Califórnia
5 Capítulo 5 - O encontro
Notas iniciais
Los Angeles, Marina Del Rey. 19 de Abril de 2016
Percy andava pela calçada carregando uma sacola de papelão em um braço enquanto mandava sms com a outra mão. Helga estava atazanando sua vida. Ele precisava cumprir a entrega de um Jaguar personalizado, mas ainda estava na metade do caminho.
Perseu voltava da loja de peças perto da sua oficina.
Concertar carros era algo que gostava, era algo que distraia sua mente.
Assim que passou pelas portas de metal, Percy viu pessoas que não gostaria que estivessem ali.
Paul Gibbings, em seu terno impecável e óculos de sol, e Poseidon Jackson estavam nos fundos da oficina, examinando o pequeno escritório que ali possuía, onde Helga cuidava da contabilidade.
— O que querem? — Perseu pergunta de prontidão, largando a sacola em cima de uma mesa.
Poseidon o olha e suspira pesadamente.
— Você tem que começar a rever seus conceitos de apresentação — diz.
— O que querem comigo nesta linda manhã? — ele pergunta, mais amigavelmente, num tom totalmente falso.
— Stoll tem um plano — Gibbings fala, indo direto ao assunto.
— Plano? — Jackson pergunta desconfiado.
— Para recuperar o hard drive com nossos arquivos.
— Ah — Percy murmura. — E qual é o plano de Travis?
— Ele disse que consegue rastrear o sinal do invasor, mas precisa estar dentro do prédio da sede para isso. Mesmo a pessoa não tendo acionado o alarme do código, Stoll acha que pode rastrear seu código pela rede de computadores da cidade, para saber o único dispositivo que o está executando* — Poseidon disse, observando um carro marrom mais afastado dos outros.
— Quando encontrar o sinal, teremos alguns minutos até a pessoa sumir — Paul Gibbings falou.
— E vocês querem que eu dirija — Perseu debocha. — Só precisam me dizer quando e para onde.
— O que aconteceu com essa belezura? — Poseidon pergunta, apontando para um Dodge Demon 340 totalmente acabado.
— O dono diz que ele capotou.
— Eu fico imaginando a potência dessa coisa.
Percy sorri abertamente. Falar sobre carros era algo que gostava.
— Ele tem um motor V8 que se assemelha muito com o original.
— Bom — Poseidon anuncia, tirando o olhar do carro. — Quando terminar de concerta-lo não se esqueça do seu velho aqui.
Os dois caminharam para fora da garagem num passo despreocupado. Percy ficou parado, observando-os ir embora. Muita coisa passava em sua cabeça naquele momento e a seus olhos, não era nada bom.
Universidade de Los Angeles, dormitórios masculinos.
— Annabeth — Owen a cumprimenta assim que ela passa pela porta. — Apareceu cedo hoje, qual o caso?
Owen olhava algo em uma tela de computador, como sempre. Não havia um momento sequer em que a loira entrasse ali e Owen não estivesse olhando para aquela maldita tela de cristal.
— Estamos com problemas — ela anuncia.
— E o que seria? — ele desvia os olhos do computador.
— Estamos nisso a dois meses! — Annie exclama irritada. Ela tinha vontade de quebrar algo.
— Eu sei, mas uma coisa tão boa assim demora.
— Eu não tenho tempo! — fala alto. — Meu chefe esta quase cortando o meu pescoço.
— Eu entendo que é difícil de entender, mas — Owen olha para si com um sorriso. — Estou tentando desenvolver um vírus para ter acesso ao hard drive.
Ele gesticulava livremente e parecia empolgado. Annie levantou uma sobrancelha, porém nada disse. Para si, Owen era mais um dos hackers doidos que encontrava por aí.
Tentando aliviar seu humor ela passou os olhos pelo quarto, a loira realmente queria quebrar algo. Pela primeira vez, Annabeth prestou realmente atenção no quarto universitário do rapaz. As cortinas estavam fechadas, impedindo a luz solar de entrar, e roupas e comida estavam espalhadas pelo quarto. Owen sentava-se na mesinha no canto esquerdo do local, digitando em um de seus muitos computadores. O quarto era cheio de materiais eletrônicos, como CPU's e roteadores. Um cabo grosso e amarelo saia da janela, passando por todo o quarto até conectar-se com um dos computadores.
— Para que o cabo? — perguntou, olhando e tocando tudo que via.
— Ele conecta um dos meus computadores à antena lá em cima.
— Ah — murmura, tocando o cabo.
— Teve algum avanço com o método de força?
— Não — ela respondeu, enquanto procurava entre os objetos pessoais qualquer vestígio sobre a verdadeira identidade de Owen.
Annabeth sabia que o hacker loiro não se chamava Owen. Aquela era uma forma dele se proteger dela.
— Posso… — o homem levanta a mão, apontando para a bolsa Prada que ela deixou em cima de uma mesa.
A loira acenou positivamente. Habilmente, Owen puxou o iPad da garota para fora e o conectou ao computador. As informações de um passaram para o outro e o homem se pôs a olhá-las. Eles passaram longos minutos em silêncio.
— Interessante — ele murmura. — Eu acho que tenho uma ideia… — a loira virou a cabeça rapidamente, com um olhar interessado. — Até agora sabemos que se passarmos pelo código, ele enviará uma mensagem a central informando a localização do invasor, certo?
— Sim — ela confirmou, com um tom baixo.
— Bem, no IPad você não conseguiu chegar às informações. Mas, quando o código nos jogou para um dos lados, ele nos aproximou da parte do algoritmo que fala desse alerta.
— E?
— Se eu conseguir escrever o código certo, podemos emitir um alerta.
— Só garantiríamos a nossa morte com um alerta precoce – comenta.
— Não. Eu posso colocar um tracker no alerta. Assim saberemos quem tem as informações que você quer.
— Eu posso observar quem vem atrás do invasor — ela completa. — Quando podemos fazer isso?
— Hoje à noite — ele respondeu, olhando a tela de seu computador. — Preciso terminar e mudar algumas partes do algoritmo que estou fazendo.
Annabeth deu algumas voltas pelo quarto, batendo com seus saltos no chão, enquanto teclava rapidamente no celular.
Ela não usava roupas comuns, como jeans e tênis, para encontrar com seus contatos. Eram sempre saltos e roupas, ou bolsas, de marca. Se qualquer um deles a delatassem, seria um pouco mais difícil de encontrá-la.
— Eu te ligo à noite — disse, enquanto puxava o IPad, e o colocava dentro da bolsa. De dentro da Prada tirou os óculos de sol, e os colocou antes de abrir a porta do quarto e se deparar com a claridade.
O prédio do dormitório masculino de Owen era quadrado e possuía um jardim de inverno. Era um pouco ineficiente, por conta do clima, mas foi a ideia do arquiteto louco. Annabeth achava aquele lugar calmante, geralmente não possuíam muitas pessoas andando pelo edifício.
Annie fez o caminho conhecido até o campus com a grama verdinha. Geralmente, ela nunca encontrava ninguém pelo caminho de saída do prédio. Mas, naquele dia, uma garota passou por si, indo na direção contrária. Ela era pálida, com os cabelos preto petróleos e olhos extremamente claros. Annabeth viu o que seria a ponta de uma tatuagem saindo pelo colarinho de seu casaco. Ambas se encaram por milésimos de segundo, mas não pararam, nem diminuíram o ritmo de suas caminhadas.
As universitárias não costumavam visitar aquele dormitório e Annie não conseguia pensar em um motivo para a morena estar entrando no prédio.
A loira saiu dos domínios da UCLA com uma sensação estranha. Era quase como se alguém estivesse atrás dela, a vigiando... Talvez fossem os milhares de olhos dos estudantes, mas mesmo assim, ela sentia que algo estava errado.
Dean estava a esperando, parado ao lado de fora da Mercedes negra de Ares.
— Que demora — reclamou. — Achei que tivesse dito que era rápido.
— Não, eu disse que estava saindo do dormitório.
Dean balança a cabeça em negação e abre a porta do passageiro para ela. Além de segurança, ele servia de motorista às vezes.
Assim que D bate a porta, Annabeth aproveita o momento para observar o local ao redor. Estava protegida pelos vidros escuros do automóvel e ninguém na rua poderia vê-lá. As únicas pessoas que carregavam câmeras eram dois casais, provavelmente estrangeiros, e um homem sentando em um banco. Ele carregava uma câmera profissional, e a apontava na direção do carro. Lentamente, a loira abaixou os óculos de sol em choque, estava sendo vigiada, e não duvidava que estava sendo seguida também.
— Temos companhia — disse, assim que Dean fechou a porta.
O segurança mexeu no retrovisor.
— Um homem no banco.
— Isso, mas falta pouco para sermos seguidos.
Dean deu de ombros. — Isso aconteceria uma hora — diz.
— Eu sei, mas que droga! — explode, batendo no encosto de cabeça do banco a sua frente com a palma da mão. — Era pra minha vida ser normal.
— Não existe normalidade nisso.
— Se me descobrirem, tudo acaba — fala, o desespero estava começando a toma-lá.
— Considerando que Ares te confia as coisas mais importantes, eles teriam que te descobrir mais cedo.
— Não me diga — respondeu amargurada, com as mãos sobre a cabeça.
— Aonde quer ir?
— Só dirija — falou com os olhos fechados. Ela não podia se entregar ao desespero, não depois de muito tempo.
Annabeth rapidamente acessou um mapa da cidade pelo celular. Ligeiramente, ela traçou um caminho para o local que pretendia.
— Vire à direita — disse subitamente, obrigando Dean a fazer uma curva fechada. Ela usava o retrovisor assim como ele, procurando possíveis perseguidores. — Em frente e depois a direita.
— Mas aonde quer ir?
— Ao In-N-Out, da Washington Boulevard.
— Em Venice?
— Isso.
— Vai demorar? — Dean odiava espera-lá.
— Um pouco.
— Suponho que não vá lá para comer — Dean falou. Em 40 minutos Annabeth tinha que se encontrar com Joffrey Zabuza, um homem perigoso.
O caminho à lanchonete não foi tão longo. Apesar de estar sempre cheia e lotada, Annie conseguiu comprar um milkshake de morango e foi andando até uma mesa. Onde um pequeno garotinho comia um hambúrguer feliz.
— Olá, meu amor! — disse alegremente.
— Annabeth! — os olhos pequenos do garoto se arregalaram, quando a viram.
Ele se levantou para abraçá-la.
— Como está? — ela perguntou, sentando-se em frente a ele.
— Bem — falou, abaixando o olhar.
— Theo — ela o chama. — O está te incomodando? — a loira mexia em seus cabelos pretos lisos, com o braço por cima da mesa.
— Você não apareceu nas últimas semanas.
— Me desculpe, eu estava ocupada, o trabalho me prende.
— Almoce comigo pelo menos — pede, com uma expressão fofa.
— Não estou com fome, mas vou ficar com você até terminar.
Theo abriu um sorriso grande.
— Como está sua mãe? – Annabeth perguntou, sem muito interesse.
— Ela tenta vender os quadros dela.
— E alguém compra?
— Poucas pessoas.
— E o seu tio?
— Você é mais presente do que tio Paul, ele aparece de vez em quando com dinheiro — o garoto comentou enquanto bebia o refrigerante.
— Sei… E a escola?
— Eu dei um cartão a Valerie Rose em Valentine**.
— Sério? — Annie abriu um sorriso. — E como foi?
— Ela aceitou, e eu ganhei um beijo aqui — aponta para a bochecha. — Só você e mamãe me beijam aqui.
Annabeth tinha se esquecido de como Theo era divertido. Eles pareciam mãe e filho juntos, apesar de não se parecerem fisicamente.
Eles conversaram e riram até Dean aparecer em frente a mesa deles. Annabeth lança-lhe um olhar fulminante, ela tinha uma regra com Dean, ele não entrava nos locais em que ela estava.
— Quem é ele? — Theo pergunta se encolhendo.
— Dean — Annie sibila, ignorando a pergunta do garotinho. — O que faz aqui?
— Se não sairmos agora, chegaremos atrasados.
— Você podia ter ligado — diz.
— Não teria graça — respondeu ajeitando a jaqueta de couro marrom escuro. — E você quem é?
— Theo Gibbings.
— Dean Sharps.
— Você é amigo de Annie? — o menino perguntou.
— Sim, eu meio que cuido dela.
— Ótimo, faça ela se lembrar de vir me encontrar.
O homem levanta uma sobrancelha.
— Eu vou vir — Annabeth garante se levantando. — Boa aula no conservatório***.
Ela deposita um beijo na cabeça dele e se vai rapidamente.
Theo iria chamá-la, ele queria chamá-la, mas quando virou a cabeça a loira não estava mais lá. Ela tinha sumido e a única coisa que restava era seu perfume.
— Ainda estão nos seguindo? — perguntou pondo os óculos de sol.
— Eu acho que não. Mas é melhor termos cuidado.
Ela conferiu as horas no relógio de pulso e grunhiu.
— Temos que nos apressar para chegar na hora.
— O que você quer com Zabuza?
— Eu quero saber se ele está do nosso lado, ou não.
— Você sabe a resposta para isso — Dean disse seriamente.
— É, mas eu preciso ter certeza.
Los Angeles, Highland Avenue, Petit Trois.
— Ora, se não é a dama dourada de Ares Harvenshaw! — Joffrey disse, levantando-se da mesa.
— Joffrey Zabuza — ela disse com desdém, se aproximando da mesa. — Não esperava que aceitasse meu convite.
— Por que não viria? Não tenho nada contra o grupo Harvenshaw.
Annabeth levantou uma sobrancelha após ouvir aquelas palavras, o garçom entregou-lhe o cardápio de vinhos.
— Gosto de Carbenet, e você? — ele perguntou.
— O que acha de Bordeaux?
— Um bordeaux, então — pede e o garçom se retira. — Eu confesso — Joffrey fala. — Não esperava que alguém de patente tão alta viesse ao meu encontro.
Os olhos de Annabeth assumem uma expressão confusa. Seu rosto estava inalterado, mas seus olhos a entregavam.
— Patente alta? — fala sem entender. — Posso garantir-lhe, sou um peixe pequeno.
— A sobrinha de Ares Harvenshaw definitivamente não é um peixe pequeno — Annie arregala levemente os olhos, ela tinha escondido bem as informações, mas alguém acabaria descobrindo. — Você é quase como o segundo homem da máfia!
— Foi isso o que descobriu? — perguntou, olhando-o de lado, enquanto cobria o olho direito com uma mão. A lente colorida que tinha botado estava começando a incomodar. O garçom os serviu com o vinho.
— É, eu e algumas pessoas sabemos — Zabuza respondeu.
— Então, como vão os negócios? — ela perguntou, balançando levemente a taça, tentando tirar o foco de si.
— O mesmo de sempre, Wayne não facilita para ninguém.
— Achei que fosse amigo de Wayne.
Joffrey riu, chamando um pouco de atenção.
— Ninguém é amigo de Wayne.
— Isso é um pouco incomum de se ouvir — Annie diz.
— Talvez não com os traficantezinhos, que se acham os todo poderosos. Mas eu, e os com cabeças sensatas, nós todos sabemos que Wayne não dá bola para ninguém.
— Então Wayne é um rei que não conversa com ninguém?
— Por meio de representantes, sim, mas ele nunca mostra a cara.
Annabeth não conseguia decidir se daquele jeito era mais fácil derrubar Wayne, ou não.
— Eu preciso de informação — ela diz subitamente.
— Que tipo de informação? — Zabuza se inclina sobre a mesa.
— Eu preciso saber quem são essas pessoas — movendo-se ligeiramente para trás, ela pega a bolsa e tira dois papéis de lá.
Eram desenhos, pequenos esboços que tinha feito, dos dois homens que tinha visto a seis anos atrás.
— Ah — a expressão de Zabuza se fecha. — São poucas as pessoas que podem dizer que os viram pessoalmente. O que a primeira dama quer com eles?
— Só quero saber o nome deles.
Joffrey ri, nervosamente.
— Você não devia se meter com eles.
— Eu aceito o risco.
— Estes são Hades Novak e Poseidon Jackson — ele disse baixo, olhando para os lados.
— E eu deveria saber quem eles são?
Aparentemente, aquilo só fez Zabuza rir ainda mais. Aquela garota não podia estar falando a verdade.
— Deveria. Se eles falarem que todos os policiais e políticos têm que usar verde, então todos eles usarão.
— Entendo… — Annie murmura.
— Hum — Joffrey abaixa sua taça. — Não saia perguntando sobre eles, eles não gostam de pessoas intrometidas.
— E quem eles são?
— A irmandade do crime, claro. Digamos que a nova máfia italiana, só que sem italiano.
Annie balança a cabeça em compreensão. Ares estava fazendo alguma coisa, a 6 anos, e não tinha contado para ela.
— Soube que Fobos está na cidade — disse, mudando de assunto.
— Fobos… Tem muito tempo que eu não ouço esse nome. Meu tio certamente não me informou sobre Cristopher ter voltado.
— Cristopher, Fobos… não importa. É a mesma pessoa — ele falou balançando a mão. — Me informaram que ele fugiu de ...
Annabeth olhou as horas em seu relógio de pulso. Ela ainda precisava fazer algumas coisas, e só tinha seis horas para tudo.
— Eu creio que o nosso tempo está se acabando — diz, levantando o olhar.
— E agora surge a pergunta: o que te trouxe aqui? — Joffrey se expressa.
— Bem, eu queria saber de que lado você está.
— E você já tem sua resposta — afirmou servindo-se um pouco mais de vinho.
— Na verdade, não.
— É simples, eu estou do lado ganhador. Ou pelo menos o mais promissor — explicou, brincando com a taça.
— E qual é o mais promissor?
— Por um tempo, parecia ser ao lado do seu tio. Eu quase me iludi com vocês, Harvenshaw…
— Não tenho Harvenshaw no nome — ela o interrompeu subitamente, mas se arrependeu de suas palavras depois.
— Bom saber — Joffrey murmurou. — Seu tio fala bem, ele fala exatamente o que um homem quer ouvir. Mas no final, são palavras vazias, como cheques sem fundo. Só te decepcionam no final.
— E pelas suas perspectivas não somos mais o lado vencedor — Annie disse amargamente. Aquelas palavras soavam estranhas na sua boca, ela não conseguia ver um futuro onde Ares perdia.
— É.
— Sinto muito termos sido uma decepção no final — Annabeth pôs a mão em cima da mesa, um sinal claro de que ia levantar, mas Zabuza foi rápido:
— Espere! — a loira eleva seu olhar até ele numa clara expressão de dúvida. — Você é determinada, esse tipo de talento só será desperdiçado com Ares, ele não reconhece ninguém minha jovem. E o mais importante de tudo, você é leal. Mesmo ouvindo de mim, e provavelmente de vários outros, que Ares vai cair, você continua a seu lado.
— O que eu posso fazer? — ela diz se levantando. — Ele é o único que me resta.
— Trabalhe para mim! — ela ouviu ele exclamar enquanto se afastava e botava os óculos. — Não jogue sua vida fora.
Algumas cabeças no restaurante se viraram para ela, mas poucas. Aquilo era algo comum naquele lugar, empresários almoçavam ali todos os dias.
— Para onde, senhorita? — Dean perguntou enquanto sentava no banco do motorista.
— Eu quero ver o meu carro — disse decida.
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