CLE 2 - A Furia do Inverno
4 A Resistencia
Notas iniciais
POV Lux
Logo o barco parou na costa perto de Piltover.
Nós cinco nos encaminhamos para a a cidade, mas logo poderíamos vê-la, fazendo parecer que está perto, mas na verdade, ainda está muito longe.
No caminho, pensei no que Yasuo queria comigo, com Garen e com Ez, vim puxando conversa com ele tentando descobrir, mas tinha que levar Garen e Ez comigo, pois desde a morte do velho, Ez parecia mais perturbado que nunca, me fazendo chorar em alguns momentos.
Logo chegamos até onde estavam sendo construídos os muros, eles eram feitos de mármore branco, para combinar com os prédios da cidade.
Toda a extensão dos muros estavam repleto de guardas, pensei em o que Zaun havia feito, já que Piltover pegara pessoas de Demacia e Noxus.
Mas tentei não pensar nisso, o foco agora era destruir Viktor, mas antes, teria que falar com Shyvana, para ter certeza de tudo isso, e é claro, deixar Ez em repouso, para não ele não correr nenhum risco.
Chegamos perto de uma abertura no muro quando dois guardas armados fecharam o caminho, eles nos encararam e balançaram a cabeça, dizendo para nós darmos a eles nossos nomes, mas assim, Yasuo não conseguiria passar.
Todos nós dissemos nossos nomes, eu disse o de Ez para ele, pois Ez não falará nada dês dos acontecimentos, LeBlanc parecia completamente disposta à fazer algo com os guardas, pois ela olhou para nós e assentiu.
Um dos guardas perguntou o nome de Yasuo, pensei que Yasuo iria mata-los ou algo do tipo, mas o que ele disse foi:
– Jayce.
– Podem entrar — disse o guarda.
Fiquei chocada de como Yasuo havia entrado, ele havia falado o nome de um cara que ainda estava lá dentro, pois sabia como funcionava o sistema de entrada e saída, eles marcavam quem entrava e quem saia, mas se Jayce não estava em Piltover, como ele entraria e onde ele estava?
Os guardas abriram passagem e nós cinco passamos, os guardas olharam feio para eu, Garen e Ez, mas joguei um olhar fuzilador em resposta.
Yasuo nos guiou entre as ruas de Piltover, passamos por grandes prédios e algumas casas, não precisamos subir para a parte principal. Yasuo parou quando chegamos a uma construção grande, cobrindo um quarteirão, parecendo um quartel general, Yasuo bateu na porta e um homem alto de cabelos com gel e negros abriu a porta, ele segurava um martelo aonde parecia estar passando energia sobre ele.
Yasuo cumprimentou o homem e nos apresentou, ficou muito feliz ao saber que os três que ele queria estavam presentes, LeBlanc não parecia muito feliz, mas mesmo assim nos acompanhou dentro da construção.
A construção era enorme, muitas armaduras estendiam sobre a parede, mas nenhuma parecia completa, a não ser umas no fundo do grande salão, eram ao todo cinco, uma com um cajado, era preta com detalhes dourados, provavelmente uma feita para mim.
Tinha uma que era igual a minha, mas era maior e uma espada com um buraco no meio estava junto, a de Garen, uma preta com detalhes vermelhos e uma katana, a de Yasuo, uma preta com detalhes azuis e um martelo, a outra também, mas era menor e um canhão estava no lugar da mão, a de Ez.
O homem que nos guiou era Jayce, ele nos levou até o fundo da sala e indicou a armadura de cada um, e era exatamente como eu havia deduzido, mas não haviam armaduras para LeBlanc e nem para Katarina, muito menos para Shyvana.
Ele nos levou a um vestiário, onde nos ajudam a vestir as armaduras, demorou um pouco para a armadura encaixar em mim, e demorou muito mais em Garen, mas Yasuo e Jayce vestiram elas rapidamente, chamaram a mim e Garen de Legionários do Aço e Ez de Pulsifire. Eles colocaram meu cajado original dentro daquele novo, e quando usei a luz ela parecia fortalecida e com uma aparência melhor.
LeBlanc nos seguiu até uma sala toda revestida com um material fofo, mandaram tentar nos destruir-mos, mas não conseguimos, ela era imune a magia e espadas, a espada de Garen passava eletricidade no meio, fazendo ficar fortalecida.
O primeiro treinamento passado foi corpo-a-corpo, falaram para usar a ponta afiada de meu cajado para usar para perfurar, era muito difícil no começo, eu parecia uma barata tonta lutando com meu cajado quase inquebrável, mas depois peguei um pouco do jeito.
Quando o dia foi acabando, eles nos mandaram para um quarto, maior que aquele apartamento na parte maior da cidade, o quarto era enorme, tinha uma sala, com um sofá enorme e uma TV que cobria quase toda a parede, a cozinha era completa, com comida farta e tudo o de mais tecnológico, contava com quatro quartos, cada um com uma cama de casal e um banheiro, tudo enorme, como se ali morassem ricos da mais alta sociedade, o que eu sempre fui.
Antes de dormir, eu acompanhei Garen até o hospital, para visitarmos Katarina, Jarvan e se pudermos, Shyvana também.
Chegamos ao enorme hospital e Garen me levou até onde Katarina estava de repouso, era num andar alto, acho que no decimo nono.
Katarina estava num quarto com vários outros feridos, ela parecia a melhor do quarto, somente com a perna quebrada e alguns ferimentos, estava lendo alguma coisa, um livro sobre Noxus, mas, quando nos viu, seu olhar de tédio se transformou em raiva, muita raiva.
– AONDE VOCÊS ESTAVAM? — Gritou ela, fazendo com que alguns pacientes acordassem ou colocassem as mãos nos ouvidos. — JÁ FAZEM DIAS E NINGUÉM VEIO!
– Sinto muito Katarina — respondeu Garen — estávamos em Ionia, mas agora irei visitar você todos os dias.
– Agora que entrarei em alta? — Perguntou Katarina com um sarcástico — não adianta nada sabia? E não adianta darem desculpinhas, agora o que esta feito esta feito, somente falta terem entrado em alguma confusão e terão de ficarem ausentes.
– Na verdade… — Começou a falar Garen, mas foi interrompida por Katarina.
– Eu não quero saber, e não quero você no nosso apartamento!
– Nós mudamos.
– Então não quero você no novo apartamento! — Continuava Katarina ainda muito irritada — Fiquei dias aqui! Parada! E você vem querendo que fique tudo bem entre nós! Vá para sua encrenca! E saia daqui!
Garen recuou e saiu, não consegui acompanha-lo, então consegui ver uma lagrima saindo dos olhos da Katarina.
– Lux? — Falou ela.
– O que? — Perguntei.
– O que aconteceu?
– Shyvana — respondi — ela quer que nós impeçamos um cara, mas Garen te ama sabia? E sinto muito por não poder nos acompanhar, quer que eu te leve amanha para casa?
– Sim — ela me respondeu.
Saí de seu quarto e achei Garen encostado na parede, olhando vagamente para o chão, depois de uma viagem, depois de um dia inteiro de treinamento para derrotarmos um cara com um exercito de armas, parecíamos dois irmãos normais.
Fomos até o quarto de Jarvan, descemos alguns andares e seguimos para o quarto com a placa escrita Jarvan.
Entramos e não havia ninguém lá, a enfermeira nos disse que ele já havia ido embora, que isso acontecera dois dias atras, então saímos de seu quarto e seguimos para o andar trinta e oito.
Quando chegamos na sala de Shyvana, ela parecia bem melhor, estava acordada e comendo alguma coisa, ela olhou para nós e olhou acima de minha cabeça, olhei para trás e vi Jarvan com um copo de água olhando para Garen, depois para Lux, ele correu e deu o copo para Shyvana e perguntou:
– Conseguiram?
– Sim! — Respondi — estamos junto com a resistencia, treinando para valer, olhei para Garen com um sorriso.
– Ótimo — disse Shyvana, havia muito tempo que não havia ouvido aquela voz rouca — Yasuo te contou tudo?
– Sim — respondeu Garen — O que faremos agora?
– Eu me recupero rápido — falou Shyvana — eu ajudarei a resistencia.
– Então ja vamos — afirmou Garen.
– Ok — respondeu Jarvan.
Nós saímos do hospital e fomos direto para o local da Resistência, Ez estava dormindo em nossa cama, me ajeitei ao seu lado e fechei os olhos, o sonho que tive foi o que mais me assustou.
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