Caçar. Passado. Presente. Futuro.

10 Voltar ao passado nem sempre é bom


Notas iniciais
Olá caçadoras, como estão? Prontas para voltar a caçar? Sei que demoramos meses para postar um novo capítulo e peço mil desculpas, mas sinceramente nossas vidas está uma bagunça e o tempo para escrever muito curto. Prometo que dessa vez voltamos, mas voltamos com tudo. Agradeço a compreensão de vocês. Acho que os monstros já descansaram demais, prontas para voltar? bjuuh

O passado é o profeta do presente. E o futuro é a recombinação do passado.

Por Emily Brooke:

– Um anjo? Conta outra Sam. Anjos não existem – disse Katherine rindo.

– É claro que existem – disse o homem chamado Castiel. Ele vestia um terno preto, com uma gravata preta e uma capa de chuva.

– Então cadê as asas do nosso querido anjinho? –eu falei querendo uma prova.

– Vamos deixar essa confusão para depois. Antes precisamos falar com vocês. E é urgente- disse Sam com uma voz de suplica.

– Se eu fosse vocês escutariam o Sam – disse Dean.

–O que é tão importante a ponto de um anjo aparecer e você bater o carro no meu, só para falar isso? – perguntei baixo, confusa.

– Você está em perigo – disse Dean olhando para a mim.

–Eu sei me cuidar sozinha – respondi cheia de mim, provocando o Dean e ele revirou os olhos.

–Como assim ela está em perigo? –perguntou Katy preocupada.

–Talvez o demônio de olhos amarelos te lembre de algo, Emily... – disse Sam pensativo.

– O que você sabe sobre ele? –perguntei chegando cada vez mais perto dos meninos.

– Primeiro vamos sair daqui – ele respondeu apontando para além da pista – Por favor — Precisamos sair daqui, explicaremos logo – disse Sam.

– Com que gasolina, senhor espertalhão? – Katherine disse cruzando os braços.

– Nos temos gasolina reserva. Sempre estamos preparados para tudo – disse Dean indo em direção ao carro a fim de pegar a gasolina reserva.

–Menos para as aparições repentinas de nosso pequeno anjinho – falou Sam piscando um dos olhos para o mais velho.

...

Por Katherine Brooke:

O vermelho da porta do motel onde iríamos ficar apareceu em meu campo de visão. Emily mordia o lábio inferior nervosamente, pensativa. Eu sabia que o assunto do demônio de olhos amarelos mexia com ela, principalmente depois da aparição incrível dos meninos. Abri a porta com a chave do quarto e então todos entraram.

– Então garotos, o que vocês têm pra nós? – perguntei olhando preocupada para minha irmã mais nova.

– Bom, é melhor sentarem – disse Sam frustrado – a história é longa.

...

– A história é a seguinte, vocês sabem sobre o que aconteceu quando eu fiz seis meses de idade, não é? – Sam perguntou e nos assentirmos.

– Sim, o John nos contou a história – Emily disse e mordeu o lábio inferior.

– Certo, esse demônio ele é muito poderoso – disse Dean – ele fez nossa mãe selar um pacto, para trazer o nosso pai de volta quando eles eram mais jovens.

– Esse pacto dizia que anos mais tarde, quando eles tivessem um filho, o demônio voltaria pra terminar o acordo, ou seja, colocar o sangue dele em mim – disse Sam e o semblante dele entristeceu – ela aceitou porque queria o nosso pai de volta, não imaginava as consequências grandiosas que isso acarretaria no futuro.

Escutávamos atenciosas.

– O resto vocês já sabem, sobre como ele apareceu no quarto do Sam, quando ele tinha seis meses, que ele matou nossa mãe porque ela presenciou o acontecimento... – disse Dean como se estivesse relembrando esse terrível dia.

– É essa parte, John contou – falei pensativa – mas, porque estão revelando isso pra gente?

– Eu tenho poderes sobrenaturais, vocês sabem disso, certo? – perguntou Sam e eu assenti, John havia nos dito que suspeitava do Sam – eu tinha visões. Tive uma com a Emily hoje de manhã.

– Como assim tinha? – perguntei.

– Elas cessaram assim que o demônio morreu – disse Dean olhando para Sam e em seguida para nós.

– Ele... – disse Emily – morreu?

Como assim ele morreu?!?!

– Não sabiam? – perguntou Sam – o matamos há algum tempo.

– Porque a surpresa? – perguntou Dean.

Eu e Emily nos entreolhamos sérias.

– Nada – menti.

– Certo, e porque você disse que eu estava em perigo?- perguntou Emily confusa.

– Porque elas nunca acabam bem – comentou Dean – sempre se realizam.

– Certo, e o que você viu nessa visão Sam? – perguntei receosa pela resposta.

– A Emily estava queimando. Literalmente envolta por chamas – respondeu Sam entristecido – eu juro que não sei o que isso significa.

– Ah que ótimo – disse Emily sarcástica – eu vou morrer.

– Emily, não diga isso! Pode haver uma saída. Nem sabemos se isso é bom ou ruim – repreendi.

– Claro, porque agora queimar no fogo virou parque de diversões – Emily disse rindo, sem graça alguma.

– É Emily, vamos achar um jeito. Vamos descobrir o que significa, pode ser algo além de morte – Dean falou esperançoso.

– Vocês por acaso estavam mesmo nessa sala? – ela disse alternando o olhar entre mim e Dean.

– você mesmo disse que as visões nunca acabam bem Dean! – Emily estava enfurecida.

– Mas, Emily, nem sabemos o que isso quer dizer. Você tem que se acalmar! – disse Sam e a garota respirou fundo, tentando manter a linha.

– Ok, mas não tenham muita esperança – ela disse bem mais calma – e enquanto não descobrirmos nada, será que poderíamos continuar a pesquisar mais sobre o caso? –ela perguntou apontando para mim.

–Emily o Sam teve uma visão, o que talvez não seja boa coisa e você quer fazer o melhor uso do seu tempo salvando pessoas? – perguntei incrédula.

–Pelo menos eu vou morrer sabendo que salvei uma vida – ela falou sincera, em um sussurro.

–Emily, você não vai morrer – falei quase chorando. Mas, não chorei. Caçadores não choram. Brookes não choram.

–O vidente aqui é o Sam – ela disse sarcástica, sorrindo por um momento.

–Será que dá pras duas princesas pararem de brigar? – falou Dean olhando para nos duas.

–Cala a boca – falamos eu e Emily ao mesmo tempo.

–Pessoal, se acalmem. Eu pesquisei e nos temos um caso na cidade. Que tal falarmos o que descobriram e amanhã sair pela cidade à procura de mais pistas – sugeriu Sam.

–Não vamos trabalhar com vocês novamente. Aquela foi a primeira e a última vez, agradeço – Emily falou sincera e com uma tristeza aparente na voz — por terem vindo até aqui nos avisar sobre a visão e possíveis possibilidades de como eu vou morrer, mas continuo com a minha opinião de trabalhar sozinha. Desculpem-me meninos. Agora se me derem licença, preciso tomar um bom banho, não quero morrer suja – ela falou apontando para a porta.

–Emily parou ok? A gente já trabalhou com eles uma vez, porque não trabalhar novamente? –perguntei imaginando o porquê da Emily estar assim, tão brava.

–Você sabe o motivo – ela disse.

–Não, eu não sei – retruquei.

–Sim, você sabe – ela respondeu.

–Posso falar com você em particular no banheiro – perguntei indo em direção ao banheiro. Entramos no mesmo e eu tranquei a porta – Me dê três motivos para não trabalhar com eles.

– Katherine...

– Parou ok. Sam teve uma visão assassina com você e não fazemos ideia do que significa. Não sei você, mas eu vou até o fim para descobrir o que isso tudo significa porque eu só tenho você. Então pare de agir como uma policial durona e aceite a ajuda dos garotos.

–Quem é você e da onde você veio? Eu quero minha irmã de volta – disse Ems pondo as mãos em minha testa para ver se eu estava com febre.

– Emily... – disse seu nome num objetivo para que ela dissesse alguma coisa a mais sobre isso.

Ela suspirou e então disse:

– Eu não quero envolver mais ninguém nisso – ela passou as mãos no cabelo freneticamente – isso é assunto nosso. Eles já estão em perigo pelo Sam, não quero aumentar as possibilidades deles de morrerem por causa dessa droga de demônio! – ela disse e eu fiquei pasma.

– Você não quer trabalhar com mais ninguém, por isso...? – eu perguntei.

– Eu sabia que um dia esse demônio ia nos causar problemas, por isso mantenho todos afastados – uma lágrima desceu por seu rosto – eu sou perigosa. Eu me afastaria de você – ela disse – só pra você não correr perigo algum por estar perto de mim. Os demônios usam quem mais amamos contra nós mesmos. Não quero que se machuque. Nem quero que eles se machuquem. Nem ninguém. Por minha causa – ela baixou a cabeça.

Essa era a Ems, valentona, mas com um coração maior do que ela.

– Eu nunca ficaria longe de você – eu disse – você é minha irmã, e eu te amo mesmo você sendo um porre. Eles podem me ameaçar como for, me matar, eu nunca vou te deixar, e se você ousasse ir embora, eu te caçaria e te daria umas boas palmadas.

– Só você para fazer piada numa hora dessas – ela disse rindo e me deu um abraço – eu te amo – ela disse para a curvatura do meu pescoço.

– Eu também te amo projeto de cotoco – eu disse rindo e nos separamos – e então, o que me diz? –perguntei torcendo para que ela cedesse.

–Ok, Katherine. Eu vou morrer de todo jeito – ela falou se apoiando na pia com um sorriso triste – sou a primeira a jogar meu ego no lixo.

–A única pessoa que pode te matar sou eu e não pretendo fazer isso nem tão cedo.

Nós rimos com vontade.

– Vamos sair daqui, estou precisando de um sanduiche enorme – disse pondo a mão na barriga.

Saímos do banheiro e minha barriga roncou baixo.

–O que nos dizem garotas? –perguntou Sam sorridente.

–Aceitamos – disse Emily olhando para mim e depois para eles.

–Então nos vemos amanhã? –perguntou Dean.

–Mas só com uma condição – falei.

–Qual? – Sam e Dean perguntaram ao mesmo tempo.

– Que algum de vocês compre um sanduiche gigante para mim – essa era a minha condição. Estava morta de fome.

–Vi uma lanchonete aqui perto, poderíamos ir lá. Também estou com fome. Sou capaz de comer qualquer coisa pela frente – disse Dean.

–Cuidado Sam, para o Dean não te comer – disse Emily rindo.

–Não sou canibal – respondeu Dean – e as pessoas que eu como usam saia – ele disse malicioso e passou os olhos por Emily, e a mesma revirou os olhos.

– Morre Dean Winchester – ela disse e deu um soco no braço dele.

–Vamos? –perguntei apressada.

–Já estou lá – disse Dean indo em direção à porta.

–Virou Harry Potter agora para aparatar? –falou Emily feito doida.

–Muita engraçada você – comentou Dean.

–A Katherine não te contou? Eu nasci no circo – ela falou sorridente.

–Fome! – falei com uma expressão de quem comeria qualquer coisa.

–Calma comilona – disse Sam olhando para mim.

–É... pessoal – falou Castiel chamando a nossa atenção. Tantas coisas aconteceram que acabei esquecendo que havia mais outra pessoa conosco – eu tenho uma pista de onde o colt deve estar.

O colt, a arma mais foda do mundo.

–Onde? –perguntou Dean com uma expressão de curioso.

–Ele está com o Crowley – disse Castiel e nos olhou com aqueles olhos pensativos e a expressão pacífica.

–E onde ele está? – perguntou Emily.

–Não estou conseguindo rastreá-lo – disse Castiel pensativo.

–Obrigado, por nada – eu disse sarcástica — gente podemos deixar essa história para depois? –perguntei com uma fome incrível.

–Eu preciso ir agora – disse Castiel e olhou para mim – Katherine? Todo cuidado é pouco.

– Como assim? – eu estava confusa – o que ele quis dizer...

–Espera Cass... – antes que Sam pudesse completar a frase, assim como eu, Castiel havia sumido deixando-nos sem resposta.

...

Por Sam Winchester:

Depois de uma longa discussão, entramos em nossos devidos carros e fomos para a lanchonete. O Dean estava com muita fome e quando ele está assim saia de perto. Ele pode explodir a qualquer momento. Sobre o colt, esperava que o Castiel fosse mais especifico quanto à localidade, mas tudo o que ele tinha a dizer foi “Está com o Crowley” e sumiu em um passe de mágica.

–O que vocês vão querer? –perguntou a garçonete com um bloco de papel e caneta em mãos.

–O sanduiche maior que tiver acompanhado de bacon – pediu Katherine.

–O mesmo que ela — disse Dean apontando para Katherine.

–E vocês vão querer alguma coisa? –perguntou a garçonete apontando para mim e para a Emily.

–Um café – pedi.

–Panquecas com mel – disse Emily entregando o cardápio à garçonete.

–Desde quando você gosta de panquecas? –falou Katherine olhando espantada para Emily, enquanto a garçonete se retirava indo para a cozinha.

–Desde que não seja você que faça – Emily respondeu rindo e eu a acompanhei.

–Espera ai, vocês não sabem cozinhar? –perguntei impressionado. Geralmente mulheres sabiam cozinhar. Homens não.

–Somos caçadoras e não chefes de cozinha – falou Emily “simpática” como sempre – a Katy cozinha... Um pouco. Eu... Não.

Depois de alguns minutos que pareciam uma eternidade, finalmente os nossos pedidos chegaram e uma Katherine com fome devorava a comida como nunca, junto com o boi que eu chamo de irmão.

–Vão devagar – falei olhando de Dean para Katherine – o sanduiche não vai voar.

–Lidamos com o sobrenatural todos os dias. Se esse sanduiche voasse eu não me espantaria, acredite – disse Katherine.

Terminamos de comer. Pagamos a conta e fomos para o motel. Chegando lá marcamos de nos encontrarmos no outro dia de manhã ás 10:00hs. Nos despedirmos e fomos para os nossos quartos.

–Vou dormir. Só me acorde se for algo realmente importante – eu disse.

–Ok, mamãe – disse Dean com uma expressão de “tudo bem”, com as mãos para o ar.

–Não me chame de mamãe – eu reclamei e me joguei na cama, pois estava bastante cansado. Apoiei minha cabeça no travesseiro e fechei os olhos em seguida. O sono havia me dominado.

Por Emily Brooke:

–Boa noite maninha. Até amanhã – falei me deitando em seguida.

–Você já vai dormir? –Katherine perguntou arqueando as sobrancelhas.

–Não sou vagalume – disse me virando de lado – agora apaga essa luz que eu quero dormir.

–Haha. Eu acho que também vou. Boa noite coisa chata. Até amanhã – falei apagando a luz.

–Até.

...

–Bom dia maninha – falei jogando um travesseiro em Katy.

–Por que você tem que ser tão chata Ems? –ela disse se levantando da cama parecendo um zumbi.

–Mana, já são nove horas, se lembre que daqui à uma hora temos de encontrar os meninos –falei me sentando na poltrona mais próxima.

–Pra quem não queria trabalhar com os meninos de novo você está bem ansiosa – ela disse rindo.

–Ah Katy não enche – eu reclamei.

– Nossa, o Dean consegue te deixar animadinha hein – ela disse maliciosa.

– Não sabia que ele era energético agora – eu disse brava.

– O que temos para o café da manhã? –ela falou olhando para todos os lados a procura de comida – o quê? Você ainda não comprou o café da manhã?

–Estava esperando a senhorita acordar para irmos juntas tomar café – eu disse.

–Emily você está doente? — ela disse sarcástica e com falsa preocupação – acho que o tesão te afetou drasticamente.

– A cala essa boca – eu disse e joguei o travesseiro nela o mais forte que consegui. Saí do quarto depois de gritar:

– Estou lá embaixo!

Por Sam Winchester:

–Dean, acorda. Daqui a pouco vamos ter que encontrar as meninas. Já são 9:10 da manhã. –falei balançando Dean para que ele acordasse.

–Ainda? Só mais dez minutinhos – ele disse pondo uma montanha de travesseiros sobre a cabeça.

–Seus dez minutinhos são dez milênios – falei encostando-me na parede.

–O que temos de café da manhã? –ele perguntou com uma voz abafada devido aos travesseiros.

–Você acha que eu sou o quê? –disse indignado — arrumadeira de quarto?

–Até que vocês são bem parecidas – Dean falou se levantando da cama.

Bufei!

–Estou te esperando lá fora – falei batendo a porta em seguida. Essa vai ser uma longa manhã.

...

Por Emily Brooke:

–Bom dia meninos – eu disse e me sentei junto com Katy á mesa na entrada do motel, nos bancos em frente aos dos meninos.

–Só se for pra você – disse Dean com uma cara de sono.

–O que ele tem hoje? –Katherine perguntou para o Sam.

–Acho que deram uma porção sonífera para ele – respondeu Sam.

–Deve ter sido a Katherine – falei apontando para a mesma – ela é feita de sono. Deve ter passado a macumba.

–Pra onde nós vamos? –perguntei olhando para os lados.

–Café da manhã? –falou Katy com os olhos de cachorrinho pidão.

–Aquele hambúrguer não foi o suficiente? –perguntou Sam com um sorriso no rosto.

–Nada para mim é suficiente. Agora deixem de papo e vamos logo – ela falou dando pulinhos – e... Sam eu se fosse você não deixaria o Dean dirigir, ele está parecendo um drogado.

–Eu não sou um drogado – Dean falou cambaleando – e ninguém vai dirigir o meu carro.

–Dean, você vai acabar amassando mais seu carro – eu disse dando de ombros.

–Ninguém dirigi o meu carro – ele disse com uma voz de sono indo em direção ao estacionamento.

–Acho que prefiro o Dean com sono ao Dean Huck – disse Katherine com um sorriso largo no rosto.

...

Por Dean Winchester:

–Finalmente o Dean despertou – falou Katherine – acho que o café fez efeito.

–Para onde vamos agora? –perguntou Emily.

–Talvez a Emily devesse ir até o balcão e jogar o charme dela no garçom – sugeriu o Sam – pelo menos não vou passar uma semana escutando sermão sobre “o dinheiro que eu torrei do Dean.”

– Ei! – Emily reclamou – porquê eu? Tá me achando com cara de puta? Vai você, talvez ele goste das pessoas mais calmas.

Sam revirou os olhos.

–E eu não passei uma semana reclamando – falei me defendendo enquanto saboreava o hambúrguer.

–Essa é uma das grandes vantagens de ser mulher –disse Katherine se levantando – e a propósito a Emily não tem jeito para isso, deixem comigo – falou a mesma, deixando uma Emily com cara de incrédula e indo em direção ao primeiro garçom que apareceu soltando os seus cabelos enquanto o Sam a olhava com uma cara de bobo.

–Cuidado para não entrar mosquitos Sam – falou Emily. Katherine voltou minutos depois e sentou-se na cadeira – o que descobriu maninha? –perguntou a mesma enquanto a Katy se sentava sendo seguida pelos olhos de satisfação do garçom.

–Nada de que não soubéssemos. O garçom apenas acrescentou a localidade de onde os mortos moravam e pelo que se sabe o professor Abraham Nicols dava aula na mesma classe que Hamilton Bennet estudava.

– Ambos mortos – eu revirei os olhos — ok, qual a nossa próxima parada? –perguntei.

–Casa dos mortos?! –disse Katherine se levantando.

–O que te deram hoje? –perguntou Sam – energético pula-pula?

–Acho que foi o garçom que fez isso com ela, temos que admitir, ele é um gato – Emily falou olhando para o mesmo em seguida – acho que alguém está com ciúmes – Emily sussurrou para que só o Sam e eu escutássemos.

–Eu não tenho ciúmes – disse Sam com uma voz firme, mas um pouco vacilante – de ninguém.

–Suas expressões faciais dizem o contrario grandão – disse Emily sorrindo.

–Onde fica a casa dos mortos? –perguntou o irmão mais novo com a intenção de mudar de assunto.

–Indo em frente, três esquinas depois, à esquerda – disse a Katy pegando as chaves do Chevelle entregando para a Emily em seguida – essa é a casa do aluno.

–Até daqui a pouco – eu disse pegando as chaves do carro, me levantando da cadeira.

–Até – respondeu Katherine.

...

Por Sam winchester:

–Acho melhor vocês ficarem aqui – eu falei olhando de Dean para Emily.

–Ficar aqui? Por quê? –disse Emily cruzando os braços.

–Vocês não são simpáticos e acho que chamaria muita atenção se fossemos os quatro, geralmente repórteres trabalham em duplas e não em um grupo de quatro.

–Ok, senhorita simpatia – disse Dean entrando no carro, pondo a musica em um volume alto e encostando-se ao banco em seguida.

–Vamos Katy? –perguntei.

–Vamos – respondeu indo em direção a casa.

Por Emily Brooke:

–Você realmente vai ficar ai parecendo um velho ranzinza escutando musica em alto volume? –falei me apoiando na janela do Impala.

–O que temos para fazer, além disso? –ele perguntou.

–Aumenta isso ai Dean, está muito baixo – eu disse entrando no carro, no lado do passageiro.

Por Katherine Brooke:

–Bom dia senhor Bennet, nós somos repórteres e eu gostaria de fazer algumas perguntas para o senhor, se for possível – falou o Sam com uma voz serena.

–Não acredito que vou ter que passar por isso novamente – ele disse pondo as mãos na testa. Era um homem alto e forte com os olhos inchados devido às noites mal dormidas.

–São só algumas perguntas, prometemos que não vamos tomar muito do seu tempo – eu disse jogando o meu charme.

–Ok, podem entrar – ele falou abrindo caminho para que todos passassem.

–Meus pêsames pela perda –disse Sam antes de começar as perguntas – bom, primeiro gostaríamos de saber como ele morreu.

–Eu estava trabalhando quando ligaram para mim dizendo que eu tinha que comparecer urgente na escola e acrescentaram que se tratava do meu filho. Pensei que ele tivesse feito algo de errado, o que já era esperado, mas quando cheguei lá viaturas de policia e ambulâncias estavam cercando a escola e ai a coisa ficou mais grave. Eu só tive dois pensamentos naquele momento. Um é que meu filho pudesse ter matado ou ferido gravemente alguém ou dois ele poderia ter se ferido, mas não quis tomar decisões precipitadas, então fui chegando perto da ambulância e quando vi meu filho estava estirado no chão, pronto para ser colocado dentro daqueles sacos pretos de necrotério. Eu simplesmente não aguentei, e desabei – ele falava olhando para o além como se estivesse se lembrando desse terrível momento – o diretor, Isaac Smith, veio ao meu encontro e pediu que eu o seguisse até a sua sala. Sem querer acreditar naquilo que eu vi, o segui. Tomei um bom copo de água gelada e ele começou a dizer que meu filho, Hamilton, estava na aula do professor Abraham Nicols, de história e do nada ele desmaiou.

–Assim, do nada? –perguntei.

–O professor imediatamente chamou o diretor e ele foi até lá. Chamaram a ambulância e quando eles chegaram já era tarde, ele estava morto. Depois de exames para saber qual foi a razão da morte do meu filho, eles concluíram que foi de infecção urinaria.

–E ele não aparentava febre, falta de apetite, nem nada? –perguntou o Sam.

–Nada – ele respondeu.

–E por um acaso o senhor não notou nada de estranho alguns dias antes de ele morrer?

–Não, nada de estranho – o Sr. Bennet disse e se estirou mais no sofá branco da sala de visitas.

Observei a casa em busca de pistas e como eu estava em pé, comecei a olhar os detalhes da sala. Havia uma estante bege, com jarros e enfeites por todos os lados, decorando ao redor da televisão de tela plana. Foi ai que eu vi um porta-retratos. Nele, se encontrava uma foto, na foto se encontrava Hamilton Bennet rodeado por três amigos, todos largados e com caras de encrenqueiros. Então arrisquei perguntar:

– Perdão senhor, o seu filho tinha... Inimigos?

– Como? – ele perguntou confuso – eu acho que não. Algumas brigas de escola. Mas, coisa de adolescente. Nada demais.

Apontei para a fotografia.

– Amigos do Hamilton? – perguntei e ele assentiu.

– Josh, Ryan e Oliver – ele respondeu e abaixou a cabeça.

–Ok, obrigado pela atenção senhor Bennet – eu falei encerrando a conversa enquanto o Sam apertava a mão do senhor Bennet.

Seguimos até a porta de entrada.

–Tenham uma boa tarde – ele falou fechando a porta deixando-nos do lado de fora.

Notas finais
Então, gostaram caçadores? Comentem para sabermos o que acharam. Até a próxima caçada. Beijos, Juuh e Cacal!