CLE 2 - A Furia do Inverno
3 As Maquinas de Combate
Notas iniciais
POV LeBlanc
Ezreal não falou mais uma palavra enquanto não saiamos daquela cidade, ele olhava para os lados, e uma hora, alguma coisa caiu no chão, ele pulou e começou a tremer, Lux o ajudou.
Garen e Lux conversavam a maior parte do caminho, parecendo que eu nem estava lá, fiquei um pouco irritada com isso, mas acabei deixando tudo como estava, se Ezreal ficasse mais nervoso, era capaz de o garoto explodir.
A cidade era bem grande, parecia abandonada fazia pouco tempo, pois a madeira das casas ainda estava em bom estado, mas as coisas dentro das casas ainda estavam lá, em algumas casas os móveis estavam virados, como se houvesse uma pequena luta.
Quando saímos da cidade, entramos numa cadeia de montanhas, eram pontudas e da maioria saiam cachoeiras, dificultando a passagem, mas o bom foi que Ezreal voltou ao normal, mais alegre, fazendo algumas piadinhas que faziam Lux rir.
Por um tempo fiquei conversando com Lux e Ezreal, fazendo minha irritação ficar muito menor, avisamos alguns templos entre as montanhas, batemos na porta de alguns, as pessoas que nos atenderam fecharam a porta na nossa cara quando perguntamos de Yasuo.
A grande pista foi quando achamos um templo velho com um telhado de palha, não havia porta, somente um buraco quadrado, olhamos pela entrada e um velho estava sentado em uma cadeira lá dentro, o templo não havia um móvel a não ser a cadeira, o velho olhou para mim e assentiu, entrei no templo e percebi que as paredes estavam sujas de algo vermelho. Sangue.
O velho esperou todos nós entrarmos e se levantou, foi até um canto do pequeno templo e pegou alto, uma espada, na verdade uma katana, ele a observou e falou.
– O que vocês procuram?
– Yasuo — respondi.
– Sim, sim — falou o velho — muitos procuram por ele, a ambição pela recompensa de sua cabeça floresce em muitas mentes.
– Não queremos recompensas — Lux disse a o velho — Shyvana nos mandou aqui, estamos a serviço dela.
– Sinto muito, mas aqui…
– Alguém falou em Shyvana? — Falou uma voz atras de nós.
Um homem com uma katana, cabelos grandes presos em um rabo de cavalo, vestimentas azuis e brancas parado na porta, aposto meu cajado que é Yasuo.
O velho foi rápido, ele apareceu de repente nas costas de Yasuo com sua espada em seu pescoço, Ezreal gritou e caiu, colocou as mãos na cabeça, com agonia de alguma coisa, exatamente o mesmo olhar de quando Nocturne invadiu sua mente, minha reação foi jogar minhas correntes magicas no velho, prendendo seus braços e pernas juntos, deixando-o imóvel.
Yasuo se virou, pegou sua katana e enfiou na barriga do velho, o velho estremeceu, saiu sangue de sua boca, ele caiu imóvel, morto.
Lux acalmava Ezreal, Garen havia desembainhado sua espada, mas não havia feito nada com ela, Yasuo limpava o sangue de sua espada, com um ar de desprezo, ele olhou para nós, fixando o olhar em Ezreal, e falou:
– O que há de errado com o garoto?
– Ele anda estranho — disse Lux disfarçando o choro — você é Yasuo?
– Sim — respondeu ele — o que Shyvana mandou para mim?
– Nada — respondeu Garen — somente mandou chamar você.
– Nada bom — disse Yasuo — ela falou algo sobre Viktor?
– Sim — respondi — estive me perguntando quem seria ele.
– Nada bom — afirmou Yasuo — ela disse que no momento em que me chamasse através de outra pessoa sem dizer nada, isso queria dizer que Viktor sucumbiu.
– Da onde vocês se conhecem? — Perguntou Garen.
– Quando éramos crianças — começou Yasuo — eu e Viktor seguíamos ela com seu pai, e treinávamos sempre, juntos, eu treinava o ar, Shyvana o fogo e Viktor usava maquinas, sempre gostou delas, nos três se tornamos poderosos e perigosos, então nos separamos, mas Viktor sempre dizia algo sobre que as maquinas substituirão a carne, então eu e Shyvana vigiávamos ele, e descobrimos um projeto perigoso, as Maquinas de Combate. Ele transformara monstros em maquinas, criando um exercito poderoso, e também descobrimos Jayce, da Resistência, um grupo que usa maquina contra maquina, o inimigo de Viktor, criou um exercito de maquinas também, com armaduras próprias para a batalha, e os Mecha, existem somente três no momento, mas acho que está na hora.
– Na hora do que? — Perguntei.
– De derrotarmos Viktor de uma vez por todas! — Exclamou Yasuo — mas antes precisamos achar uma Luxanna, um Ezreal e um Garen.
– Estão todos aqui — falou Garen — eu sou Garen, aquela é Lux, minha irmã e aquele é Ezreal.
– Ótimo, temos de ir para Piltover — falou Yasuo animado.
– Mas Piltover está cercada, você não poderá entrar lá — falei a ele.
– Como assim? — Perguntou Yasuo.
– Piltover dominou Demacia e Noxus, não demorará muito para dominar o resto das cidades, Piltover está enorme, e está cercada, não deixaram qualquer um entrar.
– Teremos de entrar de algum jeito, certo? — Falou Yasuo — Jayce irá nos ajudar, com certeza.
Lux ainda tentava acalmar Ezreal, Garen estava pensativo, Ezreal estava olhando vagamente para Lux, como se ela fosse invisível.
Yasuo virou e começou a andar, Garen olhou para Lux e assentiu, Lux enxugou os olhos e levantou Ezreal, Garen passou seu braço por baixo do braço do garoto e os dois começaram a carrega-lo, Lux ainda parecia abatida, mais até que o próprio Ezreal.
Segui eles até a porta, olhei para o penhasco abaixo e sai do templo, olhei para tras e vi a madeira acabada do templo, e o velho morto ao lado da porta, aquilo era o começo de uma nova era, derrotar Viktor era nosso novo objetivo, e depois desse, iremos encontrar mais um, e sempre seguir em frente.
Olhei para os quatro indo em direção da costa, segurei forte meu cajado, era obvio que eu e Katarina iríamos ficar de fora nessa luta, eles prepararam armaduras para Ezreal, Lux e Garen, não para nós, duas noxianas que entramos nesse circulo de repente.
Comecei a andar rapidamente para alcança-los, Yasuo parecia hábil e poderoso, Lux, Ezreal e Garen já haviam mostrado seu poder, eu era poderosa, mas minha magia parece ser inútil contra as maquinas.
Depois de um tempo de caminhada, contornamos a cidade, o que levou um dia a mais. Olhamos para nosso barco estacionado na praia, o marinheiro não havia descomprimo as regras, adentramos no barco, nossa próxima parada, Piltover.
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