Cadeado Mental

Eu quero ver, sim, eu quero saber! É como se um cobertor tivésse sido jogado sobre meu sentidos, sobre meus pensamentos, essa nossa visão de hoje em dia é tão míope, temos que ser a mudança dessa era, o futuro não é novo, é velho, eu sinto essa fome de tudo, todo mudo tem fome de tudo no mundo, eu estou aceitando a verdade, ela é meu castigo.

O sangue daquele homem honesto e bom mancha não somente nossas mãos, mas tudo o que somos, o ser humano é tão falho e em suas falas julga outros, por quê? O povo de hoje tem tanta força mas se recusa a tirar sua venda e se recusa a tentar quebrar os grilhões que os prendem... Nossas regras preferenciais são só mais um conjunto de grilhões e não temos escolhas.

É tudo tão complicado, não me deixam em paz, eu nem vivo mais, eu sei que consigo transmitir e receber sinais mas de um modo não acanço, tire esse cadeado de mim. Eu vejo tanto e chega a doer. A verdade não é a única que machuca. Ninguém fala o que eu quero ouvir, ninguém ouve o que eu quero falar.

Eu desejo me libertar! Porém eu estou acorrentada em quê?

O homem e seu amor cego, eu vejo medo em suas palavras, vejo medo em seus segredos, sou guiada por algo tão maior que eu, a vida que eu me entrego é a vida que desconheço, eu olhava as coisas superficiais que me apresentavam e acreditava nelas como se fossem videntes e me prendia a eles como se fossem cola.

Cuidado com a mentira que ela vira, mira, atira e você nem vê a direção.

A nossa base teórica é nada, rogo por uma vida melhor e mais justa, sem tempo para conversar e interagir com nossos irmãos humanos, a tecnologia nos comanda, já se perguntou por que os gênios enlouquecem muito cedo?

Jogaram suas merdas no meu ventilador. Como cegos em um tiroteio vocês vagam em multidões seguindo aquilo que acham certo sem nem mesmo se importar.

Sangue inocente mancham suas mãos. Que a clareza caia sobre seus olhos e verei você cair de joelhos e chorar por ser o que é, chorar por limentar esse monstro que rasteja sob sua pele e crava as garras em suas entranhas.

Somos a podridão, precisamos ouvir, precisamos de um espaço mais aberto pra filosofar cultura, seus olhos vão arder já que passaram tantos anos na caverna, o futuro ainda tem cura. O estado vai encher vocês com o máximo de merda. Bloquearam nosso potêncial e só sabemos criar as feras chamadas de preconceitos.

Para o mau aluno nenhum professor é bom, não vem sem se arrepender, tudo vai mudar, o caus ou a paz, estamos tão ignorantes a ponto de não entender metáforas. Nossa mente é um cativeiro.

Meus olhos nem vêem direito de tanto que já viram. Somos só mais um para comer o que está sendo oferecido. Nunca vou esquecer da cor dessa maldita ovelha que é só mais um rótulo. Para o bom entendedor qualquer história serve.

Tentamos nos expressar mas alguns transformam isso em algo a ser desprezado, omito muito, sinto mais ainda. Não existe organizacão sem caos. Somos originais e rudes.

Vou quebrando esse cadeado e aos poucos o liquido vai vazando do caule, pouco a pouco enxergo mais, sinto mais, penso mais. Eu penso em resistir só mais um dia, mas aqui nessa jaula minha mente virou-se, ela foi internada por ela mesma.

Seja você a luz, aprenda a enxergar no escuro.

Quero ir embora, mas nunca terá um lugar não vigiado, mas eu quero ir, eu quero saber o que eu não sei, quero saber o que não me mostram, estou cansada de alienígenas, doidos alienados, eu dei pire-paque e estou cansada de todas essas merdas. Com meu martelo eu bato nesse cadeado, se certificaram de tirar todos os elos fracos da minha corrente e quando me soltar descobrirei por quê.

Estresse demais, fulia demais, o mundo me mudou mas ele não mudou, estou no limite desse jogo louco que é a vida. Me sinto pronta mas ainda assim quero um alívio, quero motivos, minha mente quer lidar com tudo isso. A alma quer liberdade e verdade. Do que adianta ter a manha de todas as armas? Quer vai cuidar daqueles que sobrarão? Por quê? Estou entrando em pâne.

Um dia tudo foi bom eu sinto saudades desse tempo, eu podia ser heroina e vilã no mesmo dia, a ingenuidade e a inocencia juntas criando mundos e universos tão reais que nada podia destruir, tudo voltava a ser novo de novo depois. Vivíamos mesmo depois de descobrir que o mundo tinha ficado mau, sempre acreditávamos na felicidade real.

Eu me arrependo de querer crescer rápido, e como minha mãe me alertava, hoje quero voltar do início. Estou á um passo do paraíso.

Acorrentada pelo devaneio, hipócrita eu sou, egoísta, humana e a culpa dessa doença é eu enxergar com ignrância teimosa. Não vamos atrás do bem porque as vezes ele faz mal, mas vamos atrás do mal porque ele parece fazer bem.

Somente por hoje queria montar diálogos e decifrar minha coragem para falar mas não conseguir ir pro combate, minha linha de entendimento parece muito com a minha de raciocínio, parece até um baile de surdos, lembranças transbordam demais.

Somos tão sujos, porém, sortudo, mas afinal o que realmente é a sorte? Ela pode ser o azar de alguém também. Estamos presos pela falsa liberdade.

Origina-se dom de onde não deveria vir mais nada, é tudo uma selva, mas esta camisa de força não cala minha boca nessa terra de crocodilagens, ofensas dos próprios parentes.

Não sou escolhida, eu só escolhi, eu fui descobrir minha própria identidade, eu sei que você sente e o preço é chorar, alivio não é ser livre, a vida é como um surto e me fez acordar, estamos sempre divididos entre certo errado, quero fazer o bem mas eu amo alguns pecados. Eu dei de cara no vidro e não vou negar, mas não vou parar.

Eles disseram que quebrariam as correntes que aprisionam meu coração, acostumamada a viver entre promessas governamentais, eu sei que não deveria, mas venha e me fale o que acha e me manipule para pensar o que queres... NÃO, não me calarão mais, decidiram me atacar e nem contaram para atirar, hoje aprendi e nado entre suas armas carregadas, cada fantasma que permiti ficar é uma facada.

Estou sem saco pra provar tudo o que o mundo prova. Só quero fora esse cadeado que me prende.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!