Caminho da fama.

7 Fim da amizade? Juliana morre?


Bruno e Juliana apenas cochilaram, por isso acordaram rapidamente. Ficaram parados, um olhando para cara do outro sem saber o que dizer ou fazer. Danilo estava parado na porta, esperando uma resposta, cuja ela, ele já sabia.
— Vocês estão surdos?! – disse Danilo, fazendo outra pergunta que ele já sabia a resposta.

- Nós estávamos saindo – tentou explicar Juliana – daí fui tomar banho, quando voltei Bruno estava deitado, dormindo da minha cama, sentei ao lado dele, e acabei cochilando também.

Bruno concordou com a cabeça. Sabia que parte da história era verdade, então preferiu não continuar a história.

- Legal – disse Danilo colocando as duas pontas do lábio para baixo, e as duas sobrancelhas para cima, como uma cara irônica – vou sair daqui, fingindo que vocês não transaram, e fingindo que não tiveram a cara de pau, de mentir para mim. Obrigado Bruno!

Danilo virou-se, mas nesse momento ele já não estava mais com raiva. Mas não podia acreditar, que seu amigo, e sua ex-namoradas mentiram pra ele, e pior, estavam juntos! Danilo começou a descer as escadas com pressa, não dava tempo de nenhum dos dois irem atrás dele, pois os dois estavam nus.

Todos já sabiam que a característica de Juliana, era a safadeza. Não ligava pro que estava acontecendo, ela só queria saber de uma coisa.

- Deixa ele – disse a menina quase cochichando no ouvido de Bruno – eu nem sou mais a namorada dele.
— Mas eu sou o amigo dele – disse Bruno olhando feio para a menina – e acho que depois dessa, não devo mais ser.

Juliana ficou olhando no olho de Bruno, segurando sua nuca. Bruno não estava mais com cabeça, para o que ela queria naquele momento. Juliana foi ficando em cima de Bruno com a perna aberta. Os dois iam começar de novo.
— Chega! – disse Bruno com raiva – você só pensa nisso?!
— Não precisa ser assim – disse ela pegando no órgão de Bruno.
— Larga! – disse Bruno empurrando a menina com força para o outro lado da cama. – Eu acabei de brigar com meu melhor amigo, que por sinal é seu ex-namorado – acrescentou ele – e você não está nem ai?
— Não é assim – disse ela, sentando na cama, colocando os cabelos atrás da orelha – ele não tem nada ver com nos dois. Pra que isso?!
— Porque eu não quero brigar com meu amigo – disse Bruno quase gritando – por sua culpa.

Bruno colocou as calças, e a blusa. Andou em direção a porta, mas Juliana correu, e segurou-o dentro do quarto. Bruno não queria falar nada, nem fazer nada.
— Me solta sua vadia – gritou Bruno com raiva – achei que você era o meu amor, mas acho que me enganei – ele olhou com uma cara de nojo para a menina. – acho que no fundo só fiz sexo com você, porque você é uma vadia, se entregou toda pra mim, no primeiro encontro. Sua nojenta, agora eu briguei com meu amigo, e você ainda quer fazer... isso.

Bruno virou-se as costas para ela, os olhos de Juliana se encheram de lágrimas, por causa das palavras de Bruno. Ela bateu a porta de seu quarto com toda a força possível. Correu até um canto do quarto, se encolheu entre uma parede e outra, e começou a chorar.

Bruno saiu da casa da menina com raiva.
— É acho que tudo isso foi fogo de palha – falou com si mesmo – no fundo eu não gosto dela. Mesmo se gostar, não dá para ficar com uma menina assim, egoísta.

Logo depois começou a chover. Bruno não achava a chave de seu carro. Então voltou a casa de Juliana para procurar.

Juliana estava sentindo uma dor, sem tamanho. Olhou rapidamente para baixo da cama, e avistou a chave de Bruno. A menina andou de quatro até de baixo da cama, pegou as chaves. Ficou olhando por dez segundos. Se levantou e foi até o banheiro. Olhou-se no espelho e olhou para chave. Já não aguentava mais. Pegou a chave e passou em seu pulso, cortando-o. A menina gritou muito alto, fazendo com que Bruno que estava na escada, quase caísse.
— Ai meu deus – disse Bruno assustado – o que aconteceu?!

Bruno correu o mais rápido que pode, até o quarto da menina, chegando lá, não viu ninguém, nenhum sinal de vida. Foi até o banheiro.
— MEU DEUS – gritou ele – O QUE VOCÊ FEZ?!

A menina estava desmaiada no chão do banheiro, havia batido a cabeça na quina de um móvel. Bruno sem saber o que fazer, pegou o celular e ligou para a ambulância. Não quis mexer na menina, caso machucasse-a mais ainda.

Dez minutos depois a ambulância chegou até o local. Colocaram a menina na maca, e a levaram, junto com Bruno, ao hospital.

Chegando no hospital, Bruno desesperado ligou para Dave.
— Dave?! – disse Bruno – vem aqui naquele hospital que a gente sempre vai, por favor.
— O que aconteceu? – perguntou Dave ficando desesperado também.
— Juliana!
— O QUE TEM ELA? – perguntou Dave, virando o carro com tudo, em direção ao hospital.
— Ela cortou o pulso, desmaiou e bateu a cabeça na quina de algum móvel. – disse Bruno quase chorando.
— Nossa – exclamou Dave – tá legal, eu e os meninos já estamos indo pra ai.

Bruno desligou o telefone devagar, estava tremendo muito. Sentou-se na cadeira da recepção, desesperado. Acabou soltando uma lágrima, não queria que o vissem chorando.

Alguns minutos depois, chega Dave e os meninos no hospital. Viram Bruno de longe, sentado na cadeira da recepção. Foram até lá correndo e desesperados também.

- O que aconteceu? – perguntou Diego à Bruno.

- Ela tentou cortar os pulsos – disse Bruno gaguejando – tentou nada, ela cortou mesmo.

- Mas como assim? – perguntou Danilo, um pouco assustado – por que ela cortou os pulsos? O que você fez pra ela?

- Nada – disse Bruno abaixando a cabeça.

Todos ficaram quietos, perceberam que não era um bom momento de ficar fazendo perguntas. Danilo ficou com muita raiva de Bruno, e de Juliana também.

Alguns minutos de silêncio entre eles. Uma enfermeira veio até eles, com papeis na mão.

- Eai enfermeira – disse Dash – ela está bem?

- É fala pra gente – disse Bruno quase pulando em cima da enfermeira.

- Olha... – disse ela pausadamente.
— Agiliza ai por favor – disse Danilo.
— Então – disse a enfermeira olhando de cara feia para Danilo – os acidentes foram graves. Ela vai ficar na UTI por enquanto. Não corre mais perigo de vida.