Notas iniciais
Um século depois, o escritor volta a escrever, com um capitulo pequeno, e esse capitulo ainda não contem algumas dicas de pessoas não nomeadas =P

POV Ezreal

Seria realmente Vayne, sua aparência estava diferente, mas sua voz e atitude eram iguais, seus olhos estavam arregalados, olhando diretamente para Lux e então uma pessoa apareceu ao seu lado, um homem de cabelos prateados e olhos vermelhos.

– Lux? — Murmurou Vayne assustada.

– Quem é ele? — Perguntou Lux — o que faz aqui, por que se distanciou de nós?

– Esse é meu irmão, Lince Vayne, ele tem sangue humano e Observador. — Respondeu Vayne.

– Como assim? — Falei incrédulo — como isso é possível? E por que está falando isso/

– Eu preciso de ajuda — disse Vayne com um ênfase no “preciso” — sou uma Observadora traidora, vocês tem que me ajudar.

Uma lágrima correu nas bochechas de Vayne, tornando sua pele pálida por onde a lagrima passava, observei a lágrima até ela cair no chão, e quando levantei o olhar, Vayne agora tinha cabelos prateados, olhos sem cor, como os de Lissandra, pele pálida como a do irmão.

– O que diabos…

– Sou uma Observadora Gélida, filha de Velkoz e Kalista, minha mãe brutalmente assassinada e meu pai acabou de retornar, meu irmão é filho de Velkoz com Avarosa, meio humano, meio Observador, seus poderes estão ás minhas custas, as custas de meus olhos, mas mesmo assim eu ainda possuo poder.

– Vayne? — Perguntou Lux preocupada.

– Sim, sou eu. — Respondeu a Observadora.

O irmão de Vayne aproximou-se dela e colocou-se entre ela e nós, então Vayne disse:

– Não preciso de proteção, Lince.

– Mas Shauna… — reclamou Lince.

– Eu te dei poder — respondeu Vayne — e eles são aliados.

– Eles estão do lado de minha mãe — falou Lince — posso ver.

– Sim, eu sei — afirmou Shauna Vayne — mas sabemos que Lissandra passou dos limites, meu pai passou dos limites aquele dia, Avarosa passou dos limites todos os dias, mas agora devemos proteger a paz, lembra-se disso?

– Sim eu lembro — respondeu Lince — mas o seu personagem em Demacia não tinha nada pacifico.

– Era o melhor disfarce possível, já estavam desconfiando de mim aqui, tinha de sumir por um tempo. — Rebateu Vayne.

– Mas se lutarmos contra Lissandra, isso não seria paz — falou o meio-Observador — então estaríamos deixando os princípios de Serilda para traz.

– Se for necessário usar a luta para uma paz grandiosa, use — ditou Vayne — essa é uma das regras de Serilda.

– O que Sejuani usa — retrucou Lince Vayne.

– Sejuani é uma barbara — debochou Shauna — ela quer batalha em tudo, se tornou quase um homem querendo ser a melhor das Três Irmãs, Serilda era a mais poderosa sem virar um brutamontes e montar num javali.

– Do que estão falando? — Perguntei, os dois pararam de se olhar e me focaram.

– Tenho um trabalho à vocês — declarou Vayne.

– Como assim? — Disse Lux, confusa.

– Serilda não gostaria assim — reclamou o irmão de Shauna.

– Mas é o que deve ser feito! — Exclamou Vayne.

– Explique para nós — falei — não estou entendendo nada!

– Vocês tem que pedir ajuda à Sejuani — Falou Shauna — ela deve aceitar, do jeito que ela é, aceitará qualquer luta que aparecer.

– Simples assim? — Perguntou Lux — chegaremos lá e ela aceitará participar dessa guerra?

– Não tão simples — afirmou Lince — iremos junto com vocês, para garantir.

– Não podemos fazer isso! — Murmurou Vayne.

– Mas temos de fazer! — Resmungou Lince — me siga.

Ele saiu da sala e começou a andar pelo corredor, Shauna o seguiu, Garen e Katarina os seguirão, olhei para Lux, ela parecia confusa, peguei no seu braço e a arrastei pelo corredor, tínhamos de fazer alguma coisa.

Chegamos lá fora, Lince discutia com Vayne, Garen e Katarina estavam esperando, Vayne olhou para nós, que havíamos acabado de fazer barulho com a porta da frente, ela começou a marchar para o centro da vila, onde haviam alguns guardas guardando uma cabana maior que as outras, ela estava longe, então começamos a segui-la, nem ela nem Lince pareciam satisfeitos.

Depois de um tempo, os guardas que guardavam a cabana pareciam nos ter notado, tiraram suas lanças, feitas de aço, e fizeram um “x” na porta da cabana, Vayne revirou os olhos e continuou.

Foi então que ela mudou sua aparência, os cabelos que caíam sobre suas costas se tornaram prateados, sua vestimenta foi trocada por sedas azuladas, que cortavam em traços marrons em varias partes, parecendo uma armadura de guerra, mas feita de seda.

Ela olhou para o irmão e seus olhos não haviam pupilas, era tudo branco, exatamente igual aos de Lissandra, então a neve se tornou um pouco mais brilhosa, como se elas gostassem de sua presença.

O ar se tornou mais gélido, é como se ela usasse uma farsa, e essa fosse sua real forma, ela fez um gesto mínimo com as mãos, e gelo começou a possui a pele dos guardas, e em segundos, pareciam uma estatua de gelo, ela ergueu o braço, em direção da porta da cabana de Sejuani, e com uma rajada de vento, elas se abriram, Sejuani estava lá dentro, sentada em um trono coberto de peles de diferentes animais, ela realmente parecia muito rústica.

Sejuani abriu um sorriso, parecendo gostar do que esta vendo, ela pegou uma arma estranha ao seu lado, era uma pedra de gelo presa numa corrente, ela se levantou, arrastando sua arma junto, mas Vayne levantou a mão e conjurou uma rajada de vento que fez Sejuani parar, o sorriso do rosto da Rainha da Garra do Inverno se desfez.

– Como ousa..

– Viemos em paz — interrompeu Vayne — queremos conversar.

– Quem você pensa que é? — Perguntou Sejuani irritada — sua cega tola!

– Uma pessoa que ocupa o mesmo cargo que você — falou Shauna — mas sou melhor, é claro.

– Você nunca chegará aos meus pés! — Urrou Sejuani — nunca chegará a ter uma tribo perto da minha!

– Ela não falou sobre isso — completou Lince — ela fala sobre Serilda.

– Não ouse falar dela…

– Cale sua boca! — Murmurou Vayne, parecendo furiosa — Você nunca seguiu os ideais dela!

– Do que está falando? — Perguntou Sejuani, parecendo mais calma.

– Você é brutal! — Gritou Shauna — Serilda nunca pareceu um brutamontes! Ela era poderosa, mas no poder! Não em força brutal.

– Como você sabe disso? — Falou Sejuani, parecendo atordoada com a ideia.

– Somos Observadores — respondeu Lince — quer dizer, sou meio humano. Serilda nos acolheu, e nos tornou fortes, lutamos ao seu lado, qualquer que ela esteja.

– Mas ela não está morta? — Perguntou Sejuani.

– Não! — Falou Vayne cuspindo as palavras — mas é impossível você ter algum contato com ela!

– Podemos ir direto ao assunto? — Perguntei interrompendo a discussão deles.

Lux chutou meu pé, como se estivesse me alertando, Vayne, virou sua cabeça e seus olhos totalmente vazios ficaram pairados no ar, seria ela cega? Pois ela é uma Observadora, poderia ver sem um “olho” aparente? Mas só sei que o olhar dela era de fúria, Lince olhou para ela, Vayne virou-se para Sejuani e falou.

– Você tem que nos ajudar — suplicou Shauna — pelo bem de Serilda.

– Ajudar com o que? — Perguntou Sejuani.

– Os Observadores retornaram — começou Vayne — irei tentar mante-los na parte norte de Freljord, mas se não conseguir, haverá uma guerra, e você poderia nos ajudar, sendo a mais poderosa das três.

– É claro — respondeu Sejuani — por Serilda faço qualquer coisa.

– Ok — falou Lince — se houver uma guerra, irei contata-la, vamos indo.

Lince e Vayne saíram da barraca, nós quatro seguimos eles, que andavam pesadamente, falando um com o outro, sobre o que havia acontecido ali.

Notas finais
Olha, quando percebi que fava parando de escrever, comecei a escrever o resto desse muito rápido e postei, mancada minha! Srry!