CLE 2 - A Furia do Inverno
2 Ionia
Notas iniciais
Alguns milênios antes
Jax segurava seu porrete de Gelo Verdadeiro com firmeza, quase como se o bastão pudesse sair correndo dali para não se sujar de sangue esse dia.
A sua frente, o palácio dos Darkin reluzia em mármore, como se fossem bons ou algo do tipo. Cada Darkin possuía uma função é claro, na conclusão de bastante Darkin, mas, Jax odiava um acima de tudo, o mais sanguinário dos Darkin, que pelo plano de Jax, ele não estaria no momento no palácio, e quando chegasse, veria seus companheiros todos mortos e depois morreria numa batalha contra Jax.
Jax entrou no palácio.
Dizimou dezenas de Darkin que estavam no salão principal, depois foi até os cômodos menores e surpreendeu os restos dos Darkin.
Jax achou fácil de mais destruir uma espécie tão primordial, como se Jax fosse o criador de tudo e pudesse fazer o que quiser.
Jax se posicionou num lugar que o Darkin não conseguiria vê-lo, mas Jax teria visão de tudo.
– Sabia que será amaldiçoado com uma vida eterna atormentada? — Disse uma voz feminina atrás de Jax.
Jax pulou para dentro do salão, achando que era um Darkin que estava prestes a mata-lo, mas quando se virou, viu uma mulher, aparência humana, olhos azuis escuros, cabelos brancos e trajava um grande vestido da cor de seus olhos, como o Gelo Negro.
– Qual será o nome do grande guerreiro que porta a melhor arma de todos os domínios e que dizimou quase todos os Darkin sozinho? — Perguntou a mulher.
– Fale você primeiro! — Exclamou Jax — ou dizimarei você junto com esses merdas!
– Sou Lissandra — disse a mulher em meio de uma risadinha — uma Glacinata, os Observadores Gélidos me chamam de Bruxa Gélida, por causa dos poderes que me passaram.
– Sou Jax — falou a criatura — o ultimo PAX em todos os domínios, vim vingar minha espécie, e por favor, saia daqui antes que eu te quebre como um galho de arvore.
– Não seja tolo Jax — respondeu a afirmação do PAX — não sairei daqui sem sua linda arma.
– Muito engraçado — falou Jax fingindo um riso — essa é a única arma de verdade, você nunca irá possui-la!
– Não posso deixar uma arma dessas com um amaldiçoado — disse Lissandra estendendo a mão de pele pálida e macia — se não me der de bom grado, nunca terminará seus planos.
– Não vou te dar — insistiu Jax olhando fixamente em seus olhos — você nunca me derrotaria.
Quando Jax olhou novamente para a mão de Lissandra, não eram mais mãos normais, e sim mãos como a de um cadáver e no lugar de belas unhas, garras saiam dela.
Seu corpo parecia um cadáver flutuando sobre Gelo Negro, ela usava um capacete estranho, tampando seus olhos, estava mais alta, e mais aterrorizante.
– Meu corpo se deteriora quando uso meus poderes — falou a Bruxa Gélida — não gosto de sair assim lá fora, prefiro usar minha forma fraca.
Jax pulou na Bruxa, quando a seu porrete ia estraçalhar a cabeça dela, ela mergulhou no chão, e apareceu do outro lado da sala, o Gelo Verdadeiro do porrete quebrou o chão, fazendo Jax perceber que ele estava coberto de gelo.
A Bruxa jogou um pedaço de Gelo Negro em sua direção, Jax rolou para o lado, e a parede atras de si congelou completamente.
Nesse meio tempo, a Bruxa Gélida apareceu ao seu lado e congelou o ultimo PAX em Gelo Negro, deixando somente sua arma para fora, ela se aproximou, mas Jax quebrou o Gelo, mas foi jogado longe por um pedaço de Gelo Verdadeiro conjurado pela Bruxa.
Jax ficou pasmo, porque a Bruxa iria querer sua arma de Gelo Verdadeiro sendo que ela poderia conjura-lo?
Mas sem ter a pergunta respondida, Jax pulou novamente nela, que reapareceu atras dele, era impossível derrota-la, não havia como.
– CONGELE! — Ordenou a Bruxa.
Ela, desta vez, congelou Jax em Gelo Verdadeiro, ela foi até a arma que pendia para fora e a segurou, Jax se impressionou na facilidade que a Bruxa a segurava, até mesmo Jax fazia uma força para segura-la.
– Obrigado por sua contribuição — falou a Bruxa mergulhando no gelo mas uma vez desaparecendo, mas desta vez, com sua arma de Gelo Verdadeiro.
Jax tentou urrar, mas sua voz não saía em meio do Gelo, um pensamento veio na cabeça dele, se o Darkin o encontrasse ali, seria o seu fim.
Jax conseguiu se libertar, de um modo misterioso, ele fugiu, com raiva da Glacinata e jurando vingança, o Darkin chegou no palácio e encontrou todos mortos, na verdade, conseguiu encontrar quatro vivos, sendo assim, cinco Darkins restantes.
POV Lux
Nem foi tão difícil sair de Piltover.
LeBlanc nem precisou enganar os guardas e saímos rapidamente.
Começamos a andar em direção da costa, utilizando um mapa, mesmo Ez dizendo que ele era inútil, que conhecia Valoran como a palma de suas mãos.
Contornamos Zaun e chegamos em um porto em mais ou menos vinte e quatro horas, o problema foi conseguir um barco para ir para Ionia.
LeBlanc tentou enganar vários caras que alugavam barcos, mas eles só queriam saber de dinheiro vivo, então, no ultimo, ela ameaçou ele, o homem primeiramente riu da cara dela, mas ela simplesmente deixou ele… um pouco ferido.
LeBlanc estava ao lado do marinheiro, para obriga-lo a não desviar o curso ou algo do tipo, estava entediada de ficar parada e decidi conversar com LB.
Chamei Ez para ficar ameaçando o guarda e chamei LB, ela hesitou um pouco, mas acabou vindo.
– Oi Lux — falou a garota.
– Oi Lê — respondi — queria saber algumas coisas.
– O que? — Ela perguntou me olhando naturalmente de mais.
– Como era sua vida em Noxus — falei a ela, que parecia ter sido acalmada — o quê você fazia, sabe.
– A sim — falou ela — eu participava de uma seita chamada Rosa Negra, que acreditava que quando a Rosa Negra desabrochasse, algo grande e perigoso aconteceria. Eu era muito ligada a Swain, uma fez sequestramos Jarvan e me passei por ele por um longo tempo em Demacia, mas certa vez, Garen conseguiu resgata-lo, fizemos ele jurar que não contaria isso a ninguém, se não iniciaríamos uma guerra e mataríamos Garen, você e Shyvana, funcionou, pela sua cara — percebi que estava boquiaberta, como não havíamos percebido isso? — Até quando Ezreal chegou e lembrei de tudo, simplesmente achei tudo o que havia feito até aquele momento uma idiotice, e acho até hoje.
Aquilo foi um pouco impactante para mim, como ela poderia ter deixado tudo aquilo de lado? Era muita coisa, e ainda parecia que ela gostava de Jarvan, mesmo após sequestra-lo e se passar por ele, e era por isso que Jarvan não tinha deixado LeBlanc lutar, e seria que Jarvan havia mandado Xin fazer aquilo?
– Legal — respondi à LB, e comecei a olhar para o chão pensativa, LB se levantou, disse a Ez que poderia sair e voltou a ficar ao lado do marinheiro.
Depois de algumas horas, a silhueta de Ionia apareceu no horizonte, era uma ilha bela e grandiosa, senti uma pontada de alegria em sair daquele navio, LB falou para o homem esperar cinco dias ali, se não ia ser caçado por ela, ele pareceu assustado, então ficou ali, parecendo esperar nós sairmos de vista para ele escapar.
Começamos a andar pelo que parecia ser uma cidade fantasma, Garen olhava atentamente para todos os lados, Ez, LB e eu não estávamos tão nervosos, mas de repente, minha visão escureceu, ouvi gritos vindos de Ez, joguei uma bola de luz para tentar ver alguma coisa, mas não vi nada.
De repente a escuridão cessou, uma criatura negra, com lâminas vermelhas em seus braços e uma fumacinha no lugar dos pés, flutuava e olhava na direção de Ez, o garoto gritava em agonia, LeBlanc rapidamente jogou varias magias em cima do monstro, um escudo o envolveu e aparou todos os golpes.
Garen correu para cima dele, o monstro desviou de seu primeiro golpe e enfiou sua lâmina na lateral do corpo de Garen, que soltou um grito e caiu no chão, em meio dos gritos de Ez e dos gemidos de Garen, um barulho foi maior, do meu feixe de luz na direção do monstro, ele urrou, ele de repente parecia exausto e vencido, então ele riu e falou:
– Não há como me matar, Garota da Luz. Somente há como me obrigar a enganar a morte.
Fiquei rígida, se ele estivesse falando a verdade, estávamos perdidos, Ez ainda gritava, deixando minha mente bloqueada, conseguia somente em pensar em sair dali, pegar Ez e correr, para o mais longe possível.
Fuzilei o monstro com o olhar, numa tentativa dele sair correndo chamando a mamãe, mas quando meus olhos se encontraram com os dele, medo percorreu minhas veias, rapidamente desviei o olhar.
– Nunca cometa os mesmos erros que eu — disse a criatura — nunca siga o caminho das trevas.
Ele foi como um tiro em direção ao céu, fiquei um tempo tentando entender o que ele tinha dito, mas acordei para a vida quando os gritos de Ez cessaram, eu e LB corremos até ele, os olhos dele estavam arregalados.
– Estou com medo — disse Ez.
– Do que? — Perguntei com a maior calma possível.
– De Zed… Nocturne — começou ele, parecendo hipnotizado — Zed era um aprendiz do pai de Shen, ele tinha o poder dos trovões, mas nunca foi páreo para ganhar de Shen, sempre empatando as batalhas, ele então, seguiu o caminho das trevas, se tornando poderoso. Venceu Shen em uma batalha, mas o mestre deles, o pai de Shen, o exilou, então Zed formou um exercito voltou ao templo, seu mestre o convidou para entrar pedindo desculpas, Zed entrou e então o mestre mostrou seu futuro, Zed gritou, e em fúria de seu mestre, queria destrui-lo e tudo o que fez, cortou sua cabeça, e para Shen nunca se tornar o Olho do Crepúsculo, tomou seu templo e jogou a cabeça do pai de Shen aos pés do mesmo, então Zed foi consumido pelas trevas, e para evitar o que o seu mestre havia lhe mostrado, se prendeu em um Nexus, mas não demorou muito para ele se libertar, assim, virando Nocturne.
Ezreal arfou e seus olhos se fecharam, depois se abriram, parecendo normais, todos nós estávamos boquiabertos, até Garen já havia se levantado e se juntado a conversa, Ez parecia normal, se levantou e falou:
– Não podemos perder tempo, precisamos desse Yasuo, e esperamos que ele esteja aqui.
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