostava de todo mundo, menos do Danilo.
— E você aproveitou pra ficar com ela agora? – perguntou Dash, se arrependendo um segundo depois que as palavras saíram de sua boca.
— Não – respondeu Bruno – não sei mais de nada cara.

Bruno levantou-se, em direção ao porta chaves. Pegou a chave de seu carro, e saiu. Longe da casa do amigo, parou num bar. Pediu uma bebida forte, para ver se ficava melhor, se esquecia dos problemas. A garçonete chegou até a mesa em que Bruno estava sentado com a cabeça baixa.
— Aqui está ... Bruno?
— Juliana? – Bruno fez uma cara de espanto, não estava acreditando em quem estava vendo. – O que você está fazendo aqui?
— Eu trabalho aqui, — respondeu ela – o que você está fazendo aqui?
— Eu vim tomar alguma bebida – respondeu ele – não tem mais clima de ficar lá com os meninos.
— Porque amor? – perguntou ela, sentando no lugar vago da mesa de Bruno.
— Problemas – respondeu ele – mas não quero falar disso né.

Ele conversou um pouco com a menina. Juliana tinha que voltar ao trabalho, antes que seu chefe a visse conversando com um cliente.

- Então daqui a algumas horas eu passo na sua casa – falou Bruno ansiosamente, dando uma piscada de olhos para Juliana, levantando-se da mesa aonde estava, e deixando a menina sem graça.

Quando Bruno chegou na porta, a menina disse meio alto, e sem graça
— Te espero – falou Juliana, virando as costas para Bruno e voltando para o trabalho.

Algumas horas depois, Juliana saia pela porta do trabalho, de cabeça baixa, com seus longos cabelos loiros caídos no seu rosto. Quando atravessou a rua, com alguns livros de estudos na mão, trombou em um rapaz alto, moreno, com um boné, e de ombros largos, que acabou derrubando seus livros.

- Desculpa moço... – disse ela desajeitada, quando olhou para frente era Bruno, o amor de sua vida. – Bruno? – perguntou a menina rindo de si mesma, rindo da situação.
— Não me reconheceu é?! – perguntou Bruno, também rindo da menina, e da situação.
— Nossa – disse ela ainda rindo muito – é que eu estava de cabeça baixa, e ai não vi...

Suas palavras não terminaram de sair de sua boca, pois foram interrompidas com um beijo. Não um simples beijo, mas um beijo de amor, um beijo de suas pessoas que não viviam sem a outra! Bruno foi parando calmamente, como se quisesse ficar ali o dia todo, quando os lábios finalmente iam se separar, bruno puxou de leve os lábios de Juliana, a deixando quase sem respiração.
— Vem que eu te levo em casa – disse Bruno andando em direção a seu carro, pegando na mão de Juliana, a levando para seu carro.

Juliana riu, sem graça, não acreditava no que acabava de acontecer. Aquele fora um beijo, que ela jamais esqueceria.

Depois de alguns minutos no carro, Juliana finalmente chegou em casa. Bruno abriu a porta do carro, levantou-se, passou pela frente do carro, indo até o lado de fora da casa de Juliana, abrindo a porta para a garota, tentando ser o máximo cavalheiro possível. A menina agradeceu com a cabeça, pegando na mão de Bruno, e levantando-se do acento.

Os dois caminharam até a porta da casa de Juliana, assim que a menina abriu a porta da casa, os dois entraram, na frente da casa tinha um tapete escrito “Bem-Vindo”, Bruno pensou “Com certeza isso já não serve mais pra mim, já vim aqui tantas vezes...”

- Vou tomar banho – disse Juliana subindo as escadas, fazendo sinais com a mão como se estivesse chamando Bruno. – quando eu sair, a gente pode sair.

Juliana subiu as escadas, e depois de uns segundos Bruno subiu atrás. Viu a sombra de Juliana no quarto, então Bruno foi atrás também. Quando chegou no quarto, viu que Juliana estava sem blusa, apenas com sutiã e calça. Mas não demorou muito e ela a tirou também.
— Para de me olhar assim – disse ela novamente sem graça – assim eu fico com vergonha!
— De... desc... desculpa – disse ele gaguejando.

Juliana riu, e foi e entrou num banheiro que havia dentro do quarto dela. Fazendo Bruno quase babar. Depois de um minuto o lugar começou a ficar muito calor, e Bruno teve que tirar os sapatos, e a blusa. Já que o lugar era bem familiar para ele, e não havia ventilador no quarto. Bruno sentou na cama de Juliana, que era de casal. Não sabia o porquê, mas era. Conforme Bruno foi ficando cansado, foi deitando na cama da presente amiga.
Quando Juliana saiu do banho, viu Bruno deitado em sua cama, sem tênis, sem camisa. Logo, ficou parada, imóvel, de boca aberta no meio do quarto. Com apenas uma toalha amarrada em seu corpo e outra em seus cabelos.
— Juliana?! – disse Bruno, pegando sua camisa, e pondo.

A menina percebeu que Bruno havia se assustado, então começou a olhar fixamente nos olhos de Bruno, o fazendo olhar fixamente nos olhos dela também. Juliana foi se aproximando cada vez mais de Bruno, fazendo-o morder os lábios. Bruno estava com a camisa em uma das mãos, não conseguia mais se mexer.

Juliana chegou mais perto de Bruno, pegando a camisa das mãos dele, e jogando longe. Bruno ficou com os dois braços para trás apoiados. Estava sentado na ponta da cama.
Juliana colocou as duas mãos no peitoral de Bruno, uma de cada lado. Deitando-o na cama, ficando em cima dele. Bruno segurou com uma mão na cintura de Juliana, e com a outra na nuca da menina. Juliana começou a beijar o rosto de Bruno, descendo pelo corpo dele devagar. Quando chegou na cintura do rapaz, a menina começou a tirar as calças, de Bruno, junto com a cueca. Os dois já estavam sem roupa. Bruno segurava o cabelo da menina, forte! Enquanto ela lambia o órgão dele.

Bruno soltava leves gemidos de prazer. Até que Juliana começou a subir de leve, beijando Bruno novamente. Bruno rolou por cima da menina, acabando ficando em cima dela. Ele colocava na menina, fazendo “vai e vem”. Os dois gemiam de prazer.

Mal sabiam que, enquanto tudo isso acontecia, os meninos já estavam saindo de casa, indo curtir a noite, como quase sempre faziam.
— Anda Danilo – gritaram eles, apresando o amigo.

Danilo estava na sala, colocando seu tênis. Quando ia se levantar, sem querer derrubou a agenda de Bruno, derrubando um papel que estava solto no meio. E leu:
“Sábado as sete horas da noite, passar na casa da Ju”
Danilo amassou o papel, de raiva. Andou rápido até onde estavam os amigos. Falando “vamos logo”. Danilo saiu furioso, na frente de todos, foi o primeiro a sair de casa, sentando-se no banco da frente do carro. Quando os amigos também entraram no carro, dirigiram até o bar que passariam a noite. Danilo deu uma ideia de cortar metade do caminho, que por coincidência passa pela frente da casa de Juliana. Quando passaram, Danilo pediu para parar o carro, pois acabara de ver o carro de amigo parado na frente da casa deu sua ex-namorada.
— Eu vou entrar – disse Danilo, com mais raiva do que já estava antes.

Danilo tocou a campainha, mas ninguém atendeu. Esperou um minuto, e tocou novamente, mas novamente ninguém atendeu. Sabia que Juliana deixava a chave reserva, em uma parte do telhado, então subiu num vaso que estava ao lado da porta, e pegou a chave da casa. Abriu. Estava tudo escuro, apenas uma fresta de luz, vinha de cima da casa. Danilo achou estranho, então resolveu subir. Quando entrou no quarto de Juliana viu o amigo deitado com sua ex-namorada, e pelo cheiro e pela aparência, percebeu o que havia rolado naquele lugar. Danilo ficou com tanta raiva, que não conseguiu segurar, ela capaz de matar alguém naquele momento, e pelo visto seria o Bruno.
— O que está acontecendo aqui? – perguntou Danilo, com quase sangue nos olhos. Apertando suas próprias mãos com os dedos, fazendo-as ficarem amarelas e vermelhas.