CLE 2 - A Furia do Inverno
11 O Que Serilda Realmente Quer
Notas iniciais
– Irei seguir você Serilda — falou a garota maior — eu e meu irmão!
– Você realmente quer isso? — Certificou-se Serilda, era muito risco para a garota e o irmão, e ela era uma Observadora Gélida, era um grande risco.
– Sim — respondeu a garota — Eu, Shauna, e meu irmão, Lince, damos a você o poder de dois seguidores.
– Lince, concorda com isso? — Falou Serilda.
– Sim. — Murmurou o garoto, de apenas 15 anos.
– Ele ainda é um bebê, mas posso ser útil assim mesmo! — Pronunciou-se Shauna.
– Acalme-se — Serilda confortou as crianças — Na sua idade Shauna, eu estava começando com os Observadores, e na sua Lince, eu ainda era nômade com Avarosa e Lissandra, não havíamos chegado aos Observadores.
– Serio? — Quis saber Lince.
– Serio — Respondeu Serilda — 15 anos humanos equivalem a 100 anos Imortais.
– O que acontece quando chegam a Idade adulta? — Perguntou Lince
– Envelhecem, ficam fracos, e morrem, por causa de sua vulnerabilidade. — Respondeu Serilda.
– Morrem?
POV Garen
Acordei de um sonho estranho, entre dois garotinhos e uma mulher, falando sobre Observadores e pessoas.
Olhei para o lado e vi Katarina, aquela tinha sido uma noite em tanto, então tinha um sorriso nos lábios, olhando para mim, como se estivesse esperando que eu acordasse, dei um beijo em seus lábios, e ela segurou minha nuca, estávamos naquela mesma hospedaria de antes, onde encontramos Vayne e Lince, mesmo os dois sendo Vayne, nunca perderei o costume de chama-la de Vayne.
Ela me soltou e olhei para seus olhos verdes penetrantes, passei a mão pelos seus cabelos vermelho sangue, ela se levantou e colocou suas roupas, eu fiz o mesmo, dei um ultimo beijo nela e saímos para fora.
Bati no quarto de Lux e do Ezreal, ouvi resmungos da minha irmã, e ela abriu a porta com uma cara de desanimo, ela soltou um urro de fúria, ela ainda estava de pijamas, então, fechou a porta para colocar roupas normais, só ai percebi que ela estava sozinha.
Katarina estava falando com Vayne e Lince, sobre o que iremos fazer a partir de agora, sai para fora do estabelecimento à procura de Ezreal.
Quando sai, logo vi ele sentado numa arvore, lendo um livro, da onde esse garoto tira esses livros? Será que ele tem um armazenamento no… deixa quieto.
– Ezreal, iremos ter uma reunião — falei a ele — para discutir o que iremos fazer a partir de agora.
– Ok — Ele fechou o livro e guardou em suas vestimentas, saiu andando em direção da hospedaria, deixei ele passar primeiro, depois entrei e fechei a porta.
Seguimos até o quarto de Vayne, onde se encontravam Katarina, ela, Lince e Lux, Ezreal sentou-se ao lado de Lux, eu, me sentei ao lado de Katarina, que me olhou e me deu um beijo, Lux fez cara de nojo e olhou para Ezreal, que ficou confuso, mas Vayne acabou cortando o momento:
– Serilda me contatou.
– O que?! — Exclamou Lux, virando seu rosto rapidamente para Vayne — O que ela falou?
– Que Sejuani não deve lutar — respondeu Shauna — e que devemos evitar uma guerra, e não provoca-lá.
– Que? — Falei, quase gritando — como ela pode não querer Sejuani nessa guerra? Ela quer que os Observadores dominem tudo? Eles não querem trégua, só querem destruir!
– Devemos respeitar a opinião dela — disse Lince, calmamente — vamos seguir o que ela fala, iremos evitar uma guerra.
– Irei com vocês — falou Lux.
– Se ela vai eu vou — confirmou Ezreal.
Pensei na situação, não posso deixar minha irmãzinha correr esse perigo. Olhei para Katarina, ela assentiu.
– Iremos também — Katarina falou por nós.
– Ótimo — disse Vayne feliz com a decisão — irei falar com meu pai, ele parece estar no comando, Lince, você fica, não pode deixar eles correrem perigo.
– Mas..
– Fique.
– Ok
– Partiremos amanhã — discursou Vayne — iremos até Howling Abyss, falarei com ele, e vocês ficam de guarda, para ver se nada acontece, e se tudo ficar mais frio, fujam, Lince saberá quando.
– Então temos o dia de hoje para nos prepararmos — assegurou Ezreal — vamos Lux, aproveitar esse ultimo dia.
– Estamos indo também — falei.
Peguei na mao de Katarina, me levantei e fomos para nosso quarto, peguei um cinto, coloquei minha espada nele, Katarina pegou seu cinto e encheu de facas, mesmo ela podendo cria-las, ela precisava de uma base, e muitas facas é uma base em tanto.
Ela me olhou e começamos a nos beijar, ela começou a tirar minha roupa e eu a dela, então, foi assim que nossa noite começou.
Verde, era tudo que conseguia ver.
Ouvia gritos, de horror, pavor, eu tentava gritar, mas nada saia, ou somente nao conseguia me ouvir, em meio dos gritos de tanta gente.
O lugar começou a balançar, e então descobri que estava num lugar com uma névoa verde, olhei para onde estaria meu corpo mas não vi nada, mas eu parecia estar brilhando, como um pontinho de luz no meio da escuridão.
O lugar me deixava aflito. Com medo. Queria sair, correr, gritar, mas não podia fazer nada, além de ficar parado em meio ao terror.
Sentia que a névoa verde percorria minhas entranhas, mesmo eu sendo somente um ponto de luz, desespero, medo, agonia percorria por mim, eu só queria sair daqui.
A névoa ficou desfocada e se dissipou, como se uma rajada de vento tivesse empurrado ela para o lado, e então vi, a menina e o menino de novo, mas eles já eram maiores, a menina, olhava para um homem com um faixa protegendo um dos olhos, o outro era um rosa, ela olhou para o irmão, que tinha os olhos azuis claro, ela pegou a mão dele e saiu correndo, e como um filme, a cena mudou, agora, a menina não tinha mais olhos, somente branco, o menino, tinha olhos vermelhos, e estava com sangue pelo corpo todo.
Acordei com os olhos arregalados, eu estava tendo sonhos do passado de Shauna e Lince Vayne.
Katarina me olhava aflita, parecia preocupada.
– Você está bem? — Perguntou ela.
– Foi só o sonho — respondi, virando para o outro lado, com arrepios ao lembrar do lugar com a névoa verde.
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