Notas iniciais
Pessoas que leem essa joça, peço perdão pela demora. Sério, vocês devem me odiar. Nem vou pedir comentários porque eu sei que não mereço... Aaaaaah! Fiz um pequeno extra pra tentar me redimir (nem foi porque o capítulo tinha ficado curto demais :B) ... Quer saber, foda-se, eu peço pra comentar sim. COMENTEEEEEM!!

— Você disse demônios?!

Melanie já começava a respirar pesado e o desespero começava a subir pela espinha.

— ... É, lembra o que eu disse sobre espíritos vingativos serem level 1? Considere demônios como level... 99.

— C-como se mata demônios?

— Não dá — Tom a olhou incrédulo com a resposta — Merda, merda, merda! Não tem como pegá-los desprevenidos como da última vez — pensou alto consigo mesma tentando bolar algum plano para saírem vivos daquela situação, mas nada vinha à mente.

— Da última vez? Você conhece eles?!

— Poxa, Melzinha, que falta de educação, nem nos apresentou para o seu priminho — riu um deles e Mel já tinha certeza de que era o demônio com quem lutou da última vez — Jack, ao seu dispor — e fez um reverência exagerada.

Por impulso, Mel se colocou na frente de Tom quando o tal de Jack deu um passo a frente.

— Oh, calma tigresa — debochou diante do olhar mortal que Mel lançava sobre ele.

— Você não ouse chegar perto dele! — rosnou.

— Aw isso é ciúmes? Tudo bem, vou começar com você — usou seus poderes para arremessá-la na direção da cozinha — Ei, minion, você toma conta desse outro aí — disse para o outro demônio enquanto ia ao encontro de Mel.

Melanie havia batido as costas com força no mármore da pia e até derrubado algumas coisas do armário de cima. Tentou se levantar rapidamente, mas a sua perna machucada a impediu. Jack entrou na cozinha com o sorriso debochado de sempre.

— Sabe, Mel, eu estava pensando, se eu sou level 99, o que seria level 100? — perguntou se aproximando ameaçadoramente.

— Eu não sei... Teletubies — falou respirando pesado — Minha vez de perguntar.

Ela aproveitou da aproximação dele, agarrou uma frigideira caída no chão e deu-lhe na cara. Ele riu alto irônico e cuspiu um pouco de sangue — Como vocês me acharam?

Mel se levantou apoiando na perna boa e ficou na defensiva segurando a frigideira como se fosse uma raquete. Ele se aproximou e ela tentou bater nele novamente, mas ele foi mais veloz, arrancou a panela de sua mão com força e a jogou longe. A garota aproveitou um momento de descuido e o socou duas vezes fazendo-o cambalear. Entretanto, quando ela foi dar mais um golpe, ele a parou agarrando seu pulso e deu uma joelhada na boca do estômago aproveitando o movimento para jogá-la contra a parede.

— Ah, gracinha, nós não viemos por sua causa — disse ele prendendo ela contra a parede com as mãos — Viemos por causa do garoto, mas devo admitir que foi uma ótima surpresa te encontrar aqui — olhou-a de cima abaixo malicioso — Ainda lhe devo uma por ter nos exorcizado da última vez. Levamos um baita castigo por termos voltado sem a sua cabeça. Notou que estamos em menor número? Pois é, nem queira saber o que aconteceu com a nossa coleguinha.

Um barulho alto veio de outro cômodo, provavelmente Tom também estava lutando da melhor maneira que podia, mas na mesma desvantagem que ela. Mel tentou ignorar a preocupação e focar no que estava acontecendo na sua frente.

— Me poupe de seus problemas — cuspiu na cara dele — O que vocês querem com Tom?

— Matá-lo. Ele também é um Winchester e não podemos arriscar vocês correndo por aí com tudo que está por vir — ele falava como se tudo fosse muito óbvio — Foi bom termos encontrado você com o seu primo, é como... matar dois coelhos em uma cajadada só, literalmente!

— Mas, por qu...! — Mel soltou um grito antes de terminar a frase. Jack havia arrancado com força a gaze que cobria seu machucado.

Ele estalou a língua em negativa.

— Você já fez muitas perguntas. É a minha vez de perguntar e eu posso fazer duas, não é assim que funciona o jogo? — disse segurando-a com mais força quando ela tentou se soltar das mãos dele — Você está com medo?

Mel o encarou tentando decifrar o significado da pergunta, mas ele puxou sua perna bruscamente, o que a fez desviar o olhar ao sentir o ferimento arder. Colou a coxa dela em sua cintura e enfiou o dedo em seu machucado, fazendo-a berrar de dor.

— Sabe, a cozinha, todo esse sangue e... eu. Isso é tão nostálgico! — ele enfiou o dedo mais fundo na ferida estourando os pontos e fazendo o sangue escorrer pela perna dela — Me faz lembrar do nosso primeiro encontro. Ah, foi amor à primeira vista! — disse irônico, deu um beijo babado na bochecha dela e encostou o queixo em seu ombro para cochichar em seu ouvido — Mmm... isso vai ser divertido. Primeiro uma facada no peito, depois várias no estômago e por último, cortarei sua garganta só para ter certeza — ele desencostou dela e segurou seu rosto com a mão ensanguentada para que ela o olhasse no olho. Ela estava ofegante tentando controlar a dor com os dentes cerrados — Vou te matar igualzinho eu fiz com aquele velho.

Mel se debateu com raiva ao ouvir aquilo e trincou os dentes segurando o choro na garganta. Ela tentou gritar alguma ofensa na esperança de oprimir as palavras daquele sádico, mas ele cobriu sua boca com força.

— Sabe quais foram as últimas palavras dele? "Melanie!" — ele imitou um berro ao longe — Ele estava te chamando, mas você não foi rápida ou forte o bastante para conseguir salvá-lo... e ele morreu ali, no piso frio da cozinha, sozinho — disse com uma tristeza falsa, como se a culpa fosse da garota.

Uma das lágrimas que Mel estava segurando escorreu contra a sua vontade, molhando a mão dele. Tinha sido ele, aquele filho da mãe havia matado Doug. Estava de cara com o assassino do seu pai de criação e não podia fazer nada, se sentia totalmente imponente e ainda podia acabar sendo morta por aquelas mesmas mãos. Inicialmente, ela sentiu uma raiva descomunal, mas que passou rápido dando espaço apenas para o cansaço.

Sim, estava cansada. Cansada de lutar, de fugir, de estar sozinha, de tentar descobrir o que seu pai biológico tinha a ver com tudo aquilo e, principalmente, cansada de fingir ser forte.

Seu corpo todo doía... seu coração doía.

Jack estava tagarelando alguma coisa com aquele sorriso malicioso, mas Mel deixou de ouvir, pois haviam muitos pensamentos rondando a sua mente. Pensou em desistir. Que mal faria? Ninguém sentiria sua falta e, num estalar de dedos, todo o sofrimento acabaria.

Nessa hora, ela provavelmente teria aceito a morte descrita pelo demônio se não tivesse visto o que viu. Na verdade, quase não acreditou em seus próprios olhos: Tom estava na porta da cozinha atrás de Jack fazendo alguns gestos estranhos tentando sinalizar algo.

— Aw não chore, coelhinha. Eu prometo que o seu sofrimento vai acabar logo e, então... — não deu tempo de ele terminar a frase, pois Mel deu-lhe uma cabeçada ignorando o fato de que poderia acabar com uma fratura no crânio depois disso.

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Jack havia saído da sala deixando Tom e o outro demônio.

Thomas ficou aflito, o "minion" foi pra cima dele desferindo socos e tudo o que ele pôde fazer foi desviar da melhor maneira que conseguia.

Quando encontrou uma brecha, socou o inimigo no maxilar e este virou o rosto com a pancada. Tom ficou na defensiva esperando para ver o tamanho do dano que tinha causado, porém, quando o demônio levantou a cabeça, apenas estralou o pescoço e sorriu.

Eles voltaram à luta e Tom estava claramente em desvantagem, ele conseguia desviar da maioria dos golpes, mas os seus ataques não surtiam muito efeito. Além disso, depois de alguns minutos, estava cansado e tonto devido alguns socos que recebera enquanto o outro não parava de investir estando apenas ofegante. Não demorou muito naquele estado para que o inimigo pudesse atravessar a defesa dele e dar-lhe um soco, tomando aproveito da confusão momentânea para agarrar sua camisa com as duas mãos e usar a força demoníaca para lançá-lo longe em um outro cômodo da casa.

Thomas havia sido literalmente arremessado no quarto de sua falecida mãe, batido com tudo em um armário e quebrado as portas fazendo com que grande parte do conteúdo de dentro dele caísse sobre o jovem.

Entre as roupas, veio ao chão um pequeno baú de mais ou menos dois palmos de largura que, com a queda, partiu as dobradiças enferrujadas espalhando vários papéis e outros objetos estranhos pelo chão. Entre essas coisas, havia uma faca com alguns símbolos desconhecidos encravados na lâmina. Tom não pensou duas vezes, agarrou pelo cabo e escondeu-a ainda meio atordoado com o impacto. Logo, o demônio apareceu na porta do quarto risonho ao ver o estado em que o jovem estava, ofegante e com dificuldade em se mover devido aos ferimentos.

— O que vocês querem com a gente? — perguntou Tom ainda no chão. Se fosse atacar com a faca, só teria uma chance que provavelmente nem funcionaria, mas que faria algum dano (pelo menos era com isso que contava).

— Matá-los — respondeu com um sorriso enorme.

— ... Por que?

— Hum... Meio que é uma medida preventiva, mas, pessoalmente, se trata mais de uma vingança.

— Vingança? Vingança contra quem?

— Sam Winchester, obviamente — ele fez uma cara de surpreso pelo garoto não saber — Imagine só como ele vai ficar arrasado quando descobrir que seu filhinho morreu por causa dele!

— Acho que não muito arrasado, já que ele morreu anos atrás.

O demônio ficou confuso com o comentário, mas logo começou a entender.

— Você não sabe? Nenhum de vocês sabe? — ele riu irônico enquanto se aproximava. Por sua vez, Tom segurava a faca esperando o momento certo de atacar — Os dois irmãos Winchester estão vivos.

Thomas arregalou os olhos sem acreditar.

— O que? Isso é impossível, meu pai morreu quando eu era pequeno!

— Sam Winchester está mais vivo do que nunca! Você sabe como eu tenho tanta certeza? — ele levantou Tom pela gola da camisa agressivamente — Às vezes, quando está tudo bem silencioso lá embaixo, nós conseguimos ouvir sons muito... especiais. São gritos de desespero muito mais fortes do que qualquer coisa no inferno. Eles normalmente chamam nomes, como "Thomas" e "Daniele"!

Tom engoliu seco e serrou os dentes ao ouvir o nome de sua mãe.

— Ele está no inferno...

— No inferno? Não, ele deve estar em algum lugar muito mais sombrio e distante, mas sua voz carrega tanto sofrimento, que acaba chegando até no inferno. Ah, os gritos dos Winchester são como melodia! — ele riu — Mas chega de papinho, vamos acabar logo com isso!

O inimigo levantou o punho, pronto para socar o jovem, mas antes que ele desferisse o golpe Tom apunhalou-o na barriga com a faca.

— Mas o que?! — exclamou o demônio surpreso com o ataque e se encurvou com a dor largando Tom.

Ao encravar a lâmina, Thomas jurava ter ouvido um som estranho junto à uma luz amarela que saiu do corte que havia feito. A facada foi bem mais efetiva do que esperava, pois o inimigo caiu no chão morto.

Tom ficou ali recuperando o fôlego e tentando entender como aquele simples objeto pôde causar tamanho dano no ser infernal. Mel havia lhe dito que não era possível matar demônios...

— Mel! — sussurrou lembrando-se que a prima também deveria estar em apuros.

Ele arrancou a faca da barriga do demônio caído no chão e correu em direção à cozinha encontrando Mel prensada na parede por Jack. Havia muito sangue e dava para ver seus olhos marejados. Tom tentou chamá-la sem deixar que o demônio o visse e funcionou, pois ela deu uma cabeçada com tudo no inimigo fazendo com que ele cambaleasse para trás com o golpe surpresa e a soltasse. Thomas rapidamente jogou a faca na direção dela aproveitando-se da confusão do outro e Mel agarrou a arma já jogando o braço na direção de Jack. Os reflexos dele falaram alto, ele deu um passo para trás desviando parcialmente do golpe e levando apenas um corte no ombro. Quando a lâmina o feriu, os mesmos raios amarelados apareceram na ferida seguido do estranho barulho, assim como no demônio que Tom matou.

Jack levou a mão ao ferimento enquanto encarava a faca na mão de Mel assustado e surpreso. Melanie, por sua vez, estava ainda mais surpresa com o poder do objeto. Estava pronta para atacá-lo novamente, mas ele levantou a cabeça para o alto e um fumaça negra saiu de sua boca deixando para trás um corpo sem vida.

Mel caiu de joelhos apertando o ferimento de sua perna e Tom correu para ajudá-la. Eles estavam ofegantes com a luta e ainda estava processando tudo o que havia acontecido nos timos minutos. Haviam tantas dúvidas sem resposta gritando em suas mentes que nenhum dos dois foi capaz de começar a perguntar.

Ficaram algum tempo em silêncio, até que Mel abriu a boca:

— É melhor você fazer suas malas — disse encarando séria os olhos esverdeados de Tom.

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(EXTRA)

[Melanie's POV]

Muitas coisas aconteceram nas últimas horas e muitas perguntas latejavam em minha cabeça, mas foi tanta correria que eu não consegui tempo para achar a resposta de nenhuma. Refiz os pontos da minha coxa (já que um certo desgraçado resolveu botar o dedão no meu fio dental, pera, isso soou estranho), me livrei dos dois corpos deixados pelos demônios (tive que dirigir até encontrar algum fim de mundo para cremá-los sem levantar suspeitas) e agora já era de manhã e eu estava no colégio para buscar algumas coisas na sala de Tom, como ele havia pedido (ele ficou em casa fazendo as malas e procurando por qualquer outra coisa importante que Sam possa ter deixado para trás).

Estava andando pelos corredores vazios, já que era um sábado, com uma caixa cheia de bugigangas nas mãos. De repente uma voz me chamou e eu me virei dando de cara com a diretora Rosen. Meu Deus, essa mulher não tem nada de melhor pra fazer em um sábado além de ficar zanzando pelo colégio?

— Srta. Pond, o que você está fazendo aqui?

— ... Vim buscar umas coisas a pedido do professor — a verdade é a melhor política.

— O que aconteceu com você?! — perguntou assustada ao ver o meu estado, suja e cheia de sangue.

— Caí da escada — pensando bem, sou uma grande fã da mentira.

— O carro ali fora é do professor Thomas? — fiz que sim com a cabeça — Devo dizer que a sua atitude me incomoda, senhorita. Primeiro eu recebo reclamações de você matando aula, depois encontro um aluno com o nariz quebrado te acusando como responsável e ainda te vejo invadindo o colégio nas câmeras de segurança! — ela realmente não tem nada melhor pra fazer do que ficar assistindo as câmeras de segurança? — Além disso, vi sua mesa vandalizada escrito "Winchester" e agora você está com o carro dele — suspirei sem saber aonde ela queria chegar com aquele papinho — Devo lembrar a senhorita de que relacionamentos amorosos entre professor e aluno são estreitamente proibidos.

Oi?

Calma, deixa eu ver se entendi. A baranga se acha no direito de me acusar falsamente de querer pegar o Tom? Se olha no espelho, mulher! Não, pera, se ela tivesse espelho já teria visto e dado um jeito nesse pêlo horroroso saindo do nariz dela.

Não pude deixar escapar um leve riso e ela pareceu zangada.

— E não é apenas isso! A senhorita me chamou muita atenção com esse jeito de brigona, então eu comecei a fazer algumas pesquisas e descobri coisas muito interessantes. Primeiro, seus pais não trabalham pra ONU e muito menos estão em uma viajem para tratar de negócios em Hokkaido sobre a salvação das focas asiáticas — me controlei para não rir. Ainda não acreditava que ela tinha realmente acreditado nessa história que inventei quando estava fazendo a matrícula! Desde quando a ONU toma conta de focas?- Além disso, sua identidade é falsa, nem sei se seu nome é realmente Melody Pond! — olha só, não é que a baranga tá começando a sacar as coisas! — História falsa, identidade falsa, nome falso... existe alguma coisa sobre você que é de verdade?

Pensei um pouco antes de responder.

— Meus peitos — disse com o sorriso mais amarelo que consegui colocar na cara e virei os calcanhares deixando a diretora sozinha.

Ela deve ter ficado furiosa e eu tratei de dar o fora dali o mais rápido possível, afinal não demoraria para que ela chamasse a polícia por causa dos meus documentos falsos ou por causa das focas asiáticas!

Notas finais
Dúvidas? Criticas? Observações? Conselhos?... Comentários???