CAOS

2 00. O Despertar DO Caos


IRONICAMENTE O CLIMA ERA SERENO, sem vestígio de vento ou sensação ruim, pelo contrário, tudo se encontrava em perfeita ordem e harmonia. Era mesmo uma grande ironia, já que o próprio caos reinava ali.

Não o caos em forma de calamidade, mas sim o caos em pessoa, a própria personificação. Com seus ombros largos, cabelos negros e olhos verdes intensos e cheios de malícia. Como os humanos falar, os olhos dizem tudo sobre alguém, eles não se deixam mentir. E naquele olhar de luxúria, desordem, o próprio pandemônio se encontrava.

Cansado de tamanha importância que os seres humanos pareciam ter com o amor, algo que ele não entendia, já que seu irmão Eros era uma força insignificante, em sua concepção. O que o amor poderia fazer por alguém? E porque as pessoas ainda insistiam em dizer que ele mudava vidas? O amor, tão insignificante quanto poderia ser, era uma piada.

Já fazia anos que pensava em algo grandioso o suficiente para fazer os outros deuses e semideuses lembrassem dele, temessem ele e do que ele era capaz. Afinal, quando o caos resolvia surgir, o estrago era certeiro.

Às profecias poderiam parecer acasos do destino, uma brincadeira maliciosa e cheia de segundas intenções, mas ele como uma das energias mais antigas, a primeira divindade, sabia. O acaso poderia ser contornado e o destino facilmente manipulado, assim como as profecias.

E era disso que ele precisava para o início do fim.