Calígula - Fanfic Interativa

3 The Trestals - O Fogo Eterno dos EUA


Notas iniciais
Eu disse que ia postar ontem? Estou tão embolada que nem me lembro mais, mas enfim...
Gente, eu recebi tantos Dragões que tive que dividir o capítulo. O próximo vai ser de apresentação dos nossos queridos Ursos, só depois que eu vou retomar com os outros Dragões, ok?
Queria deixar claro o esquema de escolhas. No fim do capítulo, o seu personagem vai ter que tomar alguma decisão, então não esqueçam de decidir e mandar por comentário ou MP.
Até mais e boa leitura.

Ma chère, não vá para perto do lago!

Isabelle Lee Belushi lutou contra o vento do parque que açoitava os seus cabelos dourados, engolindo um punhado de fios quando abriu a boca para gritar pela irmã. A pequena Caroline – travessa e doce como só ela – virou em sua direção e sorriu como se dissesse “não se preocupe, chère”. Isabelle meneou a cabeça, só fingindo estar brava. A verdade era que não havia nada mais impossível nesse mundo para a bela francesa que se irritar com aquela pequena princesa de olhos verde aspargo idêntico aos seus. Adorava vê-la correndo descalça sobre a grama e o modo como o sol iluminava os seus cabelos dourados. Era a única coisa que podia distraí-la, que podia fazê-la esquecer de que ela tinha menos de um ano de vida.

Parou ao lado dela quando Caroline sentou ofegante na grama.

– Com licença, Mme.

Nem precisou se virar para saber quem era que estava falando. Reconheceria aquela voz em qualquer lugar.

– Um minuto, Jean. Poderia me dar só um minuto? – ela perguntou, se virando para encará-lo – E parar de olhar para os meus peitos também?

Jean Champoudry, que já era ruivo, ficou praticamente da cor dos cabelos e completamente desconcertado.

– Eu... Ah... Hmmm... Ah... Estou apenas surpreso por vê-la vestindo cores.

A desculpa saiu meio enrolada, e, depois de um momento bem constrangedor, foi ele que acabou saindo também. Menino tímido, o Jean, mas com toda a certeza bastante adorável. Tinha aqueles cachos flamejantes no cabelo e pelos na barba do queixo. Os seus olhos eram cristalino como as águas do Caribe e ele tinha lábios carmesim que se sobressaíam no rosto lívido, além de um corpo esguio. Isabelle realmente gostava daquele garoto, mesmo ele sendo um maníaco tarado. Okay, estava exagerando, ele era um doce.

Levou a irmã para casa da madrinha, dando-a um beijo na bochecha antes de voltar para o parque. Era sempre assim. Tinha pouco tempo para ela, mas na verdade dedicava toda a sua juventude para aquela princesinha, mesmo que não estivesse presente.

Quando chegou ao parque, encontrou Jean sentado numa das cadeiras de pallets, e então se sentou ao lado dele, achando graça quando ele se afastou um pouco para evitar contato corporal.

– Qual é a nova missão?

O ruivo lhe entregou uma pequena pasta negra muito discretamente. Os Dragões tinham métodos de discrição bem diferentes das outras facções. Preferiam fazer as suas transações em lugares públicos, cercados de todos os olhos, e quando terminavam...

– Os Ursos estão vigiando.

Os olheiros que vigiavam derredor à procura de algum espião saíam de suas tocas.

– Onde está o seu mestre, ma belle Jade?

– Longe. – a bela ladra respondeu – Ele não nasceu colado em mim.

Jade Nigitgwen era felina em seu andar, mais parecia uma leoa faminta. Era bonita como ninguém, e tinha o dobro de sensualidade. A pele bronzeada tinha cor de mel escuro, os olhos negros pareciam faiscar feito moedas foscas e, por mais que o rosto fosse quadrado e forte, o seu nariz e os seus lábios eram tênues e finos, assim como os cabelos eram leves e cor de acaju. O corpo era o que mais a ajudava em seus furtos. Torneados de curvas ferventes, ela mais parecia uma dançarina egípcia. E ela ainda tinha aquele sorriso puxado, sempre esnobe e debochado, que fechavam o contexto.

– O padrinho te quer na missão, Nigitgwen. – observou Jean.

– É claro que ele quer.

– Não seja tão arrogante. – resmungou Isabelle.

– Então peça para o seu parceiro não olhar tanto para os meus peitos.

Isabelle encarou o ruivo que apenas abaixou os olhos com as bochechas em fogo.

– Perdão.

A espiã apenas meneou a cabeça, contrariada. Jade ainda abriu a boca para falar alguma coisa que nunca veio, pois um grande cachorro-lobo apareceu através da folhagem. A cicatriz em um dos olhos da criatura, que o marcava de cima abaixo, antecipou a aparição de uma bela morena que surgiu através do matagal segundos depois como se estivesse atravessando a névoa. Ela tinha um rosto fino, que, junto aos lábios rosados e o nariz afilado, lhe davam um ar ferino. Andava sempre com o queixo erguido, olhava as pessoas de cima com seus olhos azuis, e as sobrancelhas finas e bem feitas arqueavam desdenhosas, mas parecia humilde e bondosa, apesar de tudo. Jean sempre se intimidava quando ela passava, principalmente porque era apaixonado por ela. Quer dizer... Nessa semana era ela.

– Chegou a virgem dos véus. – denotou Jade com um sorriso cínico – O quarteto fantástico está completo.

– Bom dia para você também, Jade.

Doreah Targaryen era a mais jovem do grupo, mas também a mais prestigiada. Uma eterna prodígio, usava a fachada de modelo para ocultar a fachada de jovem cientista que, por sua vez, ocultava a fachada de uma Júnior muito bem estabelecida entre os Dragões.

Isabelle abriu a pasta, vislumbrando algumas fotografias de uma base dos Ursos na Polônia, colada numa folha em que estava escrito o designo “OK”.

– O padrinho debandou. Ele quer dar a guerra à Imprensa a fim de preparar os americanos. – Doreah informou – E nós temos o papel de declarar essa guerra.

– Declarar a guerra? – perguntou Jean – Mas pensei que estivéssemos zelando pela paz.

– Paz do tipo “massacre no Conselho da ONU” ou paz do tipo “Calígula”? – debochou Jade.

– Paz do tipo paz. – respondeu o ruivo irritadiço.

– Calem as malditas bocas. – repreendeu Isabelle, fechando a pasta – Isso não é trabalho para nós, é para o exército.

– Devo supor que você não tenha visto o “OK” no fim da folha? – perguntou Doreah com aquela expressão caracteristicamente superior.

– Zero kills? – quem tomou a palavra foi Jade – Querem que invadamos uma base Ursa e pedem que não matemos ninguém? Somos Dragões, colega. Nós queimamos vilas, capturamos virgens, soltamos fogo pela boca, entendeu?

– Não vamos invadir a base Ursa para um massacre. – Doreah retomou, enquanto acariciava a cabeça do enorme cão – Procuramos por Calígula.

– Blond Natasha está com os Ursos? – Jade perguntou perplexa – Mas que cachorra! Quer dizer, desculpe Wolf, não queria ofender a sua raça.

– Blond Natasha não está com os Ursos. Ainda. – respondeu Doreah, logo depois se voltando para Isabelle – De quantas pessoas precisamos para tomar a base?

– Dez. – respondeu a espiã rapidamente – No mínimo.

– Não precisaremos de dez se soubermos os pontos fracos da base. – opinou Jean, ficando todo encabulado quando as mulheres o encararam.

– Então vocês já sabem o que fazer. – concluiu Doreah, por fim.

Estavam em uma grande encrenca pela nação. Calígula em breve chegaria às mãos dos Ursos, a III Guerra Mundial estava prestes a ser anunciada pela Imprensa e a única coisa que precisavam fazer era declará-la abertamente. E eles assim fariam, porque eles eram Dragões.

“Orgulho e Realidade”.

Sempre.




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(Isabelle Lee)




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(Jean Champoudry)




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(Jade Nigitgwen)




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(Doreah Targaryen)

Notas finais
Decisões do dia:
Então, o objetivo é atacar a base dos Ursos na Polônia, se instalar lá e recuperar Calígula de Blond Natasha. O que cada um (Isabelle, Jean, Jade e Doreah) pretendem fazer para completar a missão?

- Obs.: Eu queria falar sobre o "OK". Na II Guerra Mundial, eles usavam o "OK", que significava zero kills (ou zero mortes) para falar que não sofreram baixas. O motivo do "OK" era para que os inimigos não soubessem o número de pessoas no exército se interceptassem as cartas que os generais americanos mandavam aos superiores.

A Káds fofa vai responder vocês agora porque eu estou, tipo, atolada das coisas aqui. Atá mais.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.